Acabo de saber pela Talitha, filha do Antônio Claudio, que ele passa bem.
Após fazer o cateterismo passou por uma Angioplastia e deve ter alta ainda hoje, domingo ou no máximo amanhã!
Para conhecermos os procedimentos que foram executados, transcrevemos abaixo o texto divulgado no site do Hospital Santa Lucia:
Angioplastia
O que é?
É uma técnica que utiliza um minúsculo balão inflado dentro da artéria obstruída com placas de gordura e sangue, além de uma minitela de aço que, aberta, facilita a passagem do sangue. O procedimento é usado desde 1983 nos EUA e chegou ao Brasil na década atual. Agora, os pacientes também recebem, durante a operação, uma substância que impede o reinfarto.
A substância abciximab, descoberta recentemente, impede a união de plaquetas - células sanguíneas que impedem os sangramentos.
O abciximab torna mais eficiente a cirurgia e reduziu para 4% a mortalidade entre infartados atendidos em hospitais.
Restrições
Não pode ser usada em:
pessoas com mais de 80 anos;
pacientes que sofrem de doenças hemorrágicas, pois o remédio impede a coagulação;
quem fez a cirurgia nos últimos 6 meses;
quem sofreu derrame cerebral nos últimos dois anos. Derrame é uma hemorragia em um vaso do cérebro.
O cateterismo é o primeiro passo. Para ver o local da obstrução, é inserido um cateter (tubo com um visor) que identifica até onde o sangue ainda chega dentro da artéria.
Identificada a área obstruída, coloca-se um fio através do cateter. Há um balão vazio nesse fio, que é inflado no local de bloqueio, esmagando as placas que provocaram o entupimento. Uma evolução: o stent (tela de aço inoxidável) acompanha o balão e consegue aumentar a eficácia do procedimento.
Além de esmagar a placa de obstrução, o balão, quando cheio, monta o stent. A tela de aço, já montada, cola na parede interna da artéria e impede que esta se feche.
O balão que acompanhou o fio durante a angioplastia esvazia e é retirado da artéria. Mas o stent permanece. No momento em que o balão seca, o sangue volta a circular normalmente.
Depois de instalado o stent, o fio é retirado junto com o tubo do catéter que lhe deu passagem. As chances de sucesso da angioplastia com stent chegam a 98%.
Remédio convencional
O trombolítico é um remédio usado para destruir os coágulos de sangue que se formam em torno das placas de gordura acumuladas dentro da artéria. É um medicamento capaz de desobstruir a artéria, mas só atua sobre as células de sangue. A placa de gordura permanece.
As plaquetas
(1) - Plaqueta
(2) - Agregação excessiva de plaquetas O entupimento nas artérias não se deve unicamente ao acúmulo de gordura (colesterol). As placas gordurosas machucam a parede interna das artérias e provocam sangramentos. O sangue, então, também se concentra e forma coágulos. Além disso, as plaquetas (células do sangue que, quando unidas, bloqueiam o sangramento) também se juntam e aumentam a placa de obstrução da artéria.
O novo remédio
Uma nova substância, chamada abciximab (de nome comercial ReoPro) aumentou a eficácia da angioplastia. Sua função é a de impedir que as plaquetas se unam e, portanto, evitar a formação de obstruções dentro das artérias. Sem a agregação das plaquetas, a artéria corre menos risco de entupir novamente. Mostrou ter conseguido reduzir em 50% um segundo infarto ou a morte.
(1) - O Abciximab impede que as plaquetas se unam
(2) - Agregação plaquetária inibida.
Histórico
Em 1.960, a mortalidade dos pacientes que chegavam ao hospital com infarto agudo era de 20%. A partir de 1.980 (com o uso de trombolíticos) esse número caiu para 10%. Dez anos mais tarde, ano em que passou a se usar a angioplastia a mortalidade reduziu para 4%.
Texto e imagens
Correio Braziliense






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