CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
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4 de agosto de 2009

SANTO AFONSO MARIA DE LIGORIO - 4

Continuação do resumo biográfico de Santo Afonso publicado no blog "Redentoristas da Província de Portugal"


O Redentorista

E, a 25 de Fevereiro de 1749, 16 anos após a fundação, a Congregação recebe finalmente a aprovação papal. Já não era sem tempo! A partir de agora, é reconhecida oficialmente como uma família dentro da Igreja, com o seu jeito próprio de abraçar a missão apostólica de continuar Cristo hoje, no mundo. Na altura, contava com 34 padres, no sul de Itália. Hoje, entre padres e irmãos, são cerca de 5500 espalhados por todo o mundo, sem contar com todos os leigos que, pela sua ligação no Espírito Santo, são verdadeiros redentoristas!

A Congregação é aprovada com o nome de Santíssimo Redentor, e não Salvador, por já haver um instituto com esse nome. Pensemos um pouco no sentido da palavra redentorista. O redentorista é, claro, como qualquer cristão, discípulo de Cristo. Mas o que significa falar de Cristo enquanto Redentor?

O Amor é fecundo. Desde o princípio, Deus, como Família de Amor em plenitude, sonha o Homem como fruto Seu. Desde o princípio, o Espírito Santo, o “sopro de vida”, torna o Homem “um ser vivente” (Gn 2, 7), moldando-o “à imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 27), ou seja, possibilitando-o a que se realize como pessoa.

Deus ama demais o Homem para o criar perfeito, e, por isso, ao sétimo dia, descansa, retira-se, afasta-se (Gn 2, 2,). O Homem está chamado a construir-se, a tomar parte na sua própria Criação, para passar do sexto dia para o dia de Deus, o sétimo. É esse o Projecto de Deus.

Mas o Homem, desde o princípio, consegue introduzir na marcha da Criação, ritmos contrários ao Amor. Torna-se a fonte de critérios para si próprio, representado pela posse do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (Gn 3, 6). Isto fá-lo esconder-se de Deus, e romper as relações entre homem e mulher e com a Criação. Os filhos provocam o fratricídio, o contrário ao Projecto de Deus. É a lógica do pecado. O Homem afasta-se da Árvore da Vida.

Mas nem isso faz alterar o Projecto de Deus. O Seu Amor é perfeito, e não desiste. Por isso, o mesmo Espírito Santo que constantemente vai apelando no íntimo de cada um no sentido da construção pessoal, vai também revelando o Projecto de Deus para todos os homens. Surge um Povo com quem Deus faz uma Aliança, o povo de Abraão, que deveria anunciar a todos os povos esse Amor criador. Mas esse Povo vai tendo também as suas infidelidades… E nem por isso Deus desiste.

Até que, na “Plenitude dos Tempos”, Deus enviou o Seu Filho, portador do Espírito Santo sem medida, para realizar o Seu Projecto: a assunção do Homem na Sua Família, como filhos em relação a Deus-Pai, irmãos em relação a Deus-Filho. Jesus de Nazaré, na Sua Ressurreição, possibilita que o Espírito Santo se espalhe por toda a Humanidade não só como humanizador e revelador, mas já também como divinizador (Gal 4, 4-7). O Homem já pode comer do fruto da Árvore da Vida (Ap 22, 2)

Assim, Jesus de Nazaré é o Cristo, o Redentor do Homem: pelo Seu Espírito Santo somos resgatados do pecado para entrarmos na comunhão com Deus. Anunciar a Jesus como o Redentor é anunciar o Amor de Deus como iniciativa de reconciliação, esse Amor primeiro, que não tem em conta o nosso pecado. Porque o Amor de Deus é maior que todas as infidelidades do Homem. Por isso, de modo particular, Afonso e os redentoristas se dirigem aos mais abandonados: têm a Boa-Nova do Amor não desistente de Deus! À imagem de Jesus de Nazaré, que sempre se dirigiu aos “impuros” da lei judaica…

Esta é a nossa visão acerca do significado do nome “redentoristas”. E o nosso Afonso? Com a aprovação papal, continua a trabalhar nas missões. As dificuldades são grandes, e poucos são os que suportam a dura vida de missionários junto dos mais pobres. Uns morrem, outros desistem. Mas o lema de Afonso é simples: “basta poucos, desde que queiram ser santos”. Prefere-o a que sejam muitos, pois teme a infidelidade mais do que qualquer outra coisa.

Em todo o caso, não pensemos que aquela vida de canseiras e privações resultasse da vontade de Afonso! É a pobreza evangélica, a que conduz à liberdade, não deixando os missionários dependentes de interesses políticos e económicos das classes nobres; assim, o seu anúncio podia ser verdadeiramente profético. Mas o facto de viverem entre os pobres e a desconfiança do poder real acerca das novas fundações colocavam constantemente a jovem Congregação em perigo de se dissolver. Muitas vezes Afonso é obrigado, contra sua vontade, a regressar a Nápoles para negociar licenças de construção de casas e novas missões com o governo; isso não o impede de ser muito requisitado na capital para retiros e pregações. E continua sem perder um minuto da sua vida.

3 de agosto de 2009

• Barroco II – Igrejas fechadas

BENEDITO FRANCO

Dia 02 de maio último – 02/05/2009 - saí de Lafaiete, passei por Ouro Branco, cuja igreja barroca estava fechada. Logo a seguir, cheguei a Itatiaia, sua bela igreja barroca também fechada. Até o Programa CQC andou reclamando do governador de Minas o fato de uma de suas equipes de repórteres ir a Ouro Preto e várias de suas igrejas se encontrarem fechadas.
O péssimo anel rodoviário de Ouro Preto – Patrimônio da Humanidade! - desemboca em mais de seiscentos quebra-molas no trecho que atravessa Mariana e vai para Santa Bárbara, mas compensado pela paisagem maravilhosa, pois a estrada estreita bordea a estupenda serra do Caraça. O triste é a paisagem lunar, deixada pela exploração de nosso rico minério de ferro, vendido a preço de banana pelas multinacionais – Vale e outras mais. Nosso minério nada Vale... A obra de Deus é realmente empolgante, mas a dos homens... A de Deus podemos descrever, mas a dos homens, não sei como. O mineroduto e a estrada de ferro ferem e dilaceram ainda mais a paisagem. A Natureza um dia nos cobrará.
Catas Altas, aos pés da imponente e brilhante Serra do Caraça, com sua maravilhosa Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, com as torres bulbáceas, é rica em talha branca e dourada – o púlpito feito por Aleijadinho. Os altares laterais são os mais bonitos que conheço – uma maravilha.
O Seminário do Caraça hoje localiza-se no Município de Catas Altas.
As igrejas de Santa Bárbara são uma beleza. A Matriz de Santo Antonio é uma das mais ricas e bonitas das minas gerais – as outras fechadas.
Brumal é um pequeno distrito de Santa Bárbara, em cuja grande praça há um chafariz, herança dos tempos coloniais, a pequena e suntuosa igreja de Santo Amaro e lindas casas coloniais, além de um ótimo restaurante. Parte da Igreja de Santo Amaro é riquíssima em ouro e parte de alguns dos altares laterais apenas pintada de branco. Igreja pequena, mas dá uma sensação de requinte e suntuosidade.

BARROCO

BENEDITO FRANCO

Veja o que o amigo Humberto escreveu a meu irmão Darcy:

"Estou aqui neste stress danado; é este barulho das ondas do mar quebrando nestas horríveis areias brancas, onde as gaivotas insistem em bailar ao vento e, às vezes, mergulhando como flechas à procura do sustento... é muito difícil, mas alguém tem que passar por isso, não é mesmo meu amigo?
Veja se consegue tirar uma folga e deixar o acaso protegê-lo aqui em Cabo Frio aonde certamente você vai se distrair..."

Humberto teria outras opções, tão válidas e agradáveis quanto, ou mais cultas.
Estressado pelo barulho das ondas, naquelas areias brancas horríveis, a monotonia das mesmas gaivotas de sempre... a mesma praia, a mesma latinha de cerveja... presumo - monotonia total!
Poderia dar um pulo ali perto, no clima ameno e nas fantásticas paisagens de Teresópolis ou Nova Friburgo... Ou...

Vir para Conselheiro Lafaiete, antiga Queluz de Minas, a terra das violas de Queluz, a 100 km ao sul de Belo Horizonte, Br-040 - Rio-BH, no coração das cidades históricas de Minas - onde estão 70% das artes do Brasil e, aqui na Diocese de Mariana, 70% das artes das Minas Gerais.
Depois de se deslumbrar com a igreja barroca de Nossa Senhora da Conceição de Lafaiete, visitaria Congonhas, com seu Santuário barroco, com as esculturas, em pedra sabão, dos doze Profetas e com as Capelas, com sessenta e seis imagens em cedro em tamanho natural - maiores e melhores esculturas do Aleijadinho - ou as lindas pinturas do Athayde, ou ainda a maravilhosa Romaria. Almoçaria nos ótimos restaurantes, à beira da BR-040.
No dia seguinte, almoçaria na antiga e belíssima Fazenda dos Macacos, onde nasceu o Conselheiro Lafaiete, ou num dos restaurantes típicos de Itaverava, maravilhando-se com a linda igreja barroca e dando um pulo até Catas Altas da Noruega, vendo mais uma igreja barroca linda e bem diferente e digna de se visitar.
Um dia a mais e iria rumo a Tiradentes, passando por igrejas barrocas não menos bonitas que as de São João Del Rei, no Alto Maranhão, Entre Rios de Minas e Lagoa Dourada com seus rocamboles, e a presepial Prados.
Em São João Del Rei, veria inúmeras igrejas barrocas. Na de Nossa Senhora do Carmo, o Cristo Inacabado - escultura em madeira, tamanho natural - assim como o Cristo no alto de um morro, com linda vista da região. Encontraria ainda a majestosa casa e, atrás da majestosa e belíssima igreja barroca de São Francisco, o túmulo do Presidente Tancredo Neves.
À curta distância de São João Del Rei, dormiria numa das numerosas e confortáveis pousadas de Tiradentes. Admiraria a igreja de Santo Antonio, das mais ricas em ouro e prata do Brasil, assim como a casa-museu do Padre Toledo e ainda compraria as inúmeras e artísticas peças de estanho ou prata ou os parrudos móveis coloniais.
Voltaria por Barbacena, entrando em sua igreja barroca, adquirindo, ou ganhando, rosas e mais rosas, comendo morango e apreciando as incontáveis estufas de flores. Uma região primeira produtora de rosas e a segunda maior produtora de flores do país, assim como a primeira de hortifrutigranjeiros de Minas Gerais.
Pela Estrada Real, atravessaria Lafaiete, passaria por Ouro Branco, onde há a bela e rica igreja barroca de Santo Antônio, a 18 km de Lafaiete, no caminho para Ouro Preto. Antes um pouco, há Varginha onde uma das pernas de Tiradentes foi exposta e colocada numa gameleira e, bem perto, em Carreiras, a Casa de Tiradentes, ponto de reunião dos Inconfidentes e descanso para os tropeiros e viajantes.
Subindo a serra de Ouro Branco, um bloco único e imenso de pedra, que emoldura a cidade que lhe dá o nome, admiraria em Itatiaia uma bela igreja barroca; poderá ver os trabalhos em pedra sabão em Santa Rita de Ouro Preto, donde tiraram as pedras para as esculturas dos Profetas de Congonhas, e a incrível Lavras Novas, com sua paisagem infinita. Da Estrada Real, serpenteando as serras, até Ouro Preto, palco de nossa Inconfidência, vislumbram-se pinturas de paisagens quase Alpinas.
Ouro Preto abriga a segunda igreja mais rica em ouro do País, de estilo barroco, a impressionante Matriz de Nossa Senhora do Pilar, a mais requintada, com mais de 500 anjos, inaugurada em 1771, tem mais de 400 quilos de ouro em sua estrutura. A Igreja de São Francisco de Assis, o mais fantástico exemplar do barroco mineiro: foi planejada e esculpida pelo artista Aleijadinho. Outra obra, tão importante quanto as igrejas em um passeio pela cidade, é o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo da América do Sul, assim como o Museu e a Praça Tiradentes, e as Repúblicas dos Estudantes em seus velhos casarões.
Ao lado de Ouro Preto há Mariana, primeira capital mineira, com muitas igrejas lindíssimas - na catedral, um órgão, o mais antigo do Brasil, funcionando, com concertos semanais. Poderá visitar o simpático Zizi Sapateiro, pintor de fama mundial e com muitas pinturas no prédio da ONU.
Se andar mais um pouco por esta região, encontrará artes ímpares, em mais e mais igrejas barrocas em Cachoeira do Campo ou as de Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais, pousando no maravilhoso e antigo Seminário do Caraça.
Voltando por Belo Horizonte, visitaria Santa Luzia e em Sabará as igrejas barrocas cheias de ouro, a inigualável igrejinha de Nossa Senhora do Ó e o não menos notável teatro barroco.
E tem mais: muitas dessas igrejas são projetos e construções do próprio Aleijadinho - e algumas do também construtor, seu pai.
As cidades históricas transpiram cultura, beleza e arte.
Viu que a troca vale a pena?... Viu quantos "muitos", "inumeráveis", "lindas", "igrejas barrocas", "maravilhosos", "fantásticos", "história" etc.!
Tudo isso em cima de uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo! Poderão ser admiradas durante quase todo o percurso! E as paisagens?... Demais!
E ainda... voltará doutor em Aleijadinho!...
Não é uma troca... É uma soma.

A N I V E R S Á R I O


PADRE GILBERTO PAIVA, CSsR
Comemorando 18 anos de vida Sacerdotal!!!

Padre Paiva, para quem não foi ao Retiro deste ano na Pedrinha, foi o nosso Pregador com o tema: A BUSCA DA INTEGRIDADE DO "EU" MEDIANTE O ENCONTRO CONOSCO... COM O OUTRO... E COM DEUS!



Nascido em Campo Belo - MG em 1964 é Doutor em História da Igreja.

Na véspera do "dia do Padre", dia de São João Maria Vianney, o Cura d'Ars, desejamos-lhe muitos anos de vida sacerdotal com as bênçãos de Santo Afonso e nossa Mãe Aparecida!

Um forte abraço de toda UNESER!!!

A UNIÃO DOS EX-SEMINARISTAS DO SRSA-7


"Como um prolongamento da vida comunitária do seminário, mantendo os vínculos associativos com a congregação dos padres redentoristas e com os demais colegas ex-seminaristas, tornando, na vida leiga, vivos e atuantes os ideais redentoristas, fica fundada e constituída, por tempo indeterminado, a sociedade civil, denominada "União dos Ex-seminaristas Redentoristas "".


Disse em 1967 o Dr.Orlando de Lucca, ex-seminarista redentorista:


"Verificamos, desde logo, que um dos objetivos primordiais da nossa sociedade é: tornar, na vida leiga, vivos e atuantes os ideais redentoristas."



A UNITAS, União dos Ex-seminaristas Redentoristas, que se iniciou em 1966, não teve prosseguimento por grande dificuldade de comunicação e contato entre os colegas do seminário.

Entretanto, sempre houve a idéia de criar uma associação que congregasse aquelas pessoas que um dia iniciaram sua participação na família redentorista, mas que não puderam seguir o objetivo da vocação sacerdotal.

Em 1º de setembro de 1994, alguns ex-seminaristas, entre eles Manuel Hildegardo, Ari Cestarioli, Chico Mantuanelli, Amaral, em um encontro na casa de “Bode”, pai da “Lili “, em Tietê –SP, para um churrasquinho e bate-papo, tiveram a feliz idéia e a coragem de criar essa reclamada associação, tendo em vista que havia decorrido um interregno de 28 anos desde a pretendida fundação da UNITAS. Nesse período, mais e mais colegas deixaram o seminário e compor essa união tornou-se imprescindível.

Surgiu a partir dessa data a UNESER.

E assim, ano a ano, passou-se a fazer encontros e, neste ano, tivemos o décimo quarto.

Agora, pois, considerando a UNIÃO DOS EX-SEMINARISTAS DO SRSA, tendo em vista os encontros que se dão no ENESER, em Aparecida-SP, no RETIRO DA PEDRINHA, em fevereiro, no Sítio São Sebastião, em Mairinque-SP, em outubro, e ainda os veículos de comunicação como o INFORMATIVO, a REVISTA, o SITE DA UNESER e também este BLOG lembro que podemos pensar e repensar o artigo primeiro do estatuto social da UNITAS, quando de sua fundação, no que se refere ao nosso "vínculo associativo com a congregação dos padres redentoristas e com os demais colegas ex-seminaristas, tornando, na vida leiga, vivos e atuantes os ideais redentoristas..."


Assim, o nosso novo ideal, LEIGO, MISSIONÁRIO, REDENTORISTA, SANTO será com certeza alcançado sem qualquer problema de egressão.

Meus bons colegas, aguardo sua participação nesse tema tão característico nosso e, como homens de boa vontade, na forma que Cristo bem-aventurou, estaremos praticando a evangelização que nos conduzirá, e ao nosso irmão, à certeza da vida eterna.

SALVE MARIA

Antônio Ierárdi Neto

CONVERSANDO SEM SEGREDOS- CALÚNIA





Pe.Orlando Ricardo Gambi - C.Ss.R.


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O assunto pode não ser muito interessante para certas pessoas, mas se você puder aproveitar um pouco destas palavras, já me sentirei satisfeito.
Deus permita que você nunca seja um caluniador. Ninguém tem motivo suficiente para caluniar. Se nenhum de nós é perfeito, somos todos imperfeitos, devemos uns ajudar aos outros, tratar uns aos outros com compreensão e bondade, em vez de pôr mais carga e mais sofrimentos sobre os ombros de quem não é tão imperfeito ou é mais perfeito do que nós.
O caluniador é um sujeito que pode ser comparado com as hienas: só se alimentam de cadáveres. O caluniador sabe que, caluniado, não ganha nada com sua calúnia, mas quer caluniar. entenda isso quem puder! Nosso povo e, em geral, todo o mundo, deixa-se facilmente levar pela falação, e daí resulta, não raro, uma série de terríveis e de irreparáveis conseqüências.
Desfazer a desgraça de uma calúnia não é a coisa tão fácil, e poucos são aqueles que, depois de caluniar, querem dar-se ao trabalho de se retratar e de reparar os males de sua calúnias.
Muitas moças já perderam seu casamento e muita gente honrada já perdeu seu bom nome na cidade por causa de uma calúnia. Muitos casais já se desentenderam e vivem separados, por causa de calúnia. Muitos operários e trabalhadores já perderam seu trabalho por causa da calúnia. Muitos estão decepcionados dos homens e da sociedade, por causa da calúnia. Muitos já perderam o gosto pela vida e se suicidaram, por causa da calúnia.
Os jornais caluniam, o rádio calunia, a TV. calunia, o cinema calunia, os livros caluniam, o telefone calunia, e cada calúnia que vai pelos ares ou sai em qualquer meio de comunicação não deixa de destruir alguém. Mas, que os meios de comunicação levam a calúnia a todos os cantos do mundo, isso você dificilmente pode evitar. Mas o que não é possível é que você, meu amigo, seja um caluniador.


Tenha dó dos inocentes
Se não quer ser cristão que perdoa, pelo menos não seja desumano, caluniando a quem quer que seja.
Se não podemos contar a todo mundo o mal que os outros fizeram por fraqueza ou levados por circunstâncias, muito menos podemos inventar um mal que ninguém fez e pô-lo sobre os ombros de uma pessoas que não é simpática nem querida!
À primeira vista, parece que o caluniador sempre sai ganhando. Mas é um engano. Já nesta vida, todo o mal que fizermos será cobrado. Nenhum mal ficará impune. Da parte dos homens, pode ser que não aconteça nada ao caluniador, mas sua consciência nunca o deixará em paz.
Uma vez li numa revista que um inocente foi condenado à morte por um crime que não havia praticado. Os juízes condenaram-no levados pelo embuste e pelas mentiras de seus acusadores. Foi executado e sua família ficou sendo mal vista. De repente, apareceu na cidade um louco que andava pelas ruas gritando: "Ele era inocente, ele não tinha culpa, ele não sabia de nada. Eu é que sou o criminoso. Eu é que merecia morrer! Matem-me, por favor, não me deixem viver mais, pois a vida se tornou para mim um inferno!"
Meu amigo, pelo amor de você mesmo e de tudo quanto é sagrado, se você não falar bem de quem quer que seja, pelo menos nunca invente o mal de ninguém!

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -3 - PADRE LIBÁRDI




PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR



Usar “camisinha” educa?


Estamos perplexos face o esforço feito até pelo governo na luta contra doenças transmissíveis pelo sexo; um palavreado que recomenda preservativos como um meio certo para evitar problemas. Uma pergunta devíamos fazer: divulgar o uso de preservativo educa?

Não entendemos mais nada. Recomendamos o uso de camisinha para evitar a transmissão da AIDS; outros dizem que camisinha não resolve, uma vez que o vírus é super microscópico e a camisinha é altamente porosa. Quem está com a razão?

Esse sistema de educar indica a falência em que chegamos, onde o medo faz a necessidade da prevenção e substitui os valores morais e éticos. Acredito que isso seja um meio das autoridades se tranqüilizarem, porque ninguém pode dizer que não fizeram nada para evitar uma epidemia.

Seria de tudo impossível trabalhar com outros valores usando a mesma quantia de dinheiro que se usa para essa malfadada campanha de prevenção contra a AIDS? Que pena tratar um assunto tão contundente de forma tão primária, prosaica e irresponsável.

Qualquer pai ou mãe que recomenda ao filho ou filha o uso de preservativo para evitar o contágio entra também no rol dos irresponsáveis e apenas colocam alguma coisa que tranqüilize suas consciências e lhes dê o direito de dizer depois: Eu não falei?

Precisávamos tratar a vida com mais respeito. Está na hora de mostrar aos filhos desde pequenos o valor da pessoa, o valor da vida, a dignidade do homem e da mulher.

Por que negar o valor de uma vida sadia, onde se aprende a controlar seus instintos, a cultivar sua sexualidade sem aceitar os chavões comuns que só visam despertar uma verdadeira mania por sexo? Aprender hoje o respeito ao próprio corpo, à sua própria pessoa é plantar algo perene e duradouro que liberta de ter que chorar depois ou se arrepender amanhã.

Essa nivelação de valores provocada pela mídia como caminho de liberdade própria da modernidade é reduzir a pessoa aos seus instintos descontrolados, é impedir um viver digno. Acho que já chegamos longe demais e hoje somos invadidos por pessoas desqualificadas que nos dão lições através da televisão.

É muito mais expressiva a educação em casa para o uso do sexo do que ligar a TV e deixar que a família se encharque com o despudor e desrespeito com que se fala da vida, do homem e da mulher.

Não podemos achar normal a depravação só porque alguns não conseguem viver e se conter dentro dos parâmetros da dignidade.

É por isso que ninguém substitui os pais na educação e formação da família. Resta saber o que fazer com pais imaturos e desarticulados, ingênuos e incrédulos.


Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br
EDITORA SANTUÁRIO

SANTO AFONSO MARIA DE LIGORIO - 3

Continuação do resumo biográfico de Santo Afonso publicado no blog "Redentoristas da Província de Portugal"


Um novo Caminho de Seguimento

No ano de 1730, com 4 anos de missão como padre em Nápoles a um ritmo ininterrupto, Afonso fica gravemente doente. Um problema nos pulmões, que quase o leva à morte. Para se restabelecer, os médicos recomendam-lhe que “mude de ares”, passando uma temporada numa aldeia a sul de Nápoles, de nome Scala.

Aí, Afonso contacta com uma nova realidade: a de pastores e camponeses, perdidos nos montes, sem qualquer acompanhamento espiritual. Ali, a poucas dezenas de quilómetros de Nápoles, onde não faltavam padres! Terá experimentado Afonso o que um dia experimentara Jesus: “contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor” (Mt 9, 36). Apesar de lá ter ido para descansar, Afonso vê-se “obrigado” a catequizar, escutar e confessar aqueles pastores, e celebrar eucaristia, o que era uma novidade naquelas paragens! Sente-se revoltado por, com tantos padres em Nápoles ociosos em casa de suas famílias, nenhum se dirigir para aqueles pastores. Pois, para se viver no meio deles, ter-se-ia que ser pobre como eles…

Afonso regressa a Nápoles pouco depois, mas o seu pensamento e o seu coração ficaram em Scala. O seu zelo apostólico, a sua necessidade absoluta de anunciar o Evangelho onde mais ninguém o fazia, era muito forte. Tal como dizia S. Paulo, “se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!” (1Cor 9, 16)

Não que Afonso não fosse útil em Nápoles! Quando lá regressa, regressa para continuar a não perder um minuto que seja (quando jovem, fizera o voto de não perder um único minuto da sua vida; de facto, tudo o que fazia, mesmo o descanso, estava em função do anúncio do Evangelho). Mas, em Nápoles, havia outros padres zelosos, ainda que poucos, que o podiam substituir; em Scala não.

Ao longo de toda a história da Igreja, sempre houve homens que, pela sua entrega ao Evangelho, se viam na necessidade de abrir novos caminhos, de dar, em nome da Igreja, respostas novas ao mundo. Desde S. Bento, S. Francisco de Assis, S.ª Teresa, etc. Também Afonso experimentou que a Igreja que ele amava não estava, no seu tempo, a dar respostas às populações pobres e rurais de Itália. Alguém tinha que, em nome de Cristo e da Igreja, dar essa resposta, ser Apóstolo, Enviado. Afonso sem dúvida era a pessoa mais indicada porque era a pessoa mais disponível para que o Espírito Santo o consagrasse para essa missão. Mas certezas nunca as temos nestas alturas importantes: Afonso passou por momentos difíceis, em que se sentia tremendamente dividido.

Duas figuras foram fundamentais para servirem como mediações junto de Afonso da vontade de Deus: uma freira, Maria Celeste Crostarosa, que em 1731 fundaria um instituto feminino de contemplação, precisamente em Scala. A outra figura era o bispo de uma diocese vizinha à de Scala, Dom Falcoia, que auxiliaria Crostarosa na sua fundação. Ambos irão incentivar Afonso para que avance neste projecto pelo Evangelho.

Afonso consulta os seus superiores nas missões, padres sábios que lhe são queridos… e reza, e muito. Quer ter a certeza de que é a vontade de Deus esse novo projecto. Hoje podemos ter a certeza absoluta de que era e é, quando olhamos para a longa e fecunda história da Congregação do Santíssimo Redentor. Mas, na altura… Não podiam haver certezas. Em 2 anos, Afonso reflecte, ao mesmo tempo que não pára de trabalhar. Mas, finalmente decide-se, e arrisca. A 2 de Novembro de 1732, sai de Nápoles rumo a Scala, montado também num jumento… No seu dizer, seria a sua segunda conversão. E, a 9 do mesmo mês, Afonso, juntamente com o bispo Falcoia e outros seis padres, celebram eucaristia em Scala. Nasce o que por enquanto se chama Instituto do Santíssimo Salvador.

Mas o começo não poderia ser mais agitado. Os padres discutem entre si pequenos pormenores quanto à vida do Instituto. Todos têm espírito de fundadores. A 28 de Novembro, Afonso faz o voto, no seu diário, de que, aconteça o que acontecer, nunca abandonará o novo Instituto. Proíbe-se a si próprio de colocar dúvidas. Só se Deus lhe pedir para desistir… Mas bem sabemos que Deus nunca brinca connosco, nem é capaz de “voltar atrás”… Na Páscoa de 1733, Afonso será o único que permanece, apenas acompanhado de um irmão, de nome Vito Curzio, que entretanto entrara. Também Jesus fizera essa experiência de abandono, no Getsêmani. Mas isso não o impediria de ir até ao fim, sabendo que sairia vitorioso…

Como é que se desenvolve a vida deste incipiente Instituto, com apenas um padre e um irmão?
Em Scala, estabelece-se o que Afonso chama a “missão permanente”: quando não está fora, Afonso evangeliza os habitantes, cria ritmos de oração, meditação, celebração… Conduz as pessoas a criarem o seu próprio ritmo, e a aldeia depressa se centra na igreja do novo missionário. No jeito próprio de ser da Congregação, os missionários devem estabelecer-se fora das cidades, desenvolvendo um trabalho contínuo de evangelização nos locais. Uma dinâmica extra-ordinária… todos os dias!

Afonso inicia uma família dentro da Igreja de missionários que, vivendo em comunidade, ao jeito dos Apóstolos (cf. Act 2, 42-47), anunciem o Evangelho em aldeias e vilas, aos mais abandonados da Igreja. São as chamadas “missões populares”. Estas desenrolam-se num local, e duram desde 15 dias a um mês, a um ritmo intenso de catequização, oração e celebração. Mas a preocupação de Afonso não é “levantar o pó”, para que depois nada mude; os missionários deverão ficar num local o tempo que for preciso para uma verdadeira conversão. E para que, como no caso das “Capelas do Entardecer”, fique um verdadeiro ritmo comunitário, após a saída dos missionários.

Além disso, era prática comum as missões desenvolverem-se em grandes centros, vilas e cidades, esperando os missionários que as pessoas das aldeias vizinhas se dirigissem a eles. Mas as distâncias eram insuperáveis. Afonso muda a lógica: as missões têm que se desenvolver nas mais pequenas aldeias, muitas vezes sem pároco. São estes os abandonados a quem Afonso se dirige.

Mas Afonso continua sozinho. Não importa! Trabalha sozinho nas missões nas redondezas, por vezes auxiliado por padres externos. Vito Curzio, quando está sozinho em casa, em Scala, não deixa de tocar o sino para reunir a comunidade (que não existe) para a capela ou o refeitório. Sinal da esperança no Deus que é Fiel. E, ao longo do ano de 1733, outros se vão juntando. No final do ano serão 5 a formar comunidade, entre os quais Sarnelli, que dividirá a sua vida entre as missões na Congregação e o seu trabalho em Nápoles.

Afonso e os seus companheiros levam uma vida com dois ritmos, tal como a nossa respiração: a inspiração, 6 meses por ano, na altura do Verão, em que levam uma vida comunitária de oração, meditação e estudo; e a expiração, nos outros 6 meses: um ritmo sem parar de missões e trabalhos apostólicos. E a Congregação expande-se, com a fundação de novas casas… Para além das missões, as casas da Congregação recebem padres e religiosos, ou apenas leigos, para retiros espirituais. É a missão permanente.

Mas vivemos num contexto difícil. O Estado está extenuado de tantos religiosos, e é céptico a novas fundações. Porque é que esta Congregação sobrevive? As suas características são especiais, como as várias que já apontamos sobre Afonso.

Estamos num tempo e num contexto em que a religiosidade vive muito de experiências sensíveis e emotivas. Afonso contraria-o. Privilegia a evangelização e a catequese, como base sólida para uma verdadeira conversão. Não tenta a conversão pelo medo, comum na época, mas, respeitador da liberdade humana (estamos no século XVIII, o “século das luzes”, o século da consagração das liberdades e direitos do Homem; Afonso é um dos seus filhos) procura converter “a inteligência e o coração”. A última palavra é sempre a da pessoa, que decide acolher o Espírito Santo, ou não. Quando o costume era provocar grandes manifestações após as pregações, Afonso propõe o silêncio orante… E, claro, sempre a linguagem simples e esclarecedora, e o anúncio central de Cristo crucificado e ressuscitado como prova plena do Amor de Deus.

Afonso chama a atenção para a necessidade da oração. Introduz as pessoas na sua prática, ajudando-as com músicas e pequenos textos da sua autoria. Dá instruções aos seus missionários para, quando só puderem falar acerca de um tema, escolham sempre a necessidade da oração. É um napolitano de gema: a sua afectividade vem sempre ao de cima. Ensina as pessoas a tratarem a Deus com simplicidade, familiaridade e muito, muito amor. Já que Ele é o Emanuel, o Deus-connosco. Quando os missionários se vão embora, as pessoas devem continuar a juntar-se na capela, todas as noites, e em casa, em família… É a chamada “vida devota”. Acolhe a todos no confessionário e na eucaristia, num tempo de grande rigorismo moral.

Nas missões, como na vida, impõe a pobreza evangélica aos missionários. As missões não podem constituir um peso para as pessoas, por isso a proibição de aceitar pagamentos ou doações. O contexto também o ajudava, dada a pobreza das terras de missão. Pobreza material, mas também liberdade de espírito: os missionários, no final das missões, saíam das aldeias de madrugada, para que as pessoas não dessem conta e não manifestassem a sua tristeza.

A graça principal, para Afonso, é a da perseverança. A missão deveria continuar após a saída dos missionários. Estes deveriam voltar passados poucos meses, para renovar a missão. Tudo pela verdadeira conversão de vida das pessoas. Por isso a importância que atribuía à oração. Também a apelará aos seus irmãos na Congregação: todos deveriam fazer o juramento de perseverança quando entrassem para, nos momentos difíceis, se firmarem na “rocha firme”.

Afonso será missionário em tudo o que faz. Como pregador, confessor, líder. E como escritor. Estima-se que escreveu 111 obras, entre pequenos textos de poucas páginas sobre algum tema de fé ou como apoio à oração, até à sua maior obra, a Teologia Moral, que o faria ser aclamado, no séc. XIX, como Doutor da Igreja. Afonso tem uma grande experiência como catequista, e como nobre versado nas letras. As suas excepcionais qualidades, porque permite que o Espírito Santo as consagre, tornam-se carismas, dons para toda a Igreja. Obras suas de espiritualidade seriam editadas e traduzidas centenas de vezes, e é sem exagero que dizemos que a sua espiritualidade foi uma das bases da vida cristã até meio do séc. XX.
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Etiquetas: Afonso de Ligório

2 de agosto de 2009

A UNIÃO DOS EX-SEMINARISTAS DO SRSA-6


Seguem as últimas 5 perguntas sobre a vida fora do seminário e do claustro.


16- Você sente receio de dizer que foi seminarista?

De forma alguma!


17- Por quê?

Tenho orgulho de mostrar a todos que a vida me deu a oportunidade de um dia conhecer o caminho correto para o uso da minha consciência para o bem, sobre a cultura completa que recebi no seminário de forma tranquila e saudável. Ainda sugiro às pessoas que, se for o caso, não percam essa oportunidade.


18- O fato de você ter sido seminarista, não lhe trouxe certo complexo em algum setor de sua vida?

Muito ao contrário. Apesar de ter vivido em um mundo totalmente diferente, a receptividade foi muito grande quando as pessoas tiveram conhecimento da minha origem seminarista e o emprego tornou-se até mais fácil quando tomei maior conhecimento daqueles detalhes, como datilografia, cheques e faturas que não conheci no seminário.


19- O que você acha que deve ser mudado em sua vida ou no ambiente em que você vive, para que não sinta falta de adaptação?

O pensamento, o modo de pensar! Esse é o melhor caminho para quem muda. Conhecer o novo modo de vida, as pessoas à sua volta, pensar também os pensamentos delas e usar a bagagem rica adquirida.


20- Qual o conselho que você daria ao seminarista que vai sair do seminário?

Ao seminarista que vai deixar o seminário, sugiro que procure, antes de tudo, o seu pároco. Demonstre para sua família que aqueles anos na instituição eclesiástica foram muito importantes para uma formação sadia e desempenho de grande responsabilidade naquele lar. Por fim, felizmente existem os contatos com os colegas que, também egressos, hoje compartilham do mesmo modo de vida. No nosso caso, existe a UNESER, o sites redentoristas e nosso apreciado BLOG!

Antônio Ierárdi Neto


Então, amigos e colegas....Vamos entrar no diálogo? Coragem!

CONVERSANDO SEM SEGREDOS- AMOR E CASAMENTO


Pe.Orlando Ricardo Gambi - C.Ss.R.


Hoje em dia, são muitos os casais que fracassam. Nós dizemos, simplesmente, que eles deixaram de se amar. Mas será que não podemos perguntar se, de fato, eles se amaram algum dia?
Enganam-se aqueles que pensam que o amor começa no dia do casamento! No dia do casamento ele apenas toma novas formas e se manifesta de um modo mais sensível para que se cumpram os desígnios de Deus.
Não existe nenhuma fórmula de amor que não traga um compromisso! E nenhum compromisso é guardado e cumprido sem amor! Quem brinca com os compromissos do amor acaba fazendo do amor um brinquedo!
Existe um tempo de longa preparação para o amor. É o tempo do namoro. É durante este tempo que os dois devem dar-se seriamente ao estudo do mútuo conhecimento. Da negligência no estudo é que nasce a superficialidade. Ser superficial é ser pessoa sem estímulo, pessoa que se contenta com o “mais ou menos”, pessoa que sabe de tudo apenas um pouco ou pouco faz de tudo, até das coisas mais sérias. Como é que muitos casais encaram o tempo do namoro e como é que muitos namorados namoram? Há muitos que lamentam o tempo perdido do namoro, e outros aproveitam o tempo no namoro para a perdição.
Um casamento feliz não se improvisa nem é dado a ninguém como presente de Natal! Dizem por aí que um bom casamento depende da sorte, mas ninguém terá sorte no casamento se se preparar mal. Se o casamento dependesse da sorte, não saberia explicar porque há tantos casamentos cheios de azar, nem saberia dizer porque o azar acabou com tantos casamentos que começaram com tanta sorte!
Muitos aprendem muita coisa durante o namoro, menos o respeito e a decência. Descobrem as facilidades, as vantagens, o delírio e a paixão, coisas que o próprio instinto já sabe e conhece, mas não chegam a perceber a que rumos levam a licenciosidade, nem dão conta das conseqüências do amor desenfreado. O que muitos chamam de “prova de amor” nada mais é do que aquilo que há de ser, amanhã, a mais dura provação do amor!
Quem quer amar sem renúncias, amanhã acaba renunciando ao próprio amor.
Há muitos casais que vivem queixando-se de seu desajustamento, e perguntam o porquê da infelicidade de seu amor. Costumamos dizer que o que passou, passou... Mas, nem sempre é assim. Na vida há muita coisa em nós que passa e que, no entanto, fica, pelas impressões que deixa no coração. Namoro com liberdade de amor não dá liberdade ao amor. Por isso há tantos casais, que querem libertar-se do amor pelo amor da liberdade! Quem dá liberdade às paixões do amor, ama sem liberdade e se apaixona sem amor! Quem faz “experiências” de amor antes do casamento, só depois é que terá a experiência do que é um casamento se amor! Mas como é que se preparam os que vão casar? É melhor perguntar como é que se preparam os que já estão decepcionados e arrependidos de se terem casado! E por que é que muitos se arrependem do casamento? Por que descobrem que o casamento é um mal ou por que descobrem que já se esgotou todo o bem que eles esperavam do casamento? Qual é o maior bem do casamento? Um coração sem vida de amor.
O egoísta também ama, mas nele quem dirige o sexo é o instinto e não a inteligência e o coração. Quem ama de coração, compreende que o amor não é só sexo, que o amor sexual só une dois seres se é impulsionado pela força do amor dos corações.
Em muitos, o amor sexual é o que mais apaixona e é também o que mais depressa decepciona. Em outros, felizmente, o amor sexual nunca decepciona porque o amor nunca teve pressa! Pensem nisto todos aqueles que desejam casar-se! O casamento é uma longa vida de amor, mas o que vale a duração da vida de um casamento sem amor?
Nas telas de cinema, em geral, também nas televisões, as atrizes e os artistas representam as cenas mais tristes do amor, com adultérios, infelicidades, desquites e separação. Mas o pior é a tristeza que a gente tem de ver a vida de adultérios e de infelicidades de tantos casais sem amor!
O casamento é uma vida, não é uma aventura. Quem se atira às aventuras não tem amor à vida, e quem se casa sem amor só terá uma vida de aventura!

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -2 - PADRE LIBÁRDI


PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR



Que pensar das fofocas?


Para muitos fazer fofocas é uma verdadeira doença, que poderá ser curada com a ajuda de um bom profissional. Eles fofocam sobre a vida de pessoas que, às vezes, nem conhecem.

Aqueles que vivem repetindo conversas bobas ou boatos sobre os outros, fazem parte da lista de pessoas mais desagradáveis e chatas. São pessoas difíceis de se suportar.

As conversas fiadas contra pessoas são como a areia movediça. Quantas amizades foram destruídas, quantas calúnias ganharam espaço, envenenando tantos casamentos, famílias e fazendo até a pessoa perder o emprego. Mesmo as fofocas não prejudiciais, não deixam de ser um péssimo costume.

Há fofocas que nascem da raiva, as pessoas atacam com fofocas maldosas e maliciosas. Os problemas emocionais traem as melhores pessoas que procuram dar evasão aos seus próprios problemas e frustrações através da fofoca. Se somos capazes de amar, também somos capazes de odiar, mas precisamos saber tratar nossas emoções, reações e raivas. Há modos de descarregá-las sem ter que destruir os outros.

Há fofocas invejosas que aparecem principalmente quando sentimos mal-estar e descontentamento por causa da vantagem e o bem que os outros obtiveram. Estamos com inveja ou ciúme e isso está freqüentemente ligado a uma fofoca maliciosa; parece que falando estão se promovendo, rebaixando os outros e compensando o que falta em si mesmo. Trata-se de pessoas infelizes e quanto mais fofocam, mais aumentam sua insatisfação. Aqui entram também as fofocas dos “bonzinhos” que querem reformar o mundo. Esses são nojentos, muito próximo às víboras, pois não resolveram seus próprios conflitos e anseios.

Porém há fofocas que as pessoas usam para passarem por interessantes e divertidas, para chamar atenção; não percebem o papel que fazem e as intrigas que criam. Essas precisam aumentar sua auto-estima em vez de apelar. Essas fofocas preenchem lacunas nas conversas, são informações fúteis em pormenores exóticos, inteligentes.

Há fofocas verídicas, que revelam segredos, falhas desconhecidas. Elas se tornam calúnias e destroem pessoas, famílias, além de violar a confiança e o direito das pessoas à sua privacidade.

E o que dizer daqueles que dizem: “Olhe, só conto para você que é meu amigo ou amiga”. Não seria cristão, mas também não seria tão mal rezar para eles o salmo: “Que minha língua seque em minha boca...”.

Dessas verdadeiras pragas que são os fofoqueiros, temos de pedir a Deus que todos os dias nos livre deles.


Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br
EDITORA SANTUÁRIO

A N I V E R S Á R I O


02 de agosto aniversário do

PADRE CARLOS SILVA - 75 anos de vida






Muita dedicação a tudo que faz, a ponto de ter se tornado um dos Padres, da época de Seminário, que todos nós temos um carinho muito especial.






Uns com mais liberdade o chamam simplesmente SILVÃO, outros com mais reverência... de Padre Silva...






O importante é que ele mora no coração de todos nós...e assim só podemos desejar-lhe muitas felicidades e muita luz!


Também festejam seus aniversários, nossos colegas FERNANDO NOGUEIRA DE PAULA SANCHES de Birigui - SP e JOSÉ EXPEDITO MIRANDA de São José dos Campos - SP


Unimo-nos às alegrias de todos, desejando tudo de bom com as bênçãos de Deus Pai sob o olhar materno de Maria!

Um grande abraço de toda Uneser!

SANTO AFONSO MARIA DE LIGORIO - 2

Continuação do resumo biográfico de Santo Afonso publicado no Blog "Redentoristas da Província de Portugal)


Presbítero em Nápoles
Como padre, Afonso continua o seu trabalho em Nápoles. Será bastante requisitado como pregador, orientador de retiros, formação de padres e religiosas e sobretudo nas missões populares, onde começará a assumir papéis de liderança. Mas se Nápoles tem padres em excesso, qual o motivo pelo qual Afonso foi tão requisitado? Aqui fazemos o nosso primeiro parêntesis, para conhecermos uma característica sua e de todos os missionários redentoristas: ter a Cristo como centro do seu anúncio e a sua linguagem simples e familiar.

No tempo de Afonso, as homilias e pregações eram mais um exercício de retórica, de saber discursar, do que propriamente anúncio do Evangelho. Os pregadores preocupavam-se mais por “adoçar” a sua linguagem, utilizar grandes recursos estilísticos, frases e conceitos complicados, do que transmitir a verdade de Deus. As pessoas saíam admiradas com a linguagem mas sem poderem saborear nenhuma novidade do Evangelho de Jesus Cristo.

Afonso optará por colocar Cristo, a Sua Boa-Nova no centro do seu anúncio. Num tempo em que o apelo à conversão se dava incutindo nas pessoas o medo do juízo final e da condenação, Afonso procura a conversão pelo amor a Jesus Cristo, prova plena do amor primeiro do Pai. Só esta é a verdadeira conversão, a que resiste a todos os “ventos contrários”, na sua linguagem. Ao anunciar a Boa-Nova, Afonso utiliza uma linguagem muito simples e familiar, reduzindo o uso do latim nas homilias ao máximo (contrariamente ao costume); não procura o brilho pessoal, mas a compreensão da Fé e, a partir daí, o amor a Jesus Cristo, que morreu na Fidelidade e ressuscitou no Amor.

O muito interessante é que as igrejas onde pregava se enchiam, e não era só de pessoas simples e analfabetas, mas também de muitos nobres. O seu pai procuraria ouvi-lo. Antigos colegas seus dos tribunais também. O Evangelho é anunciado a todos.

Vimos como o pai de Afonso lhe sonhava uma “carreira” na Igreja. Mas é evidente que os verdadeiros apóstolos não são de “carreira”, mas Enviados (é isso que significa literalmente Apóstolos). Afonso nunca procurará os benefícios das classes favorecidas, dirigir-se-á às periferias de Nápoles. Continua o seu trabalho no Hospital dos Incuráveis. Acompanhará os presos e os condenados à morte, mesmo até à hora da execução. Numa palavra, que será outra característica sua e de todos os redentoristas: o envio aos pobres.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres” (Lc 4, 18). Este será um verdadeiro sentido de vida para Afonso, e a própria razão de ser, mais tarde, da Congregação do Santíssimo Redentor. Afonso dirige-se aos abandonados, àqueles que, em Nápoles, não são acompanhados nem lhes é anunciado o Evangelho, apesar do excessivo número de padres. Participa e lidera missões de intensa evangelização. Será neste espírito e neste zelo que mais tarde será levado a sair de Nápoles.

Mas atenção! Afonso acolhe todos os que, nele, procuram a Deus. No seu confessionário e nas suas igrejas veremos muita gente de classes nobres e importantes – também estes têm as suas questões essenciais. A diferença é que, enquanto acolhe estes, procura e dirige-se aos mais abandonados, economicamente e, sobretudo, espiritualmente.

Afonso é um evangelizador, quando fala e quando escuta. Ficará célebre como confessor e, mais tarde, como teólogo moral. Vivemos numa época de grande rigorismo moral. Os medos são incutidos às pessoas desde muito novas. O mínimo motivo serve para padres recusarem a absolvição no sacramento da reconciliação e a comunhão na eucaristia. Como já referimos, falava-se mais do temor do que do Amor de e a Deus. A grande preocupação era a preparação para o dia da morte, entendido como dia de juízo.

Afonso era atento, e embora tivesse crescido e estudado neste clima, começou a compreender, na prática do trabalho pastoral, que a conversão não se dava pelo medo. Nápoles caracterizava-se por ter, lado a lado, o maior fervor religioso e critérios nada originados no Evangelho. Este não era anunciado. Seguindo o exemplo de Cristo, que revela em pleno o perdão misericordioso do Pai, Afonso acolhe no seu confessionário os pecadores em vez de os afastar, pois “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes. Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores” (Lc 5, 31-32).

Enquanto em Nápoles, a obra missionária mais importante de Afonso serão as chamadas “Capelas do Entardecer”. Na sua preocupação evangelizadora, Afonso começa a reunir, à noite depois do trabalho, muitas pessoas para lhes anunciar o Evangelho. Esses encontros começam por dar-se numa praça de Nápoles, numa das zonas mais pobres. Todas as noites, são momentos de oração e compreensão de temas da fé. O sucesso é tão grande que depressa outros padres virão auxiliar Afonso e depressa não serão suficientes. As pessoas são muitas, e começam a dar que falar em Nápoles. Então Afonso toma uma decisão, levado pela necessidade, única no seu tempo: coloca leigos em papéis de liderança.

Começa por formar uns quantos leigos, os melhor preparados e disponíveis e, muito importante na época, os que sabiam ler. Deixa-lhes pequenos textos muito simples e canções da sua autoria e encarrega esses leigos de reunir, nas suas casas, pequenos grupos, ler-lhes algum texto sobre a fé, cantarem e rezarem juntos. Afonso e os seus colegas comprometem-se a acompanhar essas assembleias. O problemas é que muitas, ficando à espera do fundador, tinham de começar sozinhas, tanto era o trabalho.

Dá-se o milagre: numa cidade com padres a mais, barbeiros, comerciantes, ex-soldados reformados começam a orientar esses grupos e eles não param de crescer. Afonso, todos os dias, vai passando em alguma “Capela do Entardecer”. Será muito acompanhado por um futuro santo redentorista, também ele ex-advogado, de nome Gennaro Sarnelli. Mais tarde, já Afonso terá saído de Nápoles e terá passado meio século, visitará as suas capelas esporadicamente, aproveitando algum trabalho na cidade. No final do séc. XIX contam-se cerca de 30 mil pessoas a frequentar as “Capelas do Entardecer”.

Assim, dois séculos antes de se tornar assunto “oficial”, numa altura em que ainda não se levantavam as questões quanto à falta de padres, Afonso lança o apostolado dos leigos. Nas suas missões, nas zonas rurais, preocupar-se-á por deixar nas pessoas os hábitos de encontro em grupos para meditação e oração, sem a absoluta necessidade da presença de padres. Será outro ponto que o caracterizará. Cada pessoa deveria criar o seu próprio ritmo de oração, preparando Afonso pequeninos livrinhos para o apoiar. Um dos carismas dos missionários redentoristas é a fundação de comunidades.

Uma grande preocupação de Afonso, quando anunciava o Evangelho, era levar as pessoas à conversão: levá-las ao amor a Deus e à procura da Sua vontade; aquele era possibilitado quando as pessoas conheciam a vida de Jesus Cristo como a Revelação por excelência do Amor do Pai. A procura da vontade de Deus dava-se pela oração. Mas as pessoas nunca poderiam ser obrigadas a isto, pelo medo; tinha de ser por opção pessoal, por resposta de amor. E por isso encontramos estes milagres do Espírito Santo pela mediação de Afonso.

Mas o que principalmente caracterizava Afonso enquanto missionário era o seu zelo apostólico: a necessidade que sentia de levar a Boa-Nova de Cristo a todos os que O não conhecessem ou não O conhecessem como Boa-Notícia. Isso fazia-o sonhar com territórios longínquos como a China, terra de numerosos mártires, ou o Cabo da Boa-Esperança, onde a Igreja ainda não chegara. Enquanto permanece em Nápoles, prepara-se para este projecto, e toda a vida alimentá-lo-á. O seu zelo apostólico levá-lo-á, de facto para um mundo completamente diferente, mas dentro do Reino de Nápoles.

1 de agosto de 2009

A UNIÃO DOS EX-SEMINARISTAS DO SRSA-5


Dou continuidade às perguntas e respostas sobre o seminarista egresso:


11- Todos os seus problemas foram solucionados ou não?

Felizmente foram porque tive muita informação, compreensão e principalmente apoio. Os problemas não foram de difícil solução, apenas foi preciso um pouco de paciência, domínio de ansiedade para resolvê-los.


12- Ainda tem problemas que não puderam ser solucionados?

Não! Só existiria uma única situação que não poderia ser resolvida: Voltar a viver no seminário!


13- Como você se sentia nos primeiros dias ou meses fora do seminário, moralmente, socialmente, psicologicamente e sexualmente?

A princípio foi extremamente difícil. Considerava-me diferente de todo mundo e tinha muito contrangimento de estar em público, imaginando que todos estavam me olhando continuamente.Algumas vezes, quando conversava com alguém, principalmente sobre assuntos morais e religiosos, parece que estava num mundo diferente. A melhor adaptação no plano social veio apenas após 5 meses da minha saída, quando comecei a trabalhar. Mesmo assim sentia-me diferente e tornava o contato com as pessoas complicado. No que se refere ao sexo, de início muito me valeu o aprendizado no SRSA sobre a virtude da castidade. Consegui manter os princípios básicos e, lembro-me muito bem, li um livro que foi muito importante na orientação para o meu desempenho sexual: A VIDA SEXUAL DOS SOLTEIROS E CASADOS, do padre João Mohana.


14- Você se adaptou bem na vida leiga ou não?

Fiquei por um grande tempo afastado das cerimônias religiosas, até as missas.Isso porque estive voltado para a definição e manutenção do emprego e a composição de uma família. Sempre me mantive cristão e não deixei de lado as orações diárias e a própria fé, embora não desse continuidade à prática que exercia no seminário


15- O que falta para você se completar na vida leiga?

Saí do seminário em 1962. Em 1965, encerrava-se o Concílio Vaticano II que veio alterar, diga-se para melhor, os procedimentos católicos na liturgia. Como estive afastado todo o tempo que transcorreu após o concílio, senti e sinto até hoje muita dificuldade de adptação. Não consigo estar numa igreja com tanto barulho, falatório e movimento, quando sempre pratiquei meus atos religiosos numa capela onde a ordem era SILÊNCIO e ORAÇÃO, a CASA DO SENHOR!. Até este momento não pude ainda adptar-me a alguma paróquia por essa razão. Outro fato, tenho a impressão de que a questão social envolveu de vez os assuntos da religião, praticamente sufocando os princípios básicos do Evangelho, ainda que se fale mais dele agora do que nos outros tempos. Nesse ítem, muito me seria importante a orientação de algum colega.

Antônio Ierárdi Neto


Meus amigos e colegas, estou aguardando ansioso sua participação. Imagino que podemos criar aqui um forum sobre a situação do jovem que um dia idealizou o sacerdócio, mas que, por força da vontade divina, seguiu por outro caminho.
Dêem aqui suas idéias, comentários e testemunhos!

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -1 - PADRE LIBÁRDI


PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR



Ir à Igreja com que veste?


Muitos reclamam que não vão a comunidade porque as pessoas aproveitam para fazer um desfile de modas e ficam reparando nos outros. É uma pena essa aberração.

Hoje a liberdade, ou algo entendido como liberdade permite que as pessoas andem e se apresentem como querem passando por cima de situações as mais elementares. Assim vemos do mais lindo ao mais degradante e avacalhado, onde não se tem o senso do ridículo. Estamos entre os que sabem se colocar e os que descem à baixaria achando que estão abafando.

Um ditado dizia: “Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.” A veste aparece como um sinal da pessoa humana em sua identidade e sua distinção. Num primeiro estágio a veste é a proteção do corpo. Num segundo tempo a veste expressa a identidade, a sensibilidade, a educação, a cultura, seus conceitos, sua vida em sociedade, sua moral e sua ética. A realidade do moderno não dá o direito de cada um fazer o que bem entender; vivemos numa comunidade onde seu direito termina onde começa o meu. Essa comunidade tem suas normas, seus códigos, seus costumes de gerenciar a vida. Dentro de sua casa, se vive sozinho, a norma pode ser você e faça o que sentir que deve fazer às portas fechadas.

Temos o direito de estar à vontade, mas no lugar e tempo certos. Precisamos distinguir as épocas da vida, o profano, o sagrado, o trabalho, a festa, o lazer... Pela veste facilmente temos dados e informações sobre a pessoa, porque conforme o modo de se apresentar lá estão os conceitos, a filosofia, os objetivos, a crença e os ideais. Mesmo na pobreza se pode vestir com dignidade, mostrando o conteúdo que vai em seu interior.

Temos que nos conscientizar de que não podemos usar qualquer traje em qualquer lugar e momentos. Alguns não refletem e acham que vale o que eles pensam, por isso vão em todos os lugares vestidos de qualquer modo e reclamam se não podem participar. Já vi padre agir dessa maneira, mas depois de deixar o sacerdócio, na necessidade de arrumar emprego, deixou de lado a barba, o cabelo desajeitado e o inseparável chinelo de dedo. Nada como o aperto para provar filosofias.

É assim que vemos os trajes nas igrejas. Fazer turismo em igrejas e rezar parece que é a mesma coisa, isso sem falar de trajes provocantes. Será que não vamos nos tocar? Onde estão o bom senso, o equilíbrio? Dizer que é livre, por isso anda do modo que quiser é uma bravata, porque na hora de ir ao Fórum, de procurar emprego, a situação é outra. Até o morto a gente veste dignamente. Igreja é Igreja e não parque, onde se faz piquenique.


Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R
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EDITORA SANTUÁRIO

AS SETE DORES DE NOSSA SENHORA


I. A primeira dor de Maria Santíssima:PROFECIA DE SIMEÃO:E uma espada traspassará a tua própria alma (Luc. 2,35) O Senhor usa esta compaixão conosco, de não nos deixar ver as cruzes que nos esperam, as espadas que atravessarão nossos corações, afim de que tenhamos de sofrer uma só vez. Maria Santíssima, ao contrário, depois da profecia de São Simeão, tinha sempre diante dos olhos e padecia continuamente todas as penas que a esperavam na Paixão do Filho. Mas se Jesus e Maria, inocentes, tanto padeceram por nosso amor, como ousamos lamentar-nos nós, que somos pecadores, quando temos de padecer um pouco pelo amor deles? - E crescia Jesus em sabedoria, em idade e em graça, junto de Deus e junto dos homens (Lc. 2,52)- Ah! Filho meu, eu te aperto entre os meus braços, porque muito te amo; mas quanto mais te amo, tanto mais para mim Tu te transformas em ramalhetes de mirra e de dor, pensando em tuas penas!] Enquanto o rei se assentava à sua mesa, dava o meu nardo o seu cheiro. O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, que repousa entre os meus seios. (Ct. 1,12-13)

II. A segunda dor de Maria Santíssima:FUGA PARA O EGITO: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito (Mt. 2,13) A profecia de São Simeão acerca da Paixão de Cristo e das dores de Maria Santíssima começou logo a realizar-se na fuga que teve de fazer para o Egito a Sagrada Família, afim de subtrair o Filho a perseguição de Herodes. Pobre Mãe! Quanto não devia ela sofrer tanto na viagem como durante a sua permanência naquele país entre os infiéis. Vendo a Sagrada Família na sua fuga, lembrando-nos que nós também somos peregrinos sobre a terra. Para sentirmos menos os sofrimentos do exílio, à imitação de São José, tenhamos conosco no coração Jesus e Maria. - Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura (Hb. 13,14)

III. A terceira dor de Maria Santíssima:PERDA DE NOSSO SENHOR NO TEMPLO: Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos (Lc. 2,48) A dor de Maria pela perda de Jesus foi sem dúvida uma das mais acerbas; porque ela então sofria longe do Filho, e a humildade fazia-lhe crer que Ele se tinha apartado dela por causa de alguma negligência sua. Sirva-nos esta dor de conforto nas desolações espirituais; e ensine-nos o modo de buscarmos a Deus, se jamais para nossa desgraça viermos a perdê-lo por nossa culpa. Lembremo-nos, porém, de que quem quiser achar a Jesus, não o buscar entre os prazeres e delícias, mas no pranto, entre as cruzes e mortificações, assim como Maria o procurou cheia de humildade. - Vistes, porventura, aquele a quem ama a minha alma? (Ct. 3,3)- O menino não aparece; e eu, aonde irei? (Gn. 37,30)- Vós não sois meu povo, e eu nem serei mais vosso (Os. 1,9)

IV. A quarta dor de Maria Santíssima:ENCONTRO COM NOSSO SENHOR CARREGANDO A SANTA CRUZ: Quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos (Is. 53,2) Consideremos o encontro que no caminho do calvário teve o Filho com sua Mãe. Jesus e Maria olham-se mutuamente, e estes olhares são como outras tantas setes que lhes transpassam o Coração amante. Se víssemos uma leoa que vai após seu filhote conduzido à morte, aquela fera havia de inspirar-nos compaixão. E não nos moverá à ternura ver Maria Santíssima que vai após Jesus Cristo, o seu Cordeiro Imaculado, enquanto o conduzem à morte por nós? Tenhamos compaixão dela, e procuremos também acompanhar a seu Filho e a ela, levando com paciência a cruz que nos dá o Senhor. - Não há quem a console entre todos os seus queridos (Jr. 1,2)

V. A quinta dor de Maria Santíssima:MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO: E a tua vida estará como em suspenso diante de ti (Dt. 28,66) Contemplemos a acerba dor de Maria Santíssima no Calvário, obrigada a assistir a Jesus moribundo, a ver todas as penas que ele padecia, sem contudo lhe poder dar alívio. Então a aflita Mãe não cessou de oferecer a vida do Filho à Divina Justiça pela nossa salvação. Lembremo-nos que pelo merecimento de suas dores cooperou para nos fazer nascer para a vida da graça. Por isso tudo nós somos seus filhos. Ó como a Virgem exerceu sempre e ainda exerce bem o ofício de Mãe! Mas como nos havemos nós com o Filho? - Olhei, mas não havia ninguém para me ajudar! Eu estava consternado, mas não havia quem me sustivesse! Contudo, o meu braço veio em meu socorro e o meu furor me sustentou (Is. 63,5)- Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt. 27, 46)- Mulher, eis aí o teu filho. (Jô. 19,26)

VI. A sexta dor de Maria Santíssima:DESCIDA DE NOSSO SENHOR DA CRUZ: Tirou da cruz o corpo (Mc. 15,46) Consideremos como, depois da morte do Senhor, dois de seus discípulos, José e Nicodemos, O descem da cruz e o depõe nos braços da aflita Mãe, que com ternura O recebe e O aperta contra o peito. Se Maria fosse ainda capaz de dor, que pena sentiria vendo que os homens, tendo visto seu Filho morto por amor deles, continuam a maltratá-lO com os seus pecados? Não atormentemos mais a nossa aflita Mãe, e se pelo passado nós também a temos afligido com as nossas culpas, voltemos arrependidos ao Coração aberto de seu Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo. - [O meu Filho era branco e vermelho] O meu amado é cândido e rubicundo (Ct. 5,10)- Infiéis, lembrai-vos disto: voltai ao coração [ferido do meu Filho], voltai arrependidos (Is. 46,8)

VII. A sétima dor de Maria Santíssima:SEPULTURA DE NOSSO SENHOR: Envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha (Mc. 15,46) Consideremos como a Mãe dolorosa quis acompanhar os discípulos que levaram Jesus morto à sepultura. Depois de O ter acomodado com suas próprias mãos, diz um último adeus ao Filho e ao Seu sepulcro, e volta para casa, deixando o Coração sepultado com Jesus. Nós também, à imitação de Maria, encerremos o nosso coração santo Tabernáculo, onde reside Jesus, já não morto, mas vivo e verdadeiramente como está no céu. Para isso é mister que o nosso coração esteja desapegado de todas as coisas da terra. - Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Lc. 12,34)





Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787)

SANTO AFONSO MARIA DE LIGORIO - 1

Aproveitando o dia dedicado a Santo Afonso, reproduzimos um resumo da vida de Santo Afonso, publicado no blog "Redentoristas da Província de Portugal" (com a escrita original)


Um "nobre" discípulo de Jesus

27 de Setembro de 1696: nasce em Nápoles, no sul de Itália, Afonso Maria de Ligório, filho mais velho de uma família nobre da cidade. O pai, José, é um alto oficial da marinha napolitana. A mãe, Ana, vem de uma família de importantes advogados e juízes. Afonso viverá em pleno séc. XVIII. Comecemos por compreender um pouco o ambiente europeu nesta altura.

A segunda metade do séc. XVIII é marcada por grandes mudanças: a independéncia americana em 1783 e a revolução francesa em 1789, são a sentença de morte das monarquias absolutistas da Europa. É chamado o “século das luzes”: surgem nomes na filosofia e na literatura como Kant ou Voltaire, particularmente críticos da Igreja. Os monarcas europeus tentarão assegurar o seu poder absoluto, mas enfrentam uma resistência forte nas classes burguesas, ligadas ao comércio, defensoras de regimes liberais e parlamentares.

Ao nível económico e social assistimos a grandes desigualdades: por um lado, uma classe nobre, geralmente desocupada e detentora do poder; e outra grande parte da população na miséria, engrossando fileiras de desempregados, tanto nas grandes cidades como nos campos. Um marco simbólico destas mudanças é a invenção, em 1769, da 1ª máquina a vapor. Marca, na Inglaterra, o arranque da Revolução Industrial, que irá transformar o rosto da Europa e do mundo.

Como vemos, falar do séc. XVIII é falar de revoluções. Mas estas parecem, no pequeno estado de Nápoles, passar ao lado. A Itália só seria um país unificado no séc. XIX. Antes, é uma multiplicidade de cidades-estado autónomas. Em Roma, o Papa controla directamente um estado de razoáveis dimensões. Falamos ainda de um contexto em que o seu poder político na Europa era importante, embora estivesse em declínio. Nápoles variava entre o domínio do rei de Espanha e do rei da Áustria.

No sul de Itália, banhado pelo Mediterrâneo, o estado de Nápoles é um estado luxuoso. Como no resto da Itália, o poder político e o poder religioso não estão separados. Os filhos dos nobres são educados em colégios de congregações religiosas, masculinas e femininas. Os bispos e cardeais detêm uma certa influência política. Até o próprio Afonso, para ser advogado, terá de estudar direito civil e direito canónico!

Um pormenor: o número de padres, clérigos e freiras é verdadeiramente excessivo. Tirando uns poucos “santos”, verdadeiramente empenhados num trabalho pastoral junto dos pobres e com uma vida que condizia, a grande maioria vive na ociosidade. Grandes congregações religiosas vivem no luxo, em mosteiros e conventos. Alimentam-se, por um lado, do fervor religioso popular e, por outro, de contribuições e heranças de famílias nobres. Mas, atenção! O todo não faz as partes: temos grupos de verdadeiros apóstolos, homens bem preparados e preocupados na missão da evangelização. Afonso, por cuidado da sua mãe, crescerá no meio destes.

Eis-nos, portanto, com um primogénito nobre, napolitano. Crescerá, por um lado, sob uma apertada disciplina da parte do pai. Por outro, a mãe introduzi-lo-á na fé e na vida devota. Sonham para ele uma brilhante carreira e, acima de tudo, desejam que se torne um nobre íntegro. Grande parte da nobreza napolitana era, de facto, ociosa. Os Ligório são uma excepção: o pai passa mais tempo no mar, nas galeras, do que em casa. A mãe, contrariamente ao costume, é que raramente sai e toma nas suas próprias mãos a educação dos filhos. Afonso teria 3 irmãos e 4 irmãs.

Empenhar-se-á nos estudos. Aos 16 anos, facto relativamente normal para a época entre os nobres, conclui o curso de direito civil e canónico. É advogado. Parece que, pela sua competência, trabalhará para as grandes famílias napolitanas e só perderá um caso em 1723, ao fim de 10 anos, no que terá sido o seu último caso em tribunal.

Como qualquer nobre, Afonso terá uma educação onde se inclui também a música e a pintura. Estas duas artes ser-lhe-ão muito úteis mais tarde quando, nas missões, as utilizará na evangelização do povo, na sua esmagadora maioria analfabeto. É um dom do Espírito Santo: quando encontra espaço, consagra as nossas capacidades para as colocar ao serviço do Evangelho, onde serão verdadeiramente fecundas; são os carismas.

Era normal, no tempo de Afonso, as famílias nobres conduzirem os seus filhos, desde pequenos, para conventos e mosteiros. Só um irmão e uma irmã de Afonso, os mais novos, “escaparão” a isso. Os restantes vestirão os hábitos respectivos. Afonso, naturalmente, também “escaparia” a isso, por ser o primogénito. É ele quem deve continuar o nome da família. Ora, é claro que os pais de Afonso tratarão de, para ele, lhe obter um bom casamento, que servisse o interesse de continuar o nome da família e juntasse outra família nobre, com possibilidades materiais. Vemos Afonso, acompanhado do pai, a frequentar bailes e serões. O que acontece?

Desde pequeno, iniciado pela mãe, Afonso faz parte de grupos de jovens nobres que participam em dias de retiro e actividades orientados por padres, os mais bem preparados da diocese. Não há uma verdadeira educação “civil” separada da religiosa. Enquanto cresce, Afonso vai-se tornando mais activo. O seu maior trabalho de voluntário é no chamado “Hospital dos Incuráveis”, o hospital de último recurso de Nápoles, onde vêm morrer os mais miseráveis com as piores doenças da época.

O que temos é que Afonso, ao mesmo tempo que a sua imagem vai ascendendo na vida social napolitana pelos seus sucessos enquanto advogado e pelos esforços do pai, vai-se colocando questões quanto à sua vida. Por enquanto, os deveres de primogenitura vão-se impondo, mas escapa-se aos esforços casamenteiros do pai.

E eis que temos um acontecimento marcante: com 26 anos, Afonso perde um importante caso em tribunal. Ao que parece, é o seu primeiro caso perdido, e envolve corrupção pelo meio. Afonso terá descoberto, e abandona os tribunais. Considerá-lo-á a sua primeira conversão. Desiludido, Afonso passa mais tempo nas suas actividades no Hospital dos Incuráveis, e na capela, claro. Fará a experiência de ser chamado pelo Amor de Deus para ser mais. Nesse ano, decide ser padre.

Imaginemos qual terá sido a reacção do pai, que tantos projectos grandiosos alimentava para o seu filho! Estala a crise em casa, mas Afonso não cede. Só permanece em casa do pai, por vontade deste, durante o estudo da teologia. Na altura era normal filhos de importantes famílias estudarem teologia e viverem em casa e, mesmo depois de ordenados, continuarem em casa da família, sem trabalho pastoral. Afonso seria padre diocesano e, já que não seria advogado, seria ao menos bispo ou até mesmo cardeal – sonhava o pai. O prestígio era o mesmo.

Mas Afonso não parece muito para aí virado. Aceita a ordem do pai de viver em casa, mas escolhe o seu campo de acção: as periferias pobres de Nápoles. Lá acompanha padres em missões de catequização. Continua o seu trabalho no Hospital dos Incuráveis. E, a partir da sua herança como aluno brilhante de direito, empenhar-se-á no estudo da teologia. Já como diácono, ganhará fama em Nápoles pelas suas homilias, pregações e catequeses. E, em 1726, é ordenado padre. Tinha 30 anos.

A N I V E R S Á R I O

01 de agosto, dia de Santo Afonso comemoram seus aniversários:


MAURICIO DE JESUS BAPTISTA de Tietê - SP
(Na foto Maurício e Roseli, sua esposa)
Os dois sempre presentes em nossos eventos...esperamos os dois agora em outubro...



ANESIO BERNARDES de Campinas - SP
(infelizmente não tenho sua foto...)

JOSÉ BENEDITO MACEDO SOUZA de Aparecida - SP (também não tenho foto)
JOÃO LOCH de Garça - SP
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Aos aniversariantes desejamos tudo de bom e que pela intercessão de Santo Afonso e Nossa Senhora, Deus lhes conceda as Bênçãos e muita luz em suas caminhadas!
Um grande abraço da Família Uneser!