Nº 1231 -
11/11/2013
5235. Evangelho de 2ª feira (11-11-2013) - S.
Martinho de Tours - Sb 1, 1- 7; Sl 138; Lc 17, 1- 6 – Jesus disse a seus
discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz
escândalos! Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar,
do que escandalizar um desses pequeninos. Prestai atenção: se o teu irmão
pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a
ti, dizendo: “Estou arrependido”, tu deves perdoá-lo”. Os apóstolos disseram ao
Senhor: “Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo
pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: “Arranca-te
daqui e planta-te no mar”, e ela vos obedeceria”.
Recadinho: Fé e perdão! Quem tem fé perdoa.
Mas quem precisa ser perdoado, só o merece se demonstra arrependimento e não
somente em palavras, mas em ações concretas! As palavras o vento leva! O
testemunho de vida faz surgir marcas de amor no coração!
5236. Irã: cristãos recebem 80 chibatadas por
tomarem vinho consagrado em missa! - No dia 30 de outubro de 2013, no Irã, dois
cristãos condenados por “consumo de álcool” receberam 80 chicotadas porque
tinham comungado e, com isso, bebido vinho de missa durante uma celebração
litúrgica. Os cristãos Behzad Taalipasand e Mehdi Dadkhah receberam 80 açoites
aplicados com violência brutal. No dia 2 de novembro, outro condenado, Mehi
Reza Omidi, também foi açoitado pelo mesmo motivo. Ainda não se sabe quando
será castigado um quarto réu, Amir Hatemi. Os condenados tinham dez dias para
apresentar uma apelação depois da sentença decretada em 20 de outubro, mas a
condenação foi executada com extrema rapidez e não ficou claro
se as apelações foram rejeitadas ou se nem sequer foram levadas em conta. Mervyn
Thomas, diretor da Christian Solidarity Worldwide, divulgou a seguinte nota:
“Estes homens foram castigados simplesmente porque participaram de um
sacramento praticado durante séculos por cristãos de todo o mundo. É uma
violação terrível e injusta do direito de manifestar a própria fé com práticas
de culto e dentro dos rituais. O Irã se obrigou, quando aderiu ao Pacto
Internacional de Direitos Civis e Políticos, a apoiar a liberdade
de religião e de credo de todas as comunidades religiosas. Essa pena viola o
artigo 5º da convenção, que proíbe os castigos desumanos ou degradantes.
Instamos o governo iraniano a agir em conformidade com os seus compromissos
internacionais”.
5237. Caminhemos com orações e obras de paz! -
“Rezemos sobretudo pela Síria, para que cessem a violência e a devastação”, tem
insistido frequentemente o Papa Francisco. "Não ao ódio fratricida e às mentiras
de que se serve!" Insistindo na inutilidade da guerra, o Papa tem alertado: “Basta com o
ódio entre povos irmãos e basta com as guerras que encobrem interesses mais
perversos do que os objetivos oficiais a que se propõem!” Frisou a realidade de
guerra em alguns países do Oriente Médio: o Líbano (que encontre a desejada estabilidade); o
Iraque (com sua violência sectária); o processo de paz entre israelenses e
palestinos; e o Egito (que egípcios, muçulmanos e cristãos, se comprometam em
construir, juntos, uma sociedade para o bem de toda a população).
5238. A violência e a guerra têm a linguagem
da morte! - "Ainda hoje prolongamos a história de confronto entre irmãos,
ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão. Ainda hoje nos deixamos
guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se
faz mais aguda: aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu,
tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar. Como fosse uma coisa
normal, continuamos a semear destruição, dor, morte! A violência e a guerra
trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da
morte! Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Sim, é
possível para todos! Na cruz podemos ver a resposta de Deus. Ali à violência
não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da
morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da
reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos
tornemos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e
de paz!" (Papa Francisco, 07/setembro/2013).
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

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