CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)


II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021

II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021






SOM NO BLOG

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29 de setembro de 2013

Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado     

29 ─ 26º Domingo Comum ─  Santos: Miguel, Gabriel, Rafael

Evangelho (Lc 16,19-31) “Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.”

Podemos interpretar de muitas maneiras essa parábola do homem rico e do pobre Lázaro. Vemos que a riqueza nem sempre é bênção e aprovação de Deus, nem a pobreza e a doença são castigos divinos. Não podemos agradar a Deus se a misericórdia não nos leva a partilhar nossos bens. Nosso futuro depende de como vivemos nosso presente. Para quem não ouve Deus em seu coração, de nada adiantam profetas ou milagres. Hoje, porém,uma ideia chamou minha atenção: por que fico pensando que o rico era feliz em seus banquetes, por que tenho certeza que o pobre Lázaro era também o infeliz Lázaro? Hoje fico então com essa idéia: a felicidade não vem nem da terra nem de fora; vem de Deus e de dentro de nós.

Oração
Senhor meu Deus,esta minha vida é cheia de limitações, e incertezas. Já aprendi que não posso confiar em mim mesmo, nem pôr minha confiança completa nas cosias e nas pessoas. Sou feliz, mas nada me dá felicidade completa. Acredito que somente vós me podeis fazer totalmente feliz. Ajudai-me, então, a não correr atrás de falsas alegrias, e a perceber que só posso encontrar felicidade plena em vós e na partilha com meus irmãos. Os bens materiais não nos podem satisfazer o coração, mas são importantes para nós. Dai-nos, pois, os bens necessários, mas que saibamos manter livre nosso coração. Olhai pelos pobres, para que não desesperem. E que vivamos nossas necessidades e nossas facilidades na esperança da felicidade completa que nos prometeis. Amém.

Pe. Flávio Cavalca de Castro, Redentorista

Aniversariantes do dia


ANAOR DIVINO DE PAULA TEIXEIRA
Turma de 1970 de São Paulo - SP

PEDRO DONISETE DE SOUSA
Turma de 1970 de Patos d Minas - MG

MIGUEL RIBEIRO NETO
Turma de 1972 de São José dos Campos - SP

PADRE SEBASTIÃO MARQUES DA SILVA
Comunidade de São João da Boa Vista - SP
Comemorando 58 anos de idade

28 de setembro de 2013

Nota de Falecimento


 
FALECEU ontem 27/09/2013 EM TIETÊ-SP  O PADRE EMILIO GRANDO AOS 84 ANOS. VELÓRIO NA IGREJA DE NOSSA SENHORA APARECIDA EM TIETÊ.
MISSA DE CORPO PRESENTE ÀS 11 HORAS DE AMANHÃ DIA 28/09/2013 E ENTERRO EM CERQUILHO ÀS 13:30
REZEMOS POR ELE
ACHILES



Oração de todos dias

Oração da manhã para todos os dias


Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.

Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.

Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém

Oferta de todos dias




Ó Jesus, pelas mãos de Maria, Tua e minha mãe,

Te ofereço a minha mente, para Teus pensamentos.

Te ofereço a minha vontade para os teus desejos,

Te ofereço os meus sentidos para Tuas obras.

Fazei que vivendo de Ti, trabalhando por Ti,

eu me transforme em Ti.

Ó Rei Divino que sofrendo e morrendo na cruz
salvastes o mundo! Amém.

O Evangelho do dia


Meditando o Evangelho de hoje

Dia Litúrgico: Sábado XXV do Tempo Comum
Evangelho (Lc 9,43b-45): todos se admiravam com tudo o que Jesus fazia, ele disse aos discípulos: «Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens». Mas eles não compreendiam esta palavra. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender. E tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.
Comentário: Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens
Hoje, depois de mais de dois mil anos, o anúncio da paixão de Jesus continua a nos provocar. Que o Autor da Vida anuncie a sua entrega às mãos daqueles pelos quais veio para dar tudo, é uma provocação, claramente. Poderia dizer-se que não era necessário, que foi uma exageração. Esquecemos, muitas vezes, a dor que abruma o coração de Cristo, o nosso pecado, o mais radical dos males, causa e efeito de situarmos no lugar de Deus. Até mesmo, de não deixar-nos amar por Deus, e de empenhar-nos em ficar dentro de nossas curtas categorias e no imediatismo da vida atual. É muito necessário reconhecer que somos pecadores como também é necessário admitir que Deus nos ama em seu Filho Jesus Cristo. Depois de tudo, somos como os discípulos, «mas eles não compreendiam esta palavra. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender. E tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto» (Lc 9,45).

Para di-lo com uma imagem: podemos encontrar no Céu todos os vícios e pecados, menos a soberbia, já que o soberbo não reconhece nunca o seu pecado e, não se deixa perdoar por um Deus, que ama até o ponto de morrer por nós. E no inferno, poderemos encontrar todas as virtudes, menos a humildade, pois o humilde se reconhece tal como ele é e, sabe muito bem que sem a graça de Deus não pode deixar de ofender-lhe, como tampouco pode corresponder a sua Bondade.

Uma das chaves da sabedoria cristã é reconhecer a grandeza e a imensidade do Amor de Deus e, ao mesmo tempo admitir a nossa pequenez e a vileza do nosso pecado. Somos tão lentos para entender isso! No dia que descubramos que temos o Amor de Deus bem ao nosso alcance, diremos como Santo Agostinho, com lagrimas de Amor: «Tarde te amei, meu Deus!». Esse dia pode ser hoje. Pode ser hoje. Pode ser.

Vivências - De perto @ De longe


Nº 1187 28/ 09/ 2013


5036. Evangelho de sábado (28-09-2013) - S. Venceslau, S. Lourenço Ruiz e companheiros mártires - Zc 2, 5-9.14-15a; Jr 31, 10-13; Lc 9, 43b-45 - Todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: “Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

Recadinho: - Os discípulos corriam o risco de se entusiasmarem demais pelos milagres que presenciavam. - Nós também corremos o risco do apego a coisas exteriores apenas? - Jesus realizava prodígios. Mas seu fim era a Cruz! - Não pode ocorrer o mesmo em nossa vida? - E então, não corremos o risco do orgulho e da prepotência? - Às vezes nos sentimos fracos diante das cruzes da vida. Lembramo-nos nestas ocasiões de pedir a Deus que aumente nossa fé? - Somos constantes no pedir as luzes do Espírito Santo?

5037. Revista de Aparecida - Setembro/2013 - Com 50 páginas e edição de 774.000 exemplares, traz um encarte de uma página, carta do cardeal arcebispo, falando da visita do Papa ao Santuário e sobre a novena e festa da Padroeira de 2013. Traz como título de capa e matéria nas páginas internas: “A12.com, a Mãe Aparecida mais perto de você”, sobre o portal, que é centralizado no Santuário Nacional. Uma primeira matéria fala sobre o tema da novena da Padroeira deste ano: “Com a Mãe Aparecida, seguimos Jesus, nossa Luz!” Seguem as matérias: “Natividade de Maria”; “Maria creu e obedeceu!”; “Festas litúrgicas de Nossa Senhora”; “Santuário: escola para seguir o que Jesus ensinou”; “Jovens em jornadas de fé e cidadania”; “Obras da Cúpula Central: Beleza e união”. “Chegamos até você”, trata dos 62 ano da Rádio Aparecida e dos 8 anos da TV Aparecida. “Chamados pelo nome...” trata da Campanha dos Devotos do Santuário. Outras matérias: “Criança tímida”; “Quando a indignação sai às ruas”; “#Estou conectado! @Mas está feliz?”. Em Vida Santa fala do P. Vítor Coelho de Almeida. Há ainda espaço do leitor, terço dos homens, álbum de família, casais em destaque, representantes da Campanha dos Devotos, histórias de fé, fato missionário pitoresco, fotolegenda histórica sobre a inauguração da Rádio Aparecida, receita culinária, encerrando com reflexão diária do Evangelho do mês. (revista@santuarionacional.com)

5038. Revista Devotos Mirins - setembro/2013 - Com 30 páginas em formato gibi e edição de 89.000 exemplares, é também da Campanha dos Devotos, do Santuário Nacional. Para o público infantil, apresenta como tema de capa e história em quadrinhos “A coragem de ter medo!” Outra história em quadrinhos com o título “Um coração mais puro!”, explica o que é ser santo. Seguem: oração, jogo dos 7 erros, caça-palavras, uma página de catequese, correio do Tijolinho, página para desenhar, cartinhas de leitores, desenho para colorir, 4 páginas de atividades divertidas, O que é o que é?, O dia da árvore e fotos. (devotosmirins@santuarionacional.com)

5039. Revista Brasil Cristão - setembro/2013 - Com 34 páginas e edição de 240.000 exemplares, tem como título de capa: “Céu x Inferno, você quer ser cidadão de onde?”. Nas páginas internas, breves matérias sobre: “Igreja Católica, construtora da civilização (parte 5)”; “O Homem invisível: devemos estar atentos aos outros”; “O rico e o pobre”, sobre a parábola do homem rico e Lázaro, e “A Parábola do Filho Pródigo”, em forma de entrevista, ambas levando o leitor ao título da capa da revista; “Especial Papa Francisco”, destacando alguns pensamentos do que disse em sua viagem ao Brasil; “Mãos ensanguentadas de Jesus, 11 aos de devoção, graças e bênçãos”; “Exaltação da Santa Cruz”, referindo-se à celebração litúrgica de 14 de setembro; “A Fé e as Obras”; “Missa das Mãos ensanguentadas de Jesus em Coqueiral (MG)”; “Domingo: o dia do Senhor”; “Paternidade responsável”; “As combinações do Temperamento Melancólico”; “Alergia x Intolerância”. Duas breves matérias fazem alusão a setembro: “Mês da Natividade” (referindo-se a Nossa Senhora) e “Mês da Bíblia”. A revista traz ainda a matéria “Natividade de Nossa Senhora, “o começo da salvação da humanidade”. Como santo do mês traz São Mateus. Há também testemunhos de fé e mural do sócio. Um caderninho de bolso traz breve reflexão sobre o Evangelho de cada dia do mês; outro traz a “Novena das Mãos ensanguentadas de Jesus, nove passos na fé”. (sócios@asj.org.br)



Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR


Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado     

28 ─ Sábado ─ Santos: Venceslau, Lourenço Ruiz, Eustóquia

Evangelho (Lc 9,43b-45) “Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido... e tinham medo perguntar.”

Não só os discípulos; também nós muitas vezes ficamos sem compreender os rumos que Deus vai dando às coisas e à nossa vida. E temos até medo de querer saber. Podemos, porém, agarrar-nos a uma certeza: Deus quer nosso bem, e tudo orienta para isso, ainda quando não o percebemos. Recebemos o dom da esperança, por isso podemos caminhar mesmo por entre névoas.

Oração
Senhor, conquistastes minha confiança, por isso coloco em vós toda a minha esperança. Nem sempre entendo o que quereis de mim, e muitas vezes estranho o caminho por onde me levais.  Agarro-me a vossa mão, fecho os olhos, entrego-me aos vossos cuidados, que de mim cuidais muito melhor que eu mesmo. Tenho certeza que acabareis fazendo que chegue à casa do Pai. Amém.

Pe. Flávio Cavalca de Castro, Redentorista

Aniversariantes do dia



AFONSO CARVALHO DE SOUZA
de Aparecida - SP

LUIZ TOLOSA SANTOS
de São Paulo - SP


PADRE ANCELMO ALENCAR GOMES
Comunidade de São João da Boa Vista - SP 
Festejando 44 anos de idade

PADRE ANTÔNIO CARLOS VANIN BARREIRO
Comunidade irmão Bento - Potim
Comemorando 38 anos de Ordenação Sacerdotal

PADRE GERALDO MAGELA RIBEIRO
Província de Goiás 
Festejando 62 anos de idade

PADRE MICHAEL DESMOND (Mike) FERRIS
Vice Província de Fortaleza - CE
Comemorando 27 anos de Sacerdócio

27 de setembro de 2013

São Vicente de Paulo









Diácono Adilson J. Cunha
22/09/2013


Francês de nascimento viveu em dois séculos: XVI –XVII. , pois nasceu em 24/abril/158l e faleceu em 27/set/1660.

Eram seis irmãos e na família tinha o oficio de pastorear as ovelhas e cuidar dos porcos. Todos os filhos receberam ensinamento religioso da mãe, e aí se confirma que no colo da mulher são gerados os grandes homens da humanidade. Aos domingos ia à missa com a família e frequentava o catecismo.

Era um menino inteligente. De grande religiosidade, por isso, ao levar os animais para as pastagens, fez um pequeno oratório no buraco de uma árvore, colocando uma imagem de N.Sa., onde fazia suas preces.Ali ajoelhava e rezava.

Era prodígio. Tudo estava delineado em sua vida. Nos braços da mãe aprendeu a balbuciar o nome de Deus. Diante do oratório construído por ele mesmo foi percebendo que Deus o queria pastor de outra forma. Na missa aos domingos ia se embebedando da Palavra de Deus, a tal ponto do vigário ter incentivado o seu pai a investir nele, para que encaminhasse o rapaz para os estudos. Certamente os olhos clínicos daquele pastor nele viam um padre.

Vicente aprendeu a rezar e ter uma espiritualidade: que as pedras que existiram em seu caminho, e eram muitas, não foram suficientes para afastá-lo dos desígnios divinos.

O Espírito Santo, aos poucos foi lapidando aquele ser, e grandes obras foram criadas, que atualmente estão a serviço da sociedade. E Vicente foi vivendo sob ação do Espírito Santo. Este é o critério cristão de santidade. O cristão deve ter a sua vida, num constante abrir-se, para acolher as influências do Espírito Divino e pautadas no próximo.

Vicente estava no rumo da santidade, pois, o Espírito Santo nele agia. Afinal O ganhou ao ser batizado. E nós não O temos? E por que então não somos santos? Por que estamos fechados à sua ação? Por que não lhe somos disponíveis? Acreditem. Se consentirmos, Ele invade a nossa vida, como invadiu o Universo (Sb. 1,7). Por que a nossa vida não é um pentecostes constante?

Devemos sê-lo todos os dias. Pentecostes é uma resposta universal das vidas humanas acolhendo o dom de Deus.

Vicente vivia o Espírito Santo em dois ritmos fundamentais: na ação e na contemplação. Trabalhava e orava.

Às vezes trabalhamos muito e não paramos. Não nos concentramos. Não fazemos silêncio interior. Não abrimos todas as portas do nosso ser para uma comunicação mais profunda com o Deus Vivo. Não fazemos da nossa vida uma oração.

Deus age em nós de muitos modos. Quantos foram os padres que foram para o seminário só por causa de uma bola ou outros motivos fúteis, e se tornaram grandes evangelizadores. Vicente ficou padre aos vinte e um anos para ficar rico, mas se redimiu diante dos pobres para ajudá-los. Viveu por uns tempos na corte francesa, onde falava com os nobres e com os pobres.

Foi um menino pobre, sofrido e por causa de uma herança em dinheiro deixado para ele, por uma bondosa senhora, mas que estava emprestado tornou-se escravo. Por causa dessa ganância, caiu nas mãos de assaltantes e acabou sendo vendido, tendo sido passado de mão em mão. Mas era padre e sempre rezava à N. Sa, que o tirasse daquela situação. Nunca perdeu a coragem e o ânimo. Ao entoar a Salve Rainha acabou sendo livre. Não só livre, mas conseguiu converter o casal que o comprara, a tal ponto, do seu dono ir residir no Mosteiro dos Irmãos da Caridade, em remissão dos seus pecados.

Os grandes momentos do amor a Deus só podem ser vividos com maior intensidade, a partir da concentração, do silêncio interior. Vicente era um homem de oração. Contentava-se em dormir apenas cinco horas por noite. Levantava-se as quatro hs. e todos os dia consagrava quatro horas à oração. É o justo. É o santo de Deus. Ele sabia que as organizações que havia fundado têm antes de tudo, necessidade do apoio de Deus. Somente a graça obtida através da oração, da Eucaristia e do sacrifício sustenta o ser e a missão. Vicente era um homem de oração. Tinha uma força interior muito grande. O seu espírito era simples, prático e direto. O Cristo era o seu mestre. Sua fé era profunda. Vivia constantemente em consonância com Deus. Um místico. Sua vida enraizou-se em Mt. 25,40. “Em verdade vos digo que tudo o que fizerdes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fazeis”.

Deus exige de nós esse recolhimento. Lembremo-nos que Jesus Cristo nasceu pobre, viveu pobremente e morreu na extrema miséria (Lc.8,19-22). No inicio de sua pregação Ele proclama os íntimos laços de sua missão com os pobres. “Fui enviado para anunciar a Boa-Nova aos pobres” (Lc.4,18). O contraste é patente. O Filho do Homem, vindo em todo o esplendor de sua glória, se revela na face dos famintos, dos prisioneiros, dos doentes, dos sem teto. Aquele que presta serviço aos miseráveis, aos pobres, presta serviço a Cristo, pois, Ele vive de maneira misteriosa no coração dos pobres e dos miseráveis. Cristo exige amor e o amor exige o dom de nossa própria vida (Lc.14,26-27). E quando os miseráveis são milhões, a melhor forma de assumir esse amor é assumir os instrumentos e os organismos existentes no meio da sociedade. Precisamos urgentemente nos converter ao trabalho social, como fez São Vicente a partir dos seus vinte anos, quando viveu na corte francesa. A pobreza é atitude fundamental para se acolher o Evangelho. Pobre é aquele que tudo espera de Deus (Miq.5,6). Despojemo-nos de nosso ser e de nossas tendências de posse, de prepotência, de denominação. O Evangelho é um apelo à santidade. Aquele que tem coração despojado está preparado para seguir Jesus Cristo até as últimas consequências. E aí sim estamos disponíveis para uma comunicação profunda com Deus, para o diálogo, para a entrega. O principal critério da autenticidade e da santidade de vida cristã é a sensibilidade e abertura ao Espírito Santo, que age no mundo, na igreja e em cada um de nós. Sejamos santos. Sigamos os conselhos de Jesus Cristo, que disse: sede santos como meu Pai, que está nos céus, é santo. Quando todos assim estivermos, numa unidade, uníssonos podem declarar que somos uma comunidade orante, abertos às necessidades das pessoas. Uma comunidade santa.

Frases de S.Vicente: “É preciso dar seu coração para obter em troca o dos outros”. “Dez vezes irão aos pobres, dez vezes encontrarão a Deus”. “Os pobres abrem-nos as portas da eternidade”.”Não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor”.

A SSVP foi fundada em 23/04/1833 por um grupo de universitários liderados por Antonio Frederico Ozanan que estudava direito na Universidade de Sorbonne.

São Vicente de Paulo foi canonizado em 16/06/1737 por Clemente VII e em 16/05/1885 foi declarado patrono de todas as obras de caridade por Leão XIII. A Igreja celebra-o no dia 27 de Setembro.

Oração de todos dias

Oração da manhã para todos os dias


Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.

Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.

Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém

Oferta de todos dias



Ó Jesus, pelas mãos de Maria, Tua e minha mãe,

Te ofereço a minha mente, para Teus pensamentos.

Te ofereço a minha vontade para os teus desejos,

Te ofereço os meus sentidos para Tuas obras.

Fazei que vivendo de Ti, trabalhando por Ti,

eu me transforme em Ti.

Ó Rei Divino que sofrendo e morrendo na cruz
salvastes o mundo! Amém.

O Evangelho do dia



Meditando o Evangelho de hoje

Dia Litúrgico: Sexta-feira da 25ª semana do Tempo Comum
Evangelho (Lc 9,18-22): Jesus estava orando, a sós, e os discípulos estavam com ele. Então, perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que eu sou?». Eles responderam: «Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; outros ainda acham que algum dos antigos profetas ressuscitou». Mas Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que eu sou?». Pedro respondeu: «O Cristo de Deus». Mas ele advertiu-os para que não contassem isso a ninguém. E explicou: «É necessário o Filho do Homem sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar».
Comentário: Rev. D. Pere OLIVA i March (Sant Feliu de Torelló, Barcelona, Espanha)
Quem dizem as multidões que eu sou?(...) E vós, quem dizeis que eu sou?
Hoje, no Evangelho, há dois interrogantes que o mesmo Maestro formula a todos. O primeiro interrogante pede uma resposta estatística, aproximada: «Quem dizem as multidões que eu sou?» (Lc 9,18). Faz que giremos ao redor e contemplemos como resolvem a questão os outros: os vizinhos, os colegas de trabalho, os amigos, os familiares mais próximos... Olhamos o entorno e sentimo-nos mais ou menos responsáveis ou próximos -depende dos casos- de algumas dessas respostas que formulam quem têm relação conosco e com nosso âmbito, as pessoas... E a resposta diz-nos muito, informa-nos, situa-nos e faz que tomemos consciência daquilo que desejam, precisam, buscam os que vivem ao nosso lado. Ajuda-nos a sintonizar, a descobrir com o outro, um ponto de encontro para ir além...

Há uma segunda interrogação que pede por nós: «E vós, quem dizeis que eu sou?» (Lc 9,20). É uma questão fundamental que chama à porta, que mendiga a cada um de nós: uma adesão ou uma rejeição; uma veneração ou uma indiferença; caminhar com Ele e Nele ou finalizar numa aproximação de simples simpatia... Esta questão é delicada, é determinante porque nos afeta. Que dizem nossos lábios e nossas atitudes? Queremos ser fiéis àquele que é e dá sentido ao nosso ser? Há em nós uma sincera disposição a seguí-lo nos caminhos da vida? Estamos dispostos a acompanhá-lo à Jerusalém da cruz e da glória?

«É um caminho de cruz e ressurreição (...). A cruz é exaltação de Cristo. Disse-o Ele mesmo: Quando seja levantado, atrairei a todos para mim. (...) A cruz, pois, é glória e exaltação de Cristo» (São André de Creta). Dispostos para avançar para Jerusalém? Somente com Ele e Nele, verdade?

Vivências -De perto @ De longe




N º 1186  -  27/09/2013

5031.  Evangelho de 6ª feira (27-09-2013) - S. Vicente de Paulo - Ag 1, 15b- 2, 9; Sl 42; Lc 9, 18-22- Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

Recadinho: - Uma pergunta bem ampla: - Quem é Jesus para você? - Para você Jesus é sempre o mesmo ou varia conforme as circunstâncias que povoam seu coração? - Comente a afirmação: “alguém pode estar na prisão e ser livre!” - Comente ainda: “Você pode estar doente, mas sadio de coração!” - Você se dá conta de que nem as alegrias nem as tristezas perduram para sempre em nós?

5032. "Turismo e água: proteger o nosso futuro comum" - Por ocasião da Jornada Mundial do Turismo 2013, que se celebra hoje,27 de setembro, a Organização Mundial do Turismo propôs uma mensagem alertando para a importância de se proteger a água, protegendo nosso futuro. O tema está de acordo com o "Ano Internacional da Cooperação para a Água", que no contexto da Década Internacional para a Ação "A água, fonte de vida" (2005-2015), foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas,com a finalidade de destacar "que a água é fundamental para o desenvolvimento sustentável, em particular para a integridade ambiental e a erradicação da pobreza e da fome, é indispensável para a saúde e o bem-estar do homem, e é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio".

5033. Turismo e água 02 - No contexto da Jornada do Turismo 2013, o Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes divulgou uma mensagem ressaltando alguns aspectos fundamentais sobre o tema, frisando que“ não há dúvida de que o turismo desempenha um papel fundamental na conservação do meio ambiente, podendo ser um grande aliado, mas também um inimigo feroz. Se, por exemplo, à procura de um benefício econômico rápido e fácil, se consente que a indústria turística contamine um lugar, este deixará de ser um destino preferido pelos turistas”.

5034. Turismo e água 03 - “A gestão sustentável deste recurso natural, a água, é um desafio de ordem social, econômica e ambiental, mas sobretudo de natureza ética, a partir do princípio do destino universal dos bens da terra, que é um direito natural, originário, ao qual se deve subordinar todo o ordenamento jurídico relativo a tais bens. A Doutrina Social da Igreja insiste na validade e na aplicação deste princípio, com referências explícitas à água”. (Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, no contexto da Jornada do Turismo 2013)

5035. Turismo e água 04 - "Sejamos guardiões da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do meio ambiente; não deixemos que os sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo. Tudo está confiado à custódia do homem, e é uma responsabilidade que nos afeta a todos. Cultivar e guardar a criação é uma indicação de Deus dada não só no início da história, mas a cada um de nós; é parte do seu projeto; quer dizer fazer crescer o mundo com responsabilidade, transformá-lo para que se torne um jardim, um lugar habitável para todos. Mas nós, pelo contrário, somos muitas vezes guiados pela soberba do dominar, do possuir, manipular, explorar; não a "guardamos", não a respeitamos, não a consideramos como um dom gratuito de que se deve cuidar. Estamos perdendo a atitude da maravilha, da contemplação, da escuta da criação". (Papa Francisco, no início de seu ministério, 2013) Com São Francisco, elevamos nosso louvor a Deus, louvando suas criaturas, em especial a água, aquela que é para nós a fonte de vida:  "Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Água, a qual é muito útil e humilde e preciosa e casta!" Protegendo-a, combatendo a cultura do desperdício e do descarte, protegemos nossa vida e promovemos uma cultura de solidariedade.

Pe. Geraldo Rodigues, CSsR

Reflexão do dia

A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado     

27 ─ Sexta-feira ─  Santos: Vicente de Paulo, Fidêncio, Florentino

Evangelho (Lc 9,18-22) “Jesus orava e os discípulos estavam com ele. Então perguntou-lhes: ─ Quem diz o povo que eu sou?... E vós, quem dizeis que eu sou?”

Geralmente na oração estamos sempre falando, dizendo nossas necessidades e nossos desejos. Quase não ficamos quietos para ouvir o que Jesus tem a nos dizer. Talvez porque tenhamos medo que nos faça alguma pergunta embaraçosa, como essa: quem eu sou para você? Na primeira oportunidade vou ficar em silêncio. E que Deus me ajude a ver o que Jesus é de fato para mim.

Oração
Senhor Jesus, deveríeis ser o centro de minha vida, minha esperança, minha salvação, minha inspiração em tudo. Não sei, porém, se posso dizer que essa seja minha realidade. Perdoai-me. Vinde, tomai conta de mim, de meus pensamentos e de meu amor. Afastai se mim todas as falsas certezas e todas as esperanças ilusórias. Que eu vos escolha de fato como meu Salvador. Amém. 

Pe. Flávio Cavalca de Castro, Redentorista

Aniversariantes do dia


DIONÍSIO GIMENEZ
Turma de 1061 de Campinas - SP

JAELSON APARECIDO DA SILVA
Turma de 2001 de Cambuí - MG


PADRE SERGIO CAMPOS SVIENTAL
Província e Campo Grande - PR
Festejando 10 anos de Sacerdócio


26 de setembro de 2013

Homenagem aos Palotinos





OS PADRES PALOTINOS NOS 70 ANOS DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA

 

 

Professor Afonso de Sousa Cavalcanti

 

        Quando se anunciou a chegada do século XXI, dizia-se que este seria o “Século da Solidariedade”. Sendo assim, a solidariedade é muito justa aos palotinos que consumiram seus dias em prol dos paroquianos, nestes 70 anos. 

 

        1. Primeiro fundamento:
        As ordens e congregações religiosas católicas surgiram nos primeiros séculos da Era Cristã. São diversas as organizações de homens e mulheres dedicadas às mais diferentes atividades pastorais e religiosas. Estas instituições têm seus fundadores, ideologias e seguidores e por isso constituem, na Igreja, verdadeiras comunidades cristãs, de homens e mulheres, que se uniram pela causa do Evangelho.
        A Igreja Católica utiliza a sigla da ordem ou congregação religiosa logo após o nome do religioso ou da religiosa. Estas letras representam as iniciais da designação latina da organização.
        Muitas são as ordens religiosas e congregações católicas que estão espalhadas nos cinco continentes. Neste texto, em especial, quer-se afirmar que a Congregação Palotina soma amor, entusiasmo, doação, fé e piedade com todas as demais instituições religiosas, que,seguindo seu fundador, têm sua sustentação histórica nos votos de pobreza, castidade e obediência.
        Explica-se: o homem (em caso específico para ser padre, monge ou irmão leigo) e a mulher (em caso específico para ser freira), que ao deixarem seus familiares para ingressar numa ordem ou congregação religiosa, estes renunciam da vida do mundo lá fora para abraçar a causa evangélica. Os que escolhem este modo de viver, o fazem impelidos por algo muito forte e especial, pois atendem à vocação religiosa, ser solidário com aqueles que irão servir.
        Os votos de pobreza, castidade e obediência representam para aqueles eleitos de Deus, ao mesmo tempo o sacrifício e a fortaleza vitais para que estes suportem com fé, amor e piedade o novo processo civilizatório interno e externo da instituição à qual passam a fazer parte como membro do apostolado católico. Deus deu a Adão e Eva e à sua posteridade toda a Terra, com todas as suas maravilhas, recursos e riquezas e determinou: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra” (Gen. 1, 28). Homens e mulheres que atendem ao chamado de Deus, para a vida religiosa, estes renunciam ao direito natural de poderem multiplicar, constituir família e gerar filhos. Poderiam atender à ordem moral da Humanidade que estipula ser obrigação dos homens e mulheres o sagrado direito de procriar, atendendo à coletividade. Aqueles que decidiram abraçar a vida religiosa optaram moralmente, não pela ordem determinante da coletividade, mas pelo direito individual de renunciar à possibilidade da procriação. Individualmente, não estão obrigados a ter filhos, a continuar a espécie humana. Se assim procedem, deixam simplesmente de serem guiados pelas leis civis e se submetem ao Direito Canônico e determinações particulares de suas ordens e congregações religiosas. Os votos de pobreza, castidade e obediência indicam aos homens e mulheres seu novo estado de conversão: saem do vértice do mundo material, com todos os direitos e deveres de multiplicação e participação da ação civilizatória, fazendo com que a espécie humana tenha sua continuidade, em especial no processo humano que não pode e não deve ser realizado sem o entendimento – baseado em valores vitais, úteis, agradáveis e necessários -, sem a sensibilidade – fundada na vitalidade em que o homem e mulher se completam e se ajudam física e intelectualmente. Homens e mulheres, unidos por suas vontades como responsáveis pela continuidade da Humanidade, juntam seus esforços e transformam os recursos em riquezas materiais e dão graças ao seu Criador – a unidade familiar, consagrada a Deus pelo matrimônio - conforme determina o Cristianismo. 

        2. Segundo fundamento:
        Ser religioso palotino, de acordo com os esclarecimentos do parágrafo anterior, participando dos votos de pobreza, castidade e obediência, assim devem ser definidos:
     a) a pobreza corresponde ao desapego a todos os bens materiais. O religioso, membro de uma ordem ou congregação religiosa, individualmente nada possui. Ao fazer o voto de pobreza, este renuncia - perante à Igreja e à sua instituição religiosa - ao direito natural de ter propriedade. Transfere seu direito de ter para seus superiores e para a Igreja, pois escolheu a missão de ser religioso. Ao mudar de comunidade, o sujeito religioso não transporta nenhuma escritura de propriedade. Apenas leva suas poucas ferramentas de ordem cultural que adquiriu com seus esforços pessoais;
     b) a castidade indica ao religioso a condição de renunciar ao direito e ao dever de multiplicar, enquanto membro da espécie humana, pois a nova ordem social (o novo estado de conversão) que por ele foi escolhida não compactua com a ordem social dos homens (o mundo lá fora). A velha ordem que continua é composta por homens e mulheres. A nova sociedade do eleito é formada apenas ou por homens (no caso dos padres e irmãos religiosos) ou por mulheres (freiras ou irmãs religiosas), que entre si mantêm a ordem ou a congregação religiosa;
     c) a obediência é o resultado da compreensão que é fruto do entendimento e da sensibilidade, obrigatoriamente oriundos do estado religioso. Não tem sentido a obediência sem que se pense o estado religioso e este por sua vez segue o princípio hierárquico, daí o nome Ordem ou Congregação Religiosa. O ato de obedecer implica em determinação maior que vem da hierarquização social. No caso das ordens e congregações, a obediência aos superiores reveste-se de algo transcendente. O religioso obedece a seus superiores pelo simples fato de compreender que se definiu pelos ditames da ordem natural: “Faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti”(HOBBES, 1983)  e também por inspiração divina, conforme se lê: “Tudo aquilo que queres que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt. 7,12).

        A Filosofia sempre nos induz ao ato de filosofar. Tal exercício, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Mandaguari, é uma tarefa gigante que nos coloca a pensar os padres (do Antonio Lock ao Antonio Radigondas), que nos ligaram a Deus, em milhares de ações litúrgicas (Missa, Batismo, Catequese, Crisma, Primeira Eucaristia, Visita a Enfermos, Exéquias etc) e dali saímos espiritualmente mais leves. Aos palotinos, nosso Deus-lhes-pague!