
Elisangela Cavalheiro
Redação Portal A12
Redação Portal A12
Hoje
(05) lembramos os 15 anos da morte de Madre Teresa de Calcutá. A
missionária indiana, fundadora das Missionárias da Caridade considerada
por muitos como a missionária do século XX.
O
saudoso papa João Paulo II que teve uma amizade muito próxima de Madre
Teresa fez dela sua ‘embaixadora’. Em 1979, após ela ter sido agraciada
com o Prêmio Nobel da Paz, João Paulo II disse para a religiosa:
“Você pode ir aonde eu não posso. Vá e fale em meu nome”.
Durante
a homilia da Missa de Beatificação de Madre Teresa, em 19 de outubro de
2003, João Paulo II definiu a religiosa como a “imagem do Bom
Samaritano” e uma das personalidades mais importantes do nosso tempo.
“Estou
pessoalmente agradecido por esta valorosa mulher, a quem sempre senti
próxima de mim. Imagem do Bom Samaritano, ela se acercava a qualquer
lugar para servir a Cristo nos mais pobres entre os pobres. Nem os
conflitos nem as guerras conseguiram detê-la”.
“Sua
vida é um testemunho da dignidade e do privilégio do serviço humilde.
Elegeu ser não só a última, mas a serva dos últimos. Como uma verdadeira
mãe dos pobres, inclinou-se aos que sofriam diferentes formas de
pobreza. Sua grandeza reside em sua capacidade de dar sem importar o
custo, dar “até que doa”. Sua vida foi uma vida radical e uma valente
proclamação do Evangelho”.
“Nossa
admiração a esta pequena mulher enamorada de Deus, humilde mensageira
do Evangelho e infatigável bem feitora da humanidade. Honremos nela a
uma das personalidades mais relevantes de nossa época. Acolhamos sua
mensagem e sigamos seu exemplo”.
Madre Teresa concedeu uma entrevista para a Sem Fronteiras em dezembro de 1996, um ano antes de sua morte.
Na
entrevista, a fundadora das Missionárias da Caridade via que no
exercício do amor havia o sofrimento, mas um sofrimento que gerava paz.
“O
verdadeiro amor faz sofrer. Cada vida, e cada vida familiar, deve ser
vivida honestamente. Isso supõe muitos sacrifícios e muito amor. Porém,
ao mesmo tempo, esses sofrimentos vêm sempre acompanhados de muita paz.
Quando a paz reina em um lar, ali se encontram também a alegria, a
unidade e o amor. Como se pode levar uma vida familiar normal sem paz e
sem unidade? Nesse sentido, a oração de São Francisco é muito atual. Não
vivemos nas mesmas circunstâncias, mas o que Francisco pedia responde
perfeitamente às necessidades da nossa época. Em Calcutá, rezamos essa
oração todos os dias, depois da comunhão. Penso em todos os homens e
mulheres que necessitam de amor: ‘Senhor, fazei-nos dignos de ser
instrumentos da verdadeira paz, que é a vossa paz’”.
Do
seu trabalho que priorizava os mais pobres, Madre Teresa reafirmou que a
vocação maior é amar aqueles que estão separados de Cristo por causa do
pecado.
“Os
pobres espirituais são os que ainda não descobriram Jesus Cristo, ou
que estão separados dele por causa do pecado. Os que vivem na rua também
precisam ser ajudados nesse sentido”.
Para
Madre Teresa o fato de ter se tornado uma pessoa popular, seguida por
várias pessoas por onde passava, era um “sacrifício” e também uma
“bênção para a sociedade” e disse que sobre isso tinha um contrato com
Deus.
“Considero
isso um sacrifício, e também uma bênção para a sociedade. Eu e Deus
fizemos um contrato: para cada foto que tiram de mim, Ele liberta uma
alma do Purgatório... (risos)... Eu creio que, nesse ritmo, em breve, o Purgatório estará vazio... Viajar
pelo mundo cercada de tanta publicidade é cansativo e duro. Porém, eu
utilizo tudo o que se me apresenta para a glória de Deus e o serviço aos
mais pobres. É preciso que alguém pague esse preço”.
Para
a beata que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, a Medalha Presidencial da
Liberdade dos Estados Unidos, foi tema de um livro, de uma minissérie de
televisão e de dois filmes, o amor foi a meta que buscou
incansavelmente durante sua vida.
“Amem-se
uns aos outros, como Jesus ama a cada um de vocês. Não tenho nada que
acrescentar à mensagem que Jesus nos transmitiu. Para poder amar, é
preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o
aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o
serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”.
“Não
se trata de quanto se faça, e sim do amor que se põe no que é feito.
Isso é o mais importante para Deus todo-poderoso – e para nós, também.” Madre Teresa de Calcutá
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