Dom Frei Gabriel Paulino Bueno do Couto, Bispo Auxiliar de Dom Francisco Borja do Amaral, nasceu em Itu, SP, a 22 de junho de 1910.Entrou para a Ordem Carmelita, onde tomou hábito em 18 de dezembro de 1927. Fez sua profissão religiosa em 30 de dezembro de 1928, realizando estudos no Oratório do Carmo, em São Paulo, e Filosofia no Convento da Lapa no Rio de Janeiro.
Em 1930 foi mandado para Roma, a fim de completar seus estudos no Colégio Internacional Santo Alberto em Roma. Foi ordenado sacerdote em 9 de julho de 1933. Doutorou-se em teologia e Prior do Convento de Santo Alberto. Nesse período, em plena Segunda Guerra Mundial (1939-1945), esmerou-se no trabalho não deixando faltar alimento a seus confrades do convento em que morava.
Em Roma, onde viveu por 17 anos ocupou vários cargos importantes, entre os quais Prefeito dos Estudos, Prior do Colégio Internacional da Ordem dos Carmelitas e Assistente Geral da mesma ordem. Quando no exercício deste último cargo foi eleito Bispo Auxiliar de Jaboticabal pelo Papa Pio XII em 26 de outubro de 1946, recebendo a sagração episcopal, na própria cidade de Roma aos 15 de dezembro de 1946.
Tomando posse de seu cargo, em Jaboticabal-SP, foi para essa Diocese um destacado evangelizador.
Acometido de tuberculose veio para São José dos Campos -SP buscar a recuperação da saúde. Residindo no Sanatório Vicentina Aranha não abandonou sua missão pastoral cuidando durante muitos anos do alívio espiritual dos doentes.
Tendo se recuperado, a Santa Sé em 5 de novembro de 1954 nomeou-o Bispo Auxiliar de Curitiba, cargo que não chegou a exercer por ter sofrido uma recaída da doença.
Em 30 de abril de 1956, atendendo um pedido Dom Francisco Borja do Amaral, o Papa Pio XII nomeou Dom Gabriel como Bispo Auxiliar de Taubaté.
Tomou posse do novo cargo no dia 26 de junho, na capela Sanatório Vicentina Aranha em São José dos Campos. Após estas cerimônias, Dom Francisco nomeou o novo Bispo Auxiliar como Vigário Geral da Diocese.
No exercício da nova missão na Diocese de Taubaté, Dom Gabriel dedicou-se ao desenvolvimento do Seminário Diocesano, do jornal O Lábaro e prestou relevantes serviços à pastoral, muito colaborando com Dom Francisco Borja do Amaral.
Em 27 de março de 1965, Dom Gabriel foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, tendo exercido na ocasião, o cargo de Diretor Espiritual da Universidade Católica de São Paulo.
Porém dois anos depois, em 5 de janeiro de 1967 o Papa Paulo VI o nomeou primeiro Bispo Diocesano de Jundiaí.
Em seu novo episcopado criou novas paróquias, recrutou novos sacerdotes, organizou o patrimônio da diocese, organizou as regiões pastorais com seus conselhos e os cursilhos de cristandade de adultos e jovens.
Faleceu em Jundiaí, a 11 de março de 1982 e foi sepultado na Igreja Catedral de Nossa Senhora do Desterro, de Jundiaí. Morreu com fama de santidade e por isso foi aberto processo de canonização que se encontra em andamento na Congregação para as Causas dos Santos em Roma.
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