Consagrados e leigos são impulsionados a buscarem novos rumos para a dinâmica missionária iniciada por Santo Afonso e continuada por tantos outros. Os Redentoristas são anunciadores da copiosa redenção para seu tempo e, por isso mesmo, devem buscar caminhos atualizados para a propagação do Evangelho.
Algumas atitudes são importantes. Essa história iniciada em 1732, lá em Scala, possui um arquivo imenso, um legado espiritual com suas multiformes contribuições para os dias de hoje. Então, a primeira postura para quem deseja mergulhar numa conversão missionária redentorista é saber escutar esses sinais vindos de tão longo caminho. Para isso, vale conhecer o vasto legado espiritual que revela a intuição, o jeito de ser redentorista. Há, em tantos lugares, uma cultura afonsiana impressa nos livros, na maneira de rezar, nos patrimônios conservados, naqueles que se santificaram etc.
A reestruturação para ser bem vivida não pode perder o contato com as fontes genuínas da espiritualidade redentorista.
Outro ponto é a ousadia de levar uma vida realmente itinerante, sem medo de fazer as travessias necessárias. E isso é importante para a atualidade evangelizadora. Não é possível se contentar com um anúncio somente para aqueles que já estão no meio. Afonso utilizava muito a palavra distacco. Ela pode ser traduzida como desapego. O santo a usava num contexto de despreendimento de tudo que distancia o humano de Deus. Mas é possível também usá-la num sentido missionário. É preciso abrir mão daquilo que já não corresponde mais a uma evangelização autêntica e deixar ser enviado.
“Eis-me aqui” seria a atitude do discípulo ao ouvir os apelos dos novos desafios da realidade.
DISTACCO: mais que posturas isoladas, é atitude fundamental para o missionário. Aquele inquieto jeito que o leva a não se alojar, acomodando-se nas coisas já prontas. Aliás, a vida sempre pede dos humanos que seja reinventada. E em se tratando de Evangelho, é preciso desbravar novos caminhos, mas sem cair na banalização de que o melhor é aquilo que faz sucesso. O missionário deve, portanto, saber unir criatividade com herança espiritual. Do contrário não se terá reestruturação fiel para a missão, mas uma invenção de coisas religiosas para serem consumidas. E isso não converte.
Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.
Superior Provincial
Fonte: AKIKOLÁ – Província do Rio


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