
Nº 0042 11/08/2010
0199. Evangelho de quarta-feira (11-08-2010) - 1ª leit Ez 9, 1-7 e 10, 18-22; Sl 112; Mt 18, 15-20 - Jesus disse aos seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.
N.R.: A correção fraterna pede de nós que nos dirijamos ao irmão que erra! Nada de colocar a ‘boca no mundo’ falando mal de tudo e de todos! Atire a primeira pedra...!
0200. Diáconos: servidores! - Ontem (10 de agosto/10), celebramos a festa de S. Lourenço, diácono e mártir. É o patrono dos diáconos. Dedicou-se especialmente ao cuidado dos pobres e da caridade. Quando, em Roma, o imperador queria para si os imaginados bens da Igreja, S. Lourenço retrucou que “a riqueza da Igreja são os pobres!”
Sobre os diáconos ressaltou o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta: “O diácono é uma vocação ministerial para o serviço, como fonte do ministério do amor e da justiça. O próprio termo ‘diaconia’ já por si expressa o ser diácono: o que serve, configurando-se ao Cristo Servo que “não veio para ser servido, mas para servir”. O diaconato expressa-se em três dimensões: o serviço da caridade, o serviço da liturgia e o serviço da Palavra de Deus”. Frisou o cardeal Dom Cláudio Hummes, em carta da Congregação do Clero, por ocasião do Ano Sacerdotal: “Os pobres são o ambiente cotidiano e o foco da atividade sem descanso dos diáconos. Não se compreenderia um diácono que não se envolvesse na caridade e na solidariedade para com os pobres, que hoje de novo se multiplicam”.
Dom Orani destacou o outro tipo de pobreza para a qual o diácono é chamado a servir: a espiritual: “Pessoas que estão em extrema carência de atenção, que se encontram na solidão, na raiva, no ódio, na confusão espiritual, na depressão, e no sofrimento! Precisamos levar Jesus a elas, oferecendo amor!”
0201. Campanha Nacional contra Violência e Extermínio de Jovens - A Pastoral da Juventude da arquidiocese de Mariana (MG) realizou (dia 31 de julho), em Ponte Nova (MG), o lançamento oficial da Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens na arquidiocese. O fato ocorreu durante o 4º Fórum Social pela Vida, realizado pela dimensão sociopolítica da arquidiocese, que reuniu cerca de 500 lideranças (de 29/julho a 1º de agosto/10). Na ocasião, foram apresentados dados sobre a realidade juvenil, enriquecida com fatos que escrevem a triste história do extermínio de jovens. Zé Vicente, poeta e cantor, emendou o lançamento da campanha com seu show. Com a música ‘Esperança Jovem’, ele iniciou sua apresentação convidando todos a lançarem sementes de vida para a juventude. Foi distribuído amplo material, visando envolver as lideranças na campanha.
0202. Dos Leitores - Testemunhos - Pois bem, Geraldo, chegou um momento de contar duas notícias: A lembrança que tenho do padre Ely Nodari, redentorista. Lembro-me dele escutando Bach, indo ao harmônio e tocando a mesma peça, sem partitura, floreando ainda. Lembro-me dele (não sei se escutei ou se me contaram) dizendo que não queria desenvolver essa aptidão, pois ele poderia se encher todo e se esquecer de Deus e do serviço dos seus irmãos. O absoluto na vida de um homem! Não sei como ele se resolveu com esse dom (ainda vou atrás). Sei que ele morreu de repente, aos 45 anos, numa pós-missão. Segunda notícia: Estando eu ao lado da cama do ex-padre Carlos Barbosa de Carvalho, que serenamente enfrenta os últimos momentos, tentei aliviá-lo falando do padre Nodari a ele, que também gosta de música. E falei da história do absoluto! Meu filho escutou também, procurou os parentes dele na internet e recontou a história. Assim termina o relato do meu filho Paulo à irmã do Nodari: "...eles comentaram que o Nodari ponderava seu dom musical para que isso não subisse à sua cabeça e para que ele pudesse servir aos homens!” Nesse momento, me vi rodeado de grandes homens: o Nodari, o Carlos Barbosa, o meu filho Paulo. O trigo! Abraços. Carlos Felício da Silveira, São Paulo (SP
PADRE GERALDO RODRIGUES CSsR
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