Pe. João A. Mac Dowell S.J.
Como é que a Igreja proibe a comunicação com os mortos, se a própria Bíblia conta a história de Saul que consultou uma médium para conhecer o seu futuro?
Vou primeiro contar brevemente o que diz o Primeiro Livro de Samuel no capítulo 28. Saul tinha sido escolhido por Deus, por meio do profeta Samuel, para ser o primeiro rei do povo de Israel. No princípio agiu corretamente. Era corajoso e fiel. Mas depois desobedeceu a Deus e foi rejeitado por ele. O remorso foi destruindo a personalidade de Saul, que se tornou invejoso, triste e inseguro. Certo dia os filisteus invadiram Israel com um forte exército. Saul perguntou a Javé, seu Deus, o que devia fazer, mas este não lhe respondeu. Então o rei desesperado procurou uma médium, para consultar o espírito de Samuel, seu antigo amigo e conselheiro, que tinha morrido. A mulher evocou Samuel, que através dela, respondeu a Saul, predizendo a derrota dos israelitas e sua morte na batalha.
Contém esta narração bíblica alguma prova a favor do espiritismo? Em primeiro lugar, é preciso lembrar que no livro do Deuteronômio, capítulo 18, Javé proibe expressamente aos israelitas interrogar os espíritos e evocar os mortos. Eles devem escutar apenas a palavra de Deus através de seus profetas. O próprio Saul, para cumprir a ordem de Javé, havia expulsado do país os médiuns. Agora resolve recorrer a eles e os seus servidores lhe dão o endereço de uma médium clandestina na cidade de Endor.
Portanto, a história de Saul demonstra somente que a tentação de participar em sessões espíritas era comum naquele tempo, como hoje. Não significa nenhuma aprovação da prática de comunicar-se com os mortos. Ao contrário, esta prática vai contra a fé em Deus, ao qual devemos confiar a nossa vida e a dos nossos entes queridos, sem pretender desvendar os segredos do futuro. O marido ou a mulher, se amam de verdade, ficariam ofendidos, se o outro cônjuge, em vez de confiar na sua palavra, fosse investigar por meio de outros a verdade de suas promessas. Assim também recorrer aos espíritos para saber o que vai acontecer ou o que devemos fazer é uma prova de desconfiança na bondade de Deus que nos mostrou o caminho da vida verdadeira por meio de Jesus Cristo.
Do Livro:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.
http://www.redemptor.com.br
Como é que a Igreja proibe a comunicação com os mortos, se a própria Bíblia conta a história de Saul que consultou uma médium para conhecer o seu futuro?
Vou primeiro contar brevemente o que diz o Primeiro Livro de Samuel no capítulo 28. Saul tinha sido escolhido por Deus, por meio do profeta Samuel, para ser o primeiro rei do povo de Israel. No princípio agiu corretamente. Era corajoso e fiel. Mas depois desobedeceu a Deus e foi rejeitado por ele. O remorso foi destruindo a personalidade de Saul, que se tornou invejoso, triste e inseguro. Certo dia os filisteus invadiram Israel com um forte exército. Saul perguntou a Javé, seu Deus, o que devia fazer, mas este não lhe respondeu. Então o rei desesperado procurou uma médium, para consultar o espírito de Samuel, seu antigo amigo e conselheiro, que tinha morrido. A mulher evocou Samuel, que através dela, respondeu a Saul, predizendo a derrota dos israelitas e sua morte na batalha.
Contém esta narração bíblica alguma prova a favor do espiritismo? Em primeiro lugar, é preciso lembrar que no livro do Deuteronômio, capítulo 18, Javé proibe expressamente aos israelitas interrogar os espíritos e evocar os mortos. Eles devem escutar apenas a palavra de Deus através de seus profetas. O próprio Saul, para cumprir a ordem de Javé, havia expulsado do país os médiuns. Agora resolve recorrer a eles e os seus servidores lhe dão o endereço de uma médium clandestina na cidade de Endor.
Portanto, a história de Saul demonstra somente que a tentação de participar em sessões espíritas era comum naquele tempo, como hoje. Não significa nenhuma aprovação da prática de comunicar-se com os mortos. Ao contrário, esta prática vai contra a fé em Deus, ao qual devemos confiar a nossa vida e a dos nossos entes queridos, sem pretender desvendar os segredos do futuro. O marido ou a mulher, se amam de verdade, ficariam ofendidos, se o outro cônjuge, em vez de confiar na sua palavra, fosse investigar por meio de outros a verdade de suas promessas. Assim também recorrer aos espíritos para saber o que vai acontecer ou o que devemos fazer é uma prova de desconfiança na bondade de Deus que nos mostrou o caminho da vida verdadeira por meio de Jesus Cristo.
Do Livro:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
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