Fragmento da última homilia de Dom Romero, proferida na véspera de seu assassinato:
"Frente à ordem de matar seus irmãos deve prevalecer a Lei de Deus, que afirma: Não matarás! Ninguém deve obedecer a uma lei imoral (...). Em favor deste povo sofrido, cujos gritos sobem ao céu de maneira sempre mais numerosa, suplico-lhes, peço-lhes, ordeno-lhes em nome de Deus: cesse a repressão!" (23 de março de 1980).
"Frente à ordem de matar seus irmãos deve prevalecer a Lei de Deus, que afirma: Não matarás! Ninguém deve obedecer a uma lei imoral (...). Em favor deste povo sofrido, cujos gritos sobem ao céu de maneira sempre mais numerosa, suplico-lhes, peço-lhes, ordeno-lhes em nome de Deus: cesse a repressão!" (23 de março de 1980).
Estas seriam as últimas palavras do bispo ao país. Foi sua última homilia, carregada de tons proféticos, rico do mais puro conteúdo evangélico. No dia seguinte, ele é assassinado por um franco-atirador (há quem diga que era um agente da CIA), enquanto celebrava uma missa na capela do Hospital da Divina Providência. O arcebispo é atingido pelo tiro no momento em que erguia o cálice com o vinho consagrado. Ao cair, o sangue de Cristo se mistura com o sangue do mártir, numa comunhão perfeita, prenúncio da comunhão definitiva. O suposto mandante do crime, major Roberto D’Aubuisson, é reconhecido como responsável, mas, como acontece em muitos lugares, ele nunca foi punido.
Palavras de Dom Samuel Ruiz Garcia, bispo emérito de San Cristóbal de Las Casas, Chiapas, México sobre o colega assassinado:
"Dom Romero foi um bispo exemplar, porque foi um bispo dos pobres em um continente que carrega tão cruelmente a marca da pobreza das grandes maiorias, enxertou-se entre eles, defendeu sua causa e sofreu a mesma sorte deles: a perseguição e o martírio. Dom Romero é o símbolo de toda uma Igreja e de um continente latino-americano, verdadeiro servo sofredor de Yahwé, que carrega o pecado, a injustiça e a morte de nosso continente. Embora, às vezes, o pressentíamos, seu assassinato não nos surpreendeu; seu destino não podia ser outro, pois ele foi fiel a Jesus e se inseriu de verdade na dor de nossos povos".
Oscar Arnulfo Romero y Guadamez nasceu em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios, em El Salvador. Sua família era numerosa e pobre. Quando criança, sua saúde inspirava cuidados. Com apenas 13 anos entrou no seminário. Foi para Roma completar o curso de teologia com 20 anos e se ordenou sacerdote, em 1943. Retornou a El Salvador, na função de pároco. Era um sacerdote generoso e atuante: visitava os doentes, lecionava religião nas escolas, foi capelão do presídio; os pobres carentes faziam fila na porta de sua casa paroquial, pedindo e recebendo ajuda. Durante 26 anos, na função de vigário, padre Oscar Romero conheceu a miséria profunda que assolava seu pequeno país.
Trechos de artigo de Antonio Mesquita Gavão, Doutor em Teologia Moral, no site www.adital.com.br
PAULO DE OLIVEIRA(PAULINHO)
DIRETOR SOCIAL DA UNESER
Palavras de Dom Samuel Ruiz Garcia, bispo emérito de San Cristóbal de Las Casas, Chiapas, México sobre o colega assassinado:
"Dom Romero foi um bispo exemplar, porque foi um bispo dos pobres em um continente que carrega tão cruelmente a marca da pobreza das grandes maiorias, enxertou-se entre eles, defendeu sua causa e sofreu a mesma sorte deles: a perseguição e o martírio. Dom Romero é o símbolo de toda uma Igreja e de um continente latino-americano, verdadeiro servo sofredor de Yahwé, que carrega o pecado, a injustiça e a morte de nosso continente. Embora, às vezes, o pressentíamos, seu assassinato não nos surpreendeu; seu destino não podia ser outro, pois ele foi fiel a Jesus e se inseriu de verdade na dor de nossos povos".
Oscar Arnulfo Romero y Guadamez nasceu em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios, em El Salvador. Sua família era numerosa e pobre. Quando criança, sua saúde inspirava cuidados. Com apenas 13 anos entrou no seminário. Foi para Roma completar o curso de teologia com 20 anos e se ordenou sacerdote, em 1943. Retornou a El Salvador, na função de pároco. Era um sacerdote generoso e atuante: visitava os doentes, lecionava religião nas escolas, foi capelão do presídio; os pobres carentes faziam fila na porta de sua casa paroquial, pedindo e recebendo ajuda. Durante 26 anos, na função de vigário, padre Oscar Romero conheceu a miséria profunda que assolava seu pequeno país.
Trechos de artigo de Antonio Mesquita Gavão, Doutor em Teologia Moral, no site www.adital.com.br
PAULO DE OLIVEIRA(PAULINHO)DIRETOR SOCIAL DA UNESER
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