CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

ATUALIZAÇÃO



Em breve atualizaremos essa página.
Por enquanto, para acompanhar as atividades da UNESER, acesse nosso site: www.uneser.com.br

Agradecidos
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25 de janeiro de 2013

ENTREVISTA / DEPOIMENTO / MEMÓRIA


                                      
Publico hoje mais um depoimento: ALEXANDRE DUMAS PASIN DE MENEZES
Mais uma vez, convido todos para participarem mandando o seu, ilustrando com suas memórias.
É muito bom nos conhecermos melhor! Não importa a época que lá estivemos. Importa, sim, o conteúdo e riqueza de experiência que cada um viveu.
Vamos nos encorajar e participar!
 
ALEXANDRE DUMAS PASIN DE MENEZES
  M E M Ó R I A S


                          Como não poderia deixar de ser, quero responder  ao Staliano  o questionário que fez sobre o tempo em que estive no Seminário Santo Afonso. Vou discorrer sem seguir rigorosamente  a ordem das perguntas. Tenho escrito vários artigos contando passagens interessantes de meu tempo.
                           Nasci em Aparecida e, desde os  primórdios de minha infância, convivi com os redentoristas, minha mãe era muito católica, meu pai  agnóstico, fui batizado,  crismado e com 8 anos ingressei no grupo de coroinhas da basílica velha, ali conheci todos os padres da comunidade, os do convento e aqueles que lecionavam no seminário. Os demais redentoristas da província sempre apareciam por lá. Tive a honra de participar em 1946 das cerimônias do lançamento da pedra fundamental da basílica nova, acolitei o cardeal Cerejeira e também o cardeal Mota, tenho fotografias onde apareço ao lado dessas autoridades eclesiásticas. Desde 1945, morava na Rua da Estação, a 50 metros dos portões do Colegião, nas proximidades  situavam-se também  a Santa Casa e o Asilo, nessas casas havia capelas onde os redentoristas celebravam aos  domingos. Minha vida corria dentro da rotina de uma criança normal, saudável e um pouco peralta, cumpria minhas obrigações religiosas, não era tão piedoso a ponto de chamar atenção de algum padre para convidar-me a ingressar no seminário. Eis que, em um domingo do mês de janeiro de 1949, fui mandado para ajudar missa no Asilo, um padre chamado Inocêncio aparece para celebrar e me faz aquela pergunta  inesperada : "Você não quer entrar para o seminário ?" . Fiquei atônito, não sabia o que responder, saí pela tangente : "Quero, mas meus pais não deixam ". Padre Inocêncio não teve dúvidas : "Vamos falar com eles agora" . O resto  qualquer um pode deduzir. Não achei ruim, pois ingressaria na 1a. série do ginásio sem exame de admissão, o que não  tinha conseguido  um mês antes numa  tentativa de entrar no ginásio do estado em Guaratinguetá. O enxoval foi providenciado e, em 02/02/49, estava eu transpondo os portões do Colegião com uma tosca mala e acompanhado pela minha mãe que não conseguia conter a emoção e satisfação em ver mais um filho ingressar no convento, minha irmã Ditinha já era freira vicentina.


                                                "Jardins viçosos, ciprestes em alameda
                                                Convidam à paz da vocação surgida
                                                Fachada majestosa, janelões em vidros,
                                                Portais se abrem a um convite amigo,
                                                Transpor umbrais da soberana casa.....

                                                Primeira imagem ao coração arfante,
                                                Maria Virgem em escultura branca
                                                Galerias amplas, abóbadas romanas,
                                                No centro, o Cristo a indicar o Signo,
                                                Apóstolos postados em prontidão constante...." 

                              Fui indicado para a turma dos menores, ali encontrei os dois primeiros zeladores, Gervásio Fabri e Daniel Damacia, tomei ciência da autoridade que lhes era delegada, portavam um apito com uma longa corrente, temida corrente, eram disciplinadores, cumpriam ordens. Havia um manual que continha o regulamento dos juvenistas, devíamos lê-lo a exaustão, o não cumprimento  de qualquer um de seus inúmeros itens tinha como consequência  a anotação no "Figo", livro temido e lido semanalmente perante toda a comunidade, havia castigos, coisas da época. As aulas eram de manhã de segunda a sábado, de tarde às segundas, quartas e sextas, havia passeios às tardes de terça e quinta feira. No sábado, devíamos confessar e a comunhão era diária, eu gostava dos cânticos na capela, aprendi todos, muitos eram em latim, o primeiro organista foi o Oswaldo Aranha, aluno da 7a. série. Minha turma, os que se tornaram padres: Antonio Clayton, João Resende, Rodolfo Andeler e Cláudio Malman;  os professos: Paulo Hess, José de Arruda Rocha e  Getúlio Vaz; os que permaneceram mais tempo e que ainda me lembro : Antonio  Maciel, Hélio Guindo, Faustino, Arnóbio, Mário,  Germano Bittencourt, Celso Plentz,  Evaldo Natal, José Carlos Vilhena, os irmãos paraguaios Pancrácio e Bernardo, o Souza e o meu querido amigo de lá e de cá Vivaldo Justino Neves, este, quando já  em São Paulo,  me animou e convenceu a prestar concurso do Banco do Brasil onde juntos nos aposentamos. A turma um ano acima onde tive muitos amigos eram os padres Pacheco, Gervásio e Daniel Damacia, os que sairam dessa turma :  Guido Arantes, Filemon de Castro, Valdir matogrossense, Dito Siqueira, os irmãos Bianor e Higino Ferreira, João  de Deus Resende, Geiger e outros. Das turmas abaixo convivi com os padres Geraldo Corrêa, Alberto Pasquotto, Pedrotti, Bertanha, Turler e   os gaúchos  inseparáveis Guareschi e Aloisio. Os das turmas abaixo que  não permaneceram e  foram meus amigos especiais :  Sebastião Paulino,  meus primos João Bosco Pasin, Humberto Pasin e José Carlos Pasin, o José Galvão Láua, Mário Muniz Barreto, Expedito Ourives, José Maria Ribeiro, Gomes, Alonso Maciel,  Miranda, Ramalho, Biazoto, Raimundo Corrêa, os três profetas Josué, Eliseu e Elias e outros tantos. Contemporâneos das turmas bem acima e com os quais convivi, mas não tive contato em virtude da divisão de maiores, médios e menores : padres Cabral, Jesus Flores, Dom Carlinhos, Dom Batistella,  Zompero, Gabriel Flores, Silvão e Silvinho. Das turmas bem abaixo com os quais também convivi e também não tive contato:  padres Libardi,  Kron, Moacir e Pelaquim . Aliás, essas divisões entre maiores, médios e menores foram criadas  sem nenhum discernimento, separavam simplesmente pela altura física, vejam só, chegou uma época em que só eu e o Rochinha ainda pertencíamos aos menores e o resto de nossa sala já estava entre médios e maiores, convivíamos em aulas,  mas não podíamos nos falar.  Com essas turmas citadas acima e outros que não me lembro convivi sete anos no seminário, três anos no Colegião e quatro no Santo Afonso. No segundo ano, recebi a fita de juvenista, no terceiro a de congregado mariano menor e na quinta a fita de congregado maior.  Acostumei-me  à rotina da casa, abracei o meu ideal, dediquei-me ao estudo, orei, refleti, não tinha dúvidas de que seria um futuro sacerdote. A disciplina do seminário era rígida, às vezes exagerada, trazida pelos padres alemães. Eu gostava dos passeios, das férias na Pedrinha, havia horas de lazer, teatros, cânticos. Não foi difícil para mim chegar à sétima série, minha batina estava pronta, entraria para o noviciado, não fosse alguns pensamentos que surgiram naquela mente que, embora ainda imatura, já trazia questionamentos às diretrizes de nossa igreja católica. Nada que envolvesse a fé principal, mas coisas que diziam respeito ao pecado,  castigo, inferno eterno e  principalmente a exclusão da salvação daqueles que não professassem a nossa fé.  As aulas de apologética me confundiram muito. Tornei-me uma pessoa escrupulosa, elegi padre Rodrigues como espiritual. Não aceitava o inferno eterno nem os anjos maus como obra divina. Meu espiritual não aguentou, convocava-o de dia e  de noite, sentia-me em pecado por pensar  em desacordo com os ensinamentos da  Igreja. Foi o fim, fui mandado para casa descansar e decidir sobre minha vocação, após três meses estava fora, assustado e sem rumo num mundo para o qual não fui preparado.   

                        Egresso do seminário, meus pais acharam por bem que eu tomasse um rumo na vida  longe de minha casa, minha mãe estava doente, já em vias de morrer, e os cuidados todos se voltavam para ela, não queriam que eu vivesse essa realidade. A primeira opção que apareceu foi um vestibular na USP para o curso de Letras Clássicas, seria uma fuga e não algo que me entusiasmasse. Passei no vestibular  e fui mandado para São Paulo com aquela mesma mala velha, dois ternos, camisas e gravatas,  tudo  de meu pai, deram me também algum dinheiro, algo suficiente para 30 dias. O mercado de trabalho me era vedado por falta de documento militar, alistei-me como refratário em Quitaúna, o certificado de reservista de 3a. categoria só sairia em agosto. Diante dessa realidade e sem ter onde ficar, meu irmão Orlando então tenente da PM, levou-me para morar no quartel do Regimento Nove de Julho, na Rua Jorge Miranda, o alojamento era para seis oficiais, mas havia um, já casado, que me cedeu sua cama. O provisório se prolongou até que o comandante do regimento descobrisse a existência de um clandestino no quartel, deu 3 dias de prazo para que eu desocupasse a vaga, fui expulso solenemente, é hilário. Meu irmão mais uma vez me socorreu, conseguiu junto ao irmão de seu sogro, Sr. Aparecido Vieira, um emprego, sem carteira assinada, num escritório montado dentro de sua própria casa no bairro do Tremembé. O sr. Aparecido era egresso da Força Pública da qual  tinha sido excluído na década de  trinta por participar de movimentos do Partido Comunista fundado por Luiz Carlos Prestes, foi preso, fugiu e viveu clandestino por muito tempo, na década de 50 fundou uma empresa que reunia clínicas dentárias populares e o escritório era em sua casa, lá viviam parentes estudantes, outros dentistas, sua mulher, dois filhos adotivos e alguns comunistas clandestinos pertencentes à cúpula em São Paulo, eles dormiam em quartos da  edícula , viajavam, se revesavam e não participavam de nossa mesa. Recebi uma tarefa, escriturava livros de contabilidade,  trabalhava durante o dia e à noite ia para a faculdade. A comida era farta, o ambiente acolhedor, foi a minha primeira família pós-seminário, recebia CR$ l.000,00 mais cama e comida, era o suficiente. O interessante era que, aos domingos, o Sr. Aparecido almoçava fora, deixava a geladeira  a minha disposição, coisa que eu não aceitava, fazia questão de acompanhá-lo nesses almoços, eles se realizavam em lugares distantes, às vezes em chácaras, eram festivos, mas tinham uma finalidade, a de reunir a cúpula do PCB. Compareciam também muitos estudantes da USP, tinham-me como integrante do partido, mas, na verdade estava ali por uma necessidade famélica. Na faculdade da Rua Maria Antonia também havia um grêmio muito atuante, seus diretores eram todos do PCB, um ex-seminarista, o Murasco, da turma do padre Cabral, frequentava o grêmio e era atuante no partido, mesmo com essa convivência, não aderi ao partido, fui somente um simpatizante. Quando saiu o meu documento militar, ingressei no Banco Popular do Brasil em setembro/1956, emprego arrumado não por minha capacidade, mas por obra e arte de um assessor da diretoria  chamado Rui Barbosa, casado com  minha prima  Nilce Pasin Arneiro, passamos a trabalhar juntos, Rui Barbosa e Alexandre Dumas. Em novembro de 1958,  ingressei na Secretaria da Fazenda e em dezembro de 1959 fui para o Banco do Brasil em Morrinhos(GO), terra dos padres Gui, Gil e Nei, também meus contemporâneos no seminário.  Em Morrinhos,   permaneci por três anos, casei-me com Lucy  e voltei para  Guaratinguetá aposentando em 1991. Do casamento nasceram cinco filhos e seis netos. Completei 50 anos de casado e me considero uma pessoa feliz e realizada.

                         Já faz 57 anos que saí do seminário, mas sua lembrança permanece viva em minha mente, não guardo mágoa nenhuma, passei  anos , a maioria de alegria e  realização, convivi com amigos leais, guardo boas lembranças e sou grato a Deus e à congregação redentorista por me  terem dado a oportunidade  de viver um ideal que, embora não atingido, formou o meu caráter e tornou-me um homem voltado para o bem. O único senão que posso registrar na formação dos "CHAMADOS", onde eu me  incluía,  é que tudo dentro daquela casa era dirigido somente visando  a formação dos  "ESCOLHIDOS" ,  relegando a segundo plano   o destino da imensa maioria, aqueles que abandonaram o barco da                 " SALVAÇÃO". Eu saí e me vi perdido na vida, não houve orientação  que me desse uma alternativa de vida, não fosse algum parente ou um ex-seminarista amigo, não sei que rumo eu teria tomado na vida. Senti alguma revolta quando me vi nessa situação indesejada, mas à medida que as coisas iam melhorando, eu me voltava para Deus e agradecia por ter-me conduzido pelo caminho do Bem, ter-me feito uma pessoa de caráter, ter-me proporcionado uma educação sólida e ter-me conduzido por aquelas paragens  reservadas não só a seus eleitos, mas também àqueles que um dia se tornariam homens de bem, pais de família, profissionais competentes e cristãos que,  sem serem consagrados,  dariam o testemunho da verdade. Meus educadores permanecem vivos e estão  presentes  até hoje no íntimo de meu coração, se alguma falha lhes for imputada  isto é consequência da  condição humana de cada um. Termino este segmento  reportando a palavras anotadas "in fine" em um de meus artigos sobre o seminário, nestes termos : " PONTOS DISTANTES DE MEU PASSADO, QUE SE FAZEM PRESENTES A TODO INSTANTE, ME ENCHEM DE ORGULHO DE TER VIVIDO A PUREZA DE UM IDEAL, TER TIDO MESTRES DE INIGUALÁVEL GRANDEZA, COM SABEDORIA PARA EDUCAR-NOS E DISCERNIMENTO PARA CONDUZIR-NOS PARA O BEM"    


                                                                 E  P  Í  L  O  G  O

                   O Staliano propõe que citemos lembranças marcantes de nosso tempo. Tenho escrito vários artigos sobre a minha vida no seminário, tenho mais alguns sendo preparados, vou citar somente uma passagem interessante vivida por mim : -

                      " No Colegião, fazíamos passeios três vezes por semana, em alguns a saída se dava pela parte  dos fundos do seminário, às vezes, saíamos pela frente.  Em muitas vezes que a saída se dava pela frente, encontrávamos um senhor, alto e negro, que se postava perto da guia da calçada e sempre nos fazia uma pergunta intrigante : " Porque não existe seminarista negro ? Negro não pode ser padre ? " Isto nos deixava sem ação, os padres recomendavam que não déssemos importância à pergunta.

                        Já no seminário novo, por volta de 1954, aguardávamos a chegada de três seminaristas da província do Amazonas, eles chegariam acompanhados de um padre americano, cantaríamos uma saudação em inglês que dizia mais ou menos  assim "We are glad, yes we are glad, yes we are glad with your coming here".
                        Eis que, eles apontam lá no portão, estávamos curiosos para conhecer os novos colegas. À frente, vinha um padre loiro e alto, a seguir três rapazes sorridentes, dois com acentuadas  características indígenas e o terceiro um negro super simpático, chamava-se Pedro, um grande músico e cantor.
                        Padre Ribolla não conseguiu ocultar um certo ar de constrangimento, balbuciou algumas palavras que não deu para entender. Pedro foi um grande amigo e quebrou um grande tabu existente sem nenhuma razão em nossa comunidade. "

                 Outra pergunta  do questionário do Staliano é se dedicamos  e participamos de alguma atividade em nossa comunidade católica. Sinceramente, não, contribuo com o dízimo, ajudo  financeiramente inúmeras entidades religiosas, mas não me adapto aos novos tempos e  aos párocos diocesanos, acho-os mal formados e pouco convincentes. Sou um católico independente, pratico minhas devoções e frequento quase que somente as basílicas de Aparecida, a velha e a nova, lá, eu encontro minhas raízes, lá eu tenho o prazer de estar com os redentoristas aos quais me sinto eternamente ligado . Assisto às missas pela TV Aparecida e quando coincide com meu café, coloco o pão à frente da televisão na hora da consagração e comungo-o convictamente.

                  Quanto à Uneser, sou um entusiasta de sua existência, ela me proporcionou , de alguma forma, a volta ao meu passado, a oportunidade de estar naquela casa,  relembrar  os lugares em que vivi, rever os amigos,  rezar na capela  em que um dia cantei  acompanhado de 200 vozes o "Salve Regina" e também o hino do congregado mariano "Do Prata ao Amazonas, do mar às cordilheiras, cerremos as fileiras, soldados do Senhor ! "  Sua diretoria é a mais competente, formada por grandes amigos. A Uneser se propõe a congregar os ex-seminaristas e conscientizá-los da marca indelével que lhes foi conferida "Uma vez redentorista, sempre redentorista ".    Tenho participado dos encontros, não tenho críticas a fazer, mas tenho certeza de que se um dia  alguma sugestão eu tiver , ela será analisada e acatada dentro do possível.  


                Meus prezados amigos e colegas ex-seminaristas, para finalizar quero,  em poucas palavras,   resumir a diretriz de vida  de um homem de 75 anos vividos com fé e muita luta : "Quando quiser rezar,  pratique um ato de amor, quando quiser pregar.dê o exemplo !!


Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Jan/2013


COMENTÁRIO Dumas, tinha certeza de que você não deixaria de contribuir. Muito obrigado!
Além de nos lembrar tantos nomes de Padres e colegas, seu relato tão bem cadenciado, nos remete aos anos vividos naquela casa tão abençoada, independente de época e personagens. Todos nós vivemos muito desse clima.
Valeu a pena seu depoimento!  Parabéns!
(Desculpe-me ter "roubado" duas fotos de seu Facebook)

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