O que é ser santo?
Posted: 31 Oct 2012 07:03 PM PDT
O
que significa dizer ser santo? Quem é chamado a ser santo? Muitas
vezes, somos levados ainda a pensar que a santidade seja uma meta
reservada a poucos eleitos. [...] A santidade, a plenitude da vida
cristã, não consiste em cumprir ações extraordinárias, mas em unir-se a
Cristo, em viver os seus mistérios, em fazer nossas as suas atitudes,
seus pensamentos, seus comportamentos. A medida da santidade é dada pela
estatura que Cristo alcança em nós, através da qual, com a força do
Espírito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a sua. É o ser
conforme a Jesus. Todos somos chamados à santidade: é a medida mesma da
vida cristã”, ressaltou.
Eis
dois questionamentos fundamentais: Como podemos percorrer a estrada da
santidade, responder a esse chamado? É possível apenas com nossas
próprias forças? “A resposta é clara: uma vida santa não é fruto
principalmente do nosso esforço, das nossas ações, porque é Deus que nos
torna santos, é a ação do Espírito Santo que nos anima a partir de
dentro, é a vida mesma de Cristo Ressuscitado que nos é comunicada e que
nos transforma”.
A
santidade tem sua raiz última na graça batismal, pois é devido a ela
que nosso destino é ligado indissoluvelmente ao seu. “Mas Deus respeita
sempre a nossa liberdade e pede que aceitemos esse dom e vivamos as
exigências que ele comporta, pede que nos deixemos transformar pela ação
do Espírito Santo, conformando a nossa vontade à vontade de Deus”,
explicou.
Como viver? O que é essencial? É possível?
Aqui
surgem duas outras indagações importantes: Como pode acontecer que o
nosso modo de pensar e as nossas ações tornem-se o pensar e o agir com
Cristo e de Cristo? Qual é a alma da santidade? De novo o Concílio
Vaticano II precisa; diz-nos que a santidade cristã não é nada mais que a
caridade plenamente vivida, o dom primeiro e mais necessário. Mas, para
que a caridade cresça na alma e ali frutifique, cada fiel deve escutar
voluntariamente a Palavra de Deus e, com o auxílio da sua graça,
realizar as obras de sua vontade, participar frequentemente dos
sacramentos, sobretudo da Eucaristia e da santa liturgia; aplicar-se
constantemente à oração, à abnegação de si mesmo, ao serviço ativo dos
irmãos e ao exercício de toda a virtude. A caridade dirige todos os
meios de santificação, lhes dá forma e os conduz ao seu objetivo.
Frente
à possível dificuldade de compreensão dos marcos pastorais do Concílio,
talvez seja preciso dizer as coisas de modo mais simples. “O que é
essencial?” Não deixar nunca de participar do encontro com Cristo
Ressuscitado na Eucaristia aos domingos, não começar e não terminar o
dia sem ao menos um breve contato com Deus e seguir os indicadores que
ele coloca à beira do caminho de nosso vida. “Essa é a verdadeira
simplicidade, grandeza e profundidade da vida cristã, do ser santos”.
Um
outro questionamento: Podemos nós, com os nossos limites, buscar a uma
meta tão alta? A Igreja convida, durante todo o Ano Litúrgico, a fazer
memória de uma legião de Santos que viveram plenamente a santidade na
sua vida cotidiana, os quais dizem-nos que é possível percorrer essa
estrada.
“Na
realidade, devo dizer que também para a minha fé pessoal muitos santos,
não todos, são verdadeiras estrelas no firmamento da história. E
gostaria de complementar que, para mim, não somente alguns grandes
santos que amo e que conheço bem são ‘indicadores do caminho’, mas
propriamente também os santos simples, isto é, as pessoas boas que vejo
na minha vida, que não serão nunca canonizadas. São pessoas normais, por
assim dizer, sem heroísmo visível, mas na sua bondade de todo dia vejo a
verdade da fé. Essa bondade, que amadureceram na fé da Igreja, é para
mim a mais segura apologia do cristianismo e o sinal de onde esteja a
verdade”. T

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