
PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR
Para que serve uma Igreja “self-service”?
Muitos têm procurado alguns sacramentos, mesmo sem estarem convencidos do significado do gesto sacramental e sem o enraizamento numa verdadeira expressão de fé, principalmente no caso do batismo e do matrimônio. Quando falamos para essas pessoas que elas devem fazer um aprofundamento da fé ou uma reflexão sobre o sentido do sacramento solicitado, fazem manobras especiais para escapar dessas exigências ou ficam indignadas.
Tem-se a nítida impressão, ao observar as práticas de alguns, que a Igreja se tornou hoje um verdadeiro supermercado da fé, onde cada um busca e procura aquilo que deseja e os responsáveis estão aí apenas para atender a demanda de cada um. Essa pastoral “a la carte” não molesta quem a procura, mas deixa uma insatisfação muito grande em quem atende. Não se trata mais de uma Igreja oferecer um caminho exigente que prepara para o sacramento e que seja uma autêntica expressão de fé e de encontro com Cristo. O que importa é o gesto, o Cristo até pode estar ausente.
Nesse rol de necessidades, colocamos também a Eucaristia dominical, na qual cristãos estão presentes por simples rotina ou por razões estranhas a uma verdadeira expressão de fé.
Agora não se trata mais de conhecer por que se deve vivenciar o ser Igreja em todas as suas expressões. Há um individualismo no eclesial, cada um cria sua religião e seu modo de mostrar a fé, Deus tem de aceitar assim. Não há por que se lembrar da teofania do Sinai ou tentar ouvir os ecos do Sermão da Montanha.
A modernidade nos faz práticos, rápidos; hoje interessa o que agrada e o que não faz perder tempo. Não há espaço para ficar perguntando se Deus quer ou como quer; Deus aceite aquilo que acha que devo dar. Trocamos os lugares como queria a velha serpente no Paraíso: “Sereis como Deus” — isso é atraente.
E aqui está a razão por que não nos preocupamos tanto com essa gente que funciona como massa de manobra, que hoje está aqui e se prende a isso, amanhã está do lado de lá, porque as ofertas lá são mais atraentes.
Vamos continuar atendendo o povo, já porque acolher é evangélico, mas vamos continuar oferecendo e insistindo com aqueles que querem algo mais profundo e que ajude a fazer de sua fé uma rica e feliz expressão de seu amor a Deus, e manifeste seu compromisso de ser Igreja.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br
EDITORA SANTUÁRIO
Para que serve uma Igreja “self-service”?
Muitos têm procurado alguns sacramentos, mesmo sem estarem convencidos do significado do gesto sacramental e sem o enraizamento numa verdadeira expressão de fé, principalmente no caso do batismo e do matrimônio. Quando falamos para essas pessoas que elas devem fazer um aprofundamento da fé ou uma reflexão sobre o sentido do sacramento solicitado, fazem manobras especiais para escapar dessas exigências ou ficam indignadas.
Tem-se a nítida impressão, ao observar as práticas de alguns, que a Igreja se tornou hoje um verdadeiro supermercado da fé, onde cada um busca e procura aquilo que deseja e os responsáveis estão aí apenas para atender a demanda de cada um. Essa pastoral “a la carte” não molesta quem a procura, mas deixa uma insatisfação muito grande em quem atende. Não se trata mais de uma Igreja oferecer um caminho exigente que prepara para o sacramento e que seja uma autêntica expressão de fé e de encontro com Cristo. O que importa é o gesto, o Cristo até pode estar ausente.
Nesse rol de necessidades, colocamos também a Eucaristia dominical, na qual cristãos estão presentes por simples rotina ou por razões estranhas a uma verdadeira expressão de fé.
Agora não se trata mais de conhecer por que se deve vivenciar o ser Igreja em todas as suas expressões. Há um individualismo no eclesial, cada um cria sua religião e seu modo de mostrar a fé, Deus tem de aceitar assim. Não há por que se lembrar da teofania do Sinai ou tentar ouvir os ecos do Sermão da Montanha.
A modernidade nos faz práticos, rápidos; hoje interessa o que agrada e o que não faz perder tempo. Não há espaço para ficar perguntando se Deus quer ou como quer; Deus aceite aquilo que acha que devo dar. Trocamos os lugares como queria a velha serpente no Paraíso: “Sereis como Deus” — isso é atraente.
E aqui está a razão por que não nos preocupamos tanto com essa gente que funciona como massa de manobra, que hoje está aqui e se prende a isso, amanhã está do lado de lá, porque as ofertas lá são mais atraentes.
Vamos continuar atendendo o povo, já porque acolher é evangélico, mas vamos continuar oferecendo e insistindo com aqueles que querem algo mais profundo e que ajude a fazer de sua fé uma rica e feliz expressão de seu amor a Deus, e manifeste seu compromisso de ser Igreja.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
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