CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)





ÁGAPE MENSAL
11 - fevereiro - 2017


SETEMBRO - 2017
De 01 a 03 - 5º ERESER VICE PROVÍNCIA MANAUS
De 29 a 01/10 - ERESER CURITIBA

OUTUBRO - 2017

Dia 07 - ERESER NA NOVENA DE APARECIDA
Dia 21 - 11º ERESER MAIRINQUE

NOVEMBRO - 2017
De 12 a 15 - 7º ERESER PROVÍNCIA DE CAMPO GRANDE


XIII RETIRO
De 26 A 28 de janeiro de 2018
Local: Vila Santo Afonso - Pedrinha
Tema: A Espiritualidade Redentorista na Prática
Orientador: Padre Alfredo Viana Avelar, CSsR - Rio




SOM NO BLOG

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30 de setembro de 2009

A UNIÃO DOS EX-SEMINARISTAS - Penicilina


BENEDITO CELSO A. FRANCO

Em fins de 1957 saí do Seminário, em Congonhas, e voltei para a casa de meus pais em Coronel Fabriciano.

FABRICIANO

A penicilina - Penicillium notatum

Dono do cartório de Fabriciano, Sô Zacarias era o patriarca de imensa e ótima família - toda ela amicíssima da minha.

Quando nasci, mamãe mandou-lhe um recado para me registrar. Escreveu-lhe um bilhete - antigamente era assim - em que colocou o nome, Benedito Celso. Ele perdeu o tal bilhete. Quando mamãe mandou buscar a Certidão de Nascimento, lembrou-se ele de que ela já tinha tido um filho com o nome de Benedito. Parece-me que era seu afilhado. Consultou o livro, achou: Benedito Jésus!... Registrou-me!

Dá para prever a confusão vivida por mim por causa desse bendito nome Benedito Jésus – o verdadeiro falecera aos dois anos - todo mundo chamava-me de Benedito Celso. Quando fui para o Seminário, foram enviados documentos, constando de Certidão de Nascimento e de Batismo. Na Certidão de Nascimento, nome: Benedito Jésus e Benedito Celso, na de Batismo. Esperavam por irmãos gêmeos e prepararam duas vagas - no dormitório, no refeitório, na rouparia, na capela, na sala de estudo e nas salas de aula, nos cadernos de chamada etc., etc.

Depois de anos de luta, encontrei-me com o promotor, meu colega de infância, neto do Sô Zacarias:
- Divaldo, qual o meu nome?
- Uai, Benedito Celso, por quê?

Aprovou a petição e, assim, consegui trocar o nome no cartório.

O pai do Divaldo, esposo da Dona Rosinha, trabalhava com corte e venda de madeira, colocou o nome de Jacarandá no primeiro filho e de Sucupira no segundo. O terceiro teria mais um nome de madeira - Dona Rosinha refutou.

A fazenda

Uma das filhas do Sô Zacarias, D. Zaide, casada com o Sr. Raimundo Alves, farmacêutico formado e prefeito de Fabriciano por duas vezes, morava em uma fazenda, do outro lado do Rio Piracicaba. O filho, Rômulo, hoje bioquímico, sempre estava na casa do avô, perto da minha. Fiz amizade com ele, uma vez que mamãe se encontrava bastante com Dona Zaide e gostava demais dela - amizade conservada até a morte de uma delas.

Com o Rômulo, passeei na fazenda e, recordo-me, pescamos no ribeirão em frente à sede. Pesquei um piau de uns vinte centímetros. Ele pegou um monte deles. Pescaria única, com filho único, em toda a minha vida.

A fazenda foi vendida para a instalação da Acesita – hoje a sede fica no centro comercial.

O brejo

Mais tarde, eu rapaz, o Sr. Raimundo Alves contou-me que, chegando de viagem, um matuto, empregado, morador do outro lado do córrego - o tal ribeirão da pesca, hoje Bairro dos Funcionários - apareceu com uma grande ferida purulenta no pé, perto do tornozelo, e com a região muito inchada. Fez-lhe o curativo - curativo nada, pois estava sem um remédio sequer no momento. Limpou bem a ferida e recomendou-lhe vir todos os dias para a limpeza e um novo tratamento, e então providenciaria os remédios necessários.

- Mais dotô Remundo Ávis, eu num vim inhantes pruquê o Sinhô tava fora e é difíci pra mim, pruquê tenho qui andá e travessá o brejo, do lado de lá e do lado de cá do coigo.

- Faça um esforço. Chegando, a gente vai limpar tudo. Não deixe de vir.

No dia seguinte, o senhor contou-lhe que havia sujado o local da ferida, lá no brejo, logo ao ir para casa, mas a dor melhorou.

Sr. Raimundo Alves reparou que as gazes seguraram a sujeira do brejo e, apesar da sujeira, a ferida não piorou, melhorou. Interessante: antes a ferida piorava como contou o matuto, apesar de lavá-la bem em casa.

- A melhora foi total e, em muito pouco tempo, bem antes do esperado, e antes mesmo de eu providenciar os remédios necessários. O resultado curioso levou-me a dar uma olhada no brejo e no ribeirão, e notei muito fungo por lá, estranhei: esperava que a sujeira e o fungo piorassem a ferida, o que não acontecia. Fungo sempre me despertou a curiosidade e algum estudo. Isso me convenceu, não a recomendar, mas a tolerar o senhor a chegar em minha casa com os curativos sujos. Passados alguns poucos anos, fiquei sabendo da descoberta da penicilina e sua origem. Relacionei-a com o fungo do brejo. Jovem e recém-formado, pouco experiente, não me aprofundei na pesquisa.

Poderia ter descoberto a penicilina, antes mesmo da equipe do Dr. Fleming. Deixei de curar e salvar muita gente... e de ser famoso!
Benedito Franco

PE.PELÁGIO CSsR....PELO PE.CLÓVIS CSsR - 12


PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR

ELIZA TAMBÉM CONHECEU PE. PELAGIO

Quando chegamos à casa de dona Eliza (levados pelo senhor João do super-mercado Boca Quente), ela estava na sua cadeira de rodas, e parecia estar meditando. Com 88 anos bem vividos, mantinha-se lúcida e viva. Assentados na varanda muito espaçosa e ventilada pela aragem que vinha dos arvoredos adjacentes, fui logo entrando na conversa:
- Dona Eliza, contaram-me que a senhora conheceu o Pe. Pelágio e com ele conviveu nos bons anos da sua meninice.
- Quem falou, acertou. Só que, depois do derrame que tive, minha memória enfraqueceu. Eu vim do interior para estudar no Colégio Santa Clara que estava começando. Eu me lembro da Irmã Maria de Lourdes e dos nossos brinquedos de escola...
- A senhora deve ter sido uma das primeiras alunas porque as Irmãs vieram para Campininhas em 1921.
- Pois é verdade! Eu dormia na casa do seu Domingos e freqüentava aquele Colégio. Aí pude conhecer o Pe. Pelágio. Acho que ele morava perto e vinha “dizer” missa por aqui.
- Lembra-se do jeito dele?
- Eu era muito novinha. Quase não tinha ocasião de conversar com ele. Mas seu jeito era de um padre carinhoso. Principalmente com as crianças. Dizem que ele não era de muita prosa, mas sabia brincar com a gente. Dos muitos padres que passaram por aqui, a gente se lembra bem mais, é do bondoso Pe. Pelágio.
- A senhora contou que teve um derrame. Mas quase não se percebe.
- Minhas pernas sentem um pouco.
Ela não pode ficar muito sentada, atalhou dona Esmerinda.
Às vezes fica meio nervosinha, mas a gente amansa com estes versinhos:
N. Sra. Senhora de Nazaré – toma café na “cuié”...
N. Sra. da Penha – cavaco de pau é lenha...
N. Sra. das “Dor” – Dona Eliza é uma flor!
Depois chegou o almoço saboroso preparado por dona Esmerinda, casada com o Euclides, irmão de dona Eliza, filhos de Alfredo e Rita. A prosa se voltou para onde ela nasceu e viveu (Araguari, Campininhas, Morrinhos, Anicuns, Nazario,), os padres holandeses daquela região, a nova capital Goiânia, seu primeiro governador.
Agradecemos o almoço, a entrevista, e despedimo-nos invocando a benção do Pe. Pelágio para todos os moradores daquela casa acolhedora.

REFLETINDO A PALAVRA - “Pedagogia dos Sacramentos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR

Espiritualidade como um todo
Jesus era uma pessoa de fácil acesso e tudo o que apresentava era fácil para todos. Entendiam seus gestos, suas palavras, e podiam tocá-lo, pois dele saía uma força que a todos curava” (Lc 6,19). Os sacramentos que Jesus nos deixou também são de fácil acesso e compreensão. Se se tornaram difíceis é porque os estamos aplicando mal. Eles foram feitos para as pessoas. Colocam Deus ao alcance de cada um que o procura. “Ele se deixa encontrar”. O segredo da pedagogia de Deus nos sacramentos está no fato de atingir a pessoa por inteiro, tanto no corpo como no espírito. Atingir a pessoa no seu total quer dizer que os elementos sensíveis dos sacramentos são compreensíveis a ela. Como a Encarnação ocorreu em todas as dimensões, os sacramentos tocam a pessoa em todos os sentidos. Eles são simples e acessíveis. Podem ser entendidos na primeira abordagem. Como são símbolos, explicam-se por si mesmos. É claro que é necessária uma catequese básica, pois são sacramentos da fé e supõem a fé. Igualmente seus símbolos devem ser bem apresentados e realizados. São sinais sensíveis que podem ser tocados. É no corpo que se recebem os sacramentos. Portanto, eles se referem somente a nossa dimensão espiritual. Somos matéria e espírito. Pelo simbolismo da matéria se chega à graça salvadora oferecida pelo sacramento.
Pedagogia espiritual
No caminho espiritual dos sacramentos, somente partindo da pessoa como um todo podemos compreender o sacramento e a graça que eles oferecem. A pedagogia dos sacramentos está em realizar o que já dissemos sobre a espiritualidade: colocam em ação todos os dinamismos e dimensões da pessoa humana. Tomemos a Eucaristia: O dom salvador de Cristo se explicita através do pão e do vinho e neles se realizam. O pão que é o corpo de Cristo entra em nosso organismo não só como um veículo de Cristo, mas como Cristo que realiza a redenção ao modo do alimento que dá a vida. Por isso é o Pão da Vida. Faz unir inclusive fisicamente. O vinho, sangue de Cristo, mesmo sendo um alimento, atinge outras dimensões, como a festa, a alegria e até no aspecto da inebriação de Deus. É corpo de Cristo que, com nosso corpo, se realiza como sacramento. Até o jejum para a comunhão nos traz a fome de Cristo. Vejam quanto precisamos aprofundar! Na verdade, a única espiritualidade é a sacramental. As outras dela saem e a ela conduzem.
Espiritualidade de caminho
Os sacramentos acompanham nossa vida. Cada momento definidor da vida tem uma riqueza diferente, pois eles seguem os passos da vida, plenificando-os da graça salvadora. Os passos da vida correspondem aos sacramentos: nascimento, crescimento, matrimônio, morte, erro, vida de comunidade. Para cada estágio de nossa vida, ou acontecimentos, há um modo diferente de se encontrar com Cristo redenção. Os sacramentos não são atos que passam, mas ações que permanecem. O batismo, por exemplo, é vida cada dia. A crisma é entrega de serviço a Deus e aos outros a vida toda. A eucaristia é o pão nosso de cada dia. O matrimônio se realiza cada dia. A ordenação põe-nos a serviço cada dia. A penitência é a permanente conversão a Deus e aos outros. A unção está no fim, mas pertence a toda a nossa fragilidade. Assim como caminha a vida, caminham os sacramentos em nós.
Art.nº449 - Novembro/2005

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! EXAME DE CONSCIÊNCIA-PADRE LIBÁRDI


PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR

Como fazer o exame de consciência?

Exame de consciência é um olhar para dentro de si, uma análise de tudo o que se fez. Faz bem descobrir as boas ações, perceber o valor das grandes e pequenas coisas que fizemos. Faz muito bem descobrir também os erros, as falhas, as vezes que não conseguimos expressar-nos com bondade. Um momento que serve para agradecer a Deus e se valorizar mais. Outro olhar é uma oportunidade de encontrar o caminho certo, corrigindo erros e faltas.Temos um costume de fazer exame de consciência para ver só os erros, mas é bom nos habituarmos a ver aquilo que fizemos de bom durante o dia. Quem não se analisa, não se conhece, não tem chance de mudar.O silêncio e a concentração vão-nos ajudar a percebermos nosso interior, vão-nos ajudar na avaliação e nos fortalecerão nos princípios que devem orientar nossa vida.A consciência é um santuário onde ninguém entra e só Deus conhece; é nesse íntimo que a pessoa encontra-se consigo, encontra-se com Deus e é onde Deus fala. Essa consciência pode ser bem-formada ou malformada. Será bem-formada quando se guiar pelos valores evangélicos, pelos valores da lei natural que Deus gravou dentro de cada um. A consciência é a regra última do agir humano. Ninguém a substitui.É por esse respeito à consciência de cada pessoa que se aboliram as tais listas de pecado. A pessoa lia aquela lista e não se dava ao trabalho de analisar, avaliar seus atos. Era prático mas não produzia frutos, pois nem sequer via-se porque errou, qual era seu grau de conhecimento e liberdade para fazer o que fez.Cada um precisa aprender ou descobrir onde estão seus erros e o porquê desses erros ou pecados. Usar como critério aquilo que os outros falaram é não querer refletir e perceber onde se apoiam os erros ou os acertos. Saber por que se erra já é meio caminho andado para se corrigir. Por isso facilmente liga-se o exame de consciência à confissão, mas essa deve ser uma prática para todos os dias: passar o dia a limpo para planejar o que vem em frente.Sabe-se que a consciência fala dentro da gente e ninguém amordaça a própria consciência. É necessário muito cuidado para não se criar no coração a insensibilidade que impeça de ouvir a voz de sua própria consciência.Um trabalho de auto-análise pode tornar qualquer pessoa bem mais delicada, sensível. Parece que tudo depende de uma educação de si mesmo. Quanto mais perto de Deus, mais podemos perceber nossos erros e faltas. Não se pode cultivar uma consciência doentia; quem perceber desvios deve procurar um confessor que oriente ou uma terapia que ajude a trabalhar a si mesmo.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.


EDITORA SANTUÁRIO

A N I V E R S Á R I O

Dia 30 de setembro
Comemoram mais um ano de vida nossos colegas:




LUIZ ALBERTO COSTA REIS de Aparecida - SP












MANOEL BERNARDES M. PAES DE BARROS de São Paulo - SP





Praça do Por do Sol em Pinheiros - São Paulo


MUITAS FELICIDADES E MUITOS ANOS DE VIDA!
UM GRANDE ABRAÇO DOS AMIGOS DA UNESER!

29 de setembro de 2009

REMEMORANDO REDENTORISTAS! PE.LOPES CSsR



PE. JOSÉ LOPES FERREIRA CSsR
29 de SETEMBRO 1940+


Um dos primeiros padres brasileiros da nossa província. Nasceu em Aparecida a 16 de dezembro de 1890.
Aos dez anos foi recebido no recém fundado “Colégio Santo Afonso”. Em 1906 fez noviciado sob a direção do Pe. Lourenço Hubbauer, de reconhecida austeridade e não menor rigor.
Após a Profissão iniciou seus estudos de Filosofia na Penha, indo depois para a Alemanha. Dedicou-se com afinco ao estudo da Teologia, interessando-se mais pela Ascética, pelo que se tornou profundo conhecedor das obras de Santo Afonso e do nosso Pe. Desurmont. Ainda na Europa, iniciou a tradução de “A Escola da Perfeição” mais tarde publicado pelas “Vozes”. Ordenado sacerdote em 31 de julho de 1913, voltou para o Brasil, iniciando suas atividades na Penha,onde ficou até fins de 1915. Bom orador, e ótimo missionário, trabalhou em Goiás, Araraquara e Penha, não se poupando no trabalho das Missões e Retiros.
Em 1935 foi transferido para Aparecida, onde viveu seus últimos anos como redator de “O Santuário”, da “Liga Católica”, dos “Ecos Marianos” e do “Boletim Redentorista”.
Filho de Pai português, Pe. Lopes nunca negou seu sangue: bom coração, sabia ser delicado e atencioso; mas quando necessário, era franco e sincero, falando o que sentia, e nada deixava para depois. Isso lhe deu, às vezes, incompreensões e aborrecimentos.
Tenho de ser assim — dizia ele — para não ser hipócrita. Era homem que não usava restrições nem subterfúgios.
Escrupuloso na observância do regulamento, fazia questão dos exercícios comuns, e seguia rigorosamente um horário para seus trabalhos e práticas de piedade. Amava sinceramente a Congregação, e sentia profundamente qualquer notícia desagradável a respeito de Superiores e confrades. Sua acentuada vida interior apareceu bem nos seus escritos particulares, em suas notas de retiros e o testemunho dos seus penitentes que não eram poucos, e dele diziam: “Exigente, compreensivo e piedoso”.
Nunca foi orador de empolgar auditórios; mas foi pregador de exposição clara, comunicativo, que sabia prender seus ouvintes.
Era nos retiros que ele se sentia mais à vontade, dirigindo-se à inteligência e reflexão de grupos, já que não se impressionava muito com o entusiasmo fácil das multidões. Como jornalista, era de um estilo todo original. Em suas mãos “O Santuário” foi sempre elogiado, pela ordem, clareza e conteúdo.
Foi no dia 24 de agosto de 1937, quando estava ele escrevendo um artigo para o “Ecos Marianos”, que teve, de repente uma congestão cerebral, e foi levado para a Santa Casa de Guaratinguetá. Após dois meses de tratamento, conseguiu melhorar. Voltou para o Convento, e embora com dificuldade, continuou trabalhando na igreja e nos seus escritos.
Como não chegou a recuperar bem os seus movimentos, seus três últimos anos foram de grandes sacrifícios. Mesmo assim não se dispensava dos exercícios comuns, andando com dificuldade, ia, todos os dias para o confessionário, e semanalmente fazia, no salão paroquial, a reunião da Congregação Mariana que ele mesmo fundara. Mas em agosto de 1940 começou a piorar sensivelmente. Quase não se alimentava. Tinha o coração inflamado, e complicações renais. Não deixava, porém, de celebrar sua missa e rezar seu Breviário todos os dias. Na véspera de sua morte, sofrendo muito quase sem poder respirar, concordou em ficar na cama. No dia seguinte, 29 de setembro (dia de São Miguel) com muito sacrifício conseguiu celebrar, sendo depois carregado para o seu quarto. Ainda rezou as horas menores do Breviário. Ao meio-dia recebeu a Unção dos Enfermos; a Comunidade foi avisada, e enquanto os confrades rezavam junto ao seu leito, ele fitou longamente o quadro de Santo Afonso, e expirou sem um gemido sequer.

PE.PELÁGIO CSsR....PELO PE.CLÓVIS CSsR - 11


DOENÇA CURADA: PROMESSA CUMPRIDA
Dona Odontina Antonia estava de mudança para a cidade-santuário de Aparecida, quando foi surpreendida pela nossa visita. Sua casa, situada no Jardim América, já está para ser alugada. Por isso nossa entrevista aconteceu no pequeno pátio da frente, sombreado pelos arvoredos. Viúva de Edson Lino de Oliveira, mãe de três filhos, enfermeira aposentada, seu linguajar correto revelava uma cultura adquirida não somente nos livros mas no dia-a-dia dos 77 anos bem vividos.

O tema da entrevista concentrou-se naturalmente no Pe. Pelágio e na influência que ele exerceu na vida de dona Odontina:
- Eu devo muito ao Pe. Pelágio. Por volta de 1965, quando ele já havia falecido, eu estava esperando o Eliakim, nosso terceiro filho. Após o nascimento, uma paralisia inexplicável atacou minhas pernas e se refletiu em todo o corpo. Os médicos não conseguiam localizar a causa desse mal misterioso.
Foi quando recorri ao Pe. Pelágio. A causa de sua beatificação ainda não tinha sido introduzida, mas já era considerado santo pelo povo devido às muitas curas ocorridas através da sua intercessão. Recorri pois a ele. Se eu ficasse curada desse mal, iria a pé a Trindade com meu marido durante um ano e participaria de uma missa no santuário do divino Pai Eterno.
Alguns dias, depois eu já estava perfeitamente curada. Cumprida a promessa, continuamos residindo quatro anos em Trindade. Essa grande graça fez crescer ainda mais minha veneração pelo grande apóstolo e taumaturgo de Goiás. Deus seja bendito eternamente.



Na foto: Odontina sendo entrevistada pelo nosso colaborador Natal Fernandes

REFLETINDO A PALAVRA - “Sacramentos, o caminho da espiritualidade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR

Continuada encarnação.

Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Ele é o caminho de nossa espiritualidade para viver a santidade de Deus em nossa vida. Jesus nos deixou Sua Igreja e nela os sacramentos para que fossem para nós Sua continuada presença. Não temos mais a presença física de Jesus e nem precisamos dela. Os discípulos entenderam bem esse ensinamento de Jesus: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10,16). Compreenderam que a missão da Igreja é continuar a presença de Jesus, pois onde “dois ou três estão reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles” (Mt 18,20). Mas a Igreja não vive só de uma presença espiritual de Jesus, mas de sua presença “encarnada” nos sinais sacramentais. S. Leão Magno, um dos mestres do cristianismo, dizemos santos padres, diz que o que era visível em Cristo está visível nos sinais sacramentais. Os sacramentos são sinais sensíveis, quer dizer, coisas que podemos tocar, ver, sentir, que explicam e realizam a santificação das pessoas. Há um aspecto invisível que é a graça redentora de Cristo e um aspecto visível que é a parte material, como o pão, o vinho, o óleo, a imposição das mãos. Assim, entramos em contato com Cristo e recebemos dEle a graça divina que vem pelos sacramentos.

Sabedoria de Deus

Como Deus é bom! Em todas as obras é sempre maravilhoso. Somente Ele poderia inventar um modo tão fácil de nos aproximarmos dEle para receber Sua vida. Viver Sua vida é a santidade. O caminho que realizamos para traduzir essa realidade em nossa vida é a espiritualidade. O Espírito nos conduz. A sabedoria de Deus dá-nos a compreensão de sua vida através dos sinais sensíveis dos sacramentos. O aspecto de matéria do sacramento está repleto de simbolismo. Por ele nós somos capazes de entender o que acontece conosco pela graça sacramental. Se como o pão (hóstia) sei que é alimento, que é sustento, é vida. Então sei que Cristo é minha vida, meu sustento, minha salvação. Recebo a vida de Deus. Se sou mergulhado na água para ser batizado, entendo que mergulho em Deus, lavo a culpa original e entro em Seu corpo que é a Igreja. O caminho espiritual exige que a santidade passe pela matéria, como Cristo se encarnou na matéria. A matéria torna-se uma escola para entender e viver a graça. Os elementos materiais são indicativos do modo como vamos viver.

Fazendo o caminho sacramental

Pensando a espiritualidade a partir dos sacramentos, devemos lembrar que nossa concepção de sacramento é ir a uma Igreja, fazer um rito e ir embora, tendo desligado o contato. Recebemos os sacramentos e os deixamos na Igreja. Eles continuam atuando em nós, pois são um encontro com Cristo e não simplesmente a recepção de algo fechado em si. Os sacramentos são o caminho espiritual por excelência. Eles dispensariam todos os outros atos de piedade. Se não dispensam é porque não estão sendo recebidos de acordo. Eles nos levam a viver a dinâmica evangélica no cotidiano inspirados pela pedagogia sacramental, que foi criada por Jesus. Para caminhar para Deus temos os sacramentos. Jesus, quando instituiu a Eucaristia, disse: “Fazei isso em memória de mim”. Quer dizer que a ceia eucarística se torna o modo de viver a redenção que Jesus nos trouxe. Não quer dizer só ir à missa e comungar, mas é preciso continuar a força e a pedagogia da Eucaristia para que ela seja de fato uma memória de redenção em mim e onde vivo. Sem esse caminho, todos os outros caminhos se tornam insuficientes.
http://www.ceresp.com.br
Art. nº447 - Novembro/2005

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! ESPÍRITO SANTO - PADRE JOÃO MAC DOWELL

PE.JOÃO A.MAC DOWELL SJ
Não consigo entender bem o que é o Espírito Santo: às vezes dizem que é a 3ª Pessoa da Santíssima Trindade, às vezes que é o Espírito de Deus, outras que é o Espírito de Cristo, outras, enfim, que ele habita em nós. O Sr. poderia explicar?

Compreendo a sua confusão diante de todas estas expressões, que tentam manifestar os diferentes aspectos da mesma realidade do Espírito Santo. Como tudo o que é divino, ele não pode ser totalmente compreendido por nós. É, de fato, a 3ª Pessoa da Santíssima Trindade, um só Deus, que é, ao mesmo tempo, Pai, Filho e Espírito Santo. O Espírito Santo é o fruto eterno do amor entre o Pai e o Filho, igual a eles na sua santidade divina, mas distinto deles como uma 3ª Pessoa, que não é nem o Pai, nem o Filho, mas o laço de união entre eles.Deus é espírito. Tanto o Pai, como o Filho como o Espírito Santo têm a mesma natureza espiritual, capaz de pensar, querer e amar; não são como os seres corporais e visíveis deste mundo, encerrados num lugar e num tempo. Mas quando dizemos que o Espírito Santo é o Espírito de Deus, usamos a palavra num sentido novo. Significa a força da verdade e do amor que Deus comunica para salvar e santificar a humanidade. Verdade e amor são a própria vida de Deus. Ele é a verdade e o amor sem falha nem limite. Ele é totalmente santo.Mas na sua bondade, Deus quis oferecer a toda a humanidade a sua própria vida divina, para que vivendo também na verdade e no amor estejamos em comunhão com ele e possamos assim gozar de sua mesma felicidade. Este presente, este dom de Deus, que nos santifica e nos diviniza é o Espírito Santo de Deus. Foi em, Jesus Cristo, seu Filho, que se manifestou toda a grandeza da verdade e amor de Deus. Ele recebeu de seu Pai o Espírito Santo em toda a plenitude. Por isso, ele é santo como o Pai. Foi por meio dele, de seu amor, que fomos livres do pecado, que é egoismo e mentira.A salvação foi realizada por Jesus. Mas ela se comunica aos que creem por meio do Espírito Santo. Jesus ressuscitado nos envia o seu Espírito, o mesmo Espírito de verdade e amor, que ele recebeu de seu Pai e animou toda a sua vida. Por isso, o Espírito Santo é também o Espírito de Cristo. Não no sentido da alma espiritual de Cristo, pela qual ele vivia, pensava e queria. Mas como o dom de Deus que enchia o seu coração e o ajudava a viver de acordo com a vontade de seu Pai. Também em nós o Espírito Santo se distingue do nosso próprio espírito. Podemos recusar a sua presença. Mas, à medida que consentimos que ele habite em nós, ele é a luz que nos mostra o que é bom e verdadeiro e a força que nos permite viver do modo como Jesus viveu, como filhos e filhas de Deus.
João A. Mac Dowell S.J.
EDITORA SANTUÁRIO

A N I V E R S Á R I O


Temos 4 aniversariantes no dia de hoje:

ANAOR DIVINO DE PAULA TEIXEIRA - (1970) de São Paulo - SP
GERARDO ROBLES GARCIA de Santana do Parnaíba - SP
PEDRO DONISETE DE SOUZA- (1970) de Patos de Minas - MG
MIGUEL RIBEIRO NETO (1972) de São José dos Campos - SP

Na foto Robles (de boné) em conversa com Clovis, Cláudio e Ierardi

Aos colegas nossos votos de muitas alegrias e realizações!

UM GRANDE ABRAÇO DA FAMÍLIA UNESER

SANTO DO DIA

Dia 29 de setembro comemoramos os Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael
Os arcanjos fazem parte de uma categoria angelical muito especial. Eles são considerados protetores e estão acima dos anjos na hierarquia divina, são o chefe dos anjos. Isto não significa que eles sejam mais importantes do que outros seres divinos, mas que possuem grandes poderes.


Arcanjo Miguel

São Miguel Arcanjo, cujo nome significa "o que é um com Deus", é considerado o chefe dos exércitos celestiais e o padroeiro da Igreja Católica Universal. É o anjo do arrependimento e da justiça. Seu nome é citado três vezes na Bíblia Sagrada:

- Primeiro no capítulo 12 do livro de Daniel, onde lemos: "Ao final dos tempos aparecerá Miguel, o grande Príncipe que defende os filhos do povo de Deus. E então os mortos ressuscitarão. Os que fizeram o bem, para a Vida Eterna, e os que fizeram o mal, para o horror eterno".
- No capítulo 12 do Livro do Apocalipse encontramos o seguinte: "Houve uma grande batalha no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra Satanás e suas legiões, que foram derrotadas, e não houve lugar para eles no céu. Foi precipitada a antiga serpente, o diabo, o sedutor do mundo. Ai da terra e do mar, porque o demônio desceu a vós com grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo".
- Na carta de São Judas, lê-se: "O Arcanjo Miguel, quando enfrentou o diabo, disse: "Que o Senhor o condene". Por isso São Miguel é mostrado atacando o dragão infernal.
A Igreja Católica tem uma grande devoção por São Miguel Arcanjo, especialmente para pedir-lhe que nos livre das ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. E quando o invocamos, ele nos defende, com o grande poder que Deus lhe concedeu, e nos protege contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.

Arcanjo Gabriel


Seu nome significa: "Homem de Deus". É o Arcanjo da Esperança, da Anunciação, da Revelação, sendo comumente associado a uma trombeta - é a Voz de Deus, o transmissor das boas novas.
Este Arcanjo é citado várias vezes na Bíblia Sagrada. Foi ele que anunciou ao profeta Daniel a vinda do Redentor. Disse assim o profeta: "Apareceu Gabriel da parte de Deus e me falou: dentro de setenta semanas de anos (ou seja 490 anos) aparecerá o Santo dos Santos" (Dan 9).
Ao Arcanjo Gabriel foi confiada a missão mais alta que jamais haja sido confiada a alguém: anunciar a encarnação do Filho de Deus. Por isso é muito venerado desde a antigüidade. O termo de apresentação quando apareceu a Zacarias para anunciar-lhe que ia ter por filho João Batista foi este: "Eu sou Gabriel, o que está na presença de Deus" (Luc. 1, 19).
São Lucas disse: "Foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia, a uma virgem chamada Maria, e chegando junto a ela, disse-lhe: "Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo". Ela ficou confusa, mas disse-lhe o anjo: "Não tenhas medo, Maria, porque estais na graça do Senhor. Conceberás um filho a quem porás o nome de Jesus. Ele será filho do Altíssimo e seu Reino não terá fim".
Segundo a tradição, Gabriel e seus anjos são os mensageiros das boas notícias, nos ajudam a dar bom rumo e direção à nossa vida, nos dão compreensão e sabedoria. É a ele que recorremos quando necessitamos desses dons.

Arcanjo Rafael
Seu nome significa "Deus te cura". Este Arcanjo tem como sua principal característica ajudar na cura dos doentes e, por isso, é o guardião da saúde. Ele age principalmente nas instituições sociais, nos hospitais e até mesmo em casas que estejam precisando de sua ajuda.
Além de influenciar na saúde física dos seres humanos, este arcanjo também age sobre a saúde do espírito, ou seja, está sempre procurando confortar as pessoas nas horas de desespero e acalmar os sofrimentos interiores. Além disso, também é o responsável e guardião dos talentos criativos.
Na Bíblia Sagrada, o Arcanjo Gabriel é citado no Livro de Tobias, que faz parte do Antigo Testamento. Foi o Arcanjo enviado por Deus para curar a cegueira de Tobias e acompanhá-lo numa longa e perigosa viagem para conseguir uma esposa. Rafael, junto a Miguel e Gabriel simbolizam a fidelidade, o poder e a glória dos anjos.



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28 de setembro de 2009

REMEMORANDO REDENTORISTAS!PE.ANTÃO CSsR



PE. ANTÃO (JORGE)HECHENBLAICKNER CSsR
28 de SETEMBRO 1965+


Um confrade que soube elevar muito o nome da Congregação, não somente pela sua virtude, como pelo seu dinamismo.
Tirolês austríaco, Pe. Antão nasceu a 5 de junho de 1880. Após seus estudos ginasiais ingressou na C.Ss.R. sendo ordenado em 1904. Saúde de ferro, e com uma extraordinária capacidade de trabalho, achou que na Europa não teria campo suficiente para a sua atividade. Veio, por isso, para o Brasil, logo após sua ordenação. E nunca mais voltou a rever a sua terra natal, tendo renunciado à respectiva licença para tal.
Embora nunca o tenha revelado, sua longa vida nos deixou a impressão de que tinha voto de não perder tempo.
“Sanctifica te pro Brasilianis, ut et ipsi sanctificentur per te”
— esse o lema que o trouxe ao Brasil, escrito logo no cabeçalho do seu diário de viagem. E esse lema ele o viveu intensamente.
Como Superior de Campinas (GO) foi de um zelo incansável, nas pregações, no confessionário, na construção do Santuário de Trindade, bem como da igreja de Bela Vista.
E como se isso não bastasse, dedicou-se ainda à pregação de Missões e Retiros. Como Vigário da Penha distingui-se pelo seu zelo e caridade no trabalho de socorrer os pobres por ocasião da celebre gripe espanhola (1915-1918). Novamente como vigário em 1924 teve destacada atuação como mediador entre revoltosos e Governo, na revolução desse ano, bem como organizando a assistência aos pobres e necessitados, com a distribuição de gêneros e roupas.
Como Superior e Vigário de Aparecida (1927-1932) apesar de todo o trabalho do seu cargo, tomou parte ativa no movimento de 9 de julho de 1932; promoveu o Congresso Mariano de 1929, e trabalhou intensamente para que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada Padroeira do Brasil, a 16 de julho de 1930.
De 1950 a 1956 foi, pela segunda vez, Superior e Vigário de Aparecida, muito fazendo pela Rádio e construção da nova Basílica.
Como Missionário trabalhou em Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul, sempre com seu invejável entusiasmo e extraordinária disposição para o trabalho. Foi ainda diretor espiritual e professor no Seminário Maior de Tietê, participando também da Pastoral da Matriz ou nas Capelas rurais. Rigoroso consigo mesmo, jamais se dispensava do trabalho ou dos exercícios comuns. Com os confrades, ou com os estranhos, era sempre o religioso equilibrado, simples e atencioso com todos. Duramente provado pela idade e pela esclerose que não lhe permitiam qualquer atividade, passou seus últimos anos na Penha. Mesmo assim trabalhou com seu exemplo de conformidade, profundo espírito de fé e de oração.
Nunca se dispensou do Breviário, rezando geralmente de joelhos, na Capela da casa; e quando já não podia mais celebrar, fazia questão de assistir a todas as missas que se celebravam na igreja.
Somente pela sua grande energia e profundo espírito de fé poude suportar esses anos de inatividade, sem uma palavra de queixa ou desânimo. Desse calvário, porém, Deus o tirou chamando-o para a glória eterna no dia 28 de setembro de 1965.

PE.PELÁGIO CSsR....PELO PE.CLÓVIS CSsR - 10


CLOTILDE NA TERRA DO PADRE PELAGIO


Ao visitar recentemente sua filha Mary na Alemanha, dona Clotilde - oblata redentorista, residente em Goiania - fez questão de conhecer a terra natal do Pe. Pelágio, devido à grande devoção que tem para com ele. Esta devoção tem uma longa história.Tudo começou quando presenciou a cura surpreendente de duas crianças vitimadas pela terrivel febre asiática que estava grassando em Goiânia por volta de 1958. César e Sergio, tinham sido desenganados pela medicina. Nem mesmo o famoso pediatra Dr. Osvaldo, deu esperança. Então seus pais Reni e Isac foram aconselhados por Clotilde a recorrer ao Pe. Pelágio. Tudo combinado, foi pessoalmente à casa dos meninos, deu-lhes a bênção e muita esperança à familia. Poucas horas depois, César pediu comida. Foi uma surpresa agradável para todos. Logo em seguida eles se recuperaram completamente. Dona Reni dizia sempre: “Quem curou meus filhos, foi o Pe.Pelágio”.
Na terra do Pe.Pelágio
Desse e outros fatos prodigiosos brotou o desejo de visitar os lugares da Alemanha onde Pe. Pelágio nasceu e passou sua meninice. Como realizar este sonho se nem sequer conhecia a língua alemã? A feliz oportunidade se apresentou e a Providencia divina aplainou os caminhos. O senhor Peter Kalt, esposo de Mary, já estivera lá, pois era também devoto de seu patrício alemão. Teria o prazer de levá-la . Além do mais, a terra natal do Pe. Pelágio não estava tão longe de Mark Kröningen, onde Peter reside. Apenas cerca de 130 kms. Combinaram o dia e sairam. Deixemos dona Clotilde narrar:
- Foi uma visita inesquecível, tanto pelos lugares visitados, como pela acolhida carinhosa que tivemos. Primeiramente fomos a Hausen am Tann, onde Pelágio nasceu. Francisca e Elizabet, secretarias da paróquia, nos mostraram a casa onde o menino nasceu, a igreja onde foi batizado, além de outras visitas a pessoas mais antigas do lugar.Num outro dia fomos a Nordhausen (hoje Unterschneidheim) onde Pelágio passou a infância e a juventude. Frau Lechner, secretária da igreja, mostrou-nos a igreja onde Pelágio fez a Primeira Eucaristia; a casa\escola (totalmente modificada), onde Pelágio morou e aprendeu o ABC com seu pai, mestre escola do lugarejo; a placa comemorativa do 125º aniversário do seu nascimento. Nem faltou um saboroso café à moda alemã na casa de Lechner.Foto
Dona Clotilde diante da casa onde nasceu Pe. Pelágio. No frontispício lê-se o ano em que foi construida: 1826



Uma observação: Não posso confirmar o nome de quem nos recebeu e acompanhou em Nordhausen. O certo é que fomos bem tratados.
Concluindo sua narrativa Dona Clotilde confessou emocionada: Esta visita aos lugares abençoados foi um presente inesquecível do casal Peter e Mary. Que essa “peregrinação” entremeada de oração e emoção, contribua para a beatificação do Servo de Deus e apóstolo de Goiás.

REFLETINDO A PALAVRA - “A santidade se faz pelo amor”


PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR

O amor é o caminho

Temos refletido as muitas dimensões da espiritualidade. Essa pareceu ao povo como coisa de poucos escolhidos. O jeito de ser santo foi marcado por elementos secundários e até excêntricos. Cada um tem um jeito de ser santo, mas só há um caminho: o amor. Ninguém ficou santo sem o amor. Ninguém nasce santo e ninguém está livre da tentação. O amor é dom que pode ser vivido por todos. O caminho é amor pois a santidade é participação da vida divina, e Deus é amor. Santo Afonso escreve que “toda santidade consiste em amar Jesus Cristo”. Amar Jesus é cumprir seu mandamento, e seu mandamento é o amor. “Este é meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” ( ). Amar é fazer o caminho da santidade. A Igreja tem uns 4.000 santos canonizados. Para se declarar uma pessoa santa examina-se se viveu, em grau, heróico as virtudes e, entre elas, a fé, a esperança e a caridade. A caridade sempre foi o caminho da comunidade.

Amar como Jesus amou

Jesus é sempre o modelo, sobretudo o modelo de amor. Amou os seus: “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo do amor” que foi a entrega na morte. Amou os pobres, pequenos, pecadores, fracos, doentes sofredores. Para eles prodigalizava os milagres. Amou dando sua palavra para um novo modo de vida. Se Jesus foi duro, o foi contra o orgulho e incoerência. Quando repreendia os pobres era com doçura, como vemos na cena da expulsão dos vendilhões do templo: “Tirem essas coisas daqui”. O povo se deliciava com suas palavras de libertação. Disse em Nazaré: “O Espírito do Senhor está sobre mim, por isso enviou-me para evangelizar os pobres, curar os corações partidos, dar liberdade aos prisioneiros” (Lc 4,). Coloca em suas palavras um princípio de amor ativo e transformante da realidade. Quem coloca o caminho da espiritualidade somente no “espiritual”, vai demorar. Se espiritual é inclinar-se sobre as dores do mundo, aí sim, caminha bem.

Onde existe amor Deus aí está


As comunidades da Igreja já tiveram problemas com outros grupos religiosos. Confundimos religião com salvação. Não podemos dizer que só quem pensa como eu, está salvo. Quem salva é Deus. E Deus tem seus caminhos. Não podemos duvidar disso. Mas se não amamos tiramos a base de tudo. E se fora da Igreja, encontro o amor, a caridade, Deus ali está. Temos que evangelizar o mundo. Mas só o faremos pelos caminhos do amor. Vejam sobre o que seremos julgados: seremos julgados e cobrados se tivemos amor. Ele dá consistência a nossa proclamação da verdade.


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Art.nº443-Outubro/2005

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! Espírito e matéria são opostos? - PADRE JOÃO MAC DOWELL


Pe. João A. Mac Dowell S.J.


Espírito e matéria são opostos?

Espírito e matéria são diferentes, mas não opostos. Seria um erro pensar que o espírito é bom e a matéria é má. O espírito é superior à matéria. Mas eles não existem para se combater como inimigos. São aliados, feitos para ajudar-se e complementar-se.
Tanto o espírito humano como o mundo material foram criados por Deus, para revelar a sua bondade e beleza. O livro do Gênesis, no princípio da Bíblia, exprime esta verdade numa linguagem figurada quando descreve como Deus foi criando o céu, a terra, o mar, as plantas e os animais, e depois de cada coisa repete: E Deus viu que isso era bom. Mas, ao falar do homem, a Bíblia diz que Deus o plasmou do pó da terra, para mostrar que pertencemos ao mundo material, mas logo acrescenta que insuflou nas suas narinas um sopro de vida. Desta maneira quer dizer que o homem tem uma ligação mais estreita com Deus que todas as outras coisas, por causa de seu espírito, que é como o sopro de Deus, que anima a sua vida. Ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, que é espírito.

Mas o espírito humano, ao contrário do espírito de Deus, está mergulhado na matéria, que o limita. Os dois juntos formam o ser humano. Não somos nem só corpo, nem só espírito. O nosso corpo não é uma acessório do espírito, como uma roupa que ele veste ao nascer e joga fora ao morrer. Não é também a prisão do espírito, mas o seu meio de comunicação e expressão. O espírito humano precisa do corpo para pensar e querer e o corpo precisa do espírito. Eu sou meu corpo vivificado por minha alma espiritual. Por meio dos sentidos, vista, ouvido, etc, recebemos as informações sobre as coisas e por meio de palavras, gestos e atitudes corporais, revelamos o que pensamos e sentimos. Através do corpo somos também capazes de agir sobre o mundo material e adatá-lo às nossas necessidades e desejos.

A unidade entre espírito e matéria no ser humano pode ser comparada a uma lâmpada acesa. Sem a corrente elétrica o filamento metálico permanece como morto, não brilha. Mas sem o filamento a corrente não produz luz. O filamento seria como o corpo e a corrente como o espírito. Portanto, o nosso fim não é libertar-nos do corpo, para que o espírito seja feliz, mas transfigurar o corpo para que seja uma expressão perfeita do amor, que é a beleza do espírito. É isso que ensina a Bíblia quando fala da ressurreição de Jesus e da nossa ressurreição depois da morte. Trata-se de uma vida nova, na qual o nosso corpo material, transfigurado pelo poder de Deus, perde as imperfeições atuais, para participar de nossa felicidade eterna.

João A. Mac Dowell S.J.
EDITORA SANTUÁRIO

PAROQUIA NOSSA SENHORA DA GUIA - GO

Comemoramos hoje 1 ano da  criação da Paróquia Nossa Senhora da Guia e da nomeação do Pe. Mário Rodrigues Paim como pároco. (Na foto abaixo, quando tive o prazer de reencontrar Pe. Paim na comemoração dos 275 anos da Congregação)


A Província Redentorista de Goiás tem um grupo de missionários morando e trabalhando pastoralmente na periferia de Goiânia, já na divisa com o município de Trindade. A sede fica no Parque Buriti. É o bairro mais antigo desta populosa região.

A Igreja Nossa Senhora da Guia foi construída pelo redentorista Pe.Humberto Pieroni, nos anos 60. Ele morava em Trindade. Diácono Coriolano Soares, na década de 80, foi o primeiro redentorista a morar no Setor. Depois, no final dessa década, em 1988, foi constituída a primeira comunidade redentorista, formada pelo Ir. Sebastião de Camargos e os recém-ordenados Pe.Geraldo Teixeira Borges e Pe. José Batista. A primeira moradia foi um barracão entre a igreja e o salão de festa. O barrracão tinha dois quartos, uma cozinha que servia também de sala e um banheiro. Telhas de eternit e sem forro. Em 1990 chegou o Pe. Bariani e passou a morar na sacristia da igreja. Nos primeiros anos da década de 90 foi construída, sob a direção do Pe. Negri, a casa que abriga a atual comunidade. A Rede de Comunidades Nossa Senhora da Guia, foi declarada Paróquia Nossa Senhora da Guia no dia 28 de setembro de 2008 e o Pe. Paim foi empossado pároco.

Casa Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Guia
Acabamos de receber do Pe. Maurício o informativo "O Rapidinho" da Província de Goiás que será publicado em outubro e nele encontramos a seguinte notícia:
"Casa Nova

Está em fase de acabamento a casa do Setor Maysa III (Trindade II) para onde mudarão brevemente os cinco membros da Comunidade Nossa Senhora da Guia do Parque Buriti. O prédio, onde moram, foi construído no início da década de 90 em terreno da Arquidiocese de Goiânia. O terreno da nova casa, ao lado da Igreja Santo Antônio (Maysa III), distante 3 km do Parque Buriti, foi adquirido pelo Pe. Bariani e foi ele também que construiu grande parte da obra."
Boa notícia!

Nesta região de mais de 40 bairros, os missionários fundaram 25 Comunidades, contando agora com 16 igrejas construídas. Novos loteamentos estão surgindo e crescem rapidamente. A população já ultrapassa a cifra dos 50.000 habitantes. A pastoral se realiza com a característica de Rede de Comunidades. O objetivo do trabalho pastoral dos redentoristas é suscitar e formar Comunidades de Fé, incentivando seus membros a serem discípulos e missionários de Jesus Cristo. Nas Comunidades se procura criar um ambiente onde todos possam se sentir acolhidos e valorizados.

Para facilitar a integração e a evangelização das Comunidades, em 2003 foi fundado um jornal, o Nosso Guia, atualmente com 12 páginas. São 5000 exemplares distribuídos gratuitamente (ele é financiado, em grande parte, por amigos dos redentoristas).

E a Comunidade Redentorista cuja a padroeira é Nossa Senhora da Guia é composta por:
Pe. Mário Rodrigues Paim, Pe. Maurício Brandolize, Pe. Antonio R. Bariani, Pe. Carlos Ferreira da Silva e Pe. Paulo Cezar Nunes de Oliveira.

Fonte: Site da Província de Goiás

A N I V E R S Á R I O

28 DE SETEMBRO

Dia de comemorações e agradecimentos pelo dom da vida para os colegas:
LUIZ TOLOSA SANTOS de São Paulo

e

do incansável e sempre colaborador na organização dos nossos encontros (ENESER) AFONSO CARVALHO DE SOUZA, de Aparecida. (Na foto, ao centro, com chapéu).


Também registramos o aniversário do PADRE GERALDO MAGELA RIBEIRO da Província de Goiás, mas que está atualmente colaborando com a Missão Redentorista do Amazonas. Ele completa 58 anos de vida!

A todos, desejamos muitas felicidades e muitos anos de vida repletos de muita paz e bênçãos!
Um grande abraço de toda família UNESER !

27 de setembro de 2009

PE.PELÁGIO CSsR....PELO PE.CLÓVIS CSsR - 9


ERA ESTÉRIL E INFECUNDA, MAS...
Foi em 1977. Dona Noemi Evangelista de Oliveira tinha mais de 28 anos quando se casou. Tanto ela como seu esposo Carlos queriam filhos, mas não havia nem sinal de que seus desejos iriam se realizar. Deixemos que ela mesma nos conte:
- Resolvi pedir a intercessão do Pe. Pelágio. Fiz uma novena fervorosa indo ao seu túmulo durante nove dias seguidos. Em seguida procurei o ginecologista Dr. Carlos, que fez todos os exames constatando, sem sombra de dúvida, que eu era infértil e estéril de nascença. Nunca iria conceber, no dizer da medicina.
Mas a novena feita iria romper todos os impossíveis. Logo no ano seguinte nasceu a Noy Karla. Depois, quase em seguida, o Anderson, o Fortunato.

Esse caso extraordinário, como tantos outros, não entrou no processo de canonização do Pe. Pelágio por falta de documentação médica. Mas nem por isso deixou de ser um caso miraculoso, atribuído à intercessão do Servo de Deus. Além de ter alcançado a graça, serve de estímulo para muitas mães que têm problemas semelhantes.

REFLETINDO A PALAVRA - “Um Deus para todos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR

Um reino que se expande?

A Igreja é uma estrutura humana e espiritual de grande perfeição. As leituras deste domingo, contudo, mostram claro que Deus não vive de estruturas. A oração da missa revela como Deus é: “Deus que mostrais vosso poder, sobretudo no perdão e na misericórdia” (coleta). Não dispensamos as estruturas, mas não podemos querer colocar Deus e sua ação sob nosso comando. A liturgia apresenta dois casos: Primeiro, o fato dos anciãos do tempo de Moisés: Eles fizeram uma profunda experiência de Deus com Moisés. Estavam profetizando. Dois deles estavam fora, no acampamento, e profetizavam também. Josué disse a Moisés que os proibisse. Este responde: “Oxalá todo o povo fosse profeta” (Nm 11,25-29). Segundo: Pessoas estavam fazendo milagres em nome de Jesus, sem estar com Ele. João proíbe e conta a Jesus. Este responde: “Quem não é contra nós, é a nosso favor” (Mc 9,39). Não é possível ser neutro diante de Jesus. Se falo dele é porque sou por ele. Há um ministério de Jesus que não é institucional, mas dom do Espírito. Gandhi disse: “A verdade é uma só, mas tem muitas faces, como um diamante”. Pascal dizia: “Todo homem é um portador de Deus e da verdade”. Na Igreja há a tentação nos movimentos e grupos de monopolizar Deus. O jardim é belo na variedade das flores. É preciso dar espaço a outras modalidades. Busquemos a unidade na diversidade. O ecumenismo existirá, não quebrando as diferenças, mas procurando o bem, o amor e a verdade. Jesus ensina a sermos abertos.
Uma Igreja aberta
Onde se faz o bem ali está o Reino de Deus. A Igreja reconhece o bem existente fora dela. A Igreja não perde seu valor se vemos que outros também têm verdades. A Igreja penetra em outras instituições. É como uma água pura que vai saneando outros banhados. Podemos aprender de outros que possuem a verdade. Isso é maturidade. Ninguém é totalmente errado. Um conferencista, professor de ciência das religiões de Marseille, França, e vive num meio muçulmano, afirma para os outros: “Em seu jardim ainda há flores que não desabrocharam”. Se não são capazes de acolher e juntos pensar, têm muito ainda a crescer. O cristão não pode ser cego à presença de Jesus fora dos muros da Igreja. O Espírito Santo, é como o vento que sopra onde quer (Jo 3,8). Podemos encontrar coisas boas fora da Igreja. É a pregação do Evangelho que se implantou. Deus não se limita à instituição. Rendemos graças a Deus por todo o bem que realiza em sua Igreja.
Os adversários de Deus
Temos que ser responsáveis e não escandalizar e conduzir ao mal e ao pecado os pequeninos e fracos. É necessário eliminar o mal pela raiz. Jesus disse que é preciso arrancar o olho, cortar a mão e o pé que nos levam ao mal. Significa: controlar as ações, o modo de proceder, e velar sobre os desejos (E.Balancin). Vemos aqui as tentações que atacaram Jesus e são a síntese de todos os males que atingem o discípulo. S. Tiago explica como a opção pela riqueza desenfreada desenvolve uma série de males que nos prejudicam, inclusive os pobres trabalhadores. Jesus apresenta um caminho saudável: “Quem vos der a beber um copo d’água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber sua recompensa” (Mc 9,41). O bem que fazemos não é esquecido. Deus é para todos. Nós que escolhemos Jesus faremos o bem que ele fez. A Palavra de Deus na Eucaristia é sempre uma alerta para retomarmos o verdadeiro caminho.
Leituras:Números 11,25-29;Salmo 18; Tiago 5,1-6; Marcos 9,38-43.45.47-48
1. A Igreja tem uma estrutura, mas não controla Deus.
A liturgia apresenta dois casos: Primeiro os anciãos de Moisés que estavam profetizando. Dois deles não estavam com o grupo. Josué diz a Moises que responde: “Oxalá todo o povo de Deus profetizasse”. Não restringe a ação do Espírito. O segundo ocorre com João que proíbe pessoas fazerem milagres em nome de Jesus. Jesus é claro: “Quem não é contra nós é a nosso favor”. Na Igreja há também movimento e atividades que tem a tentação de pensar que só eles tem a verdade. Não é um bom caminho.
2. Onde se faz o bem ali está o Reino de Deus.
A Igreja reconhece que Deus age onde quer. Ela se vê expandida além de seus muros. Pode aprender dos outros as verdades do Reino presentes onde Deus age pois é aberta. Ex.: a guerra já não é mais aceita como justa. Isso é fruto da evangelização. Isso não empobrece a estrutura da Igreja, mas a confirma. 3. Temos a responsabilidade de não escandalizar os pequenos. É necessário eliminar o mal pela raiz. Jesus fala em arrancar o olho, cortar a mão e o pé que levam ao pecado. Isso significa que devemos controlar as ações, o modo de proceder e velar sobre os desejos (são as tres tentações que Jesus passou). Jesus apresenta uma saída: fazer o bem.

Deus não é ridico.
Dois casos que têm o mesmo assunto: Deus dá o Espírito onde quer.
Moisés não acha ruim que o Espírito de Deus estivesse agindo nos dois anciãos que não estavam com os outros 68 que também viram Deus. Não proibiu. Disse que seria melhor ainda se todo o povo recebesse o Espírito. Não era ciumento.
Jesus não aceita a proposta de João e Tiago que queriam proibir um homem que curava em nome de Jesus e não andava com Ele. O Espírito de Deus é para todos e não só para uns poucos.
Nesta temática, devemos reconhecer que Deus age também fora do quintal da Igreja.
É certo também que, quem age por Deus, deve purificar suas ações, para que sejam feitas em Deus.
O que Deus não quer é o espírito de exploração que fazem os poderosos e ricos fazem sobre os pobres, como escreve S. Tiago. Isso tem preço.
Tudo o que fazemos por Jesus, é como feito para Ele. Tudo o que, em nós, leva ao pecado deve ser cortado fora. Ich! Vai sobrar pouco! Jesus diz que é melhor chegar no Céu faltando pedaço, do que ir para o inferno de corpo inteiro. Claro que no Céu não vai ter aleijado. É um modo de dizer. O melhor mesmo é não deixar o pecado tomar conta.


Ficha n° 852 - Homilia do 26º Domingo do Tempo Comum (27.09.09)

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! ESPORTES PERIGOSOS - PADRE LIBÁRDI



PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR

O que pensar dos esportes perigosos?

O esporte sempre foi um meio de se construir um corpo sadio, adestrando a pessoa, educando-a e funcionando como distensor psíquico. É inegável o benefício do esporte para quem o pratica e para quem o assiste. Temos de estimular a prática do esporte, procurando mostrar a riqueza que possui e o bem que faz. São atividades altamente educativas em seu todo.O esporte robustece o físico, educa sentimentos, recoloca em equilíbrio as energias físicas e psíquicas, favorece o sistema respiratório e dá espaço para desabafar as tensões do dia-a-dia.Abrindo os jornais hoje, vemos as distorções provocadas pela ganância em todas as modalidades esportivas. Em primeiro lugar, o comércio que se estabelece em cada área. A seguir, vemos as manipulações da pessoa, provocando distorções e aberrações. As pessoas passam a ser mercadorias, das quais se aferem lucros exorbitantes, com prejuízo das competições e das próprias pessoas que participam diretamente. Acredito que hoje pouco interessa ao desportista o benefício físico e psíquico do esporte. Interessa o quanto vai ganhar em dinheiro. Bem poucos desportistas podem ser apresentados à nossa juventude como exemplos a serem seguidos. E coitados de nós que ficamos atrás de uma TV para sentir o prazer de ver um bom espetáculo. O desrespeito é verdadeiramente acintoso.Em segundo lugar, temos de lamentar os esportes perigosos, que colocam em risco a vida e a integridade da pessoa. Embora gerem lucros enormes, nada os justifica.São esportes desconcertantes, que despertam no público a procura da violência, das sensações perigosas, escondendo por baixo fortunas que correm em negociatas. Vejam as corridas automobilísticas e de motos. Veja também o pugilismo. Como podemos chamar de esporte uma atividade que é medida pela pancadaria, que sempre provoca lesões com conseqüências para a vida? O que vemos de educativo nesses esportes, cujo preço é o risco de vida a que se expõem as pessoas? Temos de censurar esses pretensos esportes e qualificá-los imorais. Não educam, ao contrário, deformam a mente, criam no coração das crianças e dos jovens o senso da violência e alimentam em adultos, já desequilibrados, a sensação no mal feito e no perigoso.Quantas tragédias já nasceram dessas atividades desumanas, em troca de dinheiro e de alguns anos de fama. Nada justifica o sacrifício de vidas humanas, a não ser o risco para salvar outras vidas.Está na hora de desligarmos a nossa TV e não patrocinarmos mais esses atentados contra a vida e a dignidade humana.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R


EDITORA SANTUÁRIO

REMEMORANDO REDENTORISTAS! MEMORIAL DE APARECIDA

Um dia vivemos no seminário!
Convivemos com os padres e irmãos redentoristas, que foram nossos orientadores espirituais e educadores.
Foi um período muito importante para as nossas vidas e aí conhecemos uma congregação de inspiração divina.
Alguns daqueles que passaram e hoje estão desfrutando o melhor sabor da vida eterna têm seus restos mortais no MEMORIAL REDENTORISTA, fundos do convento dos padres ao lado da Basílica-Matriz, a Basílica Velha!
Meu intuito agora é lembrar a todos que, quando estiverem em Aparecida, passem por lá, revivam um pouco alguns de seus mestres e orientadores e façam uma oração na intenção de que nunca deixe de existir essa feliz memória.
Passem por lá...É um momento confortante...

Antônio Ierardi Neto

E a eles......
RESQUIECANT IN PACE

RECORDANDO...

Iniciamos hoje a publicação de algumas fotos do nosso tempo de Seminário.

Solicitamos a voces que têm fotos da época que também publiquem no blog. Caso não consigam por algum motivo, encaminhem ao meu e-mail que teremos o maior prazer em divulgá-las, com os devidos créditos.
Essas fotos que serão publicadas, na maioria são de propriedade do Diedrich. Embora não tenhamos o autor das mesmas, acreditamos que uma boa parte seja autoria do Pe. Pacheco...

Da esq.p/direita: De pé: Diedrich, Viana, Guilherme, Gil, Fernando e Debatim
Agachados: Ciro, Machado, Tadeu, Torati e Paim

Da esq.p/direita: De pé: Damião, Dilermando, Batistelli, Frasson, Ciro
Agachados: José Euclides, Souza, Egon, Diedrich e Paim

4ª Série - 1965
Localizei alguns:  Debatim, Diedrich, Paim, Tadeu, Criado, Ciro, Cassildo, Tarcísio, Belmiro(?), Menezes, Totati e quem mais??? (me ajudem, postando nos comentários abaixo)

Da esq.p/direita: Em pé: Vicente Fabri, Antonino, Torati, Damião, Brandolize e Ciro
Agachados: José Henrique, Geraldo, Fernandes, Luiz Alves, Diedrich e Paim
Brites, é você de calças curtas?...
Essa é a turma da Penha, de 1962, ao chegar à Pedrinha.
Aguardamos a ajuda de voces!

É muito bom a gente recordar, certo? Além de que nos ajuda manter a memória viva...

SANTO AFONSO MARIA DE LIGORIO



27 DE SETEMBRO DE 1696 - POVOADO DE MARIANELA -NÁPOLES - ITÁLIA
Nesta data nasceu Santo Afonso (313 anos). Considerando ser bastante conhecida sua biografia, procurei algum artigo que nos transmitisse alguma coisa de atual na vida de Santo Afonso. Pesquisando no site da Congregação achei este artigo do Padre Márcio que mostra o quanto é atual sua herança.

Herança ética de Santo Afonso para nossos dias


P. Márcio Fabri dos Anjos, C.Ss.R. (*)

Santo Afonso de Ligório (1696-1787) foi uma personalidade marcante, que deixou uma preciosa herança ética para nossos dias. Esta herança tem duas faces importantes, uma constituída por suas atitudes pessoais e outra delineada pela metodologia e conteúdos com que ele elaborou cientificamente suas propostas de ética cristã. São duas faces recíprocas. De fato, este grande teólogo da moral, tem suas teorias e seu método de trabalho científico fortemente sustentados por uma postura de vida que é um exemplo para nós hoje. A atualidade da contribuição científica de S. Afonso em Teologia Moral se manifesta primeiramente de forma indireta, influenciando em toda a metodologia católica de pensar e propor a ética cristã. É significativo neste sentido, que em 1871 ele tenha sido declarado oficialmente doutor da Igreja e padroeiro dos teólogos da moral e dos confessores. Ficou conhecido como alguém que ajudou substancialmente a Igreja a recuperar a sabedoria de adaptar as exigências morais às reais condições das pessoas; fomentar nelas a confiança, e despertá-las para práticas acessíveis de transformação gradativa de vida.

Afonso implicitamente mudou o eixo ao redor do qual giravam as normas e mandamentos morais. Em uma época em que imperava o vigor da lei, as prescrições de modo geral visavam defender a Ordem emanada de Deus, o Ser supremo, Sua Majestade infinita, que seria ultrajada a cada desobediência de suas leis. O novo eixo das propostas consistiu , como diríamos em linguagem atual, em "recuperar os sujeitos da moral", isto é, as pessoas para as quais as normas se fazem, e consequentemente a finalidade que as leis tem para suas vidas.

Na moral alfonsiana, as normas morais, em última análise, mudam de lugar e de função. De lugar, porque já não buscam força apenas na objetividade externa, mas passam pela elaboração da consciência das pessoas, o santuário sagrado em que Deus é de fato adorado sem hipocrisias. E mudam também de função, porque, em vez de serem defesa da Majestade de Deus, são antes estratégias de salvação, que derivam de um Deus amoroso e salvador, solícito em socorrer as pessoas fracas e salvá-las. Em outros termos, troca-se uma moral punitiva e expiadora pela moral entendida como chamado ou vocação do amor de Deus para sermos seus filhos e filhas.

Esta perspectiva é atualíssima. Hoje a Igreja define a teologia moral como "ciência que, alimentada na S.Escritura, explicita a vocação dos fiéis em Cristo e a exigência de produzirem, no amor, frutos para a vida do mundo".
Entretanto, é instigante perceber como S.Afonso chegou a este salto metodológico. Em nossos dias se observa também que a consciência ética começa pelo reconhecimento do "outro", do semelhante em nossa vida. Sobre a base de uma educação cristã familiar, por um lado rigorosa e, por outro ao mesmo tempo muito afetuosa; com o dom de uma inteligência brilhante e uma grande sensibilidade artística; Afonso soube desenvolver um sentimento humanitário profundo, transformado em inúmeras expressões de solidariedade para com as pessoas mais necessitadas. Este sentimento, força de sua espiritualidade, marcou não apenas sua vida e sua vocação, mas foi também decisivo para sua metodologia científica em teologia moral.
A este sentimento se soma uma radical honestidade profissional com que Afonso sempre trabalhou. Tal honestidade o levou a romper com uma brilhante carreira de advogado, como também o colocou nas árduas tarefas de pesquisar, verificar as opiniões de outros autores, e estudar muito, antes de fazer suas afirmações. Mas Afonso não seria Afonso sem a grande capacidade de somar razão e coração no estudo, na espiritualidade, no tratamento de temas teóricos, no modo de ver e tratar as pessoas, especialmente as mais simples e pobres.

A herança ética que Afonso nos deixa, comprova assim, que teoria e prática caminham profundamente entrelaçadas. Para aproveitar desta herança não basta, portanto, apenas estudar suas teorias e propostas, mas é imprescindível beber também da espiritualidade que o animou. E consolidaremos a convicção de que toda ética consistente começa por uma profunda atitude de respeito e solidariedade pelas pessoas, especialmente as mais fracas, pobres e necessitadas.


* Missionário Redentorista, doutor em Teologia pela Universidade Gregoriana, de Roma. Presidente da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião; professor de Teologia Moral em S.Paulo; diretor do Instituto Alfonsianum de Teologia Moral.

SÃO VICENTE DE PAULO



24/04/1581 - 27/09/1660

Vicente de Paulo foi, realmente, uma figura extraordinária para a humanidade. Pertencia a uma família pobre, de cristãos dignos e fervorosos. Nasceu em Pouy, França, no dia 24 de abril de 1581.
Na infância, foi um simples guardador de porcos, o que não o impediu de ter uma brilhante ascensão na alta Corte da sociedade de sua época. Aos dezenove anos, foi ordenado padre e, antes de ser capelão da rainha Margarida de Valois, ficou preso durante dois anos nas mãos dos muçulmanos. O mais curioso é que acabou sendo libertado pelo seu próprio "dono", que, ao longo desse período, Vicente conseguiu converter ao cristianismo.

Todos o admiravam e respeitavam: do cardeal Richelieu à rainha Ana da Áustria, além do próprio rei Luís XIII, que fez questão absoluta de que Vicente de Paulo estivesse presente no seu leito de morte.
Mas quem mais era merecedor da piedade e atenção de Vicente de Paulo eram mesmo os pobres, os menos favorecidos, que sofriam as agruras da miséria. Quando Mazarino, em represália às barricadas erguidas pela França, quis fazer o país entregar-se pela fome, Vicente de Paulo organizou, em São Lázaro, uma mesa popular para servir, diariamente, refeições a duas mil pessoas famintas.

Apesar de ter sempre pouco tempo para os livros, tinha-o muito quando era para tratar e dar alívio espiritual. Quando convenceu o regente francês de que o povo sofria por falta de solidariedade e de pessoas caridosas para estenderem-lhe as mãos, o rei, imediatamente, nomeou-o para ser o ministro da Caridade. Com isso, organizou um trabalho de assistência aos pobres em escala nacional. Fundou e organizou quatro instituições voltadas para a caridade: a "Confraria das Damas da Caridade", os "Servos dos Pobres", a "Congregação dos Padres da Missão", conhecidos como padres lazaristas, em 1625, e, principalmente, as "Filhas da Caridade", em 1633.

Este homem prático, firme, dotado de senso de humor, esperto como um camponês, e sobretudo realista, que dizia aos sacerdotes de São Lazaro: "Amemos Deus, irmãos meus, mas o amemos às nossas custas, com a fadiga dos nossos braços, com o suor do nosso rosto", morreu em Paris no dia 27 de setembro de 1660.

Canonizado em 1737, são Vicente de Paulo é festejado no dia de sua morte, pelos seus filhos e sua filhas espalhados nos quatro cantos do mundo. E por toda a sociedade leiga cristã engajada em cuidar para que seu carisma permaneça, pela ação de suas fundações, que florescem, ainda, nos nossos dias, sempre a serviço dos mais necessitados, doentes e marginalizados.

Fonte: www.paulinas.org.br

O corpo incorrupto de São Vicente de Paulo

O corpo de São Vicente de Paulo está atualmente exposto à visitação pública na Capela de São Vicente de Paulo, na Rua de Sèvres, Métro Vaneau, em Paris.

26 de setembro de 2009

Beato Gaspar Stanggassinger

1871 - 1899

"Os santos têm intuições especiais”, escrevia Stanggassinger. Mas o que é importante para mim, que não sou um santo, são simplesmente as verdades eternas: A Encarnação, a Redenção e a Santíssima Eucaristia.

Gaspar Stanggassinger nasceu em 1871 em Berchtyesgade, no sul da Alemanha. Foi o segundo filho entre 12 irmãos. O pai dele, respeitado por todos, era camponês e possuiu uma pedreira.

Desde menino desejava ser padre. Nos anos de infância, Gaspar gostava de brincar de ser padre; pregava curtos sermões a seus irmãos e irmãs; os levava até mesmo em procissão para uma capela na montanha não muito distante de sua casa.
Aos 10 anos foi para Freising continuar os seus estudos que achava particularmente difíceis. Mas seu pai o tinha advertido que se não passasse nos exames, ele deveria abandonar a escola. À força de vontade, com grande aplicação e fidelidade na oração, fez constantes progressos. Nos anos seguintes, durante as férias juntou-se a grupos de jovens, que ele afervorava na vida cristã, animava-os a formar entre eles um grupo e os ajudava a organizar seu tempo livre. Diariamente o grupo assistia a missa, eles faziam viagens ou peregrinações.
Gaspar era muito dedicado a eles e até mesmo, em uma ocasião, ele correu risco de vida para salvar um companheiro durante a escalada na montanha.
Ele entrou para o seminário diocesano de Munique e Frisinga em 1890 para começar os estudos de teologia. Para descobrir melhor a vontade de Deus se entregou a um rigoroso programa de oração. Bem depressa viu claramente que o Senhor o chamava a viver sua vocação como religioso. Depois de uma visita aos redentoristas, sentiu o desejo de seguir a vocação deles como missionário. Apesar da oposição de seu pai, entrou para o noviciado redentorista em Gars em 1892 e foi ordenado sacerdote em Regensbourg em 1895. Gaspar Stanggassinger entrou na Congregação do Santíssimo Redentor para ser missionário, mas os seus superiores o destinaram à formação de futuros missionários, como vice diretor do pequeno seminário de Durenberg, nas proximidades de Hallein. Dedicou-se completamente ao que lhe tinha sido recomendado.
Como religioso, tinham feito o voto de obediência e isto ele o viveu de um modo claro e constante. Todas semanas, durante 28 horas, dava suas aulas, mas sempre estava disponível para a mocidade. Nos domingos ajudava nas igrejas das cidades vizinhas, sobretudo pregando.
Apesar deste programa de trabalho, estava sempre disponível de um modo paciente e compreensivo para ajudar as necessidades do outro, principalmente dos estudantes que viam nele mais um amigo que um superior.
Embora o regulamento de formação fosse muito rigoroso, Gaspar nunca se comportou com dureza; Pe. Gaspar tinha sempre o sentimento de ter podido ofender alguém e por isso se desculpava com humildade.
Profundamente devoto do Senhor e do Sacramento da Eucaristia, convidava em suas pregações o povo e, em especial a juventude, a recorrerem ao Santíssimo Sacramento nos momentos de necessidade ou de dúvida. Animava-os a irem até o Cristo para O adorar e falar com Ele como a um amigo. Freqüentemente recomendava aos fiéis que levassem muito a sério a vida cristã, que crescessem na fé mediante a oração e por meio de uma conversão contínua. O estilo dele era direto e convincente, sem ameaças de castigos, em contraste com o que era habitual nas pregações de seu tempo.

Em 1899, os redentoristas abriram um seminário novo em Gars. O Padre Gaspar Stanggassinger foi nomeado seu Diretor. Ele estava então com 28 anos. Ele teve apenas o tempo de pregar um retiro para os estudantes e de participar na abertura do ano escolar.

No dia 26 de setembro, sua peregrinação terrestre chegou ao fim por causa de uma peritonite.
A causa de sua canonização começou em 1935 com a transferência de seus restos para a capela lateral da igreja de Gars.
Foi proclamado Beato pelo Papa João Paulo II no dia 24 de abril de 1988.

Pe. Geraldo Rodrigues, C.Ss.R.