
PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR
Os “donos” da Igreja: que fazer com eles?
Sempre admiramos o trabalho de muitas pessoas nas comunidades; dedicam tempo integral para o serviço, cuidam da capela, dos altares, das alfaias sagradas, da coordenação, do postinho de informação e anotações de missas e batizados, da evangelização nos setores. Pessoas de valor que merecem nosso apoio e respeito.Mas nessas andanças missionárias encontramos verdadeiros donos do santo e das coisas da comunidade, que não permitem a ajuda e entrada de outras pessoas e não dão o seu lugar a ninguém. Gente que é dona até do lugar no banco da igreja. São “bispos e bispas” como dizemos em linguagem popular. Como explicar isso?Poderíamos dizer que muitos são levados pelo medo de que outros estraguem o que fez até agora. Podemos pensar que sejam movidos pelo zelo, mas podemos pensar que sejam pessoas que se auto-afirmam exercendo o poder ou sejam pessoas desequilibradas que nem sequer percebem o que fazem e que não confiam na capacidade dos outros.Essas pessoas precisam estar cientes de que são culpadas pelo afastamento de muitos da comunidade. Essas pessoas atrapalham a caminhada da comunidade e do grupo, formam guetos e igrejinhas, só elas sabem, só elas são capazes, só elas dão o palpite certo. Ninguém pode dizer nada, porque não aceitam ou porque não adianta falar com receio do que elas podem aprontar.Todo o leigo é chamado a servir à comunidade e na comunidade, mas cada um deve ter um “desconfiômetro” para perceber a hora em que ele está demais e já fez o que devia fazer. Não é glória para ninguém dizer que é ministro da Eucaristia ou cuida da capela há 20 anos. Bem diz o ditado popular: “Reza e esmola demais até o santo desconfia”. Alguma coisa está errada aí e bem errada. Será que nessa comunidade não há ninguém capaz?Quando essas pessoas são forçadas a entregar o cargo, quantas dificuldades criam, quantas críticas fazem e chegam até a se afastarem da comunidade.É bom que fiquem sabendo que não serviram à comunidade, mas a comunidade os serviu por tanto tempo. Serviram a si mesmos, a seu orgulho, sua vaidade. Já receberam sua recompensa. Não souberam fazer de tal modo que a mão direita não soubesse o que a esquerda fez. Quem sabe servir é aberto para os outros. Acolher é o primeiro verbo declamado por quem verdadeiramente ama a sua comunidade.Para uma mulher que me disse que fazia trinta anos que cuidava do altar de Santa Rita, eu falei para ela morrer, porque havia tanta gente querendo cuidar do dito altar e somente assim haveria chance para elas.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
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EDITORA SANTUÁRIO
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