PADRE FLÁVIO CAVALCA DE CASTRO CSsR
Teses falsas, estabelecidas a partir de pressupostos falsos, podem levar ao estabelecimentos de costumes, normas e leis. Assim é que muitos países legalizam (não apenas deixam de punir) o aborto e a eutanásia, a morte diretamente provocada no caso de doenças terminais, ou deficiências graves. Em alguns lugares há mesmo associações com a finalidade de ajudar essas pessoas que se querem matar. É o caso da Associação Dignitas (Dignidade!) da Suiça.
Posto o fato, admitida a nova norma de conduta, a lógica é implacável e exige que se continue a tirar consequências. É o que faz Lugi Minelli, fundador da Associação Dignitas, que sustenta: O suicídio é uma maravilhosa oportunidade; não podemos reservá-lo só para os doentes terminais. A oportunidade deve ser colocada ao alcance de todos que a desejarem. E acrescenta que sua Associação em breve irá pôr a prova as leis ajudando no suicídio de uma mulher saudável que quer morrer ao mesmo tempo que seu marido doente terminal.
Um jornal francês há pouco chamava a atenção para uma tendência: pouco a pouco da defesa do direito de morrer (eutanásia) para os doentes terminais alguns estão passando para o direito de matar, de a família ou a sociedade pura e simplesmente decidir a morte desses doentes ou deficientes, sem levar em conta sua vontade.
De fato. A lógica não perdoa.

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