A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado
28 ─ 30º Domingo Comum ─ Santos: Judas Tadeu, Simão Cananeu, Faro
Evangelho (Mc 10,46-52)
Bartimeu “ouvindo que era Jesus Nazareno,
começou a gritar: ─ Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim.”
Essa passagem de
Marcos é uma das mais vivas do evangelho, uma das mais belas. Ser mendigo já é
triste, ainda mais ser mendigo cego. Bartimeu, porém, estava atento ao que ouvia
contar de Jesus. Quando sabe que ele está passando, abre seu coração num ato de
fé surpreendente: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim”. Não se importa
com as conveniências, mas continua gritando seu pedido de socorro. Quando Jesus
o chama, sem nada enxergar atira-se para a frente, no rumo da voz, confiado
todo no poder de quem ele nunca vira. Com o filho de Timeu posso aprender
muito: a estar atento ao que me dizem de Jesus, a atender logo seu chamado, a
atirar-me confiante em sua direção, crendo que ele pode devolver-me a luz da
verdade e da vida.
Oração
Senhor, também eu sou
pobre e cego, pobre de bondade e cego para a verdade, e preciso de vós. Preciso
que me abrais os olhos da fé para vossa verdade, que me façais rico pelo vosso
amor misericordioso. Fora de vós ninguém poderá ajudar-me, por mais que falem e
mostrem o caminho. Creio em vós, confio em vós, e diante de vós eu me coloco à espera
da libertação e da luz da vida. Dai-me a coragem de, como Bartimeu, largar o
manto de minhas certezas para lançar-me confiante em vossos braços. Só em vós
confio totalmente. Sois Deus e por isso tudo podeis; vosso amor é infinito, e
por isso confio que me haveis de salvar. Salvai-me, Senhor, e permiti que vos
acompanhe de agora em diante para sempre. Amém.
Pe. Flávio Cavalca de Castro, CSsR
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