Pe. João A. Mac Dowell S.J.
Segundo a teoria da evolução, os primeiros seres humanos eram muito primitivos. Como isso se concilia com a história de Adão e Eva que viviam felizes no paraíso antes de pecarem?
Em primeiro lugar é preciso entender bem o que pretende dizer o livro do Gênese com a história de Adão e Eva no jardim do paraíso. Não se trata dum lugar em alguma parte da terra. Mas duma maneira simbólica de descrever uma situação ideal de felicidade do ser humano, resultado de sua amizade com Deus. A Bíblia quer dizer que Deus, ao criar o homem, ofereceu-lhe a oportunidade de se realizar através do amor.
Mas o primeiro homem, conforme a Bíblia, não aceitou a proposta de Deus. Por um ato livre de sua vontade, preferiu seguir os seus desejos egoístas. Por causa dessa desobediência afastou-se de Deus, perdendo todos os bens que ele lhe prometera. Portanto, a situação ideal, descrita com a imagem do paraíso, nunca se realizou. Com o seu pecado Adão não foi privado duma perfeição que já possuía, mas perdeu a oportunidade de entrar num estado superior de vida e felicidade, que lhe era oferecido.
Entendida dessa maneira a verdade religiosa do paraíso e do pecado de Adão não se opõe à explicação científica da origem da espécie humana através da evolução biológica. Como a situação paradisíaca era apenas uma oferta, recusada pelo primeiro homem, nunca foi uma realidade histórica. Portanto, não interferiu na evolução, nem modificou as condições de vida dos primeiros seres humanos, como são descritas pela investigação científica. Mas o pecado de Adão é um fato histórico. Apesar de não se manifestar externamente, teve conseqüências negativas. Se o dom de Deus tivesse sido acolhido pelo homem, a história da humanidade teria sido muito diferente.
Por outro lado, o fato de ser primitivo do ponto de vista tecnológico, mais ou menos como alguns povos indígenas que só conhecem instrumentos de pedra, não impediu o primeiro homem de tomar decisões livres. A qualidade moral duma pessoa e a intensidade de sua fé religiosa não dependem do grau de evolução cultural. De fato, conhecemos pessoas, consideradas altamente civilizadas, que não demonstram possuir nenhum sentimento moral. Ao contrário, existem pessoas culturalmente simples e atrasadas, que têm uma sensibilidade moral e religiosa muito fina: são plenamente capazes de distinguir entre o bem e o mal.
A teoria da evolução não deve abalar a sua fé na verdade cristã do pecado original.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.
http://www.redemptor.com.br
Segundo a teoria da evolução, os primeiros seres humanos eram muito primitivos. Como isso se concilia com a história de Adão e Eva que viviam felizes no paraíso antes de pecarem?
Em primeiro lugar é preciso entender bem o que pretende dizer o livro do Gênese com a história de Adão e Eva no jardim do paraíso. Não se trata dum lugar em alguma parte da terra. Mas duma maneira simbólica de descrever uma situação ideal de felicidade do ser humano, resultado de sua amizade com Deus. A Bíblia quer dizer que Deus, ao criar o homem, ofereceu-lhe a oportunidade de se realizar através do amor.
Mas o primeiro homem, conforme a Bíblia, não aceitou a proposta de Deus. Por um ato livre de sua vontade, preferiu seguir os seus desejos egoístas. Por causa dessa desobediência afastou-se de Deus, perdendo todos os bens que ele lhe prometera. Portanto, a situação ideal, descrita com a imagem do paraíso, nunca se realizou. Com o seu pecado Adão não foi privado duma perfeição que já possuía, mas perdeu a oportunidade de entrar num estado superior de vida e felicidade, que lhe era oferecido.
Entendida dessa maneira a verdade religiosa do paraíso e do pecado de Adão não se opõe à explicação científica da origem da espécie humana através da evolução biológica. Como a situação paradisíaca era apenas uma oferta, recusada pelo primeiro homem, nunca foi uma realidade histórica. Portanto, não interferiu na evolução, nem modificou as condições de vida dos primeiros seres humanos, como são descritas pela investigação científica. Mas o pecado de Adão é um fato histórico. Apesar de não se manifestar externamente, teve conseqüências negativas. Se o dom de Deus tivesse sido acolhido pelo homem, a história da humanidade teria sido muito diferente.
Por outro lado, o fato de ser primitivo do ponto de vista tecnológico, mais ou menos como alguns povos indígenas que só conhecem instrumentos de pedra, não impediu o primeiro homem de tomar decisões livres. A qualidade moral duma pessoa e a intensidade de sua fé religiosa não dependem do grau de evolução cultural. De fato, conhecemos pessoas, consideradas altamente civilizadas, que não demonstram possuir nenhum sentimento moral. Ao contrário, existem pessoas culturalmente simples e atrasadas, que têm uma sensibilidade moral e religiosa muito fina: são plenamente capazes de distinguir entre o bem e o mal.
A teoria da evolução não deve abalar a sua fé na verdade cristã do pecado original.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
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