PADRE ÂNGELO LICÁTI CSsRBatismo que nos dá a dignidade de filhos de Deus, não destrói a nossa fraqueza, e nossos erros e limitações: somos chamados à Santidade, mas continuamos humanos frágeis e imperfeitos. Por isso, sempre permanece a possibilidade de errar, e até, de pecar. Nosso amor ao próximo, nosso irmão, é mesclado de amor próprio e de egoísmos. Por isso, ofendemos nossos irmãos, e muitas vezes, diante dessa fragilidade do nosso amor e da certeza que vamos pecar – ofender – o próximo, Jesus insiste na importância fundamental do perdão, que devemos dar, e que precisamos receber, para reconstruir o amor e a fraternidade.
Jesus condiciona o perdão que desejamos receber, ao perdão que já tivermos doado a quem nos ofendeu. É assim que Ele ensina na sua oração: “Pai nosso... perdoai as nossas ofensas, que nós já perdoamos aos que nos ofenderam.” (Mt 6,12). O amor cristão, baseado na filiação divina iniciada em nosso batismo, deve mudar totalmente nosso comportamento com as pessoas. Por isso Ele insiste: “Não julgueis, e não sereis julgados” (Mt 7,1). Sereis julgados com a mesma medida com que julgardes os outros. “Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso.” (Lc 6,36)
O perdão que demos, ou que recebemos, abranda a dor da ofensa, reconstrói a fraternidade, tranqüiliza o coração, gera a paz. O perdão foi o meio divino e misericordioso de Deus, para nos reconciliar com Ele e com nossos irmãos. O perdão se tornou salvação, quando o próprio Jesus derramou todo o seu sangue na cruz – para o perdão dos pecados!
Pe. Ângelo Licati, CSsR
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