Pe. Henrique C. de Lima Vaz S.J. - (1921 - 2002)Principal filósofo brasileiro e o maior filósofo cristão das últimas décadas do século XX. Doutor em Filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma, atuou ininterruptamente no magistério filosófico universitário na Faculdade de Filosofia da Companhia de Jesus em Nova Friburgo (1953/63), Rio de Janeiro (1975/81) e Belo Horizonte (1982/2001), e no Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (1964/1986)
Nasceu em Ouro Preto, MG, no dia 24 de agosto de 1921, sendo seus pais o professor Theodoro Amálio da Fonseca Vaz, catedrático de Mineralogia, da Escola Nacional de Minas e Metalurgia, já falecido, e Dona Emília Josephina de Lima Vaz. Entrou à Companhia de Jesus no dia 29 de março de 1938. Foi ordenado sacerdote no dia 15 de julho de 1948.
O Pe. Henrique Cláudio de Lima Vaz faleceu no dia 23 de maio de 2002, às 20 horas, em Belo Horizonte, MG. O seu depoimento, que reproduzimos abaixo, foi publicado em 1976 no livro Rumos da Filosofia atual no Brasil. Posteriormente, em 1982, por ocasião da passagem de seus 60 anos, foi republicado no livro Cristianismo e História, organizado pelo Pe. Carlos Palácio S.J para a coleção 'Fé e realidade', das Edições Loyola.

Revista Jesuítas
«...Ele é o único pensador brasileiro cujo pensamento já foi tema de tese no exterior (Itália). Não tenho dúvida que se seu pensamento tivesse sido produzido na França, seria um dos grandes pensadores estudados hoje. No Brasil ele era uma referência e alguém presente na filosofia brasileira. Lembro de uma ocasião em 1986, quando na Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANFOP), tratava-se de homenagear o filósofo e obra do ano. Pe. Vaz era o único nome de consenso.» (Revista Jesuítas nº 234 abril/maio/junho 2002).
Edições Loyola
« A vinculação à metafísica clássica não lhe impediu um vivo interesse pelo pensamento moderno e um diálogo franco com seus principais representantes. Levou a sério seus questionamentos e absorveu criticamente suas sugestões, sobretudo de caráter metodológico, instigado por autores que assumiram o mesmo desafio, como M. Blondel, J. Maréchal, J. Maritain, e Teilhard de Chardin. Exímio conhecedor de Hegel, comentou-lhe exaustivamente a obra em seus cursos; discutiu também com agudeza as idéias de Marx e de outros filósofos mais recentes. Em sua síntese pessoal, integrou assim elementos antigos, mormente da metafísica e ética de Santo Tomás, e perspectivas recentes, com ênfase na dialética hegeliana.» (Artigo publicado no site da Edições Loyola - www.loyola.com.br - em 2002).

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