
Nº 0021 21/07/2010
0102. Evangelho de hoje (21-07-2010) - Mt 13, 1-9 - Jesus sentou-se às margens do mar da Galiléia e uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Então, entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de 100, 60 e 30 frutos por semente. Quem tem ouvidos, ouça!” Que a semente da Graça de Deus caia em nosso coração e frutifique abundantemente!
0103. Caminho de Santiago de Compostela - P. Francisco Viana Pires, missionário redentorista de São Paulo, atualmente trabalhando em Guajará Mirim (RO), conta-nos sobre sua segunda experiência percorrendo o famoso Caminho de Santiago: Acabei de chegar. Foram trinta e um dias, caminhando 800 quilômetros, sozinho, rezando e meditando. Os encontros com outras pessoas eram só nos albergues, de tarde-noite. A primeira vez em que percorri o caminho foi para agradecer meus 50 anos de Presbítero. Agora, percorri-o como gratidão pelos 80 de idade. Daqui há 10 anos, de novo, para agradecer os 90. Não é uma boa celebração?!
0104. Caminho de Santiago 2 - P. Viana dá detalhes da caminhada: Saímos da França (Saint Jean Pied de Porte), dos pés dos Pirineus. No primeiro dia, subimos 1600 metros e descemos do lado da Espanha. Percorri a Cordilheira Cantábrica afora, numa gangorra de montanhas, até Santiago de Compostela. Desta vez a subida dos Pirineus foi duríssima. Era um caminho que eu não conhecia... Quase pifei.... No terceiro dia desanimei. Decidi voltar... Mas quando vi o pessoal preparando as mochilas e saindo, deu-me um siricutico... aquele troço que dá na gente antes de fazer uma besteira..... e resolvi tentar mais aquele dia.
Dizendo "vou tentar mais um dia...", cheguei até Leon, que já são dois terços do caminho. Então, a filosofia mudou! Meu corpo já tinha se aclimatado e adquiri certeza de que venceria esta parada... E cheguei, cumprindo as etapas como todo mundo. Sempre no último pelotão, mas nunca o último do pelotão e dando coragem para gente muito mais moça, que chegava depois!.... Descobri que, no começo, estava andando fora do meu ritmo.... Depois que comecei a me programar, planejar a caminhada, sabendo a hora de tomar fôlego, parar, botar água no tanque, sem pressa de chegar.... Aí o carro andou que foi uma beleza!... Até sem querer passar, passei na frente de alguns e até chegava cedo aos albergues. (O mais tardar foi às 18,30).
Para coroar a parte de desgraças com chave de ouro, um ladrão levou todo o meu dinheiro... (1720 euros). Fiquei lisinho! Senti-me obrigado a voltar. Comuniquei às quatro mulheres e três brasileiros, que foram se juntando e formaram um grupo no "Caminho". As mulheres foram unânimes: Nada de voltar!... De jeito nenhum!... Nós o sustentamos! E logo cada uma já me deu 50 euros e me pagaram tudo nos 20 dias que ainda faltavam: café, almoço, jantar, roupa lavada, albergue... Foi um exemplo edificante de desapego, solidariedade e espírito de pobreza. Igual nunca vi em meus 54 anos de presbítero e 80 de idade. Mas é uma das características e exigências do "Caminho", que propõe seja Experiência de Samaritano e Cirineu. Estas são algumas das magias do "Caminho", que tornam o mesmo um desafio apaixonante.
0105. Vuvuzelas! - Luís Fernando Veríssimo escreveu que ia propor que as autoridades proibissem a entrada de vuvuzelas no Brasil! Escreveu: “Seria apenas uma medida preventiva, para evitar que seu uso se alastrasse como uma epidemia. Tarde demais. No avião, vindo da África, vi várias sendo trazidas por brasileiros. Elas se reproduzirão. Elas derrotarão qualquer tentativa de controlá-las. Estamos perdidos”. Caro Veríssimo, e quando o amigo ficar sabendo que há fábricas desta engenhoca aqui no Brasil, em São Paulo (SP), que as exportaram profusamente para a copa da África!? Aguarde a próxima copa!
PADRE GERALDO RODRIGUES CSsR
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vivencias@aparecidadasaguas.com
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