CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)





ÁGAPE MENSAL
11 - fevereiro - 2017


MAIO - 2017
De 03 a 11 - Viagem / Peregrinação a Portugal
De 20 a 21 - 7º ERESER CAMPINAS
De 15 a 30 - 2ª Missão UNESER em Rondônia

JUNHO - 2017
De 17 a 18 - 2º ERESER CAMPINAS

JULHO - 2017

De 05 a 15 - 3ª Peregrinação a Pé Caminho da Fé
De 14 a 16 - 37º ERESER PROVÍNCIA RIO/MINAS/ES
De 21 a 23 - 22º ENESER - APARECIDA

SETEMBRO - 2017
De 01 a 03 - 5º ERESER VICE PROVÍNCIA MANAUS

OUTUBRO - 2017

Dia 07 - ERESER NA NOVENA DE APARECIDA
Dia 21 - 11º ERESER MAIRINQUE

NOVEMBRO - 2017
De 12 a 15 - 7º ERESER PROVÍNCIA DE CAMPO GRANDE


XIII RETIRO
De 02 a 04 de fevereiro de 2018
Local: Pedrinha (a ser confirmado)




SOM NO BLOG

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31 de julho de 2012

TV Aparecida transmite festa de Bom Jesus da Lapa direto da Bahia


Bom Jesus da Lapa - documentárioUma grande festa em devoção ao Senhor Bom Jesus da Lapa acontece na cidade de mesmo nome no Estado da Bahia.

Para exaltar com todo o Brasil essa festividade, a TV Aparecida vai transmitir, de 03 a 05 de agosto, as celebrações do tríduo em preparação a essa comemoração.

As transmissões começam todos os dias às 19h15 e vai mostrar a tradição do povo local e a devoção ao Senhor Bom Jesus.

Além disso, na quinta-feira (02) um documentário de produção exclusiva da TV Aparecida vai ao ar às 22h mostrando a história e as manifestações de fé em um dos santuários mais importantes do nordeste brasileiro.

O documentário "Bom Jesus da Lapa - Igreja de Pedra e Luz" vai mostrar também a alegria daqueles que por lá passam.

Santuário Nossa Senhora da Piedade

Estado reconhece Santuário da Padroeira em Minas Gerais


santurio_minasO governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, assinou nesta terça-feira, dia 31, às 9h, o decreto que declara o Santuário Nossa Senhora da Piedade como Atrativo Turístico de Especial Relevância. A solenidade de assinatura será no Santuário, que fica na Serra da Piedade, em Caeté (MG), a mais de 1,7 mil metros de altitude. Com uma paisagem privilegiada e emoldurada pela imensidão das montanhas e do verde, o Santuário atrai milhares de peregrinos desde o século 18. O dia 31 de julho marca os 52 anos de consagração do Estado de Minas Gerais a Nossa Senhora da Piedade, aclamando-a, assim, como a Padroeira dos mineiros.
Conta a tradição que, entre 1765 e 1767, uma jovem, muda de nascimento, teria sido abençoada com a aparição de Nossa Senhora, no alto da Serra da Piedade. A menina recuperou a fala e o acontecimento atraiu muitas pessoas para a região.  Foi nessa época que o ermitão português Antônio da Silva Bracarena construiu uma capela no alto da Serra, dedicada a Nossa Senhora da Piedade. Rapidamente, o local tornou-se um centro de peregrinação.
Dois séculos depois, em 1958, o Papa João 23 proclama Nossa Senhora da Piedade como a Padroeira de Minas Gerais. Para marcar esse momento tão importante, o Santuário recebeu a imagem de Nossa Senhora da Piedade, do mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.  No dia 31 de julho de 1960, foi realizada na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, a grande festa de consagração do Estado à sua Padroeira, consolidando ainda mais a tradição do Santuário.
A Arquidiocese de Belo Horizonte iniciou, em 2010, um processo de revitalização do Santuário da Padroeira de Minas que, recentemente, foi premiado como hors concours na eleição das Sete Maravilhas da Estrada Real.  O local é tombado pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha).

Fonte: Boletim da CNBB

Caminho Neocatecumenal


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Encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal reúne mais de 15 mil jovens em Brasília


A Arquidiocese de Brasília acolheu nesse domingo, 29 de julho, 17 mil pessoas durante o encontro vocacional dos jovens do Caminho Neocatecumenal no Brasil. O evento, que foi presidido pelo arcebispo Dom Sergio da Rocha no Parque Ecológico Dom Bosco (Lago Sul), contou com a presença maciça de jovens provenientes de dezenove estados do país. Enquanto vinham de caminho ao local do encontro, os grupos de jovens foram evangelizando pelas ruas e cidades.

O encontro começou no início da tarde com a apresentação dos bispos participantes. No palco estavam dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Franca (SP), dom Valério Breda, de Penedo (AL) e Mons. Piergiorgio Bertoldi, conselheiro do Núncio Apostólico no Brasil.

A equipe responsável do Caminho Neocatecumenal no Brasil recebeu uma carta enviada por dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro e anfitrião da próxima Jornada Mundial da Juventude, na qual encorajava os jovens a preparar-se para este grande acontecimento, no ano que vem.

Além da equipe, participaram do evento o padre Sávio Ribeiro, assessor da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, e os seminaristas e presbíteros formadores dos seminários missionários diocesanos ‘Redemptoris Mater’ de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Assunción (Paraguai).

A assembleia teve início com a celebração da palavra. Para encorajar os jovens à vida cristã, o padre José Folqué leu o testemunho da jovem espanhola Marta Obregón (1969-1992), em processo de beatificação pela santidade ao defender a sua virgindade perante as agressões recebidas. Depois do querigma baseado na Segunda Carta aos Coríntios (5, 14-6,2) e da exortação de Folqué, foi proclamado o trecho da ressurreição de Jesus segundo o Evangelho de Mateus (28, 1-10).

O arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha, dirigindo-se aos jovens, disse que “o anúncio da salvação brota da nossa participação na ressurreição de Cristo e na sua vitória sobre a morte”. Pensando no chamado vocacional, ele sublinhou que “todo encontro pessoal com Cristo nos leva a viver a vida em Cristo através da comunidade, da Igreja, dizendo sim ao chamado que Jesus nos faz nas diversas vocações da vida em comunhão”. Nesse sentido, “toda vocação na Igreja não se esgota na comunidade, ainda que se alimente dentro dela, mas a vocação está aberta à missão no mundo”.

Neste encontro vocacional de preparação à JMJ do Rio de Janeiro, trezentos jovens do Caminho Neocatecumenal no Brasil foram chamados por Cristo ao presbiterado e duzentas moças para a vida religiosa.
 
Fonte: Boletim da CNBB

Reunião do CONIC

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil realiza sua segunda reunião de 2012


reuniao_conicEntre os dias 30 de julho e 1º de agosto, o Conselho Nacional de Igrejas do Brasil (CONIC) realiza sua segunda reunião ordinária, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O presidente do CONIC e bispo da diocese de Chapecó (SC), dom Manoel João Francisco está à frente dos trabalhos. Na pauta, assuntos como a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, os 30 anos do CONIC, a Assembleia Geral do CONIC, dentre outros.
O CONIC é uma associação de Igrejas cristãs que visa fortalecer o ecumenismo e o diálogo, e promover a justiça e a paz. Cinco igrejas fazem parte dessa organização, são elas: Igreja Católica Romana; Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; Igreja Presbiteriana Unida; Igreja Sirian Ortodoxa Antioquina.
Na segunda reunião ordinária do CONIC, estiveram presentes todos os representantes das igrejas-membro da organização. Os diretores trataram de questões internas, como tesouraria, e a contratação de uma nova secretária executiva. Outro assunto discutido foi a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, organizada pelo CONIC e que teve a participação de todas as paróquias das cinco igrejas que fazem parte da organização. “Foi uma semana bem articulada e movimentada. Montamos um blog para divulgar as ações do evento e tivemos a participação envolvente em todo Brasil”, disse dom Manoel.
A reunião também tratou da preparação dos 30 anos do CONIC. Na ocasião, além de uma celebração, será expedido um texto sobre ‘Intolerância Religiosa’ que será repassado para todos os regionais do Brasil. “Nossa comissão teológica está preparando um texto para estudo nos regionais. Lá eles darão sua contribuição na elaboração do texto oficial”, explicou o presidente do CONIC.
Sobre o tema ‘Intolerância Religiosa’, dom Manoel lembrou que “no oriente os cristãos estão sendo mortos, e estão ocorrendo muitas mortes em torno da questão religiosa. E no Brasil, as vítimas mais evidentes dessa intolerância são os fiéis das religiões afro-brasileiras”, exemplificou.
O CONIC é uma associação atuante em questões sociais. Teve participação em diversos movimentos como a aprovação da ‘Lei da Ficha Limpa’, o ‘Brasil Nunca Mais’, a ‘Comissão da Verdade’, dentre outros. Outro êxito da organização é o reconhecimento mútuo da validade do batismo em todas as igrejas-membro. “O estudo e a proposta foi feita pelo CONIC. Os presidentes, de cada igreja, assinaram e oficializaram o documento”, recordou dom Manoel.

Fonte: Boletim da CNBB

ESTATÍSTICA DO BLOG


Ao iniciarmos o mes de agosto, trago alguns números que são fornecidos pelo Blogger (Google) que é quem nos disponibiliza esta oportunidade de manter um blog.

Criamos o blog em 10 de fevereiro de 2009

O Blogger apresenta a seguinte estatística desde o início do blog:

Tivemos 240.971 visualizações  -  média de 320 acessos por dia

Publicamos 10.700 postagens até hoje

Nossos leitores são: Brasil- 202.226 acessos
                                    Portugal : 11.933 acessos
                                    Estados Unidos: 10.512 acessos
                                    Alemanha: 5.886 acessos
                                    Rússia: 1.241 acessos
                                    Itália: 605 acessos
                                    Espanha: 450 acessos
                                    França: 418 aessos
                                    Canadá: 353 acessos
                                    Japão: 342 acessos

Dos sistemas utilizados pelos usuários, 95% é do sistema Windows, 2% do Linux e 3% de outros

Quanto aos navegadores: 48% utiliza o Internet Explorer
                                              25% o Google Chrome
                                              23% o Firefox (Mozilla)
                                                4% outros navegadores

É importante ressaltar que o indicador de acessos que apresentamos na página inicial do blog , hoje com 203.526 acessos, foi colocado (iniciando do zero) após seis meses de vida do blog.


Temos inscritos como seguidores 42 amigos...

Os números, de modo geral, nos mostram que a frequência de vizualizações vem crescendo diariamente, o que nos motiva a cada vez mais buscar o melhor dentro das espectativas dos nossos leitores. E para isso é importante que cada leitor nos dê sua opinião, sua crítica e sugestão.
Utilizem nosso e-mail ou façam comentários logo abaixo de cada postagem.Já tivemos 484 comentários até hoje. 

Esperamos mais!

Contos e Causos do Benedito Franco


Uma vez redentorista, sempre redentorista!

021 – Os “eletrodomésticos”


Na casa de meus pais, eu menino, não havia eletricidade, nem água canalizada ou tratada, mesmo assim eles se esforçavam o máximo para nos dar conforto, mas era difícil. Vejam:

Pilão  
         O pilão servia para pilar o arroz com casca ou o café em coco, além de socar o milho e o amendoim para as paçocas.
O café, comprado com casca, pilado, era torrado em uma panela de ferro – papai gostava de novidade e modernidade, então comprou uma panela parecendo uma bola – a máquina prática de torrar café.

Moinho
O moinho de ferro fundido, manual - chamado de macaquinho, por sua aparência - era um eletrodoméstico dos mais úteis: moíam-se o café torrado e o fumo seco para o rapé de papai e, na falta de fubá, o milho para os pintinhos, o amendoim para a paçoca, e até mesmo arroz quando se queria um mingau. Quanto mais fino se desejavam o café, o fumo ou o arroz, mais se apertava um seu parafuso e mais força era necessário para rodar sua manivela.

Ralo
Quando se preparava o mingau de milho verde, ralava-se a espiga em ralo feito de lata – pegava-se um pedaço de uma lata e furava-a em linha com um prego, e as bordas do furo no avesso da lata tornavam-se pontiagudas – a lata virava um bom e duradouro ralo; ralava-se em cima de uma gamela. O mingau era quase um angu, pois, na ausência de geladeira, ele duro era mais fácil de se conservar – comíamos em pedaços, inclusive sujavam-se menos vasilhas – água só do Rio Piracicaba. Como lá em casa havia muito pé de coco da Bahia, o ralo era de grande utilidade para o preparo das cocadas. Ralavam-se ainda a mandioca e a araruta para preparar o polvilho; o “ralado” era peneirado em um pano e o caldo deixado em repouso; tirando-se o sobrenadado, a água, o decantado era seco ao sol, sendo exatamente o polvilho desejado.
Além das cocadas, mamãe preparava o doce de leite, e eu detestava mexê-lo na panela, no fogão a lenha – não conhecia o fogão a gás – se é que existia; com o calor do fogão, mais o calor de Fabriciano, a gente suava às bicas! Vendiam-se esses benditos doce de leite e cocadas, aos pedaços, na loja, ou colocavam-nos num prato e nós meninos saíamos à rua para vendê-los, gritando: “Olha o doce de leite!”. “Olha a cocada!”.

Panelas
As panelas eram de ferro. As vasilhas, quase todas, eram latas ou cuias – feitas de um tipo de abóbora – é a casca da abóbora d’água - seca ela endurece. Raros os utensílios de alumínio.
As gamelas, de madeira, e a colher de pau faziam as vezes de batedeira de bolo ou quaisquer outras massas.
O “forninho”, como dizíamos, era embutido na parte de trás do fogão a lenha; de grande utilidade para assar os bolos e biscoitos. O forno, normalmente construído à parte ou, quase sempre, um pouco afastado da casa, inclusive com uma pequena cobertura; seria mais para maior produção dos quitutes.

Cozido, o feijão era liquidificado com uma ferramenta feita de um pedaço de cabo de vassoura, com uma cruzeta de três a quatro centímetros de lado, de arco de barril.
Preparar o café era no tripé, que poderia ser de ferro ou madeira, era o suporte para o coadô de pano comum ou, o melhor, de flanela.

A máquina de moer carne
Na máquina de moer carne moíam-se amendoim, feijão, batata e, além da carne,  utilizava-a para encher linguiça etc....
A carne cozida era guardada em latas de 20 litros no meio de gordura de porco – a geladeira! - conservava-se por uns três a quatro meses, tornando-se, passados os dias, mais macia. A carne crua, salgada, era colocada no sol por alguns dias, ou em um varal em cima do fogão a lenha, onde permaneciam  dependuradas por longos dias tomando fumaça – fácil de pegar e colocar na panela, pois estava ali à mão a carne de sol defumada!
Ovos batidos em um prato com uma colher – mamãe mandava e eu detestava bater as claras. U’a mola em aspiral, com um cabo de madeira, agilizava o meu castigo... infelizmente usei-a poucas vezes...
Havia também o batedor de bife e o rolo de pastel, muito pouco usados hoje, mas de grande utilidade na época – rolo de pastel é aquele que as mulheres, altas madrugadas, atrás da porta e amadas com ele, esperavam os maridos bebuns...

Os roceiros traziam para papai a cachaça em garrafas, em litros  ou latas de querosene – normalmente vendida em doses ou em garrafa. Para fechar as garrafas, papai comprava tampinhas novas e para colocá-las nas garrafas havia uma ferramenta, o tapador de garrafas – a gente falava tampador de garrafa.
As mercadorias chegavam em caixotes de madeira e não em caixas de papelão. Para reforçar os caixotes, para não abrirem, usava-se passar em seu redor uma fita de aço bem esticada – o arco de barril. O bico de papagaio arrebentava, ou cortava ou até mesmo esticava, se necessário fosse, o arco de barril - uma ferramenta que havia na loja. Hoje há fita semelhante, mas de plástico.

A roupa, lavada com água do rio ou ribeirão, com sabão em barra ou pedra, era quarada, isto é, colocada em cima de um gramado, ou mato, para tomar sol – isso, além do anil, clareava a roupa. Poder-se-ia estendê-la numa cerca qualquer ou num quarador de tela, como havia lá em casa.
A roupa quarada em gramados ou cercas era ela passada a ferro a brasa. Não se vestia uma roupa sem passá-la – poder-se-ia pegar cobreiro, de algum bicho que passasse por lá. O ferro de passar roupa era de ferro fundido. Abrindo sua tampa, na parte de cima, colocava-se a brasa; nos fundos, a parte mais larga, um buraco por onde se soprava a brasa e por onde entrava o ar para mantê-la acesa.
. Quando acabava a brasa do fogão da casa, buscava-se na casa do vizinho. Daí adveio a frase dita para quem vai a algum lugar e volta logo:- Foi buscar fogo? Ou: - Foi buscar brasa? – isso porque quem ia pedir brasa na casa do visinho deveria voltar rápido, senão a brasa apagaria no caminho. Tomava-se muito cuidado para não queimar ou sujar as roupas com o carvão, a brasa ou a cinza.
A primeira profissão de papai foi a de aprendiz de alfaiate. Por pouco tempo; não suportava buscar e pedir, a toda hora, brasa na casa dos vizinhos para colocar no ferro de passar roupa - não existia ainda ferro elétrico.Trabalho muito e pouco fogo e menos brasa ainda na casa!
                      
As frutas eram descascadas com faca, espremidas, peneiradas ou raladas à mão – nem o espremedor de laranja manual existia.
Em Rio Piracicaba, Vovô Pedro cantava louvações e colocava louros no recém chegado espremedor manual de laranja: - “Agora, cê pensa bem, a gente pra chupar uma laranja é só apertar meia laranja nisso aqui. Há dois mil'anos que a gente tinha que descascar, fazer uma mamurcha, espremer, espremer, fazer uma força danada e, no final, ficar quase todo o caldo no bagaço que a gente jogava fora. Porque que não inventaram isso antes? Tão simples e tão barato!”. Nem vou falar o que falava ele do relógio a pilha, exibido e mostrado à toda visita que aparecia...
- Um ano de duração, sem dar corda!...
Só faltava o milagroso relógio falar!...

Ave Maria!
                   Benedito Franco

JMJ - Rio 2013

Preparai o caminho”: começa contagem regressiva para a JMJ Rio 2013

  
Preparai01Na noite desta sexta-feira, 27 de julho, o Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) iniciou a contagem regressiva para o evento que receberá milhões de jovens de todo o mundo, no Rio de Janeiro, em julho de 2013. O show “Preparai o Caminho” reúne neste final de semana os grandes nomes da música católica, momentos de pregações, celebrações e testemunhos no ginásio do Maracanãnzinho, na capital carioca.

A abertura do “Preparai o Caminho” contou com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Dom Giovanni d’Aniello, e do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Raymundo Damasceno Assis, além do presidente do COL e arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta.

Para dom Giovanni, que presidiu a missa de abertura do evento, a preparação para a JMJ tem um sentido de descoberta. “Conhecendo o Brasil como já conheço, sei que o que virá no próximo ano será muito maior”. Ele também partilhou da satisfação em estar pessoalmente em uma Jornada pela primeira vez. “Sempre acompanhei de longe. Se Deus me permitir, essa será minha primeira Jornada”.

Após a Missa, dom Orani fez a abertura da campanha de arrecadação de recursos para a JMJ, com a presença da madrinha da campanha, a atriz Myriam Rios. Com o nome de “Compartilhe a sua Fé”, a campanha vai recolher doações através de conta bancária (Bradesco: agência 0814 - Conta Corrente 80001-5). “Muita gente tem me falado que quer contribuir. A partir de hoje, contamos com a participação e colaboração daqueles que já podem ajudar a JMJ”, afirmou o arcebispo.

Para Myriam Rios, é de grande importância a doação das pessoas para que a Jornada aconteça e alertou que todos os recursos irão para a organização da estrutura da JMJ. “Estamos pedindo para fazer também uma doação financeira, dentro da possibilidade de cada um, com o objetivo de ajudar na estrutura física para que se possa ter uma acolhida bastante calorosa e organizada dos milhares de jovens de todo o mundo aqui no Rio”, explicou.

Neste sábado, o tema das reflexões do “Preparai o caminho” será o compartilhamento, convidando cada jovem para discernir e compartilhar o seu dom e o seu tempo para a JMJ acontecer. As atividades começam com a acolhida da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. No domingo, o tema será a acolhida, lembrando que os brasileiros acolherão de norte a sul do país os jovens do mundo inteiro.

Oração de todos dias

Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.

Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.

Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém

Oferta de todos dias



Ó Jesus, pelas mãos de Maria, Tua e minha mãe,
Te ofereço a minha mente, para Teus pensamentos.
Te ofereço a minha vontade para os teus desejos,

Te ofereço os meus sentidos para Tuas obras.
Faze que vivendo de Ti, trabalhando por Ti,
eu me transforme em Ti.
Ó Rei Divino, que sofrendo e morrendo na cruz salvastes o mundo!

Evangelho do dia

Ano B - Dia: 31/07/2012



Jesus explica a parábola do joio
Leitura Orante

Mt 13,36-43

Então Jesus deixou a multidão e voltou para casa. Os discípulos chegaram perto dele e perguntaram:
- Conte para nós o que quer dizer a parábola do joio.
Jesus respondeu: - Quem semeia as sementes boas é o Filho do Homem. O terreno é o mundo. As sementes boas são as pessoas que pertencem ao Reino; e o joio, as que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeia o joio é o próprio Diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os que fazem a colheita são os anjos. Assim como o joio é ajuntado e jogado no fogo, assim também será no fim dos tempos. O Filho do Homem mandará os seus anjos, e eles ajuntarão e tirarão do seu Reino todos os que fazem com que os outros pequem e também todos os que praticam o mal. Depois os anjos jogarão essas pessoas na fornalha de fogo, onde vão chorar e ranger os dentes de desespero. Então o povo de Deus brilhará como o sol no Reino do seu Pai. Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.


Leitura orante
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando, com todos os internautas:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua Palavra,
tua oração,à tua ação em mim
para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai.
Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 13,36-43

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
A vida é uma tensão contínua. E por que o joio, essa erva perturbadora não é removida logo? Não porque não está sugando o solo, e desafiando o trigo por nutrimento. Não porque não seja facilmente identificável, mas porque qualquer esforço para arrancar as ervas, crescidas, enraizadas e misturadas com o trigo, arranca também o trigo. É melhor esperar "até a colheita". O final desta tensão será conforme as opções de cada um em ser trigo ou joio.
Faço parte do campo de Deus. Onde reconheço no mundo de hoje, o trigo e a cizânia?
Quais cizânias e quais trigos convivem comigo?
Os bispos na V Conferência, afirmaram: "A nova escala mundial do fenômeno humano traz conseqüências em todos os campos de atividade da vida social, impactando a cultura, a economia, a política, as ciências, a educação, o esporte, as artes e também, naturalmente, a religião. Interessa-nos, como pastores da Igreja, saber como este fenômeno afeta a vida de nossos povos e o sentido religioso e ético de nossos irmãos que buscam infatigavelmente o rosto de Deus, e que, no entanto, devem fazê-lo, agora desafiados por novas linguagens do domínio técnico, que nem sempre revelam, mas que também ocultam o sentido divino da vida humana redimida em Cristo. Sem uma clara percepção do mistério do Deus, torna-se opaco também o desígnio amoroso e paternal de uma vida digna para todos os seres humanos." (DAp 35).


3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com o bem-aventurado Tiago Alberione:
Jesus, Mestre,
que eu pense com a tua inteligência,
com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para identificar e cultivar o trigo na minha vida e na dos demais.Também para detectar o joio, o mal, o que me afasta de Deus.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

Vivências - De perto @ De longe


3225. Evangelho de terça-feira (31-07-2012) - Sto. Inácio de Loyola - Jr 14, 17-22; Sl 78; Mt 13, 36-43 - Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

Recadinho: - Pertenço ao Reino de Deus? - Sou a boa semente que frutifica? - Semeio a boa semente? De que modo? - Em que ambientes tenho a oportunidade de ser boa semente? - Sou terreno fértil onde a boa semente germina?
 

3226. Movimento no Santuário Nacional de 23 a 29/julho/2012 - Conforme dados estatísticos fornecidos pelo Santuário Nacional de Aparecida, durante toda a semana de 23 a 29 de julho de 2012 circularam pelo Santuário 238.342 visitantes. No sábado, 28 de julho, visitaram o Santuário 73.102 pessoas e, no domingo, 29 de julho, o número foi de 99.804 peregrinos. De segunda a sexta-feira, o número de visitantes foi de 65.436. A previsão para o próximo fim de semana é o Santuário Nacional receber 58.935 pessoas no sábado, dia 4 de agosto; e 69.963 no domingo, dia 5 de agosto.

3227. Estado de Minas Gerais consagrado a N. Sra da Piedade 52 anos atrás - O dia 31 de julho marca os 52 anos de consagração do Estado de Minas Gerais a N. Sra. da Piedade, tornando-se, assim, a padroeira dos mineiros.
Em 2010 a Arquidiocese de Belo Horizonte iniciou um processo de revitalização do Santuário da Padroeira de Minas que, recentemente, foi premiado como “hors concours”, na eleição das Sete Maravilhas da Estrada Real. O local é tombado pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha).
A expressão francesa “hors concours” literalmente significa algo “fora de competição, fora do
concurso!” A expressão é muito empregada para algo especial que vai ser apresentado numa exposição, numa mostra, sem estar competindo com os demais, por ser de qualidade superior.
Numa exposição de quadros dos alunos de uma faculdade de Artes, por exemplo, pode haver um pintor, já famoso, que apresente as suas obras "hors concours", isto é, ele não está competindo, pois se competisse não teria graça, pois naturalmente seria premiado. Quando dizemos que alguma coisa é "hors concours", queremos dizer que a nada pode ser comparada! Supera a tudo!
Pois bem. O Santuário de N. Sra. da Piedade, Padroeira de Minas Gerais, é “hors concours!” Que a Mãe de Jesus seja também “hors concours” em nosso coração hoje e sempre! Amém!
 
3228. "Combater as desigualdades com as armas do amor" - “Que a ninguém jamais falte o pão necessário para uma vida digna e sejam abatidas as desigualdades não com as armas da violência, mas com a compartilha e o amor. A insistência sobre o tema do “pão” que é distribuído e no agradecimento, evocam a Eucaristia, o Sacrifício de Cristo para a salvação do mundo (Jo 6, 11). A Eucaristia é o permanente grande encontro do ser humano com Deus, em que o Senhor se faz nosso alimento, dá a Si mesmo para transformamo-nos Nele. Na cena da multiplicação, é sinalizada também a presença de um jovem que, diante da dificuldade de saciar a fome de tanta gente, compartilha o pouco que tem”.
“O milagre não se produz a partir do nada, mas de uma primeira modesta compartilha daquilo que um simples rapaz tinha consigo. Jesus não nos pede o que não temos, mas nos faz ver que, se cada um oferece o pouco que tem, o milagre pode novamente se realizar. Deus é capaz de multiplicar todo nosso pequeno gesto de amor e tornar-nos partícipes do seu dom. Jesus não é um rei terreno que exercita o domínio, mas um rei que serve, que se curva sobre o ser humano para saciar não somente a fome material, mas sobretudo aquela mais profunda, a de Deus”. (Papa Bento XVI, 29/07/2012)

Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado
 
31 Terça-feira ─ Santos: Inácio de Loyola, Fábio, Demócrito

Evangelho (Mt 13,36-4) A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos... Haverá choro e ranger de dentes. Mas os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai.”

Vivemos no tempo da misericórdia e da paciência do Senhor. Deixa o joio no meio do trigo, mas ele nos leva a sério e quer que escolhamos o que queremos continuar a ser. E respeita nossa escolha. Por mais que acreditemos na misericórdia divina, temos de assumir nossa responsabilidade, tanto maior quanto maior o amor com que fomos amados. Não podemos protelar nossa escolha.

Oração

Senhor, creio no vosso amor e na vossa misericórdia. Isso me enche de confiança, mas também me lembra que tenho de corresponder ao vosso amor. Tudo me ofereceis, por isso tenho de ser todo vosso, fazendo de vós o objetivo último de minha vida. É isso que eu quero, e para isso peço vossa ajuda. Só vós podeis conservar-me no caminho do bem. Guardai-me, Senhor. Amém.

Pe. Flávio Cavalca de Castro, CSsR

Aniversariantes do dia



CELSO ANTÔNIO HENRIQUES (Formigão)
turma de 1970 - Belo Horizonte - MG


DIÁCONO INÁCIO DE MELO MESQUITA
turma de 1953 - São Paulo - SP

SÉRGIO DALANEZE
turma de 1988 - Rio Claro - MG


PADRE REINALDO BRAGANTIM 
Atualmente ausente da CSsR
Festejando 35 anos de Ordenação Sacerdotal

Santos do dia

 
 Santo Ignácio de Loyola

Iñigo Lopez de Loyola, este era o seu nome de batismo, nasceu numa família cristã, nobre e muito rica, na cidade de Azpeitia, da província basca de Guipuzcoa, na Espanha, no ano de 1491. O mais novo de treze filhos, foi educado, com todo cuidado, para tornar-se um perfeito fidalgo. Cresceu apreciando os luxos da corte, praticando esportes, principalmente os eqüestres, seus preferidos.

Em 1506, a família Lopez de Loyola estava a serviço de João Velásquez de Cuellar, tesoureiro do reino de Castela, do qual era aparentada. No ano seguinte, Iñigo tornou-se pagem e cortesão no castelo desse senhor. Lá, aprimorou sua cultura, fez-se um exímio cavaleiro e tomou gosto pelas aventuras militares. Era um homem que valorizava mais o orgulho do que a luxúria.

Dez anos depois, em 1517, optou pela carreira militar. Por isso foi prestar serviços a um outro parente, não menos importante, o duque de Najera e vice-rei de Navarra, o qual defendeu em várias batalhas, militares e diplomáticas.

Mas, em 20 de maio de 1521, uma bala de canhão mudou sua vida. Ferido por ela na tíbia da perna esquerda, durante a defesa da cidade de Pamplona, ficou um longo tempo em convalescença. Nesse meio tempo, meio por acaso, trocou a leitura dos romances de infantaria e guerra, por livros sobre a vida dos santos e a Paixão de Cristo. E assim foi tocado pela graça. Incentivado por uma de suas irmãs, que cuidava dele, não voltou mais aos livros que antes adorava, passando a ler somente livros religiosos. Já curado, trocou a vida de militar por uma vida de dedicação a Deus. Foi, então, à capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat, pendurou sua espada no altar e deu as costas ao mundo da corte e das pompas.

Durante um ano, de 1522 a 1523, viveu retirado numa caverna em Manresa, como eremita e mendigo, o tempo todo em penitência, na solidão e passando as mais duras necessidades. Lá, durante esse período, preparou a base do seu livro mais importante: "Exercícios espirituais". E sua vida mudou tanto que do campo de batalhas passou a transitar no campo das idéias, indo estudar filosofia e teologia em Paris e Veneza.

Em Paris, em 15 de agosto de 1534, juntaram-se a ele mais seis companheiros, e fundaram a Companhia de Jesus. Entre eles estava Francisco Xavier, que se tornou um dos maiores missionários da Ordem e também santo da Igreja. Mas todos só se ordenaram sacerdotes em 1537, quando concluíram os estudos, ocasião em que Iñigo tomou o nome de Inácio. Três anos depois, o papa Paulo III aprovou a nova Ordem e Inácio de Loyola foi escolhido para o cargo de superior-geral.

Ele preparou e enviou os missionários jesuítas ao mundo todo, para fixarem o cristianismo, especialmente aos nativos pagãos das terras do novo continente. Entretanto, desde que esteve no cargo de geral da Ordem, Inácio nunca gozou de boa saúde. Muito debilitado, morreu no dia 31 de julho de 1556, em Roma, na Itália.

A sua contribuição para a Igreja e para a humanidade foi a sua visão do catolicismo, que veio de sua incessante busca interior e que resultou em definições e obras cada vez mais atuais e presentes nos nossos dias. Foi canonizado pelo papa Gregório XV em 1622. A sua festa é celebrada, na data de sua morte, nos quatro cantos do planeta onde os jesuítas atuam. Santo Inácio de Loyola foi declarado Padroeiro de Todos os Retiros Espirituais pelo papa Pio XI em 1922.

30 de julho de 2012

Pedido de Orações

E-mail recebido do Adilson Cunha:

Olá  amigos, liguei para o nosso amigo Perdigão para saber do seu
estado. Está no hospital , internado, tomando anticoagulante,pois, com
a demora no atendimento sofreu uma trombose na perna. Além disso está
com uma trinca grande no perôneo. 
Está medicado e deverá ficar por uns
quatro dias em repouso. 
 
Coloquemo-lo em nossas orações. Abr. Dc. Cunha

"KONTXÓA" ou "PADRE KRAHÔ" - O MISSIONÁRIO INDÍGENA



 

Reproduzimos mais uma vez a excelente entrevista do Padre Válber, com quem tivemos o prazer de passar neste Eneser alguns minutos ouvindo dele sua experiência e seus temores em relação à situação indígena, principalmente os do Tocantins.
Essa entrevista foi publicada no informativo da Província  do Rio em abril de 2011 e também aqui no blog.
Padre Válber está retornando ao seu trabalho com os indígenas após passar algum tempo cuidando de sua mãe que estava adoentada.
Padre Válber nasceu em 20/05/1943 e foi ordenado Sacerdote em 27/08/1978
Nossos votos ao Pe. Válber de que tenha muito sucesso em seu trabalho missionário.

Desde o início de sua formação redentorista, Pe. Válber Dias Barbosa atua como missionário de Cristo entre os povos indígenas. Inspirado nessa missão, lançou recentemente o livro “Os Krahô no contexto da questão cultural indígena”.
De cunho político- antropológico,  a obra também disserta sobre cultura de massas, ecologia e religiosidade dos povos autóctones. Padre Valber viveu cerca de 14 anos junto aos índios Krahô no Estado do Tocantins e o livro é resultado desta experiência.

Nessa entrevista, Pe. Válber partilha sua trajetória e experiência com os índios.

Há quantos anos o senhor participa de missões entre os indígenas? Como o senhor é conhecido entre eles?
Pe. Válber: Penso que a maioria das pessoas ou, pelo menos, os mais antigos já sabem essa estória de frente para trás e de trás para frente. Contudo, acredito que haja muitas pessoas novas ou que não tenham tido oportunidade de ler sobre isso. Para estes, então, não me recuso a repetir minha trajetória indigenista. Ainda no meu tempo de diaconato, que foi bastante longo, fiz um estágio de três meses na Missão Anchieta dos Padres Jesuítas, no Mato Grosso. Em seguida, participei, por cerca de quatro anos, de vários serviços à Igreja missionária indigenista, executando funções para o CIMI (Conselho Indigenista Missionário). Depois de uma parada de alguns meses para a ordenação presbiteral e de um ano – já como padre – a serviço do Secretariado Nacional das Ligas Católicas, abracei minha missão, propriamente, entre os indígenas, na região norte do então Estado de Goiás, depois separando-se essa região como Estado do Tocantins, missão essa que durou vinte anos. Desde o ano 2000, não estou mais diretamente nessa missão, mas dela nunca me desliguei completamente.
Entre os índios Krahô, onde recebi o nome de “Kontxóa” , bem como para toda a nação Mehi, à qual pertencem os Krahô, é o nome pelo qual sou conhecido. Entretanto, entre os Apinajé, no Bico do Papagaio (extremo norte de Tocantins), onde fiquei por algum tempo, fui chamado simplesmente de “Padre Krahô”.

Hoje em dia, o senhor ainda mantém contato com o povo indígena?
Pe. Válber: Sim, mas são contatos eventuais. A última vez que fui até uma das aldeias onde morei foi em julho/2010.

O senhor sempre se dedicou à preservação e divulgação da cultura e da espiritualidade indígenas?
Pe. Válber: Sim, essa preocupação sempre esteve presente desde o começo, fazendo parte da minha dedicação ao serviço da causa indígena. Com relação especificamente à espiritualidade indígena, apresentei uma dissertação sobre esse assunto no Congresso “Brasil-Alemanha nos 500 anos”, ao final da década de 90, que despertou muito interesse. Resolvi, então, dar mais atenção a esse assunto. Só que saí da aldeia pouco tempo depois. Eu não tenho o direito de generalizar para todas as Culturas Indígenas; sempre estou falando especificamente de uma cultura bem definida; então, falando de uma Cultura que conheço um pouco, penso que posso assim afirmar: a espiritualidade é o cerne da Cultura M?j?-Krahô, em que há uma, como que, exacerbada busca da perfeição na vida comunitária. Até que seria bom e poderia escrever um pequeno trabalho sobre o assunto; porém, antes, é melhor ver o que acontece com o que acabou de aparecer, isto é: “OS KRAHÔ no Contexto da Questão Cultural Indígena”. De outro lado, no momento, o processo de deterioração da Cultura é tão violento, tão rápido que dá pra perder um pouco a motivação de escrever sobre o que estaria se transformando apenas numa memória. Talvez, antes de escrever, a questão seria muito mais de desenvolver um trabalho intenso, algum esforço a mais, ainda no sentido de buscar uma situação de preservação do que for possível. Nesse caso, escrever um livro sobre o que estou considerando como sustentação principal da Cultura ajuda um pouco, mas não me parece ser prioritário.

Como é evangelizar o povo indígena?
Pe. Válber: Dom Luciano Mendes de Almeida, em 1986, refletindo as conclusões do Encontro de Bogotá, disse assim: “Não podemos anunciar uma Boa Notícia aos povos indígenas a partir da cultura dominante. Temos de evangelizar os povos indígenas a partir do seu chão cultural e da sua história”. A enculturação da fé, segundo João Paulo II, só acontecerá como a “encarnação do Evangelho nas culturas autóctones e, ao mesmo tempo, a introdução destas culturas na vida da Igreja” (Slavorum Apostoli, nº21). Mas os livros de cabeceira para a missão indígena são, especialmente, a “Evangelii Nuntiandi” e as conclusões de Medellín e Puebla, que complementaram especificamente para a América Latina os princípios emanados dessa encíclica de Paulo VI. Mas esses enunciados precisam aterrizar e ser acrescidos de outros conhecimentos e, sobretudo, de atitudes antropológicas, para que, ao pisar no chão indígena, a gente não seja nem como astronauta caindo sobre ele com os mesmos erros dos tempos coloniais nem como quem funciona ao modo de uma caixa de ressonância. O encontro com o índio tem que ser realista e afetuoso. Então, traduzindo isso de uma forma compreensiva, atual e concreta, apresento (em alguns pontos subsequentes) a questão do jeito como a processei na vida de missão indígena.
É indispensável se apresentar à comunidade indígena com todo o respeito e muita humildade, fechando os olhos ao que não pareça certo à primeira vista, não se apressando de forma alguma em fazer interpretações antes de conhecer bem, preocupando-se desde o primeiro momento em apoiar decididamente a luta de sobrevivência, não só física, mas, principalmente, cultural do povo indígena, convencido de que Cultura é vida.
Há que se reforçar a crença indígena no Deus criador, à luz do seu próprio mito da criação e descobrir o que marca a vida indígena em relação à presença continuada de algum toque espiritual mantenedor da obra criadora, especialmente na bondade do ser humano, isto é, do Mehi – que o divino Criador (para o Krahô “Pyt”) quer vivo e feliz, que o será, mais facilmente, à sua maneira e não ao modo do “Branco”.
Há que se valorizar, com gestos concretos de participação efetiva, a vida comunitária do povo indígena. Mostrar-se a ele não como quem manda nem como quem vai para ensinar, mas como quem sinceramente se propõe a escutar, a aprender, a dialogar. É preciso converter-se ao índio, à sua Cultura, aos seus valores éticos e de comunhão com a natureza.
Evangelizar um povo indígena é se deixar evangelizar por ele, sabendo descobrir o Deus encarnado nesse povo, que não precisa da gente para ser salvo, mas para se colocar a serviço da sua vida, dentro da sua Cultura, enquanto fonte de vida e de harmonia com o universo, através do qual o Espírito Criador e mantenedor de todas as coisas se comunica ao povo indígena, confirmando-o na vivência da sua própria cultura.
É só caminhando junto com o povo indígena, comungando sua história, conhecendo sua realidade, respeitando profundamente seu modo de vida e seus valores, especialmente os valores comunitários e espirituais, é que se alcançará descobrir as sementes do Evangelho e do Reino de Deus lá escondidas. Há que se abrir o pensamento e o coração para perceber, como instrumento do Deus vivo para anunciar libertação e recuperação, que o Reino de Deus está lá, pois, Alguém – como seja, inspirando os sábios antigos daquele povo, verdadeiros profetas - já esteve por lá antes da gente!
Quando o povo indígena, que tem sido, historicamente, enganado e explorado, perceber e sentir que a gente é por ele, de fato e de verdade, sem mostrar nenhum interesse econômico ou de poder, é sinal de que, junto com o próprio índio, se estará sendo instrumento de evangelização para o mundo.

O que pode destacar sobre sua experiência em missão indígena?
,b>Pe. Válber: Olha, eu não estou preparado para dar uma resposta imediata e pronta a essa pergunta. Eu precisaria, sim, fazer uma reflexão mais demorada sobre o conjunto de toda a minha experiência em missão indígena, para poder pontuar sucintamente alguns aspectos mais importantes, que a meu ver mereçam destaque. Posso dizer com lástima que, de modo geral, os indígenas (os que ainda vivem, mais ou menos, dentro de seus padrões culturais) não se sentem acolhidos pela organização da Igreja e, principalmente, pela Igreja-Povo. Na minha experiência, pude constatar fatos como de bispo acolhedor aos índios, enquanto a maioria de seus diocesanos, não; de párocos serem acolhedores e os agentes pastorais, não; de bispo acolhedor não ser nem um pouco acompanhado pelo seu clero; na verdade, as aberturas surpreendentes de muitas conclusões de assembleias eclesiásticas e de documentos pontifícios ou episcopais não foram, no seu conjunto, levadas à prática pelos agentes ou evangelizadores e, principalmente, não foram assimiladas pelos leigos, em geral.
Não só em relação aos Krahô, mas com todos os povos indígenas que tive a oportunidade de contatar, salta logo aos olhos que essa gente é impressionantemente tolerante e respeitosa.
Um dos momentos em que me senti muito bem foi quando, numa certa noite, um índio, que tinha voltado da cidade bêbado, andava pela aldeia falando e cantando, até que soltou este desabafo: “Não fiquem esperando muita coisa do Padre Valber, não adianta, vão perder tempo, porque ele é pobre que nem nós mesmos”.
Durante muito tempo, a população de uma cidade vizinha à área indígena não se convencia de que eu fosse padre de verdade; achavam que “padre” fosse apenas um apelido meu. Havia quem assim falasse o que um dia chegou aos meus ouvidos: “Se fosse mesmo padre, de certo não estaria no meio dos índios”.
Uma coisa que pode desmanchar qualquer projeto e prejudica qualquer coisa que se faça pela preservação cultural ou o que quer que se faça em benefício do índio é o alcoolismo.

Qual a principal marca da espiritualidade Krahô?
,b>Pe. Válber: A principal marca da espiritualidade krahô é a busca da boa convivência e da paz. A construção de uma convivência pacífica, que busca incansavelmente a alegria de viver. Sua história e o seu próprio jeito de ser mostram que nunca foi um povo guerreiro; isso não faz parte de seu modo de ser convivente e tolerante. A Cultura Krahô é muito nitidamente uma cultura de paz. A vida comunitária na aldeia, com empenho em desbastar toda e qualquer aresta nas relações sociais, alcançou um nível incrivelmente alto de boa convivência, com muito respeito e sensibilidade no trato entre as pessoas.

Em quais aspectos a sua formação na Vida Religiosa Consagrada contribuiu para a convivência junto à tribo Krahô?
Pe. Válber: A formação para a vida comunitária religiosa contribuiu, sem dúvida, como uma preparação para a convivência na aldeia krahô. Assim também, o desprendimento exigido pela Vida Consagrada. Entretanto, no aspecto da privacidade, encontrei dificuldade ao me inserir numa comunidade indígena, onde a privacidade, como um direito, só existe para o casal (esposo e esposa); o indivíduo deve estar constantemente em regime coletivista. Isso é muito difícil para nós, mesmo sendo religiosos, com toda a preparação e experiência de regime comunitário. Tive de desenvolver muito esforço nesse sentido, para me adaptar ao “comunitarismo” krahô, que envolve de tal modo a sua vida, o seu modo de ser que o krahô se torna incapaz de viver sozinho. O isolamento é o maior castigo que possa lhe suceder, não tanto a falta de liberdade, a que ele consegue muito mais facilmente se acomodar.

Porque resolveu relatar em um livro a experiência e cultura indígenas?
Pe. Válber: O livro não relata propriamente a missão indígena junto aos Krahô, mas, sim, o histórico de seu contato com a sociedade nacional e os seus traços culturais. Ao longo dos anos de vivência junto aos Krahô, fui acumulando alguns conhecimentos a cerca da cultura; além disso, o escrever sobre essa cultura, para mim, é mais um modo de valorizar essa cultura, lutar por sua preservação e mostrar minha imensa admiração por ela, além de trazer isso ao conhecimento de muitos, principalmente dos que não teriam acesso a outras literaturas similares. A maioria das literaturas, no campo da antropologia indigenista, só atinge um público mais especializado, pois são literaturas consequentes de teses de mestrado e doutorado em antropologia. Há também algumas literaturas que não demonstram um suficiente conhecimento daquilo sobre o que se está escrevendo, muita coisa não correspondendo à verdade ou à realidade. Posso dizer também que, tendo a oportunidade de conhecer com mais profundidade uma beleza tal de modo de vida, a gente fica com uma certa obrigação de passar isso para frente, para a edificação dos que se libertam do preconceito racial e cultural.

Na sua opinião, após todos esses anos de dedicação e convivência com os índios, de que forma a Igreja pode acolher melhor esse povo?
Pe. Válber: Diríamos melhor, acolher “esses povos”, no plural, pois, além das diferenças culturais entre os diversos povos e línguas, há também a diferença regional e vários níveis ou estágios de aculturação ao modo de vida do “branco”. A forma de acolher deve levar em conta as diferenças. Entretanto, é essencial que na Igreja, para ela ser acolhedora às populações indígenas, haja uma derrubada pra valer dos preconceitos subsistentes, haja respeito sincero ao índio como outro, como diferente de nós e com outro modo de pensar as coisas, de pensar a vida, de pensar a história, de pensar o trabalho etc., não se dispensando, em nenhuma hipótese, a abertura de coração, para amar de verdade essa gente e humildade a ponto de descobrir e reconhecer seus valores, inclusive morais e, até, evangélicos.

Como o senhor vê o povo indígena no futuro?
Pe. Válber: Com os distúrbios climáticos e a frequência e gravidade sempre maiores das tragédias ambientais, a humanidade se coloca muitas interrogações a seu próprio futuro. Por sua vez, a vida das comunidades indígenas está sendo devassada, escarafunchada e virada do avesso, desrespeitosamente, sem que esta civilização de que fazemos parte tenha nada de melhor para essas populações. De outro lado, as Culturas indígenas já não usufruem mais do direito de viver de acordo com suas tradições (que lhes foi garantido pela Constituição de 1988). Então, o futuro não está sorrindo, de forma alguma, para os povos indígenas do Brasil; a não ser que a própria natureza (no desenvolvimento do projeto divino), através das próprias tragédias ambientais, lhes faça justiça.