A reflexão seguinte supõe que você
antes leu o texto evangélico indicado.
8 ─ 14º Domingo Comum ─
Santos: Adriano III, Raimundo
Evangelho (Mc 6,1-6) “Jesus foi para sua própria terra... começou
a ensinar na sinagoga... e tornou-se para eles uma pedra de tropeço.”
Muitos conterrâneos de
Jesus não acreditaram nele, mesmo ficando admirados com seu poder e sua
sabedoria. Achavam que o poder de Deus não podia manifestar-se nesse homem que
tinham conhecido como menino e como jovem carpinteiro, nesse Jesus que
convivera com eles. Ele não podia ser o Salvador prometido como pretendia. Nós
também podemos tropeçar no jeito de agir desconcertante que Deus tem. Achamos
que sua ação para nos salvar tem de ser sempre espetacular, cheia de milagres e
prodígios, que nos tem de falar só pela boca de santos e santas, que os
ministros de nossa comunidade têm de ser irrepreensíveis. Deus, porém, teima e
se esconde nas coisas simples, em pessoas imperfeitas, em acontecimentos que
mal notamos.
Oração
Senhor, apagai meus
preconceitos, mudai meu jeito de pensar. Ensinai-me a ver vossa presença e
vossa ação salvadora nas coisas simples, nos meus irmãos imperfeitos, nos
acontecimentos de cada dia. Não posso esquecer que vosso poder se manifesta na
semente que brota, na criança que nasce, no idoso que me ajuda a encontrar o
caminho. Quero estar atento à palavra de meus irmãos, prestando atenção ao que
dizem, sem me fixar em suas limitações. Por isso mesmo ouvirei o que o pregador
me ensina na homilia, sem ficar avaliando sua oratória, e irei procurar o
perdão sem exigir que o confessor seja um santo. Livrai-me do orgulho que me
impede de aprender com os mais simples, e me leva a encontrar tantos pretextos
para não vos ouvir quando me falais. Amém.
Pe. Flávio Cavalca de Castro, CSsR
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