Em 21 de julho de 1740, a CONGREGAÇÃO REDENTORISTA, por seu PATRONO E FUNDADOR SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, propagou, para se consolidar o VOTO E JURAMENTO DE PERSEVERANÇA conforme o que segue:
Com grande constância acreditou Santo Afonso que sua Congregação, sob o patrocínio da beatíssima Virgem Maria, haveria de incansavelmente colaborar com a Igreja na obra de ganhar o mundo para Cristo. Por esse motivo tudo fez para que a Congregação se propagasse e se consolidasse pelo voto de perseverança (1740) como também pelos votos simples e para que fosse aprovada pela suprema autoridade eclesiástica. O que, finalmente, conseguiu, quando o Sumo Pontífice Bento XIV, em 25 de fevereiro de 1749, aprovou solenemente o Instituto e suas Constituições e Regras. A partir de então os confrades emitiram votos simples reconhecidos pela autoridade pontifícia. Pela Constituição Apostólica “Conditae a Christo” de Leão XIII, de 8 de dezembro de 1900, passaram a ter esses votos simples o caráter de votos religiosos públicos.
Apresentado ao S. Pontífice Bento XIV pelo sacerdote Afonso de Ligório e companheiros, para conseguir a aprovação apostólica da Congregação do SS. Salvador.
Santíssimo Padre!
O sacerdote napolitano Afonso de Ligório com seus demais companheiros missionários, reunidos sob o título do SS. Salvador, em humilde súplica expõem o seguinte a vossa Santidade:
Após muitos anos de exercício das missões como membro da Congregação das Missões Apostólicas, com sede na catedral de Nápoles, conhecendo o grande abandono em que jazem os pobres e principalmente os camponeses, em vastas regiões deste reino, desde 1732 uniu-se aos acima mencionados sacerdotes, seus companheiros, sob a direção de Mons. Falcoia, Bispo de Castellamare, para atender aos pobres camponeses espiritualmente mais abandonados, com missões, instruções e outros exercícios. Pois é freqüente não terem quem lhes administre os santos sacramentos e lhes anuncie a palavra de Deus, ao ponto de muitos deles morrerem na ignorância dos próprios mistérios da fé necessários para a salvação, por serem poucos os sacerdotes, que de modo especial se dedicam aos pobres camponeses, seja por causa dos gastos necessários, seja por causa dos incômodos que tal tarefa acarreta.
Por isto, os autores deste pedido, desde então, entregaram-se às missões ajudando esta pobre gente, percorrendo os campos e lugares mais abandonados das seis províncias do reino de Nápoles; e com tal fruto que o próprio augusto soberano, disto informado, sobretudo em relação aos trabalhos em beneficio dos pastores da Apúlia, concedeu, por diversos decretos, uma subvenção anual para manter esta obra, recomendando-a como extremamente proveitosa para o bem geral de seu reino.
E o próprio eminentíssimo arcebispo de Nápoles, que com tanto zelo governa sua Igreja, dignou-se chamar-nos em seu auxílio; o que foi feito nas aldeias de sua diocese, por meio de missões.
Para tal fim, os mesmos autores do presente pedido, com a aprovação canônica dos bispos e autorização régia, reuniram-se para viver em algumas casas ou retiros, fora das povoações, em diversas regiões do reino, isto é, nas dioceses de Salerno, Bovino, Nocera e ultimamente emConza; aí, com o beneplácito apostólico da S. Congregação dos Bispos e Regulares, foi-nos concedida a igreja de Nossa Senhora “Mater Domini” com a casa adjacente e algumas rendas de um benefício do clero deCaposele e outras rendas cedidas por diversos benfeitores, principalmente pelo arcebispo daquela diocese.
Nestas casas, além das missões, que não cessamos de dar, abriu-se também a oportunidade para virem renovar suas confissões e confirmar-se pelas pregações aos camponeses das aldeias em que se pregaram missões. Além disso, nas mesmas casas, mais vezes no ano, realizaram-se exercícios espirituais fechados quer para ordenandos, quer para párocos e sacerdotes enviados pelos seus bispos e também para leigos. Isso foi de suma vantagem, pois, reformados os sacerdotes, tornaram-se dignos ministros do santuário para a salvação espiritual de seus conterrâneos.
Tudo isso segue sem interrupção, aumentando dia a dia a afluência e o proveito das pessoas. Também o Senhor derramou abundante bênção sobre esta obra não só pela conversão de tantas almas abandonadas e pelo proveito das regiões onde nos afadigamos, mas também pelo aumento do número de confrades, que se associaram ao nosso grupo, chegando, atualmente, a quarenta, mais ou menos.
Esse, Santíssimo Padre, é o estado em que se encontra a mencionada obra. Mas se Vossa Santidade não se dignar conceder a sua aprovação apostólica, a obra não poderá ter feliz continuação. Por isso, prostrados aos pés de Vossa Santidade suplicamos pelo amor que dedica à glória de Jesus Crista e à salvação espiritual de tantos pobres camponeses, que são os filhos mais abandonados da Igreja de Deus, que se digne dar o consentimento apostólico para a ereção e constituição do mencionado grupo como Congregação de sacerdotes seculares sob o título do SS. Salvador, ficando ela sujeita à jurisdição dos Ordinários locais, do mesmo modo que a Congregação dos Padres da Missão e dos Pios Operários, com esta diferença: as casas dos congregados estejam sempre fora das povoações e no meio das dioceses mais necessitadas, para assim melhor se dedicarem aos que moram na zona rural, e melhor ajudá-los.
Digne-se também Vossa Santidade aprovar as Regras que a seu tempo serão apresentadas. Esperamos que Vossa Santidade, impelido por tão grande zelo pela salvação das almas, principalmente destes pobres camponeses, (como demonstrou em sua encíclica aos bispos do reino de Nápoles, procurando na medida do possível ajudá-los por meio das santas missões) queira dar estabilidade com sua suprema autoridade apostólica a uma obra não só útil como necessária a tantas almas abandonadas, que vivem nas regiões rurais deste vastíssimo reino, destituídas do amparo espiritual.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por comentar. Sua participação é muito importante para nós. Deixe seu e-mail para podermos lhe contatar.