CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA APARECIDA NA VOZ DO PADRE VITOR COELHO CSsR

Ó MARIA SANTÍSSIMA, PELOS MÉRITOS DO SENHOR JESUS CRISTO QUE EM VOSSA IMAGEM MILAGROSA DE APARECIDA ESPALHAIS INÚMEROS BENEFÍCIOS SOBRE O BRASIL, EU, EMBORA INDIGNO DE PERTENCER AO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS, MAS DESEJANDO PARTICIPAR DOS BENEFÍCIOS DA VOSSA MISERICÓRDIA, PROSTRADO A VOSSOS PÉS, CONSAGRO-VOS O ENTENDIMENTO, PARA QUE SEMPRE PENSE NO AMOR QUE MERECEIS. CONSAGRO-VOS A LÍNGUA, PARA QUE SEMPRE VOS LOUVE E PROPAGUE A VOSSA DEVOÇÃO.CONSAGRO-VOS O CORAÇÃO, PARA QUE, DEPOIS DE DEUS, VOS AME SOBRE TODAS AS COUSAS.RECEBEI-NOS, Ó RAINHA INCOMPARÁVEL, QUE NOSSO CRISTO CRUCIFICADO DEU-NOS POR MÃE, NO DITOSO NÚMERO DOS VOSSOS SERVOS. ACOLHEI-NOS DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO. SOCORREI-NOS EM NOSSAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS E TEMPORAIS E, SOBRETUDO, NA HORA DA NOSSA MORTE. ABENÇOAI-NOS Ó MÃE CELESTIAL, E COM VOSSA PODEROSA INTERCESSÃO FORTALECEI-NOS EM NOSSA FRAQUEZA, A FIM DE QUE, SERVINDO-VOS FIELMENTE NESTA VIDA, POSSAMOS LOUVAR-VOS, AMAR-VOS E RENDER-VOS GRAÇAS NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE. ASSIM SEJA! ...PELA INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA, RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A BÊNÇÃO DE DEUS ONIPOTENTE, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, DESÇA SOBRE VÓS E PERMANEÇA SEMPRE.AMÉM!

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21 de outubro de 2010

REMEMORANDO REDENTORISTAS - PE.JOÃO PEDRO PETERS CSsR

Pe. João Pedro Peters, CSsR
Falecido em Roermond, Holanda - 21-10-1989
(66 anos)
O Pe. João Pedro, nosso ex-companheiro no Nordeste. Ele chegou ao Brasil em 1952 em Garanhuns-PE. Até 1955 fez parte da célebre equipe missionária: Pes. Miguel, Raimundo e João Pedro.
Nas Santas Missões, o Pe. João Pedro era o Padre da meninada e tornou-se o catequista por excelência. O jeito dele era tão atraente que as crianças o adoravam, pois ele sabia inventar brincadeiras que entusiasmavam a turma.
Já em 1955 teve as suas primeiras experiências de vida paroquial, na Matriz de Nossa Senhora do Livramento, em Arcoverde.
Em 1956 foi transferido para Campina Grande para ser Vigário de Bodocongó. Aí viveu o surgimento quase súbito da “maré alta” e o “auge” da Novena Perpétua em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Todas as terças-feiras havia uma afluência de milhares de pessoas e a cidade se movimentava em procura de Bodocongó para assistir à Novena Perpétua. Havia mais de 12 novenas; desde a manhã cedinho até as nove horas da noite, a Igreja ficava repleta de fiéis e até a pracinha se enchia por falta de lugar na Igreja. De fato, é surpreendente que esse movimento, embora tenha diminuído um pouco, continue até o dia de hoje.
Mas naquele tempo, o moinho das nomeações e das transferências não parava; em 1959 o Pe. João Pedro foi nomeado Superior e Vigário de Arcoverde-PE. Naturalmente o povo de Arcoverde o recebeu de braços abertos. O Pe. João Pedro permaneceria em Arcoverde até 1969. O povo de Arcoverde, da cidade e do interior, gostava muito dele, pois ele tinha o dom de comunicar-se com todo mundo de uma maneira simpática e delicada e sempre estava à disposição do pequeno e do pobre. Também possuía o carisma para tratar os doentes de uma maneira adequada e sua comunicação com as crianças era famosa. O mesmo se diga quanto à sua maneira de tratar os pobres e o povo mais simples.
Na roda dos grandes e dos ricos não se sentia à vontade e deles mantinha sempre distância.
Pessoalmente, tive a felicidade de morar com ele em Arcoverde em 1966. Naquele tempo eu era um “chefão” destronado e portanto simples soldado.
A gente se dava bem um com o outro e o seu dom humorístico aliviava o peso das duras situações e dos trabalhos excessivos.
Vivemos uns dias muito tristes quando chegou a notícia do falecimento da mãe do Pe. João Pedro. Naquele tempo, não havia possibilidade de visitar a família em casos tão dolorosos, e a gente tinha que agüentar toda aquela tristeza longe dos familiares. O Pe. João Pedro não conseguia superar aquela dor, apesar de todas as cartas confortadoras das suas irmãs.
O clima de desânimo estava fazendo mal a nossa convivência e às nossas atividades pastorais. Por isso certo dia, fiz-lhe a proposta de deixarmos Arcoverde por tempo indeterminado. Ele concordou e então, viajamos juntos, em nosso fusquinha, à Salvador.
Em Salvador, na praia de Ondina, fomos cordialmente recebidos pelos nossos confrades Pedro Canísio, Paulo e Roberto Dera.
O Pe. João Pedro nunca vira as maravilhas daquela belíssima cidade e gostou demais. Aos poucos, ficou mais animado e tudo tornou-se mais suportável para ele; pôde então enfrentar a caminhada para uma aceitação positiva da perda de sua mãe.
Em 1969 o Pe. João Pedro voltou à Holanda por vários motivos: a insuperável saudade da família e a impossibilidade psíquica de agüentar o contato diário com tanta miséria de muita gente da paróquia. Foi incorporado na nossa comunidade de Roermond e recebeu a incumbência de Vigário Cooperador de uma paróquia. Permaneceu na Holanda até 1972, quando retornou para o Brasil. Tentou habituar-se novamente, desta vez em Natal-RN. A tentativa não teve resultado satisfatório. Assim, em 1973, voltou definitivamente para a Holanda.
Na Holanda, atuou bem em várias paróquias como cooperador; mas na década de ‘80, foi nomeado Pároco de uma paróquia, perto de Roermond, onde está situado o nosso Convento. Sempre fez questão de manter um contato assíduo com todos os confrades, passando uns dias no Convento. Nesta paróquia, como também nas outras, ele gostava de receber os confrades e ex-companheiros do Nordeste do Brasil, sendo um anfitrião formidável! Apesar de uma certa tendência à melancolia, ou talvez devido a ela, conservara extraordinário seu senso humorístico, pelo qual sabia mostrar claramente a realidade e relatividade das coisas.
A Via-Sacra do Pe. João Pedro começou em 1987. Uma parte do rosto ficou totalmente carcomida pelo câncer. A doença atacou a língua e não mais possibilidade de alimentação por via natural. Teve ainda o conforto da visita do Pe. Geral, Juan Lasso de la Vega.
O nosso Provincial Pe. Marino Krinkels, colega de turma dele, antes de viajar ao Brasil, administrou-lhe o Sacramento dos Enfermos.
A última carta que recebi dele, escrita no dia 2 de agosto de 1989, dizia: “Estou cada vez pior e isto era esperado. Falar e comer tornam-se cada vez mais difícil. Não é mais uma vida humana, ainda que a gente procure aproveitar das coisas mais simples. De vez em quando, sinto um desejo muito forte de que tudo termine, pela aproximação mais rápida da morte, pois a deformação causada pela doença é terrível. Que Deus tenha compaixão de mim e de você”. Faleceu no dia 21 de outubro de 1989 e foi sepultado no cemitério da sua paróquia.
“O Senhor Deus me deu a capacidade de falar como discípulos, para que eu saiba
ajudar os desanimados com uma palavra de coragem e pelas amarguras suportadas,
ele verá a luz e ficará saciado”(Is 50,4 e 53,11).

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