Pe. João A. Mac Dowell S.J.
Qual é a diferença entre espiritismo e ciências parapsicológicas?
A Parapsicologia estuda as capacidades humanas chamadas de paranormais, porque se distinguem do nosso modo ordinário de contato com a realidade. São fenômenos raros como a percepção extra-sensorial, i.e. um conhecimento que excede a capacidade normal de nossa vista, ouvido e demais sentidos: ver, por exemplo, um assassinato que está sendo cometido noutra cidade (clarividência); conhecer os pensamentos ou sentimentos de outros (telepatia); desvendar acontecimentos futuros (precognição). Há também casos de uma ação ou influência do ser humano sobre o mundo material, inexplicável pelas leis físicas conhecidas. Por exemplo: a levitação de corpos, ou o seu deslocamento sem uma causa física aparente.
A primeira questão que a Parapsicologia discute é a da existência mesma destes fenômenos. Não se trataria de coincidências ou de fraudes, como os truques mágicos, ou de sugestionamento dos expectadores? Hoje, depois de experiências sérias e controladas, muitos cientistas julgam que alguns fenômenos paranormais, sobretudo de percepção extra-sensorial, são inegáveis, do mesmo modo que a existência de pessoas dotadas destas faculdades.
A segunda questão que coloca a Parapsicologia é como explicar estes fenômenos. Até hoje não foi encontrada uma explicação cientificamente aceitável, i.e. que possa ser comprovada pelos métodos científicos. Existem, porém, várias hipóteses. Algumas apelam para um tipo de energia física ainda desconhecida. Outras são de caráter psíquico. Fala-se, por exemplo, de poderes especiais da mente humana, capaz de atuar diretamente sobre o mundo material, sem a mediação do próprio corpo. Outros supõem a existência de um inconsciente espiritual ou coletivo, que permite a comunicação direta entre as mentes e formas de conhecimento e ação, independentes das condições corporais. Estas explicações recorrem a causas naturais deste mundo, embora dificilmente acessíveis aos métodos da ciência experimental.
Há finalmente dois tipos de explicação que recorrem à intervenção de causas externas ao nosso mundo. A explicação espírita atribui os fenômenos paranormais e mediúnicos, pelo menos em certos casos, à intervenção dos espíritos dos mortos. Pode-se também apelar para uma intervenção milagrosa de Deus. A Igreja não exclui o milagre, quando o fenômeno tem um caráter religioso, mas é muito cautelosa em aceitá-los. Ela incentiva a busca de explicações naturais e não se pronuncia sobre questões que não tocam diretamente a fé. É contrária, porém, à prática espírita de invocar os mortos e a crença na sua intervenção direta em nosso mundo.
Do Livro:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.
http://www.redemptor.com.br
Qual é a diferença entre espiritismo e ciências parapsicológicas?
A Parapsicologia estuda as capacidades humanas chamadas de paranormais, porque se distinguem do nosso modo ordinário de contato com a realidade. São fenômenos raros como a percepção extra-sensorial, i.e. um conhecimento que excede a capacidade normal de nossa vista, ouvido e demais sentidos: ver, por exemplo, um assassinato que está sendo cometido noutra cidade (clarividência); conhecer os pensamentos ou sentimentos de outros (telepatia); desvendar acontecimentos futuros (precognição). Há também casos de uma ação ou influência do ser humano sobre o mundo material, inexplicável pelas leis físicas conhecidas. Por exemplo: a levitação de corpos, ou o seu deslocamento sem uma causa física aparente.
A primeira questão que a Parapsicologia discute é a da existência mesma destes fenômenos. Não se trataria de coincidências ou de fraudes, como os truques mágicos, ou de sugestionamento dos expectadores? Hoje, depois de experiências sérias e controladas, muitos cientistas julgam que alguns fenômenos paranormais, sobretudo de percepção extra-sensorial, são inegáveis, do mesmo modo que a existência de pessoas dotadas destas faculdades.
A segunda questão que coloca a Parapsicologia é como explicar estes fenômenos. Até hoje não foi encontrada uma explicação cientificamente aceitável, i.e. que possa ser comprovada pelos métodos científicos. Existem, porém, várias hipóteses. Algumas apelam para um tipo de energia física ainda desconhecida. Outras são de caráter psíquico. Fala-se, por exemplo, de poderes especiais da mente humana, capaz de atuar diretamente sobre o mundo material, sem a mediação do próprio corpo. Outros supõem a existência de um inconsciente espiritual ou coletivo, que permite a comunicação direta entre as mentes e formas de conhecimento e ação, independentes das condições corporais. Estas explicações recorrem a causas naturais deste mundo, embora dificilmente acessíveis aos métodos da ciência experimental.
Há finalmente dois tipos de explicação que recorrem à intervenção de causas externas ao nosso mundo. A explicação espírita atribui os fenômenos paranormais e mediúnicos, pelo menos em certos casos, à intervenção dos espíritos dos mortos. Pode-se também apelar para uma intervenção milagrosa de Deus. A Igreja não exclui o milagre, quando o fenômeno tem um caráter religioso, mas é muito cautelosa em aceitá-los. Ela incentiva a busca de explicações naturais e não se pronuncia sobre questões que não tocam diretamente a fé. É contrária, porém, à prática espírita de invocar os mortos e a crença na sua intervenção direta em nosso mundo.
Do Livro:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.
http://www.redemptor.com.br

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