Sobre o dia do professor...
Hoje, 15 de outubro, o dia do PROFESSOR!
De repente, como se diz comumente, caiu a ficha e comecei a recordar os meus tempos de seminário...
Os meus professores....
Começando na Pedrinha, em 1957, o Pe.Brandão, o diretor, nos dava aulas de português.....

PADRE BORGES
O Pe.Fernandes , com o sabor gostoso de Joaquim Bentinho de Cornélio Pires, ensinava-me matemática...

PADRE FERNANDES
E o Pe.Furlani ensinava-me a encarar o trabalho de mangas arregaçadas, com muita persistência.

PADRE FURLANI
Vim para o SRSA de Aparecida....Lá fiquei entre 1958 e 1962...
Encontrei uma senhora equipe de mestres....
A começar pelas aulas de latim ministradas pelo falecido Pe.Azevedo...

PADRE AZEVEDO
O português ficava por conta do Pe.José Rodrigues de Souza,hoje o Dom Rodrigues, que "simplesmente" ajudou ao Professor Napoleão Mendes de Almeida a editar a GRAMÁTICA METÓDICA DA LÍNGUA PORTUGUESA, nossa ferramenta de estudos...

DOM RODRIGUES(PADRE JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA)
Já a matemática e geografia eram assumidas pelo Pe.Muniz

PADRE MUNIZ
Pe.Cherubini, também falecido, cuidava das aulas de física e química...

PADRE CHERUBINI
As aulas de história geral estavam por responsabilidade do Pe.Carlos Silva, bom ademarista e especialista em Napoleão Bonaparte.
PADRE CARLOS SILVA
O Pe.Vitor Hugo até na aparência era o professor da língua francesa

PADRE VITOR HUGO
Pe.Izidro, com base no Yazigi Method me ajudava a aprender a língua inglesa.

PADRE IZIDRO
Ah!As aulas de grego!Era-me mais complicado do que a própria matemática... Mas o Pe.Vieira, hoje falecido, com sua tranquilidade mineira de Jacutinga deixava-me calmo para assimilar as declinações...
Pe.Peixoto, o prefeitão (assim eu o via!), com muito discernimento me passava as coisas da botânica...

PADRE PEIXOTO
Mas o meu sentido musical foi trabalhado nas aulas de Música, na participação no coral e na bandinha com o Pe.Delcio Viesse, que era rigoroso mas conseguiu desenvolver em mim a gosto por essa arte...
Havia ainda um padre novinho,lamentavelmente partiu muito cedo daqui, chegou dar algumas matérias, como substituto, mas era um atleta bom de bola, o Pe.Zômpero.

PADRE ZÔMPERO
Outro padre novinho, hoje no santuário de Aparecida, o Pe.Magalhães ensinou-me o caminho da religião.

PADRE MAGALHÃES
Por outro lado ganhei a nota 10 de um professor que não dava essa nota para ninguém...Ele disse que minha redação era da Escola Realista, refiro-me ao Pe.Damião, professor de literatura...

PADRE DAMIÃO
Lembro-me ainda do Pe.Nery, que foi para Passo Fundo-RS após meu primeiro ano de Aparecida...
O padre Máttie, bastante discreto estava sempre presente em nossos recreios e jogos...
PADRE MÁTTIE
Lembro também de um de meus diretores, baixinho e sisudo, mas que me fez muito bem, o Pe.Sônego
PADRE SÔNEGO
Foram os meus mestres e orientadores nesses seis anos em que estive no seminário....Nunca vou me esquecer deles, pois ajudaram-me tanto na formação espiritual, como na sólida base que recebi para conquistar tanto sucesso na minha vida profissional e composição de meu futuro lar....
Obrigado, mestres e professores, padres redentoristas!
Antônio Ierárdi Neto
Tampinha II
(Este artigo foi publicado no ano passado, 16 de outubro!)








Do nosso colega Sacristão:
ResponderExcluirIerardi,
Você saiu e eu cheguei na Pedrinha em 1962.
Alguns de seus foram também meus professores. Brandão, Rodriguinho, Zômpero, Peixotinho, Furlani, Vieira, Vitor Hugo, Viesse (Se o Pe. Viesse viesse, o que o Pe. Faria, faria? lembra dessa brincadeira?) ) Pe. Negri, (saudoso)Magalhães e Carlos da Silva.
(Aliás, ele fazia questão do "da". Falava que era o mesmo que "von" do alemão. Explicou uma vez que não era um Silva qualquer.)
Mas, sem "devorteios." Que presente maravilhoso essa galeria que colocou nesta mensagem. De alguns, vieram somente
o nome em minha memória, de outros, a imagem longínqua, saudosa e saborosa de minha infância.
Ah... que professores tivemos, ímpares, maravilhosos, sem igual.
Agradeço a Deus por eles que, além de mestres, eram "padres, missionários, redentoristas, santos. "
E a eles meu DEUS LHES PAGUE pelo que aprendi e sei, ATÉ HOJE.
Um abraço e mais uma vez, obrigado.
Antõnio Carlos (Sacristão)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirDo nosso colega Bicarato:
ResponderExcluir"Caro amigo Ierardi:
Você quase ma arrancou lágrimas ao relembrar professores seus, dos quais a maioria foi professor meu também. Permita-me recordar um detalhe ou outro de alguns deles.
Pe. Sônego, meu diretor depois do Pe. Ribolla. Homem de uma psicologia nata, meu conterrâneo de S. Cruz do Rio Pardo, responsável por eu ter ficado dez anos no seminário, recebendo a formação que recebi e que representa, não só a base, mas quase toda a formação de minha vida, uma vez que, saído do seminário, tive pouquíssimas chances de estudar. A cada vez que lhe pedia para me deixar sair, arrumava alguma coisa extra para eu fazer: ilustrar Maristela ou Redemptio, tocar na bandinha, cantar no coral e, nas férias na Pedrinha (entrei em 52 e só em 56 fui para casa no final do ano), fazer "aventuras". Vêm daí as inúmeras vezes que subi à Pedrona, à Pedrinha, aos Campos, visitei o Cachoeirão, no seu topo ou no pé, o Gomeral (Ouriço), Pirutinga, Taquaral... Pe. Sônego marcou indelevelmente minha vida.
Pe. Ribolla me recebeu no seminário. Têmpera de aço, ajudou na formação de meu caráter.
Pe. Pereira: o pouco que ainda hoje sei de Botânica eu o devo a ele. Deu-me o gosto pela História Natural.
Pe. Viess: transformou alguém que nem sabia o que era música em quem hoje se julga pelo menos um apreciador da boa música, alguém que chegou a aprender a tocar saxofone, a cantar... Até hoje me emociono quando ouço tocar ou cantar -- bem cantado, pois não gosto de certas interpretações que já ouvi -- o Tristeza do Jeca. Foi a primeira canção profana que aprendi na vida.
Pe. Querubini, sempre muito alegre e brincalhão, conseguiu enfiar alguma coisa de Fisica e Química na minha cabeça. Foi embora muito cedo. O Pai acho que precisava de alguem para alegrar mais o céu!
Pe. V. Hugo: o professor que me deu o gosto pela literatura, me ensinou a ler. Completou o que o
Pe. Rodrigues havia alicerçado tão bem nos terceiro e quarto anos. Fazendo quadrinhas, que decorávamos com facilidade, ensinava, por exemplo, quais eram as conjunções subordinativas: TEM - CONDI - CUSA - FIN, MODA - CONCE E CONSE, CORRE - COMPAR - INTEG: temporais, condicionais, causais, finais, modais, concessivas, consecutivas, correlativas e integrais.
Pe. Azevedo e, depois, Pe. Marino foram os diretores espirituais. Pe. Azevedo, por exemplo, sabia muito bem lidar com os "pecadões" que a gente cometia.
Pe. Brandão era o prefeito. Com seu senso prático, era tão bom auxiliar do diretor que acabou sendo o primeiro diretor na Pedrinha. Mas eu não peguei o tempo na Pedrinha. Ficou muito meu amigo e continua até hoje.
Pe. Borges era e é até hoje o santo que todos conhecemos.
Pe. Miné se santificlu numa cadeira de rodas, e o
Ir. Estanislau, de impaciente e meio carrancudo que era, tornou-se o humilde e prestativo irmão que conhecemos. Cuidava, dia e noite, com um carinho impressionante do Pe. Miné.
Pe. Zômpero - o Lasquera - veio bem depois. Era estudante em Tietê quando entrei. Mas eu o conheci quando trabalhei na Editora. Era a alegria, transmitia alegria. Também foi outro que Deus chamou muito cedo para o céu.
Obrigado, Tampinha, por me recordar esses homens que também fizeram parte marcante de minha vida. Salve nossos professores!
Um abraço.
Bicarato."
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