Pe. Luiz Carlos de Oliveira CSsR
“Quem se humilha será elevado”
Corações ao alto
Humildade não é fraqueza ou ignorância. É a condição da pessoa maior em Cristo. Notamos que Jesus está colocando, como sempre, a comparação entre os fariseus orgulhosos e os pobres humildes. Ser fariseu não significa ser mau. Havia gente boa entre eles. Paulo era fariseu. O mal dos fariseus era julgarem-se melhores do que os outros e desprezarem os pobres e pecadores. Sua oração é uma troca de favores com Deus. A oração do fariseu não era ruim, mas sim, sua postura de discriminação. Por isso Jesus bate de frente contra eles. O texto não se refere a um fariseu concreto, mas a toda uma mentalidade de rigorismo na prática da lei, coisa que os pobres não podiam fazer. Por isso eles foram colocados fora por não serem puros. O publicano era odiado e pecador porque estava a serviço do império romano. Assim eram impuros. Na parábola anterior Jesus disse que Deus escuta a oração insistente. Agora diz que esta oração tem que partir do coração humilde, como a do publicano. Esta chega ao céu, como lemos na primeira leitura (Eclo 35,20). A oração que se eleva da humildade está unida à Ressurreição de Jesus que foi ao extremo da humilhação com a morte e sepultura. Por isso Deus o exaltou. A exaltação do humilde não é um processo social de mudança de posição, como entendemos, erroneamente, no Magnificat de Maria. Trata-se de uma questão de união a Cristo em sua humilhação e ressurreição. Ela é pascal. É preciso pensar de Deus. Paulo escreve: “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo” (Fl 2,5) e narra como acontece este processo de humildade em Jesus. Mudam-se assim os critérios de santidade que não é aparência, mas está no coração.
A oração humilde
O pobre clama e Deus escuta. A humildade nasce do reconhecimento da grandeza de Deus. Ela, revelada em Jesus, se faz na humildade, pois Ele se fez pequenino para mostrar a imensidão do amor do Pai. Não se trata de rebaixamento da pessoa, mas de sua exaltação participando de sua grandeza. Os humildes serão exaltados, porque completamente abertos a Deus. O orgulho se fecha e se estiola. Jesus acolhe a todos, menos os que não o querem. A oração do humilde é ouvida. Atravessa as nuvens, isto é, vai além de nossa simples natureza porque se identifica com a oração de Jesus. Ele se fez servo humilde até à morte de cruz. Por isso Deus o exaltou. O orgulho é o pecado fundamental do homem, por isso, sua oração não tem acesso a Deus. Continuando a reflexão dos domingos anteriores, salienta-se a misericórdia de Deus para com todos. Na missão, temos que ter a mesma misericórdia de perceber o coração das pessoas.
Combati o bom combate
Deus escuta, mas há necessidade de uma batalha pessoal. Nesta batalha Deus está sempre ao lado. É o que lemos na carta de Paulo a Timóteo: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé ... o Senhor esteve sempre a meu lado e me deu forças” (2Tm 4,7.17). A oração humilde conta com uma batalha feroz contra todo tipo de orgulho. Sendo dias das missões, nossa primeira evangelização é mostrar em nossa vida as atitudes de Jesus, sem falsidade e no coração. Como Paulo escreve: “Estive entre vós cheio de fraqueza, receio e tremor” (1Cor 2,3).
Leituras: Eclesiástico 35,15b;Salmo 33;2ªTimóteo 4,6-8.16-18; Lucas 18,9-14
1. Humildade é a condição da pessoa maior em Cristo. Jesus mostra a diferença entre os fariseus e os pobres e pecadores. O problema é a mentalidade. Deus escuta a oração que parte do coração humilde. A exaltação do humilde não é um processo social de mudança de posição, mas da união a Cristo em sua humilhação e ressurreição. É preciso ter os sentimentos de Cristo.
2. O pobre clama e Deus escuta. Humildade é reconhecer a grandeza de Deus revelada em Jesus que se fez pequenino. Os humildes serão exaltados porque abertos a Deus. A oração vai além de nossa natureza porque se identifica com a oração de Jesus. O orgulho é o pecado fundamental do homem, por isso sua oração não tem acesso a Deus. Em nossa missão temos que ter a misericórdia de perceber o coração das pessoas.
3. Deus escuta a oração, mas há necessidade da batalha pessoal, como narra Paulo: combati o bom combate.... O Senhor esteve sempre a meu lado. A oração humilde é uma batalha contra o orgulho. Evangelizar é ter as mesmas atitudes e sentimentos de Jesus.
O orgulho de ser besta
Jesus sempre tirava seu ensino de situações que estavam diante de seus olhos. Jesus falando dos que se achavam melhores que os outros e os desprezavam, faz a comparação entre dois homens que foram ao templo para rezar: um fariseu e outro pecador.
O fariseu reza contando para Deus que ele procede bem e cumpre todos os mandamentos. E se julga até muito melhor que o publicano.
O publicano era um homem detestado pelo povo porque cobrar o imposto para o império romano o tornava explorador do povo. E nisso estava envolvido também uma exploração em proveito de si próprio, como vemos em Zaqueu, como vemos em alguns ficais de órgãos públicos, nos subornos corruptos.
Jesus ensina que a oração que despreza não tem valor. A oração é um momento em que nos humilhamos, reconhecemos a Deus como importante e nós frágeis pecadores. A oração dele o uniu a Deus. Essa oração vai ao céu e Deus escuta o sofredor. Paulo é humilde ao reconhecer o que fez de bom porque o Senhor sempre esteve a seu lado.
Sendo dia das missões, temos que ter consciência de que a primeira condição para anunciar é a humildade, como Jesus fez: humildade de ser servidor.

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