Nº 1148
- 20/08/2013
4867. Evangelho
de 3ª feira (20-08-2013) - São Bernardo - Jz 6, 11-24a;
Sl 84; Mt 19, 23-30 - Jesus disse a seus discípulos: “Na verdade vos digo: é
difícil para um rico entrar no Reino dos Céus! E digo mais: é mais fácil um
camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de
Deus”. Ouvindo tais palavras, os discípulos ficaram espantados e perguntaram:
“Então, quem poderá salvar-se?” Olhando para eles, Jesus respondeu: “Para os
homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”. Pedro, então, tomando
a palavra, disse-lhe: “Nós deixamos tudo para te seguir; que recompensa
teremos?” Respondeu-lhe Jesus: “Na verdade vos digo: no mundo renovado, quando
o Filho do homem tomar posse de seu trono glorioso, vós também vos assentareis
em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que deixar
casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras por amor de mim, receberá cem
vezes mais e terá como herança a vida eterna. Muitos, porém, dos primeiros
serão últimos e muitos dos últimos serão primeiros”.
Recadinho: - Quais são os principais perigos da riqueza? - Ela é um bem em si? - O
que significam para você partilha e comunhão? - É possível ser dono de reinos
deste mundo e querer também o reino dos céus? – Rico ou pobre neste mundo, qual
é sua verdadeira riqueza?
4868. Fé não é decorar a vida com um pouco de
religião! - “Jesus disse ao seus discípulos: Vocês pensam
que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu lhes digo, vim trazer
divisão. O que isso significa? Significa que a fé não é algo decorativo, ornamental.
Viver a fé não é decorar a vida com um pouco de religião, como se fosse um bolo
que decoram os com o glacê. Não! A fé
não é isso. A fé significa escolher Deus como critério-base da vida e Deus não
é vazio, Deus não é neutro, Deus é sempre positivo, Deus é amor e o amor é
positivo! ” (Papa Francisco, 18/agosto/2013).
4869. Egito: Mais de 600 mortos e várias Igrejas
incendiadas - Na noite de 15 de agosto de 2013, o Egito se
despediu das mais de 600 vítimas do massacre ocorrido após a violenta remoção das
pessoas acampadas nas praças. Milhares de seguidores do presidente deposto Mohamed
Morsi congregaram-se em mesquitas e outros templos do país para despedirem-se
dos que morreram. No mesmo momento ocorreu o funeral oficial dos 43 policiais
mortos durante o tumulto. Mais de 4.200 pessoas ficaram feridas. Apesar de toda
a trágica situação, a calma ainda está muito longe! Preveem-se outras manifestações
em diferentes partes do país. No total, as igrejas queimadas ou depredadas
chegam em torno de 40. A reconciliação no país será difícil. Houve muitas
manifestações da Irmandade Muçulmana e a violência não era apenas nas igrejas, mas
também nas instituições. Foram incendiadas também estações da polícia. Cerca de
40 igrejas (10 católicas e 30 entre ortodoxas, protestantes e grego-ortodoxas) foram
depredadas ou queimadas, ou, até, totalmente destruídas.
4870. Associação “Médicos Sem Fronteiras” retira-se
da Somália - Depois de 22 anos atuando no país, agora em
agosto de 2013 a “Associação médico-humanitária Médico Sem Fronteiras anunciou sua
retirada da Somália. O principal problema apontado, que acarretou o
encerramento de todos os projetos no país, é a falta de condições de segurança.
4871. A associação estava no país desde 1991. A maior denúncia é a tolerância da parte das autoridades civis em
relação aos grupos armados, mesmo frente aos violentos ataques contra a
associação. Há ainda reclamação pelas graves deficiências do governo, tanto na
defesa da associação quanto pela falta de punição aos responsáveis pelas ações
criminosas e ataques contra trabalhadores humanitários. Durante todos estes
anos a Associação tentou negociar com as diversas partes, mas os ataques e violências
vinham muitas vezes justamente dessas pessoas. “Escolhendo matar, atacar e
sequestrar os trabalhadores humanitários, esses grupos armados e as autoridades
civis, que toleram tais ações, selaram o destino de inúmeras vidas na Somália”,
lamentou a Associação, detalhando: “Os projetos estão sendo encerrados porque a
situação no país criou um desequilíbrio insustentável entre os riscos e as compensações a
que a equipe está sujeita”. A associação chegou ao ponto de recrutar guardas
armados na tentativa de garantir a própria segurança, sendo o único país do
mundo em que tal ação foi considerada necessária.
Pe. Geraldo
Rodrigues, CSsR

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