OS QUARENTA MÁRTIRES DO BRASIL
Celebramos hoje o martírio de Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros (+ 1570), missionários jesuitas. Foi em 1570. Eles vinham vindo de Lisboa para o Brasil, quando o navio foi cercado pelas esquadras de protestantes franceses que gritavam:
- Matem, matem, porque vão semear doutrina falsa no Brasil.
Inácio foi até eles com uma imagem de Nossa Senhora nas mãos, dizendo em alta voz:
- Todos sejam testemunhas. Morro pela Fé católica e pela Santa Igreja Romana.
Já ferido mortalmente, disse aos seus companheiros:
- Não choreis, filhos. Não chegaremos ao Brasil, mas fundaremos, hoje, um colégio no céu.
O bárbaro massacre aconteceu em pleno Oceano Atlântico. São venerados como os Quarenta Mártires do Brasil. Foram beatificados em 1854.
BARTOLOMEU DE LAS CASAS
Voltemos para os primórdios da História da América Latina. Era o tempo das conquistas e invasões estrangeiras. Os nativos eram explorados, maltratados, exterminados. Houve quem os defendesse. Um deles Bartolomeu de las Casas, nascido na Espanha em 1474, partiu para a América em 1502. Antes de ordenar-se padre, também ele se aproveitara deles. Mas converteu-se e mudou a maneira de tratá-los. Ordenou-se padre com 33 anos de idade e começou uma campanha corajosa contra a exploração dos indígenas. Além de corajosa, arriscada porque estava enfrentando seus próprios patrícios.
Embora muito criticado, continuou sua defesa e tornou-se o grande profeta latino-americano em favor da causa dos índios. Não receou enfrentar seus próprios patrícios espanhóis chamando-os de “lobos, leões e tigres cruéis”. Pregou nos púlpitos e nos livros. Entre suas numerosas obras deve-se mencionar a “História dos índios”. Faleceu em 1566 na Espanha, porque foi julgado “persona non grata” devido às constantes denúncias contra patrões e escravizadores de índios.
Do muito que escreveu contra os exploradores, destaquemos este trecho: “Os espanhóis se arremessaram como lobos sobre esses cordeiros tão dóceis e tão dotados pelo Criador... Ainda hoje, passados quarenta anos, outra coisa não fazem do que despedaçar, matar, afligir, atormentar e destruir esse povo... de tal sorte que, dos três milhões habitantes que havia na Ilha Espanhola e que nós vimos, não há hoje nem duzentos...” Pagou caro tanta coragem profética. Teve que voltar para a Espanha, mas continuou defendendo os índio s, através de escritos.
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