
PADRE FLÁVIO CAVALCA DE CASTRO CSsR
Outro dia, num de seus habituais destemperos oratórios improvisados, o Presidente Lula, falando de sexo e de preservativos, acusou a Igreja de ser hipócrita. E pior, fez a mesma acusação a pais e mães que pensam diversamente dele.
Mais uma vez fiquei envergonhado ao ver que um homem público brasileiro pode falar sem pensar e sem dar a seu pensamento um embasamento conveniente. Pode falar com a sabedoria dos almanaques, como se dizia antigamente, ou de “Caras”, como se poderia dizer hoje. Do alto de suas alpargatas.
Ao ouvi-lo, lembrei-me de uma daquelas anedotas dos tempos clássicos, que apareciam no livros escolares de antigamente. O grande pintor grego Apeles (século quarto A. C.) tinha exposto uma de suas pinturas. Escondido, ficou a ouvir a apreciação do público. Um homem, sapateiro conhecido na cidade, fez sensatas críticas às sandálias da personagem retratada. Apeles anotou cuidadosamente as observações. Mas o homem continuou suas críticas, que bem mostravam sua estreiteza de cultura. Apeles não se conteve. Saiu do esconderijo e disse uma frase que virou provérbio: “Que o sapateiro não vá além das sandálias!”
Se for, talvez o dano seja pequeno. Mas o ridículo será sempre grande e constrangedor.
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