A
temperatura anda bem elevada. É próprio
de o verão ser alta. Andar é um verbo que indica locomoção. A temperatura não se locomove. Oscila. Ela
pode estar e permanecer alta. Estar e permanecer
confundem-se.
Ela
permanece alta. Está alta. Anda alta. A menina alta também anda, assim como a
formiga. A formiga anda. E quando se trata da saúva nota-se que ela anda. Anda
e corta. Corta e destrói. Algumas delas criam asas e alçam vôo. Voam e caem.
Caem e tornam-se iguarias. Interessante: andar, voar, tornar-se comida é da
natureza da saúva. É difícil de entender essas formas, como é também difícil de
compreender que existem maníacos. Já
notaram que existem objetos que andam? Já viram garrafa andar? É mais fácil ver
uma criança andando que uma garrafa. A criança anda porque a mãe a toma pelas
mãos e a ensina. Depois que aprende ela corre, ultrapassa portas e ganha a rua.
Mãe e mãos.
As
mãos ensinam criança andar. Não as mãos, mas a mãe. Se não fossem as mãos a
criança não andava.
Mãe
e mão. De mãos dadas foram andando. Alguém já viu um nascituro andando? Esta
saiu da manjedoura e com a ajuda de mãos foi andando, lado a lado com a sua
mãe. Que rumo tomaram? São tantas as
portas desta casa de ensino que confundem-se com as mãos.
Só
anda quem tem pernas. Lá se foi o menino e sua mãe, como foi também o iça, que
nestas alturas, tornando-se iguaria de boa qualidade para gostos sem fim, alçou
vôo. Locomoveu-se. Tornou-se outro verbo. É da natureza do iça voar. O humano
não voa. A mãe e o menino não voaram. Deram as mãos e andaram e, com a ajuda de
outras mãos tomaram rumo ignorado.
Assim
como voou o iça e andaram o menino e sua mãe, só nos resta saber onde estão, e prender
os objetos, porque podem alá-los e, o
culpado será o Santos Dumont.
Prof.Adilson
06/12/2013

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