
PADRE FLÁVIO CAVALCA DE CASTRO CSsR
No Portal da CNBB, está sendo divulgada uma apresentação, em slides, sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2007: Fraternidade E Amazônia. Transcrevo parte do texto, do Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa CS, que me parece boa introdução ao tema.
“Para 2007 a CNBB escolheu abordar o que a Amazônia tem a dizer.
Por que fazer a Campanha da Fraternidade sobre uma região do país, ao invés de enfrentar a problemática de pessoas excluídas como se acostumou fazer nos últimos tempos?
As explicações para esta opção derivam da importância da Amazônia, de sua marginalização no contexto nacional, das gravíssimas conseqüências que teremos se sua devastação evoluir sob a força da cobiça, da necessidade da presença evangelizadora e pastoral de dioceses e prelazias que precisam do apoio missionário dos católicos do Brasil e de outras nações.
A Amazônia ainda é desconhecida pela maioria dos brasileiros.
Na verdade, o aspecto do meio ambiente chama a atenção e deve merecer respeito por que os erros cometidos na ocupação de outras regiões de nosso país não podem ser repetidos aqui.
É uma área de grande presença de água doce, de rico ecossistema, mas de extrema fragilidade.
- A Amazônia concentra 80% da água disponível no território brasileiro;
- Contém 20% da disponibilidade mundial de água doce não congelada;
- Abriga 34% das reservas mundiais de florestas;
- Cerca de 30% das espécies de fauna e flora do mundo encontram-se aí.
- O Rio Amazonas joga no Oceano Atlântico entre 200 e 220 mil metros cúbicos de água por segundo, 15,5% de toda a água doce que entra diariamente no oceano Atlântico.
- Estes dados mostram a relação direta que a Amazônia apresenta com os recursos naturais disponíveis.
No entanto, devemos desmistificar uma visão capitalista, onde tudo se toma mercadoria, para enriquecer alguns.
Outro aspecto é a existência de muitos povos que habitam a Amazônia. Eles têm direito a viver com dignidade e respeito.
A Campanha da Fraternidade também dirá ao Brasil que na imensidão amazônica existem comunidades católicas entusiastas, mas que também faltam lideranças e meios materiais para atendê-las.
É uma região missionária, que apela à Igreja por ajuda. Existem localidades difíceis de ser atingidas e que precisam de evangelizadores.
O futuro da Igreja Católica na Amazônia depende da resposta dos católicos brasileiros. O fato é que as enormes distâncias e a escassez de evangelizadores facilitam o florescimento de outras denominações religiosas.
A Campanha da Fraternidade de 2007 poderá ser a grande ocasião de despertar os católicos e não católicos para a Amazônia, que é um patrimônio do Brasil, e para a missão de torná-la cada vez mais de Cristo.”
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