PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR
Qual o papel dos corais e conjuntos nas igrejas?
Todo esforço que se faz na comunidade é para dar mais vida e maior participação de todos em tudo o que a comunidade vive e realiza.
Nossas celebrações litúrgicas precisam ser mais atraentes e vivas, não podemos dispensar os ritos, os símbolos, os enfeites que formam um conjunto harmonioso, através do qual prestamos adoração a Deus, e também enchemos nossos corações de entusiasmo, expressando de maneira digna a nossa fé.
Acontece que nossas celebrações dependem de vários fatores e pessoas que assumem ministérios de coordenação e de serviços. Muitas vezes não conseguem realizar o objetivo a que vieram, em vez de animar e facilitar a participação de todos, fazem show à parte, puro desfile de vaidades e autopromoção. Tudo pela falta de conscientização daqueles que servem para animar, agilizar e tornar participativa a ação litúrgica.
Como não se bastasse isso, temos ainda o problema dos corais e conjuntos nas igrejas, sendo alguns verdadeiras cobras criadas, com as quais ninguém pode lidar sob pena de criar uma celeuma.
A orientação da Igreja diz que eles devem ajudar o povo a cantar, mas às vezes não conseguimos cantar, pois nem sequer ouvimos nossa voz, devido à altura dos instrumentos. Nem falemos das dezenas de microfones armados para os cantores, em que cada um torna-se dono. Nem falemos também dos solistas que trinam melodias que ninguém entende numa maciez impressionante. O aplauso vem logo: você cantou divinamente. Mas em casa o comentário é outro.
A busca constante de novidade nos cantos está fazendo com que o povo tenha dificuldade de cantar, pois não há tempo de aprender uma música porque já vem outra para o próximo domingo. Hoje o povo não canta nem o canto novo nem os velhos. Todos sabemos que o povo aprende músicas profanas, porque o rádio e a TV apresentam o mês inteiro nas paradas de sucessos a mesma música; e mesmo assim depois de alguns meses não são mais cantadas.
Precisamos parar com esses shows particulares e cassar esses donos do canto nas igrejas, para que o povo possa também se expressar. Quem presta um serviço, que o faça dentro do espírito de fraternidade e desapego, lembrando que não é insubstituível e que outros também podem fazer esse serviço.
Coral e conjunto são para ajudar o povo a cantar e rezar. Boa vontade não é suficiente. É preciso, humildade e sinceridade.
Sejamos como quem serve.
Do Livro:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - VOLUME 9
EDITORA SANTUÁRIO
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br
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