Caros colegas,Também tenho acompanhado as notícias e os comentários sobre a pedofilia praticada por padres da igreja católica. Sinto profunda tristeza por estes fatos e isto reforça minha tese sobre a questão do sacerdócio e do celibato. Para início de conversa, o celibato na igreja é uma questão disciplinar e não dogmática. Portanto, pode ou não ser exigido para o exercício do sacerdócio.
Entendo que a vida celibatária continua válida, porém, tem que ser vocacionada. Esta opção continua aberta para todo ser humano, independente de sua religião, profissão, missão. Portanto, o celibato não está ligado à religião mas a uma opção da pessoa. Assim, as pessoas celibatárias, se não maduras, equilibradas, profundamente comprometidas com a opção tomada, facilmente procurarão compensações em suas relações sexuais mal resolvidas, buscando formas escamoteadas e torpes, para "manter" a formalidade e a estampa de sua "imagem celibatária", que precisa assim ser mostrada à sociedade.
As congregações religiosas (não podemos esquecer os redentoristas são uma ordem religiosa) fundamentam-se numa base de convivência comunitária, de princípios e de objetivos, na qual a vida celibatária torna-se uma condição indispensável. Por isso que se faz necessário ser vocacionado, isto é, possuir as qualificações necessárias, ter preparação adequada, querer viver esta opção e ter maturidade e equilibrio para esta opção.
No caso do sacerdócio, a igreja exige o celibato. Penso que na pastoral da igreja católica, exista espaço tanto para o sacerdote celibatário (como vocacionado e por opção), como para o sacerdote casado, cuja ordenação somente ocorreria para pessoas já casadas, com vida conjugal estável e com uma conduta reconhecida pela comunidade como referência evangélica. Vou mais longe, a ordenação de casados, valeria tanto para homem como para mulher. Algum tempo mais a frente, a igreja alterará esta sua medida disciplinar e, teremos além de sacerdotes e sacerdotizas celibatárias, sacerdotes e sacerdotizas casadas.
Ainda que o problema não seja generalizado, ele existe e não é novo. A questão da pedofilia dos padres da igreja católica contiunará, no entanto, se não houver uma preparação adequada das pessoas, maturidade com a opção celibatária e clareza para lidar com a sexualidade.
É isto que penso.
Luiz Silvério Silva (Turma de 1962)
Amigo Silvério...
ResponderExcluirBastante oportuno esse seu artigo sobre o celibato sacerdotal que poderia naturalmete converter-se em opcional...
A razão da minha saída so SRSA foi justamente por esse motivo, considerando o conselho do inesquecível e estimado Pe.Azevedo, então meu confessor espiritual, que após tantos colóquios, concluíu que eu não poderia assumir o voto perpétuo de castidade...Assim, com o assombro até do Pe.Brandão, diretor na época, tive de desvincular-me do seminário e sair para compor uma família...Isso fiz e hoje estou plenamente realizado com 3 filhos homens, já casados e resolvidos, que me deram 3 netos, fazendo-me reviver a cada momento...
Esse assunto merece, como você me disse, um debate produtivo...Vamos lá, colegas, entrem à nossa roda....