15 DE JULHO – UM SÁBIO SEM VAIDADE

São Boaventura (1218-1274) foi uma das inteligências mais brilhantes de seu tempo e de toda a História da Igreja. Foi um sábio muito humilde e um santo muito humano. Quando lhe perguntaram em que livro havia aprendido tanta sabedoria, ele apontou para o crucifixo dizendo: Aprendi com Ele, ali.
Disse uma vez: Se quisermos ir para o céu, basta amar a Deus. Uma velhinha analfabeta pode amar muito mais o Pai do céu do que um professor de Teologia”.
Conta-se que, quando chegaram os emissários do Papa Gregório X para lhe entregar o diploma e o chapéu de cardeal, encontraram-no na cozinha do seu convento, ocupado em lavar a louça:
- Ilustre mestre, viemos da parte do Papa, trazer-lhe a nomeação para cardeal e o chapéu cardinalicio.
Sem interromper o trabalho, disse aos mensageiros:
- Obrigado. Dependurem por aí esse chapéu, pois agora estou com as mãos ocupadas.
Foi convidado para participar do Concílio de Lião em 1274, como assessor, devido aos seus grandes conhecimentos teológicos. Mas logo depois da terceira sessão caiu doente e não se levantou mais. O próprio Papa Gregório X, que presidia o Concílio, foi administrar-lhe o Sacramento da Unção.
O enterro do humilde sábio foi soleníssimo. Todos os conciliares, mais de quinhentos, participaram das cerimônias fúnebres. Incontável multidão acompanhou o féretro daquele homem que convertia mais com a unção do que com a erudição. É cognominado o "Doutor Seráfico".
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