PADRE WALMIR GARCIA DOS SANTOS CSsRNão identificada: O meu pai é o tipo de pessoa que, fora de casa, trata todo mundo uma maravilha, mas a nós, sua família, ele trata muito mal. Muitas vezes tive vontade de ir embora de casa por causa disso. Não fui ainda por causa da minha mãe. Estou tomando ódio dele. O que faço?
Sair de casa não é a solução, é preciso que vocês, da família, conversem com seu pai, nada como um bom diálogo, que esclarece e coloca as coisas no seu devido lugar. É preciso mostrar a incoerência que seu pai vive, e isso deve ser falado para ele, diretamente. A família deve se reunir e fazer uma séria avaliação com seu pai sobre o modo como ele trata vocês e a insatisfação gerada em toda a família.
Thaís Lopes: Hoje nem tanto, mas há alguns anos atrás todas as mulheres tinham o costume de usar um véu. De onde surgiu esse hábito e qual e sua finalidade?
O uso do véu vem do judaísmo, onde as mulheres deveriam cobrir a cabeça dentro do Templo ou nas Sinagogas. São Paulo na 1ª carta aos Coríntios no capítulo 11 ele fala da necessidade da mulher cobrir sua cabeça, pois na cultura da época era vergonhoso para a mulher andar sem cobrir a cabeça, isso era sinal de submissão ao homem, como também sinal de respeito. O véu caiu em desuso, não se usa mais por entendermos que a mulher tem a mesma dignidade do homem e que ela, na sociedade ocidental, não vive sob a custódia do homem, não lhe é submissa, como é na cultura oriental, pelo menos em parte do mundo ocidental. Os muçulmanos, por exemplo, exigem que as mulheres andem totalmente cobertas, como também em outras religiões orientais.
Maria das Dores: Acha possível nos dias de hoje um ser humano ter um coração puro? E o que é ter um coração puro? Seria acreditar em todo mundo, não ver maldade em nada?
Creio perfeitamente que a pessoa pode e deve ter um coração puro. É tão importante a pureza de coração que ela mereceu uma bem aventurança, em Mateus 5, 8, Jesus fala: “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Puro de coração é alguém que não se deixa conduzir pela maldade, pela malícia, pelas más intenções. Não é ser bobo e “inocente” que se deixa enganar por todos e muito menos é ser alguém que acredita inocentemente em todo mundo.
Raquel Pereira: Jesus disse que há mais honra e coragem em oferecer a outra face, lembrando que ele também disse a Pedro que guardasse a sua espada porque quem matar pela espada por ela perecerá. Isso hoje em dia ainda é muito difícil, porque nem todos reconhecem o nosso gesto. Gostaria que reforçasse esse ensinamento e qual a nobreza que ele possui.
Infelizmente nós somos influenciados pelo espírito de vingança, de ódio e de maldade. O ensinamento de Jesus é justamente o contrário, dar a outra face, significa você ser humilde, não ficar revidando com espírito vingativo. Não é ser tolo e muito menos de apanhar de todo mundo, mas ser justo, acima de tudo. Quando Jesus pediu a Pedro que guardasse a espada, ele pediu justamente para não ser conduzido pelo espírito vingativo que o mundo nos ensina.
Bruna: Gostaria que falasse alguma coisa a respeito das Estações da Via Sacra, mas no tempo em que tudo aconteceu não as de hoje, como estas que temos no caminho para Trindade.
As estações da via sacra como vemos retratadas hoje, são tomadas do evangelho, das cenas que aconteceram no caminho do calvário, depois que Jesus foi condenado a morte de cruz. A pintura é a maneira que o artista mostra o que está escrito nos quatro evangelho, onde fala da Paixão e morte do Senhor.
Aline Rodrigues: Existe algum livro que conta a história de Santo Agostinho? Sou devota dele, mas não sei muito a seu respeito.
Certamente existem muitas obras que falam a respeito de Santo Agostinho, mas uma em especial é o livro “Confissões”, escrito pelo próprio Agostinho é uma autobiografia onde mostra a sua personalidade e também seu pensamento. Mas é bom procurar nas livrarias católicas outros livros que falem sobre ele. Vale a pena aprofundar na vida deste grande santo.
Fernanda Oliveira: O senhor disse que a Igreja se reveste de sobriedade na quaresma, porque ela não se reveste de alegria, de júbilo e de cores alegres já que para nós é uma graça infinita saber que Jesus deu a sua vida por nós?
A liturgia nos leva a viver momentos importantes da história da salvação. É bom passar pelos fatos e acontecimentos da vida de Jesus e nos entranhar no mistério celebrado naquele momento. Não dá, por exemplo, para ficarmos efusivos de alegria quando se lê a paixão e a morte de Jesus, apesar de saber que aquela morte é para nós motivo de redenção, de perdão de pecados. Os tempos litúrgicos nos ajudam a entrar em todo o mistério de Cristo e enfatizamos um aspecto para nos ajudar a viver melhor a nossa fé.
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