PADRE FLÁVIO CAVALCA DE CASTRO CSsR
Santo Tomás de Aquino (1226-1274) não foi apenas teólogo e filósofo. Foi também bom catequista. Hoje me encontrei com ele ao fazer a oração da Liturgia das Horas. O texto de hoje é sobre a vida eterna, que mencionamos sempre ao terminar o Credo. Vou respeitar o estilo conciso do grande mestre da fé.
Em primeiro lugar, a vida eterna consiste em nossa união plena e perfeita com Deus, o maior prêmio e o melhor término de todos os nossos esforços. Vê-lo, sem véus, será nossa perfeita felicidade. Por outro lado, a vida eterna será nossa possibilidade de dar à Trindade o supremo louvor que nos é possível, uma vez que agora, por mais que façamos, ficamos sempre aquém da adoração que lhe devemos.
A vida eterna também será a plena satisfação de nossos desejos, pois que ali teremos a felicidade que vai além de tudo quanto podemos desejar e esperar. Tendo sempre corrido atrás da felicidade, que nunca pudemos encontrar de forma plena nas criaturas, encontraremos afinal quem nos pode saciar, aquele que nos criou com essa fome insaciável dele mesmo. Podemos até dizer que não é a felicidade que encherá nosso coração; nós é que seremos mergulhados e afogados na felicidade, rodeados totalmente por Deus.
Mesmo sendo Deus nossa perfeita felicidade, diz o santo que de nossa felicidade fará parte também o convívio com todos que conosco participarem da vida eterna. Tanto maior será nossa felicidade, quanto mais felizes forem os outros. Afinal, essa a característica do amor que afinal poderemos viver na plenitude.
Gostei do que me dizia hoje Tomás de Aquino.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por comentar. Sua participação é muito importante para nós. Deixe seu e-mail para podermos lhe contatar.