CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!
PRÓXIMOS EVENTOS (Todos estão convidados)





ÁGAPE MENSAL
11 - fevereiro - 2017


SETEMBRO - 2017
De 01 a 03 - 5º ERESER VICE PROVÍNCIA MANAUS
De 29 a 01/10 - ERESER CURITIBA

OUTUBRO - 2017

Dia 07 - ERESER NA NOVENA DE APARECIDA
Dia 21 - 11º ERESER MAIRINQUE

NOVEMBRO - 2017
De 12 a 15 - 7º ERESER PROVÍNCIA DE CAMPO GRANDE


XIII RETIRO
De 26 A 28 de janeiro de 2018
Local: Vila Santo Afonso - Pedrinha
Tema: A Espiritualidade Redentorista na Prática
Orientador: Padre Alfredo Viana Avelar, CSsR - Rio




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7 de dezembro de 2014

A Palavra de Deus na Vida - Homilia

2º Domingo do Advento – Ano B – Homilia
 
Evangelho: Marcos 1,1-8



1 Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2 Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho.
3 Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’''
4 Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados.
5 Toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão.
6 João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo.
7 E pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias.
8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo.”

JOSÉ ANTONIO PAGOLA


CONFESSAR NOSSOS PECADOS


Início da Boa Notícia de Jesus Cristo, Filho de Deus”. Este é o início solene e alegre do evangelho segundo Marcos. Porém, em seguida, de maneira abrupta e sem advertência alguma, começa a falar da urgente conversão que necessita viver todo o povo para acolher seu Messias e Senhor.

No deserto aparece um profeta diferente. Vem para “preparar o caminho do Senhor”. Este é o seu grande serviço a Jesus. Seu apelo não se dirige, somente, à consciência individual de cada um. Aquilo que João busca vai mais além da conversão moral de cada pessoa. Trata-se de “preparar o caminho do Senhor”, um caminho concreto e bem definido, o caminho que Jesus seguirá frustrando as expectativas convencionais de muitos.

A reação do povo é comovedora. Segundo o evangelista, deixam a Judeia e Jerusalém e caminham para o “deserto” a fim de escutar a voz que os chama. O deserto recorda-lhes sua antiga fidelidade a Deus, seu amigo e aliado, porém, sobretudo, é o melhor lugar para escutar o apelo à conversão.

Ali o povo toma consciência da situação em que vive; experimenta a necessidade de mudar; reconhece seus pecados sem jogar a culpa uns nos outros; sente necessidade de salvação. Segundo Marcos, “confessavam seus pecados e João os batizava”.

A conversão que necessita nosso modo de viver o cristianismo não pode ser improvisada. Requer um longo tempo de recolhimento e trabalho interior. Passarão anos até que sejamos mais verdadeiros na Igreja e reconheçamos a conversão que necessitamos para acolher, mais fielmente, Jesus Cristo no centro de nosso cristianismo.

Esta pode ser hoje a nossa tentação. Não ir ao “deserto”. Burlar a necessidade de conversão. Não escutar nenhuma voz que nos convide a mudar. Distrair-nos com qualquer coisa para esquecer nossos medos e disfarçar nossa falta de coragem para acolher a verdade de Jesus Cristo.

A imagem do povo judeu “confessando seus pecados” é admirável. Os cristãos não necessitam, hoje, fazer um exame de consciência coletivo, em todos os níveis, para reconhecer erros e pecados? Sem este reconhecimento é possível “preparar o caminho do Senhor”?

O CAMINHO ABERTO POR JESUS

Não poucos cristãos praticantes compreendem sua fé como uma “obrigação”. Há um conjunto de crenças que se “devem” aceitar, ainda que alguém não conheça seu conteúdo nem saiba o interesse que possam ter para sua vida; há, também, um código de leis que se “deve” observar, ainda que não se entenda bem tanta exigência de Deus; há, por último, umas práticas religiosas que se “devem” cumprir, ainda que de maneira rotineira.

Esta maneira de entender e viver a fé gera um tipo de cristão aborrecido, sem desejo de Deus e sem criatividade nem paixão alguma por difundir sua fé. Basta “cumprir”. Esta religião não tem atração alguma; converte-se em um peso difícil de suportar; a não poucos causa alergia. Não estava equivocada Simone Weil* quando escrevia que “onde falta o desejo de encontrar-se com Deus, ali não há crentes, mas pobres criaturas de pessoas que se dirigem a Deus por medo ou por interesse”.

Nas primeiras comunidades cristãs as coisas foram vividas de outra maneira. A fé cristã não era entendida como um “sistema religioso”. Chamavam-na “caminho” e o propunham como a vida mais correta para viver com sentido e esperança. Dizia-se que era um “caminho novo e vivo” que “foi inaugurado por Jesus para nós”, um caminho que se percorre “com os olhos fixos nele” (Hebreus 10,20; 12,2).

É de grande importância, tomar consciência de que a fé é um caminho e não um sistema religioso. E no caminho há de tudo: caminhada alegre e momentos de busca, provas que se deve superar e retrocessos, decisões inevitáveis, dúvidas e interrogações. Tudo é parte do caminho: também as dúvidas, que podem ser mais estimulantes que não poucas certezas e seguranças possuídas de forma rotineira e simplista.

Cada um deve fazer seu próprio caminho. Cada um é responsável pela “aventura” de sua vida. Cada um tem seu próprio ritmo. Não há de se forçar nada. No caminho cristão há etapas: as pessoas podem viver momentos e situações diferentes. O importante é “caminhar”, não deter-se, escutar o chamado que a todos é feito para viver de maneira mais digna e feliz. Este pode ser o melhor modo de “preparar o caminho do Senhor” [Mc 1,3].

Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.

* Simone Adolphine Weil (Paris, 3 de fevereiro de 1909 — Ashford, 24 de agosto de 1943) foi uma escritora, mística e filósofa francesa, tornou-se operária da Renault para escrever sobre o cotidiano dentro das fábricas (para saber mais, clique aqui).

Fontes: Sopelako San Pedro Apostol Parrokia – Sopelana (Bizkaia – Espanha) – J. A. Pagola – Ciclo B

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