Rio -  O cardeal do Rio de Janeiro Dom Eugenio Sales morreu de causas naturais por volta das 23h30 de ontem, no Palácio Apostólico do Sumaré, na Floresta da Tijuca. O corpo do religioso, de 91 anos, será velado a partir da manhã de hoje na Catedral, onde será enterrado.
Foto: Reprodução Internet
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Natural de Acari, interior do Rio Grande do Norte,Dom Eugenio foi um dos brasileiros que mais ocupou funções no Vaticano — 11 cargos nas congregações, conselhos e comissões. O cardeal teve o nome indicado para ser candidato a Papa após a morte de João Paulo I, em 1979.

Dom Eugenio marcou sua trajetória nos 30 anos em que ficou à frente da Arquidiocese do Rio como um autêntico peregrino da paz. Ele criou as pastorais do trabalhador, das favelas, das domésticas, da saúde, do menor, entre outras.

Em 67 anos dedicados à Igreja, o cardeal foi rotulado tanto como líder conservador quanto como “bispo vermelho”, por ter, no início do sacerdócio, ajudado a criar os primeiros sindicatos rurais no Rio Grande do Norte.Uma passagem importante da sua história, Dom Eugenio desafiou a ditadura militar no Brasil e na Argentina. Ele abrigou no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982. Para assegurar o serviço prestado pela Arquidiocese, Dom Eugenio determinou que o “atendimento fosse realizado no Palácio São Joaquim e que apartamentos fossem alugados em nome da Mitra Arquiepiscopal do Rio. Dom Eugenio organizou as visitas do Papa João Paulo II ao país, em 1980 e 1987.

Fonte: IG