Pe. João A. Mac Dowell S.J.
É verdade que sem o pecado de Adão e Eva não haveria sofrimento nem morte?
A Bíblia ensina que Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para partilhar conosco sua vida e felicidade. Este é o sentido da história do paraíso onde Deus colocou Adão e Eva. Evidentemente não se trata de um fato histórico, como, por exemplo, a morte de Jesus na cruz, mas de uma espécie de parábola, que serve para explicar uma verdade religiosa. Não existiu um jardim muito agradável onde Deus passeava e conversava com o homem e a mulher. Mas com estas imagens a Bíblia quer mostrar qual era o plano original de Deus. Ele criou os seres humanos para viverem na sua amizade como filhos queridos.
Se os primeiros homens tivessem aceitado a amizade de Deus, a nossa existência seria muito diferente. Haveria algum sofrimento, como entre os animais, resultante dos processos da natureza, frio e calor, enchentes e terremotos, e assim por diante. Mas não haveria maldade no coração humano, nem todas as suas conseqüências perversas, para o próprio pecador, a inveja, tristeza, angústia e remorso, ou para os que sofrem os efeitos do ódio e da violência. Reinaria a justiça e a paz, no respeito por Deus e sua lei, e na ajuda solidária entre todos. O nosso organismo seguiria o ciclo vital de crescimento e decomposição. Mas o fim da vida não seria, como agora, uma ruptura dolorosa com o mundo presente, nem um mergulho angustioso no vazio da morte. Este momento final seria experimentado como uma passagem suave e desejada para uma vida ainda melhor, de comunhão plena e definitiva com Deus e com toda a família humana.
Este projeto original de Deus nunca chegou a concretizar-se. Os primeiros seres humanos, que a Bíblia chama de Adão e Eva, rejeitaram desde o princípio a oferta de Deus. Por sua culpa, perderam o privilégio de viver como filhos de Deus. Separando-se dele, a fonte da vida, ficaram sujeitos a todo o tipo de males. Mas esta nova situação de miséria não afetou só o primeiro par humano. Foi herdada também por seus descendentes. Nascemos fora do paraíso, i.e. como membros duma família, cujos pais abandonaram a casa de Deus, para seguir seu próprio caminho. Por isso, vivemos num mundo marcado pelo pecado e pela morte. "A morte entrou no mundo pelo pecado" (Rom 5,12), diz S.Paulo: Nossa situação seria desesperadora, se Deus não nos tivesse salvado gratuitamente por meio de Jesus Cristo. É o que explica ainda Paulo: "Como pela desobediência de um só homem a multidão dos homens se tornou pecadora, assim também pela obediência de um só se tornará justa" (5,19).
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.
http://www.redemptor.com.br
É verdade que sem o pecado de Adão e Eva não haveria sofrimento nem morte?
A Bíblia ensina que Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para partilhar conosco sua vida e felicidade. Este é o sentido da história do paraíso onde Deus colocou Adão e Eva. Evidentemente não se trata de um fato histórico, como, por exemplo, a morte de Jesus na cruz, mas de uma espécie de parábola, que serve para explicar uma verdade religiosa. Não existiu um jardim muito agradável onde Deus passeava e conversava com o homem e a mulher. Mas com estas imagens a Bíblia quer mostrar qual era o plano original de Deus. Ele criou os seres humanos para viverem na sua amizade como filhos queridos.
Se os primeiros homens tivessem aceitado a amizade de Deus, a nossa existência seria muito diferente. Haveria algum sofrimento, como entre os animais, resultante dos processos da natureza, frio e calor, enchentes e terremotos, e assim por diante. Mas não haveria maldade no coração humano, nem todas as suas conseqüências perversas, para o próprio pecador, a inveja, tristeza, angústia e remorso, ou para os que sofrem os efeitos do ódio e da violência. Reinaria a justiça e a paz, no respeito por Deus e sua lei, e na ajuda solidária entre todos. O nosso organismo seguiria o ciclo vital de crescimento e decomposição. Mas o fim da vida não seria, como agora, uma ruptura dolorosa com o mundo presente, nem um mergulho angustioso no vazio da morte. Este momento final seria experimentado como uma passagem suave e desejada para uma vida ainda melhor, de comunhão plena e definitiva com Deus e com toda a família humana.
Este projeto original de Deus nunca chegou a concretizar-se. Os primeiros seres humanos, que a Bíblia chama de Adão e Eva, rejeitaram desde o princípio a oferta de Deus. Por sua culpa, perderam o privilégio de viver como filhos de Deus. Separando-se dele, a fonte da vida, ficaram sujeitos a todo o tipo de males. Mas esta nova situação de miséria não afetou só o primeiro par humano. Foi herdada também por seus descendentes. Nascemos fora do paraíso, i.e. como membros duma família, cujos pais abandonaram a casa de Deus, para seguir seu próprio caminho. Por isso, vivemos num mundo marcado pelo pecado e pela morte. "A morte entrou no mundo pelo pecado" (Rom 5,12), diz S.Paulo: Nossa situação seria desesperadora, se Deus não nos tivesse salvado gratuitamente por meio de Jesus Cristo. É o que explica ainda Paulo: "Como pela desobediência de um só homem a multidão dos homens se tornou pecadora, assim também pela obediência de um só se tornará justa" (5,19).
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.
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