11 DE ABRIL – SANTOS DO DIA
SEU CORAÇÃO ERA UMA FORNALHA
Gema (1878-1903) nasceu perto de Lucca, na Itália. Sofreu muito desde menina. Logo após a morte da mãe, faleceu um irmãozinho. O pai sentiu tanto a falência de seu pequeno comércio, que morreu de desgosto.
As inúmeras e dolorosas enfermidades eram tantas, que foi desenganada pelos médicos. Após receber o Sacramento da Unção dos Enfermos, sarou miraculosamente, podendo até assumir o trabalho de empregada doméstica.
Em 1899, na véspera da festa do Coração de Jesus, foi arrebatada em êxtase. Quando voltou a si, seu corpo estava marcado pelas chagas de Cristo. Daí por diante, em todas as sextas-feiras os estigmas tornavam-se visíveis, causando-lhe dores terríveis. Em sua modéstia e humildade, tentava em vão ocultar esses sinais da Paixão do Senhor nas mãos e nos pés.
Amava apaixonadamente a Jesus Cristo. Um biógrafo escreveu: “Seu coração ardia como uma fornalha. Acontecia freqüentemente de o vestido ficar todo chamuscado na região do coração”. Vinte anos após sua morte, por ocasião do reconhecimento do cadáver, os médicos constataram que três costelas perto do coração ainda se mantinham encurvadas, devido à pressão que ele fazia sobre elas durante os arrebatamentos de amor de Gema. Morreu numa Sexta-feira Santa. É a grande mística do século XX. Foi canonizada por Pio XII em 1940.
TINHA A LISTA DOS POBRES DA DIOCESE
Santo Estanislau (1030-1079) nasceu na Polônia, quando seus pais já eram casados há 30 anos. Foi Bispo de Cracóvia e mártir. Distinguiu-se pelo amor aos pobres e pela defesa da moral do matrimônio. Identificou-se com seu povo. Herdou grande riqueza, mas distribuiu tudo entre os pobres. Quando bispo, pediu a lista completa dos pobres e das viúvas da diocese, para prestar-lhes o socorro necessário.
Lutou pela reforma dos costumes, começando na corte real, foco de muita imoralidade. O rei Boleslau II, alvo de suas denúncias, jurou vingar-se. Quando o santo bispo celebrava na capela de São Miguel, em Cracóvia, foi agredido mortalmente pelos sicários e pelo próprio rei. Já era cadáver quando o retiraram da igreja. Seu corpo foi retalhado em pedaços para serem espalhados. O Papa excomungou o rei assassino. Dizem que o rei assassino abdicou do trono, converteu-se e morreu como Irmão leigo beneditino.
PROPAGADORA DA DIVINA MISERICÓRDIA
Ir. Faustina Kowalska (1905-1938) era um dos dez irmãos. Inicialmente foi empregada doméstica. Depois ingressou na Congregação das irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em cujo seio levou uma vida de simplicidade, cuidando da cozinha e do jardim. Desenvolvia uma experiência mística de consagração à Divina Misericórdia, um itinerário tecido de visões, revelações, estigmas ocultos, tudo isso recolhido em um diário que começou a escrever em 1934 por sugestão de seu diretor espiritual. O centro da vida da religiosa foi o anúncio da misericórdia de Deus com cada ser humano.
Tinha grande predileção pelos pobres. Conta-se que num dia chuvoso e frio chegou à porta do convento um jovem de aparência pobre. Faustina, sem o reconhecer, deu-lhe sopa quente e pão.. Esse jovem era o próprio Jesus.
Seu legado espiritual à Igreja é a devoção à Divina Misericórdia, inspirada por uma visão na qual Jesus mesmo lhe pedia que se pintasse uma imagem sua com a invocação «Jesus, eu confio em vós». Faustina Kowalska morreu aos 33 anos em Cracóvia. Foi canonizada no ano 2000.
Oração
Senhor, nós confiamos em ti. Por isso te pedimos:
Fica conosco e com nossos pastores...
Acolhe e socorre quem não tem casa...
Ilumina os cegos e conforta os inválidos...
Concede teu espírito aos legisladores...
Infunde confiança nos que são tentados pelo desespero...
E a todos concede a graça de uma conversão sincera.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
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