Nº 1075 - 08/06/2013
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Evangelho de sábado (08-06-2013) - Imaculado Coração de Maria - Is
61, 9-11; 1Sm 2, 1.4-8; Lc2, 41-51- Os pais de Jesus iam todos os anos a
Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para
a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de
volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando
que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a
procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram
para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava
sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam
o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus
pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste
assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”.
Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?”
Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então
com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no
coração todas estas coisas.
Recadinho: - O Evangelho de hoje diz algo de especial ao seu
coração? - Em que consiste sua devoção a Nossa Senhora? - Que
tipo de devoção a Nossa Senhora mais lhe agrada? - Qual a atitude de Maria que
mais agrada a seu coração? - Nas angústias da vida você procura conforto em
Maria?
4552.
Maria sabe escutar - “De onde nasce o gesto de Maria de ir à sua
prima Isabel? De uma palavra do Anjo de Deus: “Isabel, tua parente, concebeu um
filho na velhice...” (Lc 1, 36). Maria sabe escutar a Deus. Atenção: não é um
simples “ouvir” superficial, mas é a “escuta” feita de atenção, de acolhida, de
disponibilidade para com Deus. Não é o modo distraído com o qual muitas vezes
nós nos colocamos diante do Senhor ou dos outros: escutamos as palavras, mas
não escutamos realmente. Maria está atenta a Deus, escuta a Deus. Mas Maria
também escuta os fatos, lê os eventos da sua vida, está atenta à realidade
concreta e não para na superfície, mas vai no profundo, para captar o
significado. A parente Isabel, que é já anciã, espera um filho: esse é o fato.
Mas Maria está atenta ao significado, sabe captá-lo: “Nada é impossível para
Deus" (Lc 1, 37). Isso também é verdade em nossas vidas: escutar de Deus que
nos fala, e escutar também da realidade cotidiana, atenção às pessoas, aos
fatos porque o Senhor está à porta da nossa vida e bate de muitos modos, coloca
sinais no nosso caminho; nos corresponde saber vê -los. Maria é a mãe da escuta, escuta atenta de
Deus e escuta igualmente atenta dos acontecimentos da vida”. (Papa Francisco,
31/maio/2013)
4553. Maria
vai contra corrente! - “Maria não vive “com pressa”, com aflição, mas,
como destaca São Lucas, “meditava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2,19.51).
E também no momento decisivo da Anunciação do Anjo, Ela pergunta: "Como
pode ser isso?" (Lc 1, 34). Mas não para nem mesmo no momento da reflexão;
dá um passo adiante: decide. Não vive às pressas, mas só quando é necessário “vai
às pressas”. Maria não se deixa levar pelos acontecimentos, não evita o
trabalho da decisão. E isso acontece seja na escolha fundamental que mudará a
sua vida: “Eis aqui a serva do Senhor...” (Lc 1,38), seja nas escolhas mais
diárias, mas ricas também de significado. Lembro-me do episódio das bodas de Caná
(Jo 2,1-11): também aqui se vê o realismo, a humanidade, a concretude de Maria,
que está atenta aos fatos, aos problemas; vê e compreende a dificuldade
daqueles dois jovens esposos aos quais falta o vinho da festa, reflete e sabe
que Jesus pode fazer algo, e decide pedir ao Filho para que intervenha: “Não
têm mais vinho!”
Na vida é difícil tomar decisões, muitas vezes
tendemos a adiá-las, a deixar que outros decidam no nosso lugar, muitas vezes
preferimos deixar-nos arrastar pelos eventos, seguir a moda do momento; às
vezes sabemos o que devemos fazer, mas não o fazemos com coragem ou nos parece
muito difícil porque significa ir contra corrente. Maria na Anunciação, na
Visitação, nas bodas de Caná vai contra corrente; coloca-se na escuta de Deus, reflete e procura compreender
a realidade, e decide confiar totalmente em Deus, decide visitar, ainda estando
grávida, a anciã parente, decide confiar ao Filho com insistência para salvar a
alegria das bodas”. (Papa Francisco, 31/maio/2013)
Pe. Geraldo Rodrigues, CSsR

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