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INTRODUÇÃO:
A categoria singular do ser humano - que lhe distingue e eleva acima dos
outros seres da criação visível - está radicada no fato de que está dotado de
inteligência e de vontade - criado à imagem e semelhança de Deus - com
liberdade para tomar decisões. Mas, sendo criatura, sua liberdade deve estar
harmonizada com a de Deus e a de seus semelhantes. Isto é o que fazem os
mandamentos, que são caminhos de liberdade, colocando ordem no exercício da
liberdade da criatura, de modo que seja verdadeira liberdade, harmonizada e
concertada com a liberdade dos demais. Consequentemente, se existe um
mandamento legítimo, o ser humano tem a obrigação de cumpri-lo e não é
moralmente livre, mesmo que seja possuidor de liberdade psicológica e física;
se não existe mandamento, é muito livre de tomar a decisão que desejar.
Assim, o ser humano tem que educar sua liberdade para utiliza-la
corretamente; quer dizer, tem que agir como ser humano, exercitando a
inteligência e a vontade, mas referidas a uma norma objetiva e transcendente
que dirige e regula sua conduta. A moralidade, pois, é uma qualidade do ato
humano livremente exercido; e será positiva - boa - se puder ajustar-se à
norma que o ordena como ser racional; será negativa - má - se atua
irracionalmente contra a norma.
IDEIAS PRINCIPAIS:
1. Fontes da moralidade
Na experiência mais elementar do ser humano se produz um fenômeno que convém
assinalar: sabe que faz o bem ou que age mal, que suas ações são boas ou más.
Como é capaz de saber isso? É sua consciência quem o diz, essa voz interior
que avisa: é preciso fazer o bem e evitar o mal. Mas a consciência não faz
mais que traduzir a convicção prévia de uma lei que temos gravada
profundamente, à qual devemos nos submeter; de modo que, se agimos de acordo
com ela, agimos bem; e se a contradizemos, agimos mal. Com a finalidade de
ter em mãos um critério claro e simples, os autores consideram que a
moralidade depende do objeto, o fim e as circunstâncias:
a) O objeto escolhido, que é o bem para o qual tende a vontade, podendo dizer-se
que é a matéria do ato humano. É que há coisas que são boas por si mesmas e
coisas que são más por si mesmas, ou seja, sempre. Por exemplo, tirar a vida
a um inocente sempre será um crime, mesmo quando se queira dissimular com
eufemismos hipócritas; pelo contrário, adorar a Deus é um ato humano bom em
si mesmo.
b) O fim ou a intenção do ato pode modificar a moralidade, porque a ação boa
em si, mas realizada com má intenção perverte aquela ação e a converte em má,
como sentencia o princípio que diz "o fim justifica os meios".
c) As circunstâncias, por último, também influem na moralidade agravando ou
diminuindo a qualidade boa ou má de um ato; e afirmando com claridade que o
que é mau não pode voltar a ser bom, sejam quais forem as circunstâncias. Portanto,
para que um ato seja moralmente bom é preciso que seja bom o objeto, o fim e
as circunstâncias; se é má alguma destas três coisas, o ato é mau. Erraria,
pois, quem julgasse da moralidade dos atos humanos considerando tão somente a
intenção que os inspira, ou as circunstâncias (ambiente, pressão social,
coação ou necessidade de agir, etc..). Há atos que - por si e em si,
independentemente das circunstâncias e da intenção - são gravemente ilícitos
por razão de seu objeto; por isso a moral afirma rotundamente que nunca está
permitido fazer o mal para se obter um bem.
2. Moralidade das paixões
No ser humano existe ainda uma série de impulsos, tendências, afetos e
sentimentos, que são conhecidos pelo termo "paixões", reconhecidas
como forças que Deus colocou na natureza humana e que nos movem a agir. Como
consequência do pecado original, estas forças estão desordenadas e provocam
tensão no ser humano, mas é indubitável sua utilidade quando se consegue
controla-las. São como a água: represada e dirigida é fonte de vida e de
energia; se rompe a represa, provoca a catástrofe. O amor e o ódio, o desejo
e o temor, a alegria, a tristeza e a ira, são as paixões principais. As
paixões de per si não são boas nem más, mas o são na medida em que dependem
da razão e da vontade e impulsionam a agir bem ou mal. Assim, as paixões são
moralmente boas quando contribuem a uma ação boa, e são moralmente más se
puxam a agir mal. As paixões podem ser assumidas nas virtudes e pervertidas
nos vícios.
3. Atuar sempre de frente a Deus
Não é fácil dominar as paixões, submetendo-as à razão com uma liberdade forte
e ordenada, mas é necessário fazê-lo se queremos viver com a dignidade que
comporta a condição humana e sobretudo a dignidade de cristãos, que se sabem
filhos de Deus. Faz falta querer e lutar, e é necessário, antes de tudo, a
graça de Deus, que o Espírito Santo proporciona em abundância aos que a
pedem. Assim, é possível conseguir que nosso comportamento - todos os atos -
seja bom porque o objeto, o fim e as circunstâncias sejam bons, apesar das
paixões, ou melhor, dominando as paixões e não deixando-nos arrastar por
elas. Uma recomendação de Santo Agostinho - recolhida no Concílio de Trento -
pode nos animar na luta contra as paixões para aproveita-las na direção da
Providência: "Deus não manda coisas impossíveis, mas, quando manda algo,
te adverte que faças o que possas, que peças o que não possas, e te ajudará
para que possas". Então, o Espírito Santo ajuda para que todo o nosso
ser - incluídos os temores, as dores e tristezas, como aparece na agonia e
paixão de Cristo - sejam para Deus. Quando se vive em Cristo, os sentimentos
humanos podem alcançar sua consumação na caridade.
4. Propósitos de vida cristã
Na
dúvida de que se esteja ou não agindo bem, perguntar-se se o objeto, o fim e
as circunstâncias são bons.
Em
certas ocasiões, é necessário ser heróis para agir bem, sem nos deixar levar
pelas circunstâncias e o ambiente, que nunca justificam uma conduta
imoral.
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CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR
Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA!
...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!
ATUALIZAÇÃO
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br
Agradecidos
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II ENESER VIRTUAL
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021
II ERESER SACRAMENTO
Dias 28 e29de agosto de 2021
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23 de julho de 2013
A Moralidade do Ato Humano
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