O "Padroeiro do Brasil": São Pedro de Alcântara
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| A apoteose de São Jerônimo com São Pedro de Alcântara. (Giovanni Battista Pittonni) |
Logo após a Independência, Dom Pedro I entendeu que o Brasil precisava
ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Papa, embora ele,
Dom Pedro I, já tivesse feito a consagração do Brasil a Nossa Senhora
Aparecida, em Aparecida do Norte, em sua vinda de São Paulo para o Rio,
logo após o 7 de Setembro. Assim, solicitou ao Papa que fizesse de São
Pedro de Alcântara o Padroeiro do Brasil, tendo o Papa concordado.
Com
a proclamação da República, São Pedro de Alcântara foi discretamente
esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores e,
além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império e
a religião. Porém, seu nome ainda continuou, por muito anos a ser
lembrado nos missais mais tradicionais. E foi num destes missais, mais
tradicionais, que se encontra a oração transcrita a seguir, a São Pedro
de Alcântara, Padroeiro do Brasil, conforme consta no índice do missal
citado (“Adoremus – Manual de Orações e Exercícios Piedosos” – Por Dom Frei Eduardo, OFM – XX Edição Bahia – Tipografia de São Francisco – 1942).
Oração a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil
(pág.284 do missal citado)
Ó
grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de
Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria
brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável
penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes
dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste,
fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da
fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.
De
modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles
que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos.
Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais
de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de
Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher
para seu sagrado ministério.
Assisti,
ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários
nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Consegui-lhes a
graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por
vontade divina assumiram.
Lá
dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e
fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança
eterna. Assim seja!
Fonte: site Reflexão Franciscana
Fonte: site Reflexão Franciscana

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