PADRE WALMIR GARCIA DOS SANTOS
Valdeci Ribeiro: É possível uma pessoa que morre voltar na terra para pedir orações?
Não, isso é impossível, ninguém volta, principalmente para pedir orações. Devemos rezar pelos mortos e oferecer missas pela salvação deles, mas eles não podem vir aqui falar mais nada.
Vera: Eu me casei há vinte e um anos atrás, me preparei para casar na Igreja São Judas Tadeu, só que na época não pude me casar lá e acabei casando na Igreja São Nicolau. Agora ouvi dizer que a Igreja Católica não reconhece os casamentos realizados lá. É verdade?
Você casou numa outra Igreja, que não pertence à Igreja Católica Romana. Seria bom você procurar a Igreja para fazer a legalização ou legitimação do seu casamento. É interessante, se você se preparou para casar na Igreja e procurou outra, o que aconteceu? Muitas pessoas buscam sacramentos em outras igrejas, como a igreja brasileira ou a ortodoxa para fugir das exigências.
Não identificada: O que devemos fazer quando uma pessoa invejosa vem na casa da gente e as coisas começam a dar errado?
Em primeiro lugar eu não acredito que as coisas comecem a dar errado por causa da inveja de alguém, eu não acredito nisso. Em segundo lugar reze pelos invejosos e procure viver sua vida baseada na fé. Trabalhe e lute pelo bem. Reveja a sua vida e de sua casa para ver o porque das coisas estarem como estão.
Marinês Martins: Tenho três irmãos falecidos e tem dias que acordo muito depressiva e fico pensando porque eles morreram? Padre o que devo fazer? Quero uma palavra de consolo.
Não devemos ficar questionando sobre o porque da morte. Todos nós morreremos, é a ciclo da vida. Às vezes nos entristecemos com a morte porque não acreditamos o suficiente na vida eterna que Jesus nos prometeu. Reze pelos seus irmãos e agradeça a vida que eles tiveram aqui entre nós e agradeça mais ainda a vida eterna que eles gozam junto de Deus. Podemos ter saudades das pessoas que partiram, mas não sintamos tristeza, pois a esperança cristão nos diz que a vida não acaba com a morte corporal.
Não identificada: Meu cachorro foi envenenado por alguém, sofri demais o vendo sofrer. Gostaria que o senhor desse um conselho para essas pessoas maldosas.
Realmente não é fácil ver um animal de estimação sofrer. É muita maldade envenenar um cão. Infelizmente vivemos num mundo mal e cheio de pessoas insensíveis. Lamentável.
Não identificada: Sou casada, tenho filhos, sou fiel, mas meu marido não me corresponde, ele é distante de mim. O que devo fazer?
Você deve conversar muito com ele, provocar diálogos para ver o que está acontecendo. Todo casal deve rever suas atitudes para não deixar o relacionamento cair na rotina e na acomodação. Converse abertamente com seu marido, faça uma avaliação do relacionamento de vocês.
Fátima: Uma moça cadeirante procurou a Igreja católica para se casar. Mas o padre não quis realizar o casamento devido à sua deficiência.
Chama-se impedimento o fato ou circunstância que torna uma pessoa incapaz, temporária ou defintivamente, de casar-se. Chamam-se de dirimentes os impedimentos cuja violação levam à invalidade ou nulidade do casamento; impedientes, ao contrário, tornam o casamento ilícito mas não significam a perda da sua validade. Os impedimentos podem ocorrer por: idade, impotência, vínculo matrimonial, diversidade de culto, ordem sacra, profissão religiosa, rapto, de crime, de conseguinidade, de afinidade, pública honestidade e por parentesco legal (Cânones 1083 a 1094 - Código de Direito Canônico). Veja que a impotência é um impedimento, se a pessoa cadeirante for impotente, não deve se casar, é impedimento segundo o código canônico, mas nem todos deficientes são impotentes. Daí nao se pode negar pelo simples fato de ser deficiente.
Rozilda: Ouvi um padre dizer que não faria o casamento de uma deficiente, porque ela não poderia ter filhos. O que acha disso?
Se for comprovado, como disse acima, que a pessoa deficiente é impotente sexual o casamento não deve ser realizado.
Osmar Naves: Meus sogros têm 80 anos e a minha sogra resolveu se separar a essa altura da vida. O que devemos fazer?
Vocês devem conversar muito com ela e ver as reais motivações para tal passo nesta altura da vida. Certamente, se ela estiver com o uso correto da razão, ela deverá se abrir para manifestar o que a levou a dar este passo. Dêem liberdade para ela conversar e apóiem na medida que não for possível uma reconciliação.
Luzia: Quando faltamos à missa no domingo temos que confessar para poder comungar?
Se a falta for por motivo justo não precisa confessar, mas se for por preguiça, por comodismo, isto decorre em pecado e, tendo pecado deve-se confessar.
Não identificada: Um pai que se diz católico e não procura os filhos, não vive os mandamentos da igreja. O que os filhos devem fazer?
Os filhos devem conversar com o pai e colocar diante dele a incoerência em que ele está vivendo, mas antes devem fazer uma autocrítica para ver se o modo deles tratarem o pai não o está afastando da convivência. É preciso ver e analisar os dois lados.
Leila: Na Igreja Presbiteriana tem uma escola dominical que evangeliza as crianças. Por que a Igreja católica nunca se preocupou em montar uma escola dessas?
A Igreja católica sempre se preocupou com a educação cristã das crianças. A catequese é esta escola que nossas crianças procuram alicerçar a fé e o compromisso com a Igreja. Agora, a primeira “escola dominical” deve ser a família, é lá que as crianças devem receber o básico da fé, sem isso não adianta catequese, escola dominical ou qualquer outra coisa.
Arli: Sou divorciada há trinta anos e nunca mais me casei novamente. Por que eu não posso comungar? E como uma mãe solteira pode ser ministra da eucaristia?
Sobre a permissão para comungar, procure a orientação de um ou mais padres, para você mesma tirar a sua conclusão. Sobre o segundo questionamento da mãe solteira, você deve perguntar ao padre da Igreja onde esta pessoa é ministra para ver o porquê de ela ser ministra, sendo mãe solteira. Nunca podemos generalizar as coisas, cada caso é um caso.

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