Segundo relatos históricos, no final do mês de Julho de 1941, um homem chamado Klos, padeiro em Varsóvia (André Frossard. "Não esqueçam o Amor", p. 158),
fugiu do campo de concentração de Auschwitz. Esse fato foi marcante
para a vida de dois homens: Frei Maximiliano Kolbe e Francisco
Gajowniczek.
Após a fuga do prisioneiro, os soldados do campo de concentração reuniram todos os seiscentos prisioneiros do bloco 14, de onde havia ocorrido a fuga. Todos enfileirados, aguardando o comandante do campo, não sabiam qual o destino. Passaram todo o dia de pé, sob o sol do verão, como forma de punição. Ao final do dia, foi dada a sentença: dez prisioneiros seriam mortos no lugar daquele que havia fugido. O comandante passou em revista o grupo de homens aflitos. A cada um que apontava o dedo, aleatoriamente, era retirado das fileiras. E assim foram escolhidos dez homens, que seriam mortos no "bunker da fome".
Após a fuga do prisioneiro, os soldados do campo de concentração reuniram todos os seiscentos prisioneiros do bloco 14, de onde havia ocorrido a fuga. Todos enfileirados, aguardando o comandante do campo, não sabiam qual o destino. Passaram todo o dia de pé, sob o sol do verão, como forma de punição. Ao final do dia, foi dada a sentença: dez prisioneiros seriam mortos no lugar daquele que havia fugido. O comandante passou em revista o grupo de homens aflitos. A cada um que apontava o dedo, aleatoriamente, era retirado das fileiras. E assim foram escolhidos dez homens, que seriam mortos no "bunker da fome".
Dentre
os prisioneiros escolhidos para sofrer a lenta e dolorosa morte no
bunker estava o número 5659 - no campo de concentração, todos perdiam
seus nomes, que eram trocados por números. Chorando e soluçando, ele
repetia: "O que será agora de minha mulher e de meus filhos?!" O pobre homem que tinha esperança de rever sua família chamava-se Francisco Gajowniczek e era sargento do exército polonês.
- "Quem és?"
- "Sou um sacerdote católico!"
Após essa breve apresentação, a troca foi aceita. Então, o número 5659 foi trocado pelo 16670 na lista de condenados.
Tal
gesto, inacreditável para aquela dura realidade, seria propagado por
todo o campo. Naquele lugar onde se respirava morte, o ato gratuito de
um homem, faz renascer a esperança, faz a vida ganhar espaço. Ele
mostrou que até mesmo nas situações mais degradantes para o homem é
possível colocar em prática o amor fraterno ensinado por Jesus. E com
aquela entrega, Frei Maximiliano vivenciava de modo pleno o lema de sua
vida: "Pela Imaculada!" T
Publicado
originalmente na Revista "Cavaleiro da Imaculada". Cidade Ocidental-GO,
Brasil, Junho de 2011. pp. 14 e 15. Com adaptações.
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| 17 outubro de 1971 em Roma, ele participou da Beatificação de Maximiliano Kolbe, pelo Papa Paulo VI. |
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| Francisco Gajowniczek e a esposa |
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| Francisco Gajowniczek com o Beato João Paulo II, no dia da Canonização do Frei Maximiliano Maria Kolbe, OFMConv. (10 de Outubro de 1982). |
| Ele morreu em 13 de Março de 1995, com a idade de 94 e foi enterrado entre os mortos no cemitério de Niepokalanow. |




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