CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)





ÁGAPE MENSAL
11 - fevereiro - 2017


MAIO - 2017
De 03 a 11 - Viagem / Peregrinação a Portugal
De 20 a 21 - 7º ERESER CAMPINAS
De 15 a 30 - 2ª Missão UNESER em Rondônia

JUNHO - 2017
De 17 a 18 - 2º ERESER CAMPINAS

JULHO - 2017

De 05 a 15 - 3ª Peregrinação a Pé Caminho da Fé
De 14 a 16 - 37º ERESER PROVÍNCIA RIO/MINAS/ES
De 21 a 23 - 22º ENESER - APARECIDA

SETEMBRO - 2017
De 01 a 03 - 5º ERESER VICE PROVÍNCIA MANAUS

OUTUBRO - 2017

Dia 07 - ERESER NA NOVENA DE APARECIDA
Dia 21 - 11º ERESER MAIRINQUE

NOVEMBRO - 2017
De 12 a 15 - 7º ERESER PROVÍNCIA DE CAMPO GRANDE


XIII RETIRO
De 02 a 04 de fevereiro de 2018
Local: Pedrinha (a ser confirmado)




SOM NO BLOG

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28 de fevereiro de 2013

E-mail de Dom Darci José Nicioli

Caros amigos da Uneser

Sábado passado estive em Aparecida na V Romaria do Terço dos Homens e como coordenador da minha Comunidade participei de diversas atividades organizadas pelo Santuário.
Tivemos a Missa da 9 hs, transmitida pela TV Aparecida, logo após uma reunião de todos coordenadores de romarias com Dom Gil, Dom Darci e Irmão Viveiros.  
Após o almoço participamos do Terço e Consagração à Nossa Senhora onde eles estiveram novamente presentes, além do Padre Alberto Pasquoto e que também foi transmitido pela TV Aparecida e coligadas.
Logo após fomos presenteados com o show do Padre Antônio Maria. Foi um sábado festivo e repleto de espiritualidade e piedade.

Mas o que me chamou a atenção foi a "Batina Episcopal" de Dom Darci. Todo elegante ostentando o colarinho branco dos redentoristas. 

Não tive a oportunidade de cumprimentar pessoalmente Dom Darci, pois o Santuário recebeu naquele dia perto de 20.000 homens que vieram do Brasil todo. Fiz questão de enviar-lhe um e-mail que transcrevo a seguir e também tive a satisfação de receber sua resposta, que solicito a ele sua autorização para divulgar aqui, pois a meu ver, merece demonstrar o carinho dele para com a Congregação.
    


Caríssimo Dom Darci,
Salve Maria!
Não sei se este chegará até o Sr., pois acredito que já tenha alterado seu endereço de e-mail, mas em todo caso segue a minha tentativa.

Antes de mais nada, parabéns por tudo que o Sr. tem feito em honra de Jesus e Nossa Senhora. Estive na romaria do Terço dos Homens pela primeira vez. Coordenei o grupo de nossa comunidade (Paróquia Nossa Senhora do Retiro - Setor Pereira Barreto -SP) que tem um ano de existência no Terço dos Homens.

Uma das coisas que me deixaram muito feliz foi vê-lo com o Colarinho branco dos Redentoristas. Associei logo ao lema de nossa Uneser (Uma vez Redentorista, sempre Redentorista). Nós que um dia tivemos a felicidade de participar da família redentorista, sentimos uma forte emoção sempre que podemos partricipar de algum evento da Congregação. Santo Afonso nos fala muito forte em nosso coração.

Não tive a oportunidade, dado ao grande número de pessoas, de cumprimentá-lo pessoalmente, mas segue aqui o meu forte abraço e desejo de que cada vez mais os seus passos sejam iluminados e abençoados.





Caro José Roberto, paz e bem! 
 
Obrigado pelo carinho e palavras de incentivo. 
 
Sim: uma vez redentorista, sempre redentorista! 
 
Fiz questão em ter uma "batina episcopal redentorista", pela praticidade e identidade com a nossa família. Nada seria e nada sou sem a CSsR. 
 
Continuemos unidos pelo ideal afonsiano e na oração. 
Fraternalmente, 
+ Darci José, CSsR

Reflexão sobre o Concílio Vaticano II


Ficha 16: O Antigo e o Novo Testamentos

BCV

Constituição Dogmática DEI VERBUM
Sobre a Revelação Divina


Esta décima sexta ficha, quarta da DV, refere-se aos capítulos IV e V que informam sobre o Primeiro e Segundo Testamentos da Bíblia, comumente conhecidos como Antigo e Novo Testamentos.
 Segundo Santo Agostinho, Deus escreveudois Livros para a Humanidade: “o primeiro foi a Criação, a Vida, que é um livro aberto que revela toda a beleza da mensagem de Deus, pois Ele sempre quis se comunicar com as pessoas. Com o passar do tempo, as fraquezas humanas foram impedindo as pessoas de perceberem a primeira mensagem e Deus decidiu escrever o segundo livro que é a Bíblia, através de pessoas escolhidas para este sagrado fim.” A Bíblia não foi escrita para substituir o Livro da Vida, mas para ser um ‘guia’ que ajude o leitora entendê-lo melhor. Ela é o livro da comunidade que dá ao povo a esperança no Reino de Deus. É como uma grande carta de amor que só pode ser compreendida se lida com o mesmo sentimento com o qual foi escrito. O foco principal é Jesus Cristo, Ele é o centro da Bíblia e, por isso, devemos ler todos os textos a partir d’Ele. Antes de ser escrita, a Sagrada Escritura foi vivida e transmitida oralmente; assim, desde o início da formação do Povo de Deus, com o chamado de Abraão, até a finalização do último texto do Novo Testamento, a III Carta de João, somam-se quase dois milênios de história plenos da Revelação de Deus. Convém destacar que, no cânon da Bíblia, os livros não foram organizado na ordem em que foram escritos e nem na ordem em que os fatos relatados ocorreram.
A importância do Primeiro Testamento reside em  preparar e anunciar a espera do Reino de Deus, a chegada do Filho do Homem por meio do próprio Deus que se manifesta justo e misericordioso na caminhada junto à humanidade criada. Ele é venerado pelos cristãos como verdadeira Palavra de Deus porque a Antiga Aliança nunca foi revogada. Seus textos são divinamente inspirados pelo Espírito Santo, são partes indispensáveis da Sagrada Escritura e revelam a ‘divina pedagogia’ do amor salvífico de Deus (CIC 121-123) [1] (DV 15), entendida pela Igreja como a forma gradual de Deus Se revelar e preparar a humanidade, por etapas, para receber a Revelação que faz de Si próprio, e que vai culminar na Pessoa e missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo (CIC 53). Ele inicia-se com a criação do universo e do homem; descreve a queda da humanidade, a depuração pelo dilúvio, o “arrependimento” de Deus e a restauração da humanidade em Noé e sua descendência; testemunha a presença de Deus junto ao povo de Israel; contém a Antiga Aliança de Deus com aquele povo e o prepara para a vinda de Cristo.
Baseado em Lucas 24,44 -  “Jesus disse: é preciso que se cumpra tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” – a tradição cristã dividiu o Primeiro Testamento em quatro grandes blocos de livros: Leis, Proféticos, Escritos, e acrescentou os livros Históricos. Na atual divisão da Bíblia, os blocos seguem a seguinte ordem: Leis ou ‘Torá’, mais conhecido como Pentateuco, que contém os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os livros Históricos: Josué,  Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, I e II Macabeus. Os livros Proféticos que estão divididos em Profetas maiores, que são os livros longos: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel; e Profetas menores, livros menores: Baruc, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. E os Escritos, com os diversos livros Poéticos ou Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico e Lamentações, sendo que este último se encontra no bloco dos livros proféticos por ser Jeremias (profeta) atribuído como o seu autor.
 A Igreja considera como Palavra de Deus escrita na linguagem humana, tanto o Primeiro Testamento quanto o Segundo, onde este dá continuidade e reafirma o valor e a atualidade do Primeiro. E, apesar de Cristo ter alicerçado a Nova Aliança no Seu sangue, os livros do Primeiro Testamento integralmente aceitos na pregação evangélica, adquirem e manifestam a sua significação completa no Segundo Testamento, e este os iluminam e explicam (DV 16).
 O Segundo Testamento tem como objetivo central a Palavra de Deus que se apresenta de modo especial na pessoa de Jesus Cristo, o Seu Filho feito Homem, com seus atos, ensinamentos, paixão e glorificação que se encontram nos quatro Evangelhos e que são o coração de toda a Bíblia. Eles ocupam o primeiro lugar nas Escrituras porque dão o testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado (CIC 124-125).
 A Igreja defendeu e defende, sempre e em toda a parte, a origem apostólica dos quatro Evangelhos na certeza de que, aquilo que os apóstolos ouviram de Cristo, eles mesmos pregaram e, juntamente com os seus seguidores, deixaram por escrito, sob a ação do Espírito Santo, como fundamento da fé, após a Ascensão do Senhor. Eles comunicam coisas verdadeiras e sem engano, daquilo que se lembravam, e com base no testemunho daqueles que viram e foram ministros da palavra, com a intenção de dar a conhecer a verdade dos ensinamentos a que foram instruídos. Transmitem, também, com fidelidade, o que Jesus, o Filho de Deus, realmente praticou e ensinou durante a sua vida terrena até o dia em que foi elevado ao céu (At 1,1-2) (DV 17-19).
 No Segundo Testamento, além dos Evangelhos Mateus, Marcos, Lucas e João, estão também os Atos dos Apóstolos; as Cartas Paulinas: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon; a Carta aos Hebreus e Cartas universais: Tiago, I e II Pedro, I, II e III João, Judas; e o Apocalipse. Todos foram redigidos por inspiração do Espírito Santo e revelam o início da Igreja de Cristo e a sua difusão; confirmam o que diz respeito a Cristo Senhor e explicam, mais ainda, a Sua genuína doutrina; e anunciam a Sua consumação gloriosa (DV20).
No Evangelho de Jo 1,3 está escrito: ”o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos!”. Esta frase expressa a intenção dos Textos Sagrados, pois a Palavra de Deus vivida e testemunhada foi codificada para que a memória da comunidade não se perdesse, e a Bíblia é o resultado desse esforço. Entretanto, ela não encerra toda a Revelação, pois, como lemos em Jo 21,25: “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que não caberiam no mundo os livros que seriam escritos.”
Notas
[1] Catecismo da Igreja Católica

 Para refletir:
  1. O que esta ficha acrescentou no seu conhecimento sobre a Bíblia?
  2. Como você entende a relação entre o Primeiro e o Segundo Testamentos?
  3. Que relação você faz, entre os dois Testamentos, no que diz respeito à experiência do deserto e à liberdade do homem?
  4. Para você, qual é a importância do Primeiro Testamento?

Oração de todos dias

Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.

Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.

Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém

Oferta de todos dias



Ó Jesus, pelas mãos de Maria, Tua e minha mãe,

Te ofereço a minha mente, para Teus pensamentos.

Te ofereço a minha vontade para os teus desejos,


Te ofereço os meus sentidos para Tuas obras.

Faze que vivendo de Ti, trabalhando por Ti,

eu me transforme em Ti.

O Evangelho do dia




Meditando o Evangelho de hoje

Dia Litúrgico: Quinta-feira da 2ª semana da Quaresma
Evangelho (Lc 16,19-31): Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e dava festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, ficava sentado no chão junto à porta do rico. Queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico, mas, em vez disso, os cães vinham lamber suas feridas.

»Quando o pobre morreu, os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.

»O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Que ele os avise, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas! Que os escutem! ’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão. Mas se alguém dentre os mortos for até eles, certamente vão se converter’. Abraão, porém, lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão’».
Comentário: Rev. D. Xavier SOBREVÍA i Vidal (Sant Boi de Llobregat, Barcelona, Espanha)
Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão
Hoje, o Evangelho é uma parábola que nos descobre as realidades do homem depois da sua morte. Jesus fala-nos do prêmio ou do castigo que obteremos de acordo com o nosso comportamento.

O contraste entre o rico e o pobre é muito forte. O luxo e a indiferença do rico; a situação patética de Lázaro, com os cães a lamber-lhe as feridas (cf. Lc 16,19-21). Tudo isso tem um grande realismo e permite que entremos na cena.

Podemos pensar: onde estaria eu se fosse um dos protagonistas desta parábola? A nossa sociedade recorda-nos, constantemente, como devemos viver bem, com conforto e bem-estar contentes e sem preocupações. Viver para nós próprios, sem nos preocupamos com os outros, ou preocupando-nos apenas o necessário para que a nossa consciência fique tranquila, mas não com um sentido de justiça, amor ou solidariedade.

Hoje se apresenta a necessidade de ouvir a Deus nesta vida, de nos convertermos nela e de aproveitarmos o tempo que Ele nos concede. Deus pede contas. Nesta vida jogamos a vida.

Jesus deixa clara a existência do inferno e descreve algumas das suas características: a pena que sofrem os sentidos —«Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas» (Lc 16,24)— e a sua eternidade —«há um grande abismo entre nós» (Lc 16,26).

São Gregório Magno diz-nos que «se dizem todas estas coisas para que ninguém possa desculpar-se por causa da sua ignorância». Há que despojar-se do homem velho e ser livre para poder amar o próximo. É necessário responder ao sofrimento dos pobres, dos doentes ou dos abandonados. Seria bom que recordássemos esta parábola com frequência para que nos tornemos mais responsáveis pela nossa vida. A todos chegará o momento da morte. E temos que estar sempre preparados, porque um dia seremos julgados.

Vivências - De perto @ De longe


4112. Evangelho de 5ª -feira (28-02-2013)-Jr 17, 5-10; Sl 1, 1-4 e 6; Lc16, 19-31-Jesus disse aos fariseus: “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. Ele queria
matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: “Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas”.
Mas Abraão respondeu: “Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós”. O rico insistiu: “Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos.
Manda preveni-los, para que não venham também eles para es
te lugar de tormento”. Mas Abraão respondeu: “Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!” O rico insistiu: “Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter”.
Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’.

Recadinho: - Procuro escutar os que me falam de Deus? Nossa comunidade cuida dos “pobres lázaros” que nos rodeiam? - Procuro dizer uma boa palavra em lugar e hora oportunos? -
Que lugar ocupa a Palavra de Deus em minha vida, em minha casa? - É fácil dar bom exemplo no contexto familiar?
4113. Despedimo-nos de Bento XVI relendo sua mensagem de Fé e Caridade - Para a Quaresma que estamos vivendo neste ano de 2013, o Papa Bento XVI, que deixa hoje sua profícua Missão de Papa, nos apresentou uma grande mensagem através do tema: "Crer na caridade suscita caridade". “
Nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, pois cremos nele” (1 Jo 4, 16). "Nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma dialética. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista", frisa Bento XVI.

4114. Agir como Maria e Marta - “Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta. A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé. De fato, por vezes tende-
se a circunscrever a palavra “caridade” à solidariedade ou à mera ajuda humanitária. É importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o serviço da Palavra”.
(Papa Bento XVI em sua mensagem para a Quaresma de 2013)

4115. Deus Amor nos envolve
- “O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o Amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no ato globalizante do Amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o Amor nunca está "concluído" e completado”. (Papa Bento XVI em sua mensagem para a Quaresma de 2013)

4116. Ser cristão é ser conquistado por Cristo!- “O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor (“O Amor de Cristo nos atrai”) (2 Cor 5, 14), está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo. Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciên
cia de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair
a humanidade ao amor de Deus”. (Papa Bento XVI em sua mensagem para a Quaresma de 2013)
 
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado 
     
               28 ─ Quinta-feira ─ Santos: Justo, Romão, Serapião

Evangelho (Lc 16,19-31) “Havia um homem rico ... Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à sua porta.”

Muitos acreditavam que rico era rico porque amado por Deus, e que pobreza fosse castigo. Parece que muitos ainda pensam assim. Jesus ensina o contrário, e também que riqueza não é por si sinal de maldade, nem pobreza sinal de bondade. O que importa é de onde vem a riqueza, o que fazemos com ela, e como vivemos na pobreza. Seremos julgados pelo que somos em nosso coração.

 Oração
Senhor, essa parábola é desconcertante. Mais de uma vez me vejo pensando de outra maneira. Por exemplo, chego a vos perguntar por que passo por tantas dificuldades, se procuro viver com ensinastes. Ajudai-me a mudar meus critérios e meus objetivos de vida. Ensinai-me a usar dos bens que me dais e a partilhá-los; e, se enfrentar a pobreza, que não me torne pobre de vós. Amém.


Pe. Flávio Cavalca de Castro, CSsR
flcastro@redemptor.com.br

Aniversariante do dia



PADRE WANDERLY BORGES
Província de Goiás
Completa 61 anos de idade
Obs. Na verdade o Pe. Wanderly nasceu dia 29 de fevereiro

Nossos votos de muitas felicidades e muitos anos de vida!!!

27 de fevereiro de 2013

Conflitos de Terra - Debate

Conflitos de terra, ameaças e violência são temas comuns para comunidades tradicionais

  
violencia maranhao27022013A cidade de Luziânia (GO) recebe nestes dias cerca de 120 representantes de comunidades tradicionais de todo o país para o debate das problemáticas enfrentadas, as histórias de resistência e as leis governamentais que regem a titulação de seus territórios tradicionalmente ocupados.
Durante o evento, tem grande espaço a reflexão sobre os territórios tradicionais: conflitos, ameaças e violências. É comum entre os participantes o desejo de fortalecimento da luta e das articulações. Em todos os depoimentos, ficou clara a necessidade de unificação dos movimentos e organizações sociais, bem como o fortalecimento das parcerias em prol do sucesso em suas reivindicações.
Segundo indígenas presentes no evento, os conflitos pelo território tem prejudicado, até mesmo, sua cultura e tradições. É o caso dos quilombolas do Rio dos Macacos, na Bahia, denunciam a ação da Marinha e a violência contra a comunidade. Eles são proibidos, inclusive, de cultivar a terra. Os que resistem acabam apanhando.
Com a assessoria do advogado do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Adelar Cupsinski, houve o debate sobre a Constituição Federal e os direitos das comunidades tradicionais. Entre eles, a convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que discorre sobre povos indígenas e tribais.
De acordo com informações do advogado, a Constituição precisa ser analisada como um todo. Os direitos das comunidades já estão implícitos na Carta Magna, mas precisam ser melhor definidos. Para ao Movimento Quilombola do Maranhão, dos 1.838 territórios quilombolas mapeados até o dia de hoje, somente 121 possuem título.
O Seminário, em Luziânia, segue o dia 28 de fevereiro.

Reflexão sobre o Concílio Vaticano II

Ficha 15 – A Inspiração Divina e a Interpretação da Sagrada Escritura (3ª DV)

S.Jeronimo
Constituição Dogmática DEI VERBUM
Sobre a Revelação Divina

Esta décima quinta ficha, terceira da Dei Verbum, aborda o capítulo III que se refere à natureza da Sagrada Escritura e à graça concedida por Deus à humanidade, dotando-a de capacidades para interpretá-la e compreendê-la segundo sua própria linguagem. Este capítulo deve ser estudado no contexto do Concílio Vaticano II, que valorizou a condição humana e os dons que Deus concedeu ao homem para transformar o mundo. Depois de haver colocado com clareza, no segundo capítulo, que o magistério tem a função de zelar pela ‘correta’ interpretação da Sagrada Escritura, este terceiro capítulo enaltece as ciências bíblicas e, especialmente, os exegetas e intérpretes, que são colaboradores e partícipes do magistério da Igreja que, com seus trabalhos, lançam luzes e muito colaboram para que a Sagrada Escritura seja mais compreendida e amada, assim como ensinou Santo Agostinho: ‘só se ama aquilo que se conhece’ [1]. Numa expressão, podemos dizer que Deus, a comunicação por excelência, quis sabiamente, não só Se Revelar, mas dar condições para que o homem O compreendesse. Este capítulo está dividido em três partes: ‘A inspiração e a verdade contida na Sagrada Escritura’; ‘A sua interpretação’; e ‘A condescendência de Deus’.
A Igreja acredita que a Sagrada Escritura contém e é a Revelação de Deus e, justamente por isso, é a Palavra do próprio Deus. Ela é a verdade de Deus querida e manifestada, é a Sua Sagrada Vontade que, através da inspiração, foi codificada para a linguagem humana pelos autores sagrados. A inspiração deve ser entendida como dom da iluminação concedida pelo Espírito Santo ao autor humano para que ele pudesse, com os dados de sua cultura, transmitir uma mensagem fiel ao pensamento de Deus. O Concílio reconhece que Deus agiu diretamente nas faculdades e capacidades daqueles homens escolhidos para que pusessem por escrito, como verdadeiros autores, ‘tudo aquilo’ e ‘só aquilo’ que Ele quisesse, tornando a Sagrada Escritura ensinamentos certos, fiéis e sem erros sobre a verdade relativa à salvação da humanidade (DV11). Pedro escreveu: “… sabei isto: nenhuma profecia da Escritura jamais veio por vontade humana, mas os homens impelidos pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pe 1,19-21). Portanto, a Bíblia é um livro divino-humano que transmite o pensamento de Deus em linguagem humana, ou seja, a Palavra de Deus se revestiu da palavra do homem (judeu e/ou grego, com todas as suas particularidades de expressão), e assemelha-se ao mistério da Encarnação, onde Deus se revestiu de humanidade.
Os padres conciliares acentuam que a diferença de tempo e espaço que existe entre  os escritos do Texto Sagrado e a leitura dos mesmos, no tempo hodierno, deve ser minimizada pelos exegetas e seus auxiliares que buscam meios para tornar a Sagrada Escritura compreensível à interpretação dos homens, sedentos de conhecer as verdades de Deus. Como Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio de homens e à maneira humana, o exegeta, para saber o que Deus quis comunicar, deve investigar com atenção o que os escritores sagrados quiseram explicitar daquilo que Deus desejou manifestar por meio deles, pois a Palavra do próprio Deus não deve ser entendida no sentido literal do texto. É preciso ter em conta a mentalidade, a intenção e os modos peculiares de sentir, dizer ou narrar que eram empregados nos tempos em que foram escritos, e também, os diferentes gêneros literários (históricos, proféticos, poéticos, apocalípticos e epistolares entre outros) para buscar o sentido que eles pretenderam exprimir. Para alcançar este sentido é preciso transcender a tradução exata do texto na forma intelectual, dentro de um processo de vida e de compreensão que se deixa guiar ‘segundo o Espírito’, ou seja, em toda interpretação do Texto Sagrado deve-se ter presente a unidade da Sagrada Escritura e a sua ligação com Jesus Cristo, o centro da fé. Assim, um texto do AT só tem sentido para a fé se for lido à luz do evento salvífico da ressurreição, o que a DV chamou de “analogia da fé”. A leitura e a interpretação devem ser feitas com a ajuda do mesmo Espírito que levou à sua redação, cabendo, pois, aos exegetas procurar entender e expor mais profundamente o seu sentido num trabalho, como que preparatório, que amadureça o julgamento da Igreja, pois todas essas coisas estão sujeitas ao juízo da Igreja, que exerce o divino mandato e o ministério de guardar e interpretar a Palavra de Deus (DV12).
O Concilio de Trento, com fundamento na Tradição Apostólica, estabeleceu definitivamente o Cânon Bíblico, conjunto de 73 livros considerados inspirados por Deus que compõem a Bíblia Católica, sendo 46 do AT e 27 do NT [2]. Outros escritos não foram incluídos por serem considerados apócrifos, ou seja, não inspirados. Por outro lado, as Igrejas nascidas da Reforma Protestante não reconhecem sete destes livros, além de algumas citações, todos do Antigo Testamento, porque acreditam não terem sido inspirados por Deus e, também, por terem sido escritos em língua grega e não hebraica ou aramaica. Os livros são: Tobias, Judite,  I e II Macabeus, Baruc, Sabedoria e Eclesiástico; e as citações são: Daniel 3,24-90, 13-1.4 e Ester 10,4-16,24.
O Concílio Vaticano II recorre ao termo ’Condescendência de Deus’, de São João Crisóstomo, doutor da Igreja, a fim de expressar o cuidado de Deus para que os homens tivessem acesso à Revelação. O magistério eclesial ensina que, sem precisar, Deus quis valer-se da natureza humana para que ela conhecesse os seus desígnios. Esta condescendência de Deus realizou-se, de modo insuperável, na encarnação do Verbo, a Palavra eterna que se exprime na criação e se comunica na história da salvação, não como um discurso, conceitos ou regras, mas na própria pessoa de Jesus. A sua história, única e singular, é a Palavra definitiva que Deus diz à humanidade (DV13).
Graças, pois ao trabalho de milhares de homens e mulheres exegetas, toda a humanidade pôde ter acesso à Sagrada Escritura, acesso este que foi enormemente facilitado com a abertura da Igreja, manifestada na Dei Verbum, possibilitando o povo ter a Bíblia para estudá-la em comunidade ou individualmente, de modo especial, também, através da Lectio Divina ou Leitura Orante. Os exegetas colaboraram, e colaboram até hoje, para que o povo tenha às mãos um texto agradável de ser lido na medida em que, com seus estudos e questionamentos, impulsionam a Igreja à frente para caminhar junto ao seu povo, tornando a Palavra de Deus sempre viva e atual, como verdadeira água viva que jorra através dos tempos.
Por fim, não se pode deixar de observar que o  maior ensinamento da Dei Verbum é que qualquer texto bíblico não deve ser lido como ação de Deus no passado, mas a partir do evento Jesus Cristo, a Revelação por excelência,  Aquele que manifesta a face de Deus ao mundo.

[1] Santo Agostinho, A Trindade – Livro X, capítulos 1 e 2, págs. 308/315 – Paulus, 1995, São Paulo
[2] Catecismo da Igreja Católica 120

Para refletir:
  1. Depois de ter meditado sobre as informações desta ficha, podemos afirmar que a Bíblia verdadeiramente é a Palavra de Deus? E por quê?
  2. Para você é importante estudar o Texto Sagrado e qual lhe parece ser a forma ou formas corretas de estudar a Bíblia?
  3. Diante das afirmações da Dei Verbum, você acha importante o estudo do Primeiro ou Antigo Testamento?

Oração de todos dias

Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.

Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.

Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém

Oferta de todos dias



Ó Jesus, pelas mãos de Maria, Tua e minha mãe,

Te ofereço a minha mente, para Teus pensamentos.

Te ofereço a minha vontade para os teus desejos,


Te ofereço os meus sentidos para Tuas obras.

Faze que vivendo de Ti, trabalhando por Ti,

eu me transforme em Ti.

O Evangelho do dia


Meditando o Evangelho de hoje

Dia Litúrgico: Quarta-feira da 2ª semana da Quaresma
Evangelho (Mt 20,17-28): Subindo para Jerusalém, Jesus chamou os doze discípulos de lado e, pelo caminho, disse-lhes: «Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, açoitá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia, ressuscitará».

A mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, aproximou-se de Jesus e prostrou-se para lhe fazer um pedido. Ele perguntou: «Que queres» Ela respondeu: «Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus disse: «Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber?» Eles responderam: «Podemos». «Sim», declarou Jesus, «do meu cálice bebereis, mas o sentar-se à minha direita e à minha esquerda não depende de mim. É para aqueles a quem meu Pai o preparou».

Quando os outros dez ouviram isso, ficaram zangados com os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: «Sabeis que os chefes das nações as dominam e os grandes fazem sentir seu poder. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos».
Comentário: Rev. D. Francesc JORDANA i Soler (Mirasol, Barcelona, Espanha)
Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve
Hoje, a Igreja — inspirada pelo Espírito Santo— nos propõe neste tempo de Quaresma um texto onde Jesus sugere aos seus discípulos —e, portanto, também a nós— uma mudança de mentalidade. Jesus hoje inverte as visões humanas e terrenas de seus discípulos e lhes abre um novo horizonte de compreensão sobre qual deve ser o estilo de vida de seus seguidores.

Nossas inclinações naturais nos movem ao desejo de dominar as coisas e as pessoas, mandar e dar ordens, que seja feito o que nós gostamos, que as pessoas nos reconheçam um status, uma posição. Pois bem, o caminho que Jesus nos propõe é o oposto: «Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo» (Mt 20,26-27). “Servidor”, “escravo”: não podemos ficar no enunciado das palavras! As escutamos centena de vezes, e devemos ser capazes de entrar em contacto com a realidade, saber o que significa, e confrontar tal realidade com nossas atitudes e comportamentos.

O Concilio Vaticano II afirma que «o homem adquire sua plenitude através do serviço e a entrega aos demais». Neste caso, nos parece que damos a vida, quando realmente a estamos encontrando. O homem que não vive para servir não serve para viver. E nesta atitude, nosso modelo é o próprio Cristo — o homem plenamente homem— pois «Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos» (Mt 20,28).

Ser servidor, ser escravo, tal e como Jesus nos pede é impossível para nós. Está fora do alcance de nossa pobre vontade: devemos implorar; esperar e desejar intensamente que nos concedam esses dons. A Quaresma e suas práticas quaresmais —jejum, esmola e oração— nos lembram que para receber esses dons nós devemos dispor adequadamente.

Vivências - De perto @ De longe


4108. Evangelho de 4ª-feira (27-02-2013) - Jr 18, 18-20; Sl 30, 5-6.14-16; Mt 20, 17-28 - Enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”.
A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. Jesus, então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para
os quais ele os preparou”.
Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.
 
Recadinho: - Você serve? - Mencione um tipo de serviço desinteressado que executa.- Você se sacrifica por alguém sem segundas intenções? - Em sua comunidade há muitos que servem de modo desinteressado? - Mas é verdade que há também aqueles que querem se aproveitar da situação. O que se pode fazer?

4109. Movimento no Santuário Nacional de 18 a 24 de fevereiro/2013 - Conforme dados estatísticos fornecidos pelo Santuário Nacional de Aparecida, durante toda a semana de 18 a 24 de fevereiro/2013, circularam pelo Santuário 162.570 visitantes. No sábado, 23 de fevereiro, visitaram o Santuário 62.322 pessoas e, no domingo, 24 de fevereiro, o número foi de 69.812 peregrinos. De segunda a sexta-feira, o número de visitantes foi de 30.436. A previsão da Prefeitura de Aparecida (SP) para o próximo fim de semana é a cidade receber 28.817 visitantes no sábado, dia 3 de março; e 51.222 no domingo, dia 4 de março.
 
4110. Preocupação intensa com a Juventude - De 06 a 09 de fevereiro de 2013, realizou-se em Roma a Assembleia plenária do Pontifício Conselho para a Cultura. Em suas conclusões, o encontro do Vaticano ressaltou que as comunidades católicas devem “acolher de braços abertos os jovens tais como são, sem preconceitos e juízos moralistas”. O documento sugere uma dezena de propostas para a Igreja, depois de sintetizar os principais traços que caracterizam as “culturas juvenis emergentes”, tema principal do encontro. O texto do encontro, assinado pelo bispo português Dom Carlos Azevedo, Delegado do Pontifício Conselho, destaca: “As instituições eclesiais são convidadas a ser lugar de escuta para partilhar a experiência de dificuldade real, para gerar simpatia compreensiva pela complexidade das situações. A Igreja tem de se assumir como espaço de confronto e diálogo sobre as razões do viver, oferecendo como meta a “vida em abundância, sendo as comunidades “companhia na peregrinação afetiva, cultural, espiritual e religiosa das novas gerações”.

4111. Catequeses rumo à Jornada da Juventude - No dia 23 de fevereiro de 2013, os jovens da Arquidiocese do Rio de Janeiro tiveram um encontro, promovido em dez locais diferentes, que serviu de preparação e partilha rumo à Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá no Rio de Janeiro, no mês de julho/2013. Tratou-se de uma manhã de aprofundamento, de formação e espiritualidade dos jovens, antecipando o clima de Jornada, sendo como que o último “teste” para as Catequeses que serão promovidas durante a Jornada, que constam de uma reflexão apresentada por um bispo, em torno do tema da Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema “Fraternidade e Juventude” e como lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6, 8). Ocorre tudo num clima de muita animação, com boa música, fraternidade e também de ansiedade já pela Jornada Mundial que vai chegar.

Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado 

                 27 ─ Quarta-feira ─ Santos: Leandro de Sevilha, Valdomiro, Besas

Evangelho (Mt 20,17-28) “Subindo para Jerusalém, Jesus tomou os doze discípulos à parte e disse-lhes: ─ ... o Filho do Homem será entregue... Eles o condenarão à morte.”

Jesus não queria discípulos iludidos, que o seguissem levados por falsas esperanças. Nem a eles nem a nós prometeu prosperidade, fama e poder. Não foi isso que nos veio trazer. Quer, porém, transformar-nos interiormente, de modo que saibamos ser felizes mesmo na pobreza, na doença, no abandono ou nas perseguições. Somente de nossa união com ele depende nossa felicidade real.

                              Oração
Senhor, fostes muito claro em vosso evangelho; eu é que nem sempre vos quis compreender. Muitas vezes, em vez de vos procurar, o que de fato eu queria era consolação, sucesso, saúde. E cheguei a dizer que não atendíeis meus pedidos. Perdoai-me e ajudai-me a compreender que não viestes para nos dar um mundo encantado, mas para nos fazer criar um mundo como quereis. Amém.
      
Pe. Flávio Cavalca de Castro, CSsR
flcastro@redemptor.com.br