CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

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9 de novembro de 2012

280 anos de sua fundação


A Congregação Redentorista comemora hoje o aniversário de sua fundação.
Transcrevo a seguir parte do Capítulo 11 do livro do Pe. Fancesco Chiovaro, CSsR - SANTO AFONSO - editado no Tricentenário de seu nascimento (1696 - 1996):
          

Seis Personagens em busca de um autor

Scala, 9 de novembro de 1732.

Um lugar e uma data profundamente impressos na memória dos redentoristas espalhados pelos quatro cantos do mundo; O INÍCIO DA SUA HISTÓRIA indissoluvelmente ligada à de Afonso de Ligório. Certamente, debulhando os acontecimentos - os que precederam e os que seguiram - poder-se-ia, talvez, encontrar datas e fatos mais significativos do que aquele acontecido em Scala naquele dia, mas, desde as origens, a memória coletiva de um grupo de missionários decidiu assim: naquele 9 de novembro, em Scala, nasceu na Igreja de Deus a Congregação do Santíssimo Salvador.
                 (Foto de Pe. Mauricio Brandolize)
O que aconteceu em Scala a 9 de novembro de 1732? Era um domingo, o vigésimo terceiro domingo depoisde Pentecostes e a Igreja celebrava a Dedicação da Basílica Lateranense.
Num quarto do convento das Monjas do Santíssimo Salvador, transformado em capela, seis homens cantavam a plenos pulmões o Veni, Creator Spiritus (Vem, Espírito Criador) e o Te Deum laudamus (A ti louvamos, Deus).
Entre o hino inicial de invocação e o final de ação de graças, o Bispo de Castellammare di Stabia, Dom Tomás Falcoia, celebrou a missa. Ao evangelho Falcoia explicou o significado daquela reunião. Mais que uma explicação - todos sabiam por que se encontravam ali - foi uma exortação para realizar em harmonia os desígnios do Senhor: "Imitar as virtudes e os exemplos de Nosso Senhor Jesus Cristo e consagrar-se à evangelização do povo pobre espalhado pelos campos e nas aldeias rurais".

Para a história, os seis homens, que rodeavam o bispo de Castellammare, se chamavam: Dom Pedro Romano, cônego de Scala e confessor ordinário das Monjas do Santíssimo Salvador, Dom Vicente Mannarini, trinta anos, nobre calabrês de Rossano (CS) que conhecera Afonso no Colégio dos Chineses e que para seguí-lo naquela aventura se fez expulsar por Dom Mateus Ripa; Dom Loão Batista de Donato, já cinquentão, um outro sacerdote calabrês, que já tinhatentado fundar uma Congregação missionária sob o título de Santíssimo Saramento, fortemente inspirada nas Regras dos Jesuitas; Dom Silvestre Tosquez - talvez o homem mais extraordinário do grupo - nobre leigo da cidade de Troia, advogado eloquente, juiz da suprema corte do Vicariato e Superintendente Geral das Alfândegas de Nápoles, o que não o impedia de aspirar ao sacerdócio e de improvisar-se como mestre de espiritualidade. Os outros dois já os conhecemos: Dom João Mazzini, que por enquanto se limitava a dar adesão moral, e Dom Afonso de Ligório.

Faltaval ao apelo o advogado Dom César Sportelli, que compromissos inadiáveis retinham em Nápoles desde 4 de novembro, e Dom Januário Sarnelli, que em Nápoles espera que seu diretor espiritual libere o caminho.

Fundadores Demais 

Um grande entusiasmo e uma indiscutível boa vontade uniam os presentes. Era muito, mas ainda pouco para fazer destes seis personagens um grupo homogêneo. Dom Falcoia não perdia a confiança. Seu lema era Tempus et Deus: Deus e o tempo uniriam aqueles homens tão diferentes pela formação e pela experiência. Mas não foi assim.
No dia seguinte, quando, reunidos em torno de uma mesa, tratou-se de por preto no branco, para delinear a fisionomia do Instituto, apareceram as diferenças. O maior problema foi que pelo menos três entre seis tinham  a vocação de fundador.
Tosquez, "o piedoso fidalgo", tinha sonhado fundar um novo instituto dedicado à imitação de Jesus Cristo e dos Apóstolos, por isso reconheceu seu ideal nas revelações de Irmâ Maria Celeste Crostarosa, que precisava seguir à letra como se fosse evangelho: túnica vermelha e manto azul mesmo para os missionários, comunidade de treze membros, pobrezaabsoluta sob o modelo da comunidade primitiva de Jerusalém. 
De Donato tinha trazido consigo a regra da Congregação por ele fundada, que sobrevivia ainda em Teano: evangelização, sim, mas a prioridade para as escolas e por isso fundação nos centros habitados. Afonso tinha amadurecido a experiência missionária, que conhecemos; aceitava o núcleo fundamental das revelações crostarosanas, que necessitavam - dizia - de "mil precisões" para adaptá-las a um grupo missionário e para isto aceitava o arbítrio de Dom Falcoia.
Os outros três se colocavam de maneira mais matizada. Mannarini gostava de Afonso, mas era deslumbradopela eloquência de Tosquez e não menoscabava os programas de De Donato. O cônego Romano partilhava da ideia de Afonso, mas ficava mais do lado de Falcoia, de quem foi durante anos o braço direito na direção do mosteiro das monjas. Mazzini se mantinha à parte: seguidor até o fim de Afonso, era bastante discreto para perceber que não devia interferir num grupo do qual não fazia parte formalmente.

O voto do fundador

Uma semana inteira se passou em discussões muitas vezes animadas. Quando Dom Falcoia voltou para sua sede episcopal de Castellammare, a 15 de novembro, nada ou quase nada tinha ficado decidido. Antes, porém, de partir, tinha dado a Afonso uma ordem precisa: "Obediência a Falcoia - lemos ainda em seu diário - permanecer forte para qualquer coisa que vejo ou sinto dos companheiros para o Instituto, mesmo que se ficasse só, Deus me ajuda. Obediência de não discutir mais. 15 de novembro de 1732".  Uma primeira separação daquele grupo que andava se esfoliando no calor das discussões. Segue uma anotação ainda mais interessante: "Hoje, 28 de novembro de 1732, fiz o voto de não deixar o Instituto a não ser que me ordene Falcoia ou outro Diretor, seu sucessor. Não quanto às regras, estbelecer as regras ou mudá-las fica ao meu arbítrio". É a primeira tomada de consciência clara e inequívoca da sua função de chefe: como Ulisses na tempestade, Afonso amarrou sua pessoa à frágil barca do instituto nascente. O Afonso submisso e à procura de conselhos, o Afonso às vezes escrupuloso que conhecemos, teve um impulso de sadio orgulho, de autêntico filho de Dom José de Ligório e pôs a mão no leme: salvar a nau ou perecer com ela.
               (Foto de Pe. Maurício Brandolize)

Vejamos o que Deus quer

E de fato ficou só. Na primavera de 1733, o grupo primitivo praticamente se tinha dissolvido: um após outro...
...Mazzini, Sportelli e Sarnelli permaneciam na lista de espera...
Na segunda-feira, 23 de fevereiro de 1733, Afonso de Ligório foi expulso, por unanimidade dos votantes, da Congregação das Missões Aportólicas da capital. A drástica decisão devia ser confirmada pelo Cardeal Francisco Pignatelli, arcebispo de Nápoles e superior supremos das Missões Apostólicas.
"Por que chegar a isto? - disse o sábio cardeal a Do Júlio Torni que lhe levava o resultado da votação - Ou Deus abençoa a empresa de Afonso de Ligório e será glória vossa ou Deus não quer uma tal obra e se dirá que tenha tentado, e não conseguiu, uma coisa boa. Não compreendo onde estaria a vossa desonra".  E recusou-se a ratificar a expulsão. A Afonso dissera: " Não é bom que por ora se deixe Scala; vejamos o que Deus quer".

Para dizer a verdade, na montanha de Scala Afonso não estava de todo sozinho. Para acolhê-lo quando voltava de Nápoles ou de uma missão aí estava VITO  CURZIO, o primeiro irmão leigo da Congregação.

Seis meses depois da fundação, a Congregação contava com um padre e um irmão: Afonso de Ligório e Vito Curzio

"Santo Afonso"
Francesco Chiovaro
Editora Santuário - Tradução de Pe. José Augusto da Silva, CSsR

Na foto - Pe. Antônio de Luca, redentorista, quando nomedo bispo, 
ladeado em 2004 por seus confrades
Pe. Francesco Chiovaro é o 4º da esquerda para a direita
                                               (Foto retirada da internet)

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