PADRE LUÍS KIRCHNER CSsR
A luxúria é pecado porque é a corrupção de um ato nobre e belo: o ato sexual. Luxúria é um desejo egoísta pelo prazer sensual e material. O amor pede compromisso, fidelidade, permanência. A luxúria só procura no amor os prazeres da carne, uma sensualidade desordenada, gerando como filhas lascívia e libertinagem. Uma compulsão sexual toma conta da pessoa. Só pensa “naquilo”. A revista TUDO disse que “uma necessidade irrefreável de sexo faz com que o individuo perca o controle sobre o próprio desejo”. Torna-se escravo de si mesmo.
A sociedade moderna tem banalizado tanto a sexualidade, que esquecemos sua finalidade primordial. Quantas vitimas os abusos sexuais tem feito. A propaganda comercial usa apelos sexuais constantemente. Motéis multiplicam-se como praga. Os meios de comunicação – música, filmes, vídeos, internet, televisão, revistas –servem-nos uma dieta de nudez e pouca valorização do corpo humano.
Quem pratica a luxúria degenera ao nível animal, age não mais como ser humano. A idéia de amor, como doação e serviço, está longe de seu vocabulário, e como pessoa torna-se repugnante, porque é extremamente egoísta, concentrada em si. Esse habito descontrolado enfraquece o caráter de quem se envolve em atos sexuais ilegítimos. Não somente adultério e fortificação, mas pornografia, corrupção de costumes – veja a falta de roupa nos desfiles de carnaval – o contar piadas e histórias sujas contribuem para a desintegração da pessoa. Egoísmo e narcisismo dominam o corpo e a mente.
Alguns temem que a luxúria seja porta para outros pecados como “a prostituição, a sodomia, o masoquismo, os desvios sexuais e tantos outros pecados relacionados com a carne”. Será que o aumento do número de abortos não tem ligação com a falta de controle sexual? E a AIDS? O número de vítimas cresce, muitas vezes com pessoas inocentes infectadas injustamente por parceiros. Nunca se falou tanto de estupros de mulheres e moçaas, de abusos sexuais de menores, de homossexualismo. Krisha diz que “a luxúria é insaciável, e é um grande demônio”. No Novo Testamento, São Paulo escreve que as obras da carne são conhecidas.... (Gl 1,19). E em 1Cor 6,18, ele exorta: “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra seu próprio corpo”.
O egoísmo e o individualismo invadem a vida da sociedade atual. Sexo sem responsabilidade torna-se comum e a norma para a juventude. Usa-se o outro, em vez de promover o bem dele ou dela. O outro só serve para satisfazer meus desejos e apetites, meu prazer e gozo. Numa época em que se fala tanto do amor, quantas pessoas estão longe da finalidade principal do ser humano. Sabendo que a carne é fraca, às vezes o único jeito é a fuga das tentações. Na hora, não adianta ficar lutando frente a frente. É como um bêbedo querendo entrar num bar. Tem de ficar longe. Um teólogo notou que o primeiro pecado na historia da humanidade aconteceu quando a Eva olhou para a árvore e viu o fruto proibido. É necessário controlar os olhos, porque o pecado entrou no mundo por causa dos olhares. “Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne... não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vos”. (Rm 5,5-11).

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